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Carência das Matriarcas
Fandom: Tomo chan is a girl
Created: 4/13/2026
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RomanceSlice of LifePWP (Plot? What Plot?)Explicit LanguageCharacter StudyDramaRealism
Brinde ao Pecado na Mansão Olston
O silêncio da mansão Olston era quase profano, quebrado apenas pelo estalo rítmico dos saltos de Akemi Aizawa contra o mármore polido do hall de entrada. A formatura das filhas havia sido um turbilhão de emoções, suor e gritos — a maioria vindo da própria Akemi, que quase foi expulsa da cerimônia por torcer alto demais pela sua Tomo. Agora, o sol se punha, deixando um rastro alaranjado que entrava pelas janelas colossais da residência de Ferris.
— Puta que pariu, Ferris! — Akemi exclamou, jogando a bolsa em um sofá que provavelmente custava mais que o seu carro. — Esse lugar é grande demais. Como é que você não se perde indo mijar de madrugada?
Akemi estava radiante. Sua pele bronzeada, marcada pelas linhas brancas de biquíni que espreitavam sob a regata justa, contrastava com o rabo de cavalo ruivo e a franja espetada que lhe dava um ar eternamente rebelde. Ela exibiu suas pequenas presas afiadas em um sorriso largo enquanto massageava os ombros atléticos.
— Seja bem-vinda, Akemi-san — disse Ferris, com uma voz suave que parecia mel escorrendo em veludo. Ela estava parada junto a um carrinho de bebidas de prata, usando um vestido de seda folgado que não conseguia esconder as curvas generosas de seu corpo baixo e voluptuoso. — E Misaki-san, por favor, entre. Sinta-se em casa.
Misaki Gundo entrou logo atrás, a personificação do contraste. Seus cabelos pretos estavam presos em um rabo de cavalo impecável, e os olhos escuros atrás dos óculos analisavam o ambiente com uma frieza clínica. Sua pele pálida parecia quase brilhar sob a luz suave dos lustres.
— É uma exibição de riqueza desnecessária — comentou Misaki, sua voz monótona carregada de uma ironia sutil. — Mas o isolamento é apreciável. Finalmente um lugar onde não ouvirei a Tomo e o Jun discutindo como dois chimpanzés no cio.
Akemi soltou uma gargalhada estrondosa, dando um tapinha pesado nas costas de Misaki, que nem sequer se moveu.
— Deixa de ser chata, Gundo! Hoje é noite de comemorar. Nossas pirralhas finalmente saíram da escola. Agora é a nossa vez de causar um pouco de problema.
Ferris sorriu, um brilho travesso cruzando seus olhos verdes. Ela pegou uma garrafa de cristal cujo rótulo indicava uma safra que a maioria das pessoas nunca veria na vida.
— Exatamente. Meu marido está viajando a negócios e a mansão é só nossa. Eu reservei algo especial para nós — disse a loira, servindo três taças generosas. — Este vinho custa mais do que alguns apartamentos em Tóquio. Acho que merecemos, não acham?
— Se é caro e tem álcool, eu tô dentro — Akemi pegou a taça e virou metade do conteúdo de uma vez, soltando um suspiro de satisfação. — Caralho... isso desce que nem água.
— É um Chateau Margaux — explicou Ferris, aproximando-se de Akemi para servir mais, deixando propositalmente seu braço roçar no bíceps firme da ruiva. — Ele tem um efeito... relaxante.
Misaki aceitou a taça, observando a interação com um olhar semicerrado. Ela era inteligente demais para não notar o modo como Ferris olhava para elas, mas o vinho era, de fato, excelente.
— Você está sendo muito generosa, Ferris — Misaki disse, tomando um gole lento. — O que exatamente você espera ganhar com essa hospitalidade toda?
Ferris soltou uma risadinha doce, balançando os ombros de forma que o decote do vestido oscilasse perigosamente.
— Ora, Misaki-san, que desconfiança. Só quero que minhas amigas se sintam bem. Depois de tantos anos cuidando de maridos e filhas, não podemos ter uma noite só para nossas... necessidades?
Elas se acomodaram em um lounge circular, rodeado por almofadas de veludo. A atmosfera começou a mudar à medida que a segunda garrafa era aberta. O calor do álcool começou a soltar a língua de Akemi e a suavizar a expressão gélida de Misaki.
— Eu juro — Akemi dizia, gesticulando com a taça —, o Gorou é um homem bom, mas às vezes eu sinto que sou casada com um saco de pancadas que respira. Eu preciso de algo com mais... garra. Entende?
Ela olhou para Ferris, que estava sentada muito perto, com as pernas cruzadas de um jeito que enfatizava o quadril largo.
— Eu entendo perfeitamente, Akemi-san — Ferris sussurrou, esticando a mão para tirar uma mecha de cabelo ruivo do rosto da outra. — Uma mulher forte como você... deve ser difícil encontrar alguém que consiga acompanhar seu ritmo.
— E você, Misaki? — Akemi virou-se para a morena, que parecia estar em seu próprio mundo de pensamentos cínicos. — Você nunca fala do seu marido. Ele é tão sem graça quanto você faz parecer?
Misaki olhou para o fundo de sua taça vazia antes de responder.
— Ele cumpre sua função social. Mas falta-lhe a capacidade de me surpreender. A maioria dos homens é previsível demais. Eu prefiro o silêncio... ou algo que eu não consiga controlar tão facilmente.
Ferris viu a abertura. Ela se levantou e caminhou até o sistema de som, colocando uma música ambiente baixa e rítmica, algo que vibrava no peito.
— Controle é uma ilusão, não acha? — Ferris voltou, mas desta vez não se sentou no seu lugar original. Ela se acomodou entre as duas, o espaço era apertado, forçando seus corpos a se tocarem. — Às vezes, o melhor é simplesmente se deixar levar pelo que o corpo pede.
Akemi sentiu o calor de Ferris contra seu flanco. O perfume da loira era inebriante, algo como baunilha e pecado. A ruiva sentiu uma onda de desejo que não esperava, exacerbada pelo álcool.
— Você tá muito engraçadinha hoje, Ferris — Akemi disse, sua voz ficando mais rouca. Ela mostrou as presas em um sorriso desafiador. — O que você tá planejando, hein?
— Planejando? — Ferris inclinou a cabeça, os olhos verdes brilhando sob a luz baixa. — Eu só quero ver até onde a honestidade de vocês vai. Akemi-san, você é tão física, tão intensa... e Misaki-san, você é tão contida, mas eu sinto o fogo queimando por trás desses óculos.
Ferris colocou uma mão no joelho de Akemi e a outra na coxa de Misaki. A pele pálida de Misaki pareceu queimar sob o toque, mas ela não se afastou. Em vez disso, Misaki retirou os óculos e os colocou sobre a mesa, revelando olhos escuros que agora brilhavam com uma intensidade predatória.
— Você é uma criatura perigosa, Ferris Olston — Misaki disse, sua voz mantendo a monotonia, mas com um peso novo. — Esconde-se atrás dessa fachada de dona de casa rica e doce, mas é a mais manipuladora de nós três.
— E você gosta disso, não gosta? — Ferris rebateu, aproximando o rosto do de Misaki. — Do desafio.
Akemi soltou um rosnado baixo, mas não de raiva. Ela agarrou o pulso de Ferris, puxando a mão da loira mais para cima em sua própria coxa.
— Chega de joguinho de palavras — Akemi declarou, a impaciência típica de sua personalidade transbordando. — Eu tô com um calor do inferno e esse vinho me deixou com vontade de quebrar alguma coisa... ou de alguém.
Ferris sorriu, a máscara de doçura caindo para revelar uma expressão de puro desejo.
— A mansão é à prova de som, Akemi-san. Podem gritar o quanto quiserem. Ninguém vai ouvir.
— Ótimo — disse Misaki, inclinando-se para frente e capturando os lábios de Ferris em um beijo que foi tudo menos silencioso. Era exigente, técnico e carregado de uma fome reprimida.
Akemi não ficou assistindo por muito tempo. Ela envolveu Ferris com seus braços fortes, puxando as duas para mais perto, sentindo a maciez da loira e a rigidez fria de Misaki se fundirem sob seu toque bronzeado.
— Porra... — Akemi murmurou contra o pescoço de Ferris, antes de morder levemente a pele com suas presas. — Eu sabia que essa noite ia acabar em confusão.
— Não é confusão, Akemi — Ferris ofegou, sentindo as mãos da ruiva explorarem suas curvas com uma força que a fazia delirar. — É apenas o que acontece quando deixamos de ser apenas "mães" por algumas horas.
Misaki se afastou do beijo por um segundo, observando as outras duas com um sorriso raro e genuinamente perverso.
— Acho que o quarto principal seria mais adequado — sugeriu Misaki. — O mármore aqui é frio demais para o que eu pretendo fazer com vocês duas.
Ferris riu, uma risada rica e vitoriosa, enquanto se deixava ser guiada pelas outras duas.
— O quarto é logo ali. E eu garanti que os lençóis fossem de seda egípcia.
Enquanto subiam as escadas, Akemi deu um tapa firme na coxa de Ferris, fazendo a loira soltar um ganido de surpresa e prazer.
— Menos conversa, mais ação — Akemi rosnou, seus olhos brilhando com a promessa de uma noite que nenhuma delas esqueceria, e que certamente não mencionariam no próximo café da manhã com as filhas.
Naquela noite, a mansão Olston não era apenas um monumento ao dinheiro, mas um santuário para três mulheres que, por trás de suas responsabilidades cotidianas, ainda eram movidas por um fogo que o tempo não conseguiu apagar. O vinho era caro, o cenário era luxuoso, mas o que aconteceria entre aquelas paredes era puramente instintivo.
— Puta que pariu, Ferris! — Akemi exclamou, jogando a bolsa em um sofá que provavelmente custava mais que o seu carro. — Esse lugar é grande demais. Como é que você não se perde indo mijar de madrugada?
Akemi estava radiante. Sua pele bronzeada, marcada pelas linhas brancas de biquíni que espreitavam sob a regata justa, contrastava com o rabo de cavalo ruivo e a franja espetada que lhe dava um ar eternamente rebelde. Ela exibiu suas pequenas presas afiadas em um sorriso largo enquanto massageava os ombros atléticos.
— Seja bem-vinda, Akemi-san — disse Ferris, com uma voz suave que parecia mel escorrendo em veludo. Ela estava parada junto a um carrinho de bebidas de prata, usando um vestido de seda folgado que não conseguia esconder as curvas generosas de seu corpo baixo e voluptuoso. — E Misaki-san, por favor, entre. Sinta-se em casa.
Misaki Gundo entrou logo atrás, a personificação do contraste. Seus cabelos pretos estavam presos em um rabo de cavalo impecável, e os olhos escuros atrás dos óculos analisavam o ambiente com uma frieza clínica. Sua pele pálida parecia quase brilhar sob a luz suave dos lustres.
— É uma exibição de riqueza desnecessária — comentou Misaki, sua voz monótona carregada de uma ironia sutil. — Mas o isolamento é apreciável. Finalmente um lugar onde não ouvirei a Tomo e o Jun discutindo como dois chimpanzés no cio.
Akemi soltou uma gargalhada estrondosa, dando um tapinha pesado nas costas de Misaki, que nem sequer se moveu.
— Deixa de ser chata, Gundo! Hoje é noite de comemorar. Nossas pirralhas finalmente saíram da escola. Agora é a nossa vez de causar um pouco de problema.
Ferris sorriu, um brilho travesso cruzando seus olhos verdes. Ela pegou uma garrafa de cristal cujo rótulo indicava uma safra que a maioria das pessoas nunca veria na vida.
— Exatamente. Meu marido está viajando a negócios e a mansão é só nossa. Eu reservei algo especial para nós — disse a loira, servindo três taças generosas. — Este vinho custa mais do que alguns apartamentos em Tóquio. Acho que merecemos, não acham?
— Se é caro e tem álcool, eu tô dentro — Akemi pegou a taça e virou metade do conteúdo de uma vez, soltando um suspiro de satisfação. — Caralho... isso desce que nem água.
— É um Chateau Margaux — explicou Ferris, aproximando-se de Akemi para servir mais, deixando propositalmente seu braço roçar no bíceps firme da ruiva. — Ele tem um efeito... relaxante.
Misaki aceitou a taça, observando a interação com um olhar semicerrado. Ela era inteligente demais para não notar o modo como Ferris olhava para elas, mas o vinho era, de fato, excelente.
— Você está sendo muito generosa, Ferris — Misaki disse, tomando um gole lento. — O que exatamente você espera ganhar com essa hospitalidade toda?
Ferris soltou uma risadinha doce, balançando os ombros de forma que o decote do vestido oscilasse perigosamente.
— Ora, Misaki-san, que desconfiança. Só quero que minhas amigas se sintam bem. Depois de tantos anos cuidando de maridos e filhas, não podemos ter uma noite só para nossas... necessidades?
Elas se acomodaram em um lounge circular, rodeado por almofadas de veludo. A atmosfera começou a mudar à medida que a segunda garrafa era aberta. O calor do álcool começou a soltar a língua de Akemi e a suavizar a expressão gélida de Misaki.
— Eu juro — Akemi dizia, gesticulando com a taça —, o Gorou é um homem bom, mas às vezes eu sinto que sou casada com um saco de pancadas que respira. Eu preciso de algo com mais... garra. Entende?
Ela olhou para Ferris, que estava sentada muito perto, com as pernas cruzadas de um jeito que enfatizava o quadril largo.
— Eu entendo perfeitamente, Akemi-san — Ferris sussurrou, esticando a mão para tirar uma mecha de cabelo ruivo do rosto da outra. — Uma mulher forte como você... deve ser difícil encontrar alguém que consiga acompanhar seu ritmo.
— E você, Misaki? — Akemi virou-se para a morena, que parecia estar em seu próprio mundo de pensamentos cínicos. — Você nunca fala do seu marido. Ele é tão sem graça quanto você faz parecer?
Misaki olhou para o fundo de sua taça vazia antes de responder.
— Ele cumpre sua função social. Mas falta-lhe a capacidade de me surpreender. A maioria dos homens é previsível demais. Eu prefiro o silêncio... ou algo que eu não consiga controlar tão facilmente.
Ferris viu a abertura. Ela se levantou e caminhou até o sistema de som, colocando uma música ambiente baixa e rítmica, algo que vibrava no peito.
— Controle é uma ilusão, não acha? — Ferris voltou, mas desta vez não se sentou no seu lugar original. Ela se acomodou entre as duas, o espaço era apertado, forçando seus corpos a se tocarem. — Às vezes, o melhor é simplesmente se deixar levar pelo que o corpo pede.
Akemi sentiu o calor de Ferris contra seu flanco. O perfume da loira era inebriante, algo como baunilha e pecado. A ruiva sentiu uma onda de desejo que não esperava, exacerbada pelo álcool.
— Você tá muito engraçadinha hoje, Ferris — Akemi disse, sua voz ficando mais rouca. Ela mostrou as presas em um sorriso desafiador. — O que você tá planejando, hein?
— Planejando? — Ferris inclinou a cabeça, os olhos verdes brilhando sob a luz baixa. — Eu só quero ver até onde a honestidade de vocês vai. Akemi-san, você é tão física, tão intensa... e Misaki-san, você é tão contida, mas eu sinto o fogo queimando por trás desses óculos.
Ferris colocou uma mão no joelho de Akemi e a outra na coxa de Misaki. A pele pálida de Misaki pareceu queimar sob o toque, mas ela não se afastou. Em vez disso, Misaki retirou os óculos e os colocou sobre a mesa, revelando olhos escuros que agora brilhavam com uma intensidade predatória.
— Você é uma criatura perigosa, Ferris Olston — Misaki disse, sua voz mantendo a monotonia, mas com um peso novo. — Esconde-se atrás dessa fachada de dona de casa rica e doce, mas é a mais manipuladora de nós três.
— E você gosta disso, não gosta? — Ferris rebateu, aproximando o rosto do de Misaki. — Do desafio.
Akemi soltou um rosnado baixo, mas não de raiva. Ela agarrou o pulso de Ferris, puxando a mão da loira mais para cima em sua própria coxa.
— Chega de joguinho de palavras — Akemi declarou, a impaciência típica de sua personalidade transbordando. — Eu tô com um calor do inferno e esse vinho me deixou com vontade de quebrar alguma coisa... ou de alguém.
Ferris sorriu, a máscara de doçura caindo para revelar uma expressão de puro desejo.
— A mansão é à prova de som, Akemi-san. Podem gritar o quanto quiserem. Ninguém vai ouvir.
— Ótimo — disse Misaki, inclinando-se para frente e capturando os lábios de Ferris em um beijo que foi tudo menos silencioso. Era exigente, técnico e carregado de uma fome reprimida.
Akemi não ficou assistindo por muito tempo. Ela envolveu Ferris com seus braços fortes, puxando as duas para mais perto, sentindo a maciez da loira e a rigidez fria de Misaki se fundirem sob seu toque bronzeado.
— Porra... — Akemi murmurou contra o pescoço de Ferris, antes de morder levemente a pele com suas presas. — Eu sabia que essa noite ia acabar em confusão.
— Não é confusão, Akemi — Ferris ofegou, sentindo as mãos da ruiva explorarem suas curvas com uma força que a fazia delirar. — É apenas o que acontece quando deixamos de ser apenas "mães" por algumas horas.
Misaki se afastou do beijo por um segundo, observando as outras duas com um sorriso raro e genuinamente perverso.
— Acho que o quarto principal seria mais adequado — sugeriu Misaki. — O mármore aqui é frio demais para o que eu pretendo fazer com vocês duas.
Ferris riu, uma risada rica e vitoriosa, enquanto se deixava ser guiada pelas outras duas.
— O quarto é logo ali. E eu garanti que os lençóis fossem de seda egípcia.
Enquanto subiam as escadas, Akemi deu um tapa firme na coxa de Ferris, fazendo a loira soltar um ganido de surpresa e prazer.
— Menos conversa, mais ação — Akemi rosnou, seus olhos brilhando com a promessa de uma noite que nenhuma delas esqueceria, e que certamente não mencionariam no próximo café da manhã com as filhas.
Naquela noite, a mansão Olston não era apenas um monumento ao dinheiro, mas um santuário para três mulheres que, por trás de suas responsabilidades cotidianas, ainda eram movidas por um fogo que o tempo não conseguiu apagar. O vinho era caro, o cenário era luxuoso, mas o que aconteceria entre aquelas paredes era puramente instintivo.
