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Entre Dois Nomes
Fandom: Friends to lovers
Created: 4/16/2026
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RomanceSlice of LifeCharacter StudyRomance NovelCanon Setting
O Nome Além do Apelido
O cheiro de café fresco e bolo de fubá sempre teria o poder de transportar Ana de volta à infância. No entanto, aos vinte anos, ela não se sentia mais a menina que corria descalça pelo quintal de Dona Márcia. Agora, estudante de psicologia e recém-instalada em seu próprio apartamento, ela carregava uma aura de maturidade que seus olhos castanhos, levemente puxados e brilhantes, apenas realçavam.
Ela alisou o vestido leve e sentiu o toque do cabelo escuro e liso contra as costas enquanto esperava Márcia na sala. A visita era para ser um reencontro tranquilo após cinco anos de afastamento, mas o destino tinha outros planos.
A porta da frente se abriu com um estrondo suave, e um homem entrou. Ana sentiu o ar escapar de seus pulmões.
Cleiton não era mais o rapaz magro que ela vagamente lembrava. Aos trinta e seis anos, ele era uma força da natureza. O cabelo loiro estava levemente bagunçado, os olhos verdes brilhavam com uma intensidade magnética e os braços musculosos, expostos por uma regata escura, eram cobertos por intrincadas tatuagens de mandalas que pareciam contar histórias de equilíbrio e caos.
— Não acredito... — disse ele, a voz agora um barítono profundo que vibrou no peito de Ana. — A nossa Paulinha cresceu mesmo.
Ana sentiu o rosto esquentar. Ele sempre a chamara assim, devido ao seu segundo nome, e embora achasse o apelido carinhoso, ser chamada de "Paulinha" por aquele homem a fazia se sentir pequena, quase infantil diante de tamanha presença física.
— Oi, Cleiton. Faz muito tempo — respondeu ela, tentando manter a voz firme.
Márcia apareceu na sala, pegando as chaves e a bolsa com pressa.
— Meus queridos, vocês não vão acreditar! — exclamou a senhora, parecendo genuinamente aflita. — A vizinha ligou, o cano estourou e ela está sozinha. Preciso dar um pulo lá para ajudá-la. Cleiton, faça companhia para a Ana, não a deixe ir embora antes de eu voltar!
— Pode deixar, mãe — disse Cleiton, com um sorriso de canto que fez o estômago de Ana dar um solavanco. — Eu cuido muito bem dela.
Antes que Ana pudesse protestar, Márcia já havia saído, deixando um silêncio carregado no ambiente.
— Então... — começou Cleiton, aproximando-se. — Psicologia, não é? Quer dizer que agora você consegue ler meus pensamentos, Paulinha?
— Não é bem assim que funciona — ela riu, tentando disfarçar o nervosismo. — Mas eu consigo perceber quando alguém está tentando me provocar.
— E eu estou tentando? — Ele deu mais um passo, diminuindo a distância.
O calor que emanava dele era quase palpável. Ana sentiu que precisava de um copo de água. O apartamento de Márcia parecia ter encolhido de repente.
— Vou pegar um pouco de água na cozinha — disse ela, desviando o olhar dos olhos verdes dele.
Ela caminhou apressada para a cozinha estreita. O coração batia forte contra as costelas. Ela se sentia como uma adolescente de novo, mas os sentimentos que Cleiton despertava nela eram decididamente adultos. Enquanto pegava um copo no armário alto, ouviu os passos dele atrás dela.
Ao se virar bruscamente para voltar à sala, Ana não calculou bem o espaço. Seus pés se enroscaram no tapete da cozinha, e ela perdeu o equilíbrio.
— Cuidado! — exclamou Cleiton.
Em um movimento reflexo, rápido e preciso, ele a amparou. Suas mãos grandes e firmes envolveram a cintura de Ana, puxando-a contra o seu corpo musculoso para evitar a queda. O impacto fez o copo cair no balcão com um estalido seco, mas não quebrou.
Ana ficou paralisada. Seu rosto estava a centímetros do peito dele. Ela podia sentir o aroma de madeira e alecrim que vinha da pele dele, misturado ao calor natural de um corpo que passava horas treinando. As mandalas tatuadas em seus braços pareciam vibrar sob a luz da cozinha.
Ela ergueu o olhar, esperando o comentário brincalhão de sempre, a piada sobre como a "Paulinha" ainda era desastrada. Mas o que encontrou nos olhos verdes de Cleiton foi algo completamente diferente. Não havia diversão ali, apenas um desejo sombrio e uma intensidade que a fez estremecer.
— Você está bem? — perguntou ele, a voz agora rouca, quase um sussurro.
— Sim... eu... obrigada — gaguejou ela.
As mãos dele não se soltaram. Pelo contrário, os dedos de Cleiton se apertaram levemente contra o tecido fino do vestido dela, sentindo a curva de seus quadris. Ele a puxou um milímetro mais para perto, eliminando qualquer espaço que restasse.
— Sabe, eu passei anos pensando em você como aquela garotinha que corria por aqui — disse ele, a voz descendo uma oitava. — Mas hoje, quando entrei naquela sala... eu percebi que cometi um erro.
Ana sentiu a respiração dele contra sua testa. Ela não conseguia se mover, e honestamente, não queria.
— Que erro? — sussurrou ela.
Cleiton inclinou a cabeça, aproximando os lábios do ouvido dela. O calor do hálito dele fez os pelos do braço de Ana se arrepiarem instantaneamente.
— O erro de achar que você ainda é uma criança — ele disse, e desta vez, não houve "Paulinha". — Você é uma mulher incrível, Ana.
Ouvir seu nome sair daquela forma, com aquela reverência e desejo, mudou tudo. O apelido infantil foi enterrado sob o peso daquela nova realidade. Ana criou coragem e levou as mãos aos braços dele, sentindo a textura da pele e a dureza dos músculos.
— Você demorou para perceber — provocou ela, embora sua voz tenha saído trêmula.
Cleiton soltou uma risada baixa, um som vibrante que ela sentiu em seus próprios ossos. Ele se afastou apenas o suficiente para olhar dentro dos olhos castanhos dela, estudando cada detalhe de seu rosto, desde os olhos puxados até os lábios entreabertos.
— Eu sempre tive bom gosto — admitiu ele. — Mas agora... agora é perigoso.
— Por que perigoso? — perguntou ela, desafiando-o com o olhar.
— Porque eu não sou um homem paciente, Ana. E ter você aqui, na minha frente, depois de tanto tempo... me faz querer recuperar cada segundo que perdi.
Ele deslizou uma das mãos da cintura dela para a nuca, prendendo os dedos em seu cabelo liso e escuro. O toque era possessivo, mas carregado de uma ternura que a desarmou completamente.
— Minha mãe pode voltar a qualquer momento — sussurrou Ana, embora seu corpo estivesse se inclinando em direção ao dele.
— Ela demora quando vai ajudar a vizinha — respondeu Cleiton, o olhar fixo na boca dela. — Temos tempo.
Ele não esperou por uma resposta. Cleiton reduziu a distância final, selando seus lábios nos dela. O beijo não foi tímido ou hesitante; foi uma explosão de necessidade contida. Ele tinha gosto de café e de algo puramente masculino. A língua dele pediu passagem com confiança, e Ana cedeu, envolvendo o pescoço dele com os braços, puxando-o para mais perto, querendo fundir sua pele à dele.
As mãos de Cleiton desceram novamente para a cintura dela, erguendo-a levemente para que ela ficasse na ponta dos pés. Ele a pressionou contra a borda do balcão da cozinha, e o contraste entre o mármore frio e o calor do corpo dele fez Ana soltar um suspiro baixo contra a boca dele.
— Você não tem ideia — murmurou ele entre beijos, descendo para o pescoço dela, onde depositou beijos lentos e provocantes — do quanto eu desejei que você voltasse.
Ana inclinou a cabeça para trás, expondo a garganta, sentindo a barba por fazer dele roçar sua pele sensível.
— Eu também senti sua falta — confessou ela, a voz embargada. — Mas eu não sabia que era desse jeito.
Cleiton parou por um momento, olhando para ela com uma vulnerabilidade rara. Ele acariciou o rosto dela com o polegar, traçando a linha de sua mandíbula.
— Eu não sou o mesmo rapaz de cinco anos atrás, Ana. E você certamente não é a Paulinha.
— Eu prefiro assim — disse ela, puxando-o pela gola da regata para um novo beijo.
O clima na cozinha estava denso, carregado de uma eletricidade que parecia fazer o ar estalar. Cada toque de Cleiton, cada lugar onde suas tatuagens roçavam a pele dela, parecia marcar Ana de uma forma permanente. Ele a conhecia desde sempre, mas naquele momento, eles estavam se descobrindo pela primeira vez.
— Vamos para o meu apartamento? — sugeriu ele, a voz rouca de desejo. — É aqui perto. Não precisamos esperar minha mãe voltar para continuar isso.
Ana olhou para ele, vendo o homem que ele se tornara e sentindo a mulher que ela era agora. O medo da diferença de idade ou do que os outros pensariam evaporou, substituído pela certeza do que sentia.
— Eu adoraria — respondeu ela.
Cleiton sorriu, um sorriso genuíno e vitorioso. Ele a soltou apenas o suficiente para pegar a chave do carro no balcão, mas manteve uma mão possessiva em sua cintura. Antes de saírem, ele parou e olhou para ela uma última vez naquela cozinha.
— Ana — disse ele, testando o nome novamente, como se fosse um segredo precioso.
— Sim?
— Você fica linda sob a luz da tarde. Mas eu mal posso esperar para ver como fica sob a luz da lua.
Ela sorriu, sentindo que aquele era apenas o começo de uma história que vinha sendo escrita há anos, mas que só agora encontrava o seu ritmo verdadeiro. Eles saíram do apartamento de Márcia em silêncio, mas o barulho do que estava prestes a acontecer entre eles era mais alto do que qualquer palavra.
Enquanto caminhavam para o carro, Ana percebeu que a transição de "Paulinha" para "Ana" não era apenas uma mudança de nome. Era o nascimento de algo novo, algo que queimava com a intensidade das mandalas de Cleiton e a profundidade de seus próprios estudos sobre a alma humana. E ela estava pronta para explorar cada centímetro desse novo território.
Ela alisou o vestido leve e sentiu o toque do cabelo escuro e liso contra as costas enquanto esperava Márcia na sala. A visita era para ser um reencontro tranquilo após cinco anos de afastamento, mas o destino tinha outros planos.
A porta da frente se abriu com um estrondo suave, e um homem entrou. Ana sentiu o ar escapar de seus pulmões.
Cleiton não era mais o rapaz magro que ela vagamente lembrava. Aos trinta e seis anos, ele era uma força da natureza. O cabelo loiro estava levemente bagunçado, os olhos verdes brilhavam com uma intensidade magnética e os braços musculosos, expostos por uma regata escura, eram cobertos por intrincadas tatuagens de mandalas que pareciam contar histórias de equilíbrio e caos.
— Não acredito... — disse ele, a voz agora um barítono profundo que vibrou no peito de Ana. — A nossa Paulinha cresceu mesmo.
Ana sentiu o rosto esquentar. Ele sempre a chamara assim, devido ao seu segundo nome, e embora achasse o apelido carinhoso, ser chamada de "Paulinha" por aquele homem a fazia se sentir pequena, quase infantil diante de tamanha presença física.
— Oi, Cleiton. Faz muito tempo — respondeu ela, tentando manter a voz firme.
Márcia apareceu na sala, pegando as chaves e a bolsa com pressa.
— Meus queridos, vocês não vão acreditar! — exclamou a senhora, parecendo genuinamente aflita. — A vizinha ligou, o cano estourou e ela está sozinha. Preciso dar um pulo lá para ajudá-la. Cleiton, faça companhia para a Ana, não a deixe ir embora antes de eu voltar!
— Pode deixar, mãe — disse Cleiton, com um sorriso de canto que fez o estômago de Ana dar um solavanco. — Eu cuido muito bem dela.
Antes que Ana pudesse protestar, Márcia já havia saído, deixando um silêncio carregado no ambiente.
— Então... — começou Cleiton, aproximando-se. — Psicologia, não é? Quer dizer que agora você consegue ler meus pensamentos, Paulinha?
— Não é bem assim que funciona — ela riu, tentando disfarçar o nervosismo. — Mas eu consigo perceber quando alguém está tentando me provocar.
— E eu estou tentando? — Ele deu mais um passo, diminuindo a distância.
O calor que emanava dele era quase palpável. Ana sentiu que precisava de um copo de água. O apartamento de Márcia parecia ter encolhido de repente.
— Vou pegar um pouco de água na cozinha — disse ela, desviando o olhar dos olhos verdes dele.
Ela caminhou apressada para a cozinha estreita. O coração batia forte contra as costelas. Ela se sentia como uma adolescente de novo, mas os sentimentos que Cleiton despertava nela eram decididamente adultos. Enquanto pegava um copo no armário alto, ouviu os passos dele atrás dela.
Ao se virar bruscamente para voltar à sala, Ana não calculou bem o espaço. Seus pés se enroscaram no tapete da cozinha, e ela perdeu o equilíbrio.
— Cuidado! — exclamou Cleiton.
Em um movimento reflexo, rápido e preciso, ele a amparou. Suas mãos grandes e firmes envolveram a cintura de Ana, puxando-a contra o seu corpo musculoso para evitar a queda. O impacto fez o copo cair no balcão com um estalido seco, mas não quebrou.
Ana ficou paralisada. Seu rosto estava a centímetros do peito dele. Ela podia sentir o aroma de madeira e alecrim que vinha da pele dele, misturado ao calor natural de um corpo que passava horas treinando. As mandalas tatuadas em seus braços pareciam vibrar sob a luz da cozinha.
Ela ergueu o olhar, esperando o comentário brincalhão de sempre, a piada sobre como a "Paulinha" ainda era desastrada. Mas o que encontrou nos olhos verdes de Cleiton foi algo completamente diferente. Não havia diversão ali, apenas um desejo sombrio e uma intensidade que a fez estremecer.
— Você está bem? — perguntou ele, a voz agora rouca, quase um sussurro.
— Sim... eu... obrigada — gaguejou ela.
As mãos dele não se soltaram. Pelo contrário, os dedos de Cleiton se apertaram levemente contra o tecido fino do vestido dela, sentindo a curva de seus quadris. Ele a puxou um milímetro mais para perto, eliminando qualquer espaço que restasse.
— Sabe, eu passei anos pensando em você como aquela garotinha que corria por aqui — disse ele, a voz descendo uma oitava. — Mas hoje, quando entrei naquela sala... eu percebi que cometi um erro.
Ana sentiu a respiração dele contra sua testa. Ela não conseguia se mover, e honestamente, não queria.
— Que erro? — sussurrou ela.
Cleiton inclinou a cabeça, aproximando os lábios do ouvido dela. O calor do hálito dele fez os pelos do braço de Ana se arrepiarem instantaneamente.
— O erro de achar que você ainda é uma criança — ele disse, e desta vez, não houve "Paulinha". — Você é uma mulher incrível, Ana.
Ouvir seu nome sair daquela forma, com aquela reverência e desejo, mudou tudo. O apelido infantil foi enterrado sob o peso daquela nova realidade. Ana criou coragem e levou as mãos aos braços dele, sentindo a textura da pele e a dureza dos músculos.
— Você demorou para perceber — provocou ela, embora sua voz tenha saído trêmula.
Cleiton soltou uma risada baixa, um som vibrante que ela sentiu em seus próprios ossos. Ele se afastou apenas o suficiente para olhar dentro dos olhos castanhos dela, estudando cada detalhe de seu rosto, desde os olhos puxados até os lábios entreabertos.
— Eu sempre tive bom gosto — admitiu ele. — Mas agora... agora é perigoso.
— Por que perigoso? — perguntou ela, desafiando-o com o olhar.
— Porque eu não sou um homem paciente, Ana. E ter você aqui, na minha frente, depois de tanto tempo... me faz querer recuperar cada segundo que perdi.
Ele deslizou uma das mãos da cintura dela para a nuca, prendendo os dedos em seu cabelo liso e escuro. O toque era possessivo, mas carregado de uma ternura que a desarmou completamente.
— Minha mãe pode voltar a qualquer momento — sussurrou Ana, embora seu corpo estivesse se inclinando em direção ao dele.
— Ela demora quando vai ajudar a vizinha — respondeu Cleiton, o olhar fixo na boca dela. — Temos tempo.
Ele não esperou por uma resposta. Cleiton reduziu a distância final, selando seus lábios nos dela. O beijo não foi tímido ou hesitante; foi uma explosão de necessidade contida. Ele tinha gosto de café e de algo puramente masculino. A língua dele pediu passagem com confiança, e Ana cedeu, envolvendo o pescoço dele com os braços, puxando-o para mais perto, querendo fundir sua pele à dele.
As mãos de Cleiton desceram novamente para a cintura dela, erguendo-a levemente para que ela ficasse na ponta dos pés. Ele a pressionou contra a borda do balcão da cozinha, e o contraste entre o mármore frio e o calor do corpo dele fez Ana soltar um suspiro baixo contra a boca dele.
— Você não tem ideia — murmurou ele entre beijos, descendo para o pescoço dela, onde depositou beijos lentos e provocantes — do quanto eu desejei que você voltasse.
Ana inclinou a cabeça para trás, expondo a garganta, sentindo a barba por fazer dele roçar sua pele sensível.
— Eu também senti sua falta — confessou ela, a voz embargada. — Mas eu não sabia que era desse jeito.
Cleiton parou por um momento, olhando para ela com uma vulnerabilidade rara. Ele acariciou o rosto dela com o polegar, traçando a linha de sua mandíbula.
— Eu não sou o mesmo rapaz de cinco anos atrás, Ana. E você certamente não é a Paulinha.
— Eu prefiro assim — disse ela, puxando-o pela gola da regata para um novo beijo.
O clima na cozinha estava denso, carregado de uma eletricidade que parecia fazer o ar estalar. Cada toque de Cleiton, cada lugar onde suas tatuagens roçavam a pele dela, parecia marcar Ana de uma forma permanente. Ele a conhecia desde sempre, mas naquele momento, eles estavam se descobrindo pela primeira vez.
— Vamos para o meu apartamento? — sugeriu ele, a voz rouca de desejo. — É aqui perto. Não precisamos esperar minha mãe voltar para continuar isso.
Ana olhou para ele, vendo o homem que ele se tornara e sentindo a mulher que ela era agora. O medo da diferença de idade ou do que os outros pensariam evaporou, substituído pela certeza do que sentia.
— Eu adoraria — respondeu ela.
Cleiton sorriu, um sorriso genuíno e vitorioso. Ele a soltou apenas o suficiente para pegar a chave do carro no balcão, mas manteve uma mão possessiva em sua cintura. Antes de saírem, ele parou e olhou para ela uma última vez naquela cozinha.
— Ana — disse ele, testando o nome novamente, como se fosse um segredo precioso.
— Sim?
— Você fica linda sob a luz da tarde. Mas eu mal posso esperar para ver como fica sob a luz da lua.
Ela sorriu, sentindo que aquele era apenas o começo de uma história que vinha sendo escrita há anos, mas que só agora encontrava o seu ritmo verdadeiro. Eles saíram do apartamento de Márcia em silêncio, mas o barulho do que estava prestes a acontecer entre eles era mais alto do que qualquer palavra.
Enquanto caminhavam para o carro, Ana percebeu que a transição de "Paulinha" para "Ana" não era apenas uma mudança de nome. Era o nascimento de algo novo, algo que queimava com a intensidade das mandalas de Cleiton e a profundidade de seus próprios estudos sobre a alma humana. E ela estava pronta para explorar cada centímetro desse novo território.
