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A irmã do meu melhor amigo
Fandom: Lenamiu
Created: 4/14/2026
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RomanceDramaSlice of LifeJealousyExplicit LanguageCharacter StudyRealismAngstCurtainfic / Domestic StoryPWP (Plot? What Plot?)
O Limiar da Inveja e do Desejo
O escritório de advocacia de Lorena ficava no trigésimo andar, com uma vista privilegiada para o horizonte de concreto, mas naquela tarde de sexta-feira, seus olhos não estavam nos processos acumulados sobre a mesa de mogno. Ela encarava o celular, observando uma foto postada nos stories de Miu Natsha. Na imagem, a pediatra sorria abertamente, segurando uma criança no colo, enquanto uma enfermeira desconhecida tocava seu ombro de forma excessivamente amigável.
Lorena sentiu o estômago revirar. Aquela era a maldição de amar a irmã do seu melhor amigo. Willie era seu confidente desde a faculdade, o homem que a ajudou a passar em Direito Civil, mas Miu... Miu era a força da natureza que Lorena tentava domar dentro de si há anos.
— Se continuar encarando a tela desse jeito, o celular vai entrar em combustão espontânea — disse Non, entrando na sala sem bater.
Non era o sócio de Lorena e um de seus amigos mais próximos, mas para Miu, ele era a maior ameaça. O jeito despojado de Non e a intimidade que ele tinha com Lorena eram combustível para as inseguranças da médica.
— Não estou encarando nada — mentiu Lorena, bloqueando o aparelho. — O que você quer, Non?
— Viemos te buscar para o happy hour. Engfa e Charlotte já estão lá embaixo, e a Freen me avisou que a Becky conseguiu sair cedo da agência. Vamos, Dra. Lorena. A justiça pode esperar, mas a cerveja gelada não.
Lorena suspirou, guardando o Macbook na bolsa. Ela precisava de uma distração. O que ela não esperava era que o destino — ou a falta de noção de Willie — tivesse planejado o encontro perfeito para o desastre.
O bar escolhido era um local sofisticado, com luzes baixas e sofás de couro. Quando Lorena chegou com Non, seu coração falhou uma batida. Sentada à mesa central, rindo de algo que Willie contava, estava Miu. Ela usava um vestido verde-esmeralda que realçava seu tom de pele e deixava seus ombros à mostra.
— Olha só quem chegou! — exclamou Willie, levantando-se para abraçar Lorena. — Minha advogada favorita e o penetra do Non.
Miu ergueu o olhar. O sorriso que ela exibia para o irmão vacilou por um segundo ao ver a mão de Non pousada casualmente na cintura de Lorena enquanto eles se acomodavam.
— Oi, Lorena — disse Miu, a voz suave, mas carregada de uma tensão que só as duas entendiam. — Pensei que estivesse ocupada demais com o caso daquela multinacional.
— Eu sempre tenho tempo para os amigos, Miu — respondeu Lorena, sentando-se propositalmente ao lado de Non, sentindo o olhar de fogo da pediatra queimar sua pele.
A noite avançou entre risadas e drinks coloridos. Engfa e Charlotte trocavam carinhos discretos em um canto, enquanto Freen e Becky discutiam sobre o novo roteiro que Becky estava escrevendo. No entanto, o clima entre Lorena e Miu era elétrico.
— Então, Non — começou Miu, girando o canudo em seu drink —, ouvi dizer que você e a Lorena passaram o final de semana passado trancados no escritório. Muito trabalho ou muita diversão?
Lorena sentiu o ciúme de Miu transbordar. Era ridículo, considerando que ela mesma estava morrendo de inveja da enfermeira da foto mais cedo.
— Um pouco dos dois, Miuzinha — provocou Non, sabendo exatamente onde estava pisando. — A Lorena é uma excelente parceira, em todos os sentidos.
O estalo do copo de Miu batendo na mesa foi audível.
— Com licença, vou ao banheiro — disse a médica, levantando-se bruscamente.
Lorena não hesitou. Ela esperou trinta segundos e se levantou também.
— Já volto — murmurou para o grupo.
Ela encontrou Miu no corredor estreito que levava aos lavabos VIP do estabelecimento. Não havia ninguém por perto. Miu estava de costas, as mãos apoiadas na pia de mármore, respirando fundo.
— O que foi aquilo lá fora? — perguntou Lorena, fechando a porta principal do corredor e girando a tranca.
Miu virou-se, os olhos brilhando de raiva e desejo.
— O que foi o quê? Você e aquele idiota se esfregando na minha frente? Você sabe o que eu sinto, Lorena. Você sabe desde a faculdade!
— Eu sei? — Lorena deu um passo à frente, encurtando a distância. — Porque o que eu vejo é você sendo "engraçadinha" com todo mundo no hospital, postando fotos com enfermeiras que claramente querem te levar para a cama. Você é a irmã do meu melhor amigo, Miu. Você é intocável. Ou pelo menos deveria ser.
— Pois pare de me tratar como uma criança — sibilou Miu, puxando Lorena pelo colarinho da blusa de seda. — Eu sou uma mulher, Lorena. E eu sou a mulher que você deseja todas as noites quando fecha os olhos.
O beijo não foi calmo. Foi uma colisão de anos de repressão, ciúme e fome. Lorena empurrou Miu contra a parede fria, suas mãos subindo pelas coxas da médica, levantando o tecido do vestido verde. Miu soltou um gemido baixo contra os lábios de Lorena, as pernas envolvendo a cintura da advogada.
— Aqui não... — arquejou Miu, embora suas mãos estivessem ocupadas desabotoando a calça social de Lorena.
— Aqui sim — rebateu Lorena, a voz rouca. — Eu não aguento mais esperar para te marcar, para mostrar que você é minha.
Lorena a colocou sobre a bancada da pia. O contraste do mármore gelado com o calor do corpo de Miu a fez estremecer. Sem mais palavras, Lorena mergulhou entre as pernas de Miu, sua língua encontrando o centro da umidade da outra com uma precisão que fez Miu arquear as costas e enterrar os dedos nos cabelos escuros da advogada.
— Lorena... meu Deus... — Miu tentava abafar os gritos, ciente de que seus pais, o Senhor Wirat e a Dona Leena, e até a mãe de Lorena, Dona Jee, poderiam aparecer a qualquer momento se resolvessem ligar para saber onde os filhos estavam. O perigo de serem pegas apenas aumentava a intensidade.
Lorena não parou até que Miu estivesse tremendo, o ápice a atingindo com uma força que a deixou sem fôlego. Mas Lorena também precisava de liberação. Ela se recompôs rapidamente, apenas o suficiente para que Miu tomasse o controle. A médica, ainda ofegante, puxou Lorena para um abraço apertado e inverteu as posições, fazendo a advogada sentir cada centímetro de sua própria carência.
O sexo ali, naquele cubículo de luxo, foi urgente e detalhado. Cada toque era uma reivindicação. Miu usou as mãos e a boca com a mesma habilidade com que operava em sua pediatria, mas com uma agressividade que só Lorena despertava. Quando Lorena finalmente atingiu o orgasmo, seu nome foi um sussurro pecaminoso nos lábios de Miu.
Minutos depois, elas tentavam arrumar as roupas e o cabelo diante do espelho.
— Willie vai nos matar se descobrir — comentou Miu, limpando um borrão de batom no canto da boca de Lorena.
— Willie vai ter que aceitar que a melhor amiga dele está perdidamente apaixonada pela irmã dele — respondeu Lorena, segurando o rosto de Miu. — E se o Non chegar perto de você de novo com aquela intimidade, eu não respondo por mim.
Miu sorriu, um sorriso genuíno e vitorioso.
— Digo o mesmo sobre suas enfermeiras, Dra. Natsha.
Elas voltaram para a mesa com dez minutos de diferença. O grupo continuava animado. Dew, um amigo comum que havia acabado de chegar, estava contando piadas, mas os olhos de Lorena e Miu se encontraram por cima das taças de vinho.
A jornada de 50 capítulos estava apenas começando. Haveria jantares em família com o Senhor Wirat desconfiado, as intervenções protetoras de Dona Jee e Leena, e as confusões de Willie, que ainda não fazia ideia de que sua irmã e sua melhor amiga haviam acabado de selar um pacto de paixão em um banheiro de bar.
Mas, pela primeira vez em anos, o ciúme deu lugar a uma certeza absoluta: elas pertenciam uma à outra. E nada, nem o segredo, nem a amizade de Willie, poderia apagar o fogo que haviam acabado de incendiar.
Lorena sentiu o estômago revirar. Aquela era a maldição de amar a irmã do seu melhor amigo. Willie era seu confidente desde a faculdade, o homem que a ajudou a passar em Direito Civil, mas Miu... Miu era a força da natureza que Lorena tentava domar dentro de si há anos.
— Se continuar encarando a tela desse jeito, o celular vai entrar em combustão espontânea — disse Non, entrando na sala sem bater.
Non era o sócio de Lorena e um de seus amigos mais próximos, mas para Miu, ele era a maior ameaça. O jeito despojado de Non e a intimidade que ele tinha com Lorena eram combustível para as inseguranças da médica.
— Não estou encarando nada — mentiu Lorena, bloqueando o aparelho. — O que você quer, Non?
— Viemos te buscar para o happy hour. Engfa e Charlotte já estão lá embaixo, e a Freen me avisou que a Becky conseguiu sair cedo da agência. Vamos, Dra. Lorena. A justiça pode esperar, mas a cerveja gelada não.
Lorena suspirou, guardando o Macbook na bolsa. Ela precisava de uma distração. O que ela não esperava era que o destino — ou a falta de noção de Willie — tivesse planejado o encontro perfeito para o desastre.
O bar escolhido era um local sofisticado, com luzes baixas e sofás de couro. Quando Lorena chegou com Non, seu coração falhou uma batida. Sentada à mesa central, rindo de algo que Willie contava, estava Miu. Ela usava um vestido verde-esmeralda que realçava seu tom de pele e deixava seus ombros à mostra.
— Olha só quem chegou! — exclamou Willie, levantando-se para abraçar Lorena. — Minha advogada favorita e o penetra do Non.
Miu ergueu o olhar. O sorriso que ela exibia para o irmão vacilou por um segundo ao ver a mão de Non pousada casualmente na cintura de Lorena enquanto eles se acomodavam.
— Oi, Lorena — disse Miu, a voz suave, mas carregada de uma tensão que só as duas entendiam. — Pensei que estivesse ocupada demais com o caso daquela multinacional.
— Eu sempre tenho tempo para os amigos, Miu — respondeu Lorena, sentando-se propositalmente ao lado de Non, sentindo o olhar de fogo da pediatra queimar sua pele.
A noite avançou entre risadas e drinks coloridos. Engfa e Charlotte trocavam carinhos discretos em um canto, enquanto Freen e Becky discutiam sobre o novo roteiro que Becky estava escrevendo. No entanto, o clima entre Lorena e Miu era elétrico.
— Então, Non — começou Miu, girando o canudo em seu drink —, ouvi dizer que você e a Lorena passaram o final de semana passado trancados no escritório. Muito trabalho ou muita diversão?
Lorena sentiu o ciúme de Miu transbordar. Era ridículo, considerando que ela mesma estava morrendo de inveja da enfermeira da foto mais cedo.
— Um pouco dos dois, Miuzinha — provocou Non, sabendo exatamente onde estava pisando. — A Lorena é uma excelente parceira, em todos os sentidos.
O estalo do copo de Miu batendo na mesa foi audível.
— Com licença, vou ao banheiro — disse a médica, levantando-se bruscamente.
Lorena não hesitou. Ela esperou trinta segundos e se levantou também.
— Já volto — murmurou para o grupo.
Ela encontrou Miu no corredor estreito que levava aos lavabos VIP do estabelecimento. Não havia ninguém por perto. Miu estava de costas, as mãos apoiadas na pia de mármore, respirando fundo.
— O que foi aquilo lá fora? — perguntou Lorena, fechando a porta principal do corredor e girando a tranca.
Miu virou-se, os olhos brilhando de raiva e desejo.
— O que foi o quê? Você e aquele idiota se esfregando na minha frente? Você sabe o que eu sinto, Lorena. Você sabe desde a faculdade!
— Eu sei? — Lorena deu um passo à frente, encurtando a distância. — Porque o que eu vejo é você sendo "engraçadinha" com todo mundo no hospital, postando fotos com enfermeiras que claramente querem te levar para a cama. Você é a irmã do meu melhor amigo, Miu. Você é intocável. Ou pelo menos deveria ser.
— Pois pare de me tratar como uma criança — sibilou Miu, puxando Lorena pelo colarinho da blusa de seda. — Eu sou uma mulher, Lorena. E eu sou a mulher que você deseja todas as noites quando fecha os olhos.
O beijo não foi calmo. Foi uma colisão de anos de repressão, ciúme e fome. Lorena empurrou Miu contra a parede fria, suas mãos subindo pelas coxas da médica, levantando o tecido do vestido verde. Miu soltou um gemido baixo contra os lábios de Lorena, as pernas envolvendo a cintura da advogada.
— Aqui não... — arquejou Miu, embora suas mãos estivessem ocupadas desabotoando a calça social de Lorena.
— Aqui sim — rebateu Lorena, a voz rouca. — Eu não aguento mais esperar para te marcar, para mostrar que você é minha.
Lorena a colocou sobre a bancada da pia. O contraste do mármore gelado com o calor do corpo de Miu a fez estremecer. Sem mais palavras, Lorena mergulhou entre as pernas de Miu, sua língua encontrando o centro da umidade da outra com uma precisão que fez Miu arquear as costas e enterrar os dedos nos cabelos escuros da advogada.
— Lorena... meu Deus... — Miu tentava abafar os gritos, ciente de que seus pais, o Senhor Wirat e a Dona Leena, e até a mãe de Lorena, Dona Jee, poderiam aparecer a qualquer momento se resolvessem ligar para saber onde os filhos estavam. O perigo de serem pegas apenas aumentava a intensidade.
Lorena não parou até que Miu estivesse tremendo, o ápice a atingindo com uma força que a deixou sem fôlego. Mas Lorena também precisava de liberação. Ela se recompôs rapidamente, apenas o suficiente para que Miu tomasse o controle. A médica, ainda ofegante, puxou Lorena para um abraço apertado e inverteu as posições, fazendo a advogada sentir cada centímetro de sua própria carência.
O sexo ali, naquele cubículo de luxo, foi urgente e detalhado. Cada toque era uma reivindicação. Miu usou as mãos e a boca com a mesma habilidade com que operava em sua pediatria, mas com uma agressividade que só Lorena despertava. Quando Lorena finalmente atingiu o orgasmo, seu nome foi um sussurro pecaminoso nos lábios de Miu.
Minutos depois, elas tentavam arrumar as roupas e o cabelo diante do espelho.
— Willie vai nos matar se descobrir — comentou Miu, limpando um borrão de batom no canto da boca de Lorena.
— Willie vai ter que aceitar que a melhor amiga dele está perdidamente apaixonada pela irmã dele — respondeu Lorena, segurando o rosto de Miu. — E se o Non chegar perto de você de novo com aquela intimidade, eu não respondo por mim.
Miu sorriu, um sorriso genuíno e vitorioso.
— Digo o mesmo sobre suas enfermeiras, Dra. Natsha.
Elas voltaram para a mesa com dez minutos de diferença. O grupo continuava animado. Dew, um amigo comum que havia acabado de chegar, estava contando piadas, mas os olhos de Lorena e Miu se encontraram por cima das taças de vinho.
A jornada de 50 capítulos estava apenas começando. Haveria jantares em família com o Senhor Wirat desconfiado, as intervenções protetoras de Dona Jee e Leena, e as confusões de Willie, que ainda não fazia ideia de que sua irmã e sua melhor amiga haviam acabado de selar um pacto de paixão em um banheiro de bar.
Mas, pela primeira vez em anos, o ciúme deu lugar a uma certeza absoluta: elas pertenciam uma à outra. E nada, nem o segredo, nem a amizade de Willie, poderia apagar o fogo que haviam acabado de incendiar.
