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gamer
Fandom: mundo real
Created: 4/16/2026
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RomanceSlice of LifeCurtainfic / Domestic StoryRealismExplicit Language
Além do Jogo
O brilho azulado de três monitores era a única fonte de luz no quarto de Japinha. Ele estava concentrado, os dedos movendo-se com uma velocidade frenética sobre o teclado mecânico e o mouse. Cada clique era preciso, cada movimento milimetricamente calculado. Ele era conhecido naquela comunidade online por sua destreza incomum; diziam que suas mãos tinham vida própria.
Ajustou os óculos sem armação que escorregavam levemente pelo nariz. As lentes polidas realçavam seus olhos escuros e puxados, que agora estavam fixos na tela, mas sua mente começou a divagar para longe dos pixels. Ele sentiu a fadiga muscular nos ombros — resultado da sessão pesada de supino na academia mais cedo — e decidiu que era hora de uma pausa.
Ele pegou o celular e viu uma notificação de Lívia. Um sorriso involuntário surgiu em seu rosto. Lívia era alta, de uma elegância natural que contrastava com seu jeito intenso. Seus cabelos negros eram como uma moldura para a pele muito clara, e os olhos escuros dela sempre pareciam ler os pensamentos dele antes mesmo que ele os formulasse.
Japinha olhou para a própria mão direita, ainda sentindo o formigamento da adrenalina do jogo. As veias estavam levemente saltadas devido ao esforço e ao treino físico, os dedos longos e ágeis. Ele tirou uma foto despretensiosa, focando na palma e na extensão dos dedos, e enviou para ela com uma legenda simples: "Cansado de tanto clicar hoje".
A resposta não demorou.
— "Esses dedos... você não tem noção do que uma foto dessas faz com a minha cabeça" — dizia a mensagem de Lívia.
Japinha sentiu o sangue subir. Ele digitou rapidamente.
— "É só uma mão, Lívia. O que você está imaginando?"
— "Estou imaginando essa habilidade toda em outro lugar" — ela respondeu quase instantaneamente. — "Sua mão é grande, as veias aparecendo... e eu sei o quão rápido você consegue mexer esses dedos. Pensei besteira, confesso. Muita besteira."
O calor se espalhou pelo corpo de Japinha. A imagem de Lívia, com seus cabelos negros espalhados pelo travesseiro e aquele olhar desafiador, invadiu sua mente. Ele não era do tipo que recuava diante de um desafio, muito menos quando o convite era tão explícito, ainda que subentendido.
Ele se levantou da cadeira gamer, sentindo a força em suas pernas. Vestiu uma camiseta que marcava bem os braços trabalhados na academia, pegou as chaves do carro e o celular.
— "Não imagina não" — ele enviou enquanto saía do quarto. — "Me espera. Em dez minutos eu te mostro se a sua imaginação chega perto da realidade."
O trajeto até a casa de Lívia pareceu durar uma eternidade, embora as ruas estivessem vazias. O coração dele batia no ritmo acelerado de um jogo de alto nível. Quando estacionou e subiu para o apartamento dela, a antecipação era quase palpável.
Lívia abriu a porta. Ela usava um camisete de seda preto que contrastava com sua pele pálida, os cabelos negros caindo em ondas sobre os ombros. Ela sorriu, um sorriso lento e predatório, ao vê-lo parado ali, ainda com os óculos que lhe davam um ar intelectual e perigoso ao mesmo tempo.
— Você veio mesmo — disse ela, encostando-se no batente da porta.
— Você não deveria ter falado sobre meus dedos se não quisesse que eu viesse provar o que eles fazem — respondeu Japinha, dando um passo para dentro e fechando a porta atrás de si.
Lívia deu um passo atrás, mas ele foi mais rápido. Ele a envolveu pela cintura, sentindo a diferença de altura que os deixava quase nivelados. A mão dele, a mesma da foto, pousou na nuca dela, os dedos embrenhando-se nos fios escuros.
— Então — sussurrou ela, a respiração falhando —, o gamer quer jogar na vida real agora?
— O jogo acabou, Lívia — Japinha disse, a voz baixa e rouca. — Agora a diversão é outra.
Ele a beijou com uma intensidade que a pegou de surpresa. Não era apenas o beijo de um garoto que passava o dia jogando; havia uma força física ali, um vigor que vinha das horas de academia e uma confiança que transbordava. Lívia passou os braços pelo pescoço dele, puxando-o para mais perto, sentindo os músculos do peito dele contra os seus.
Eles se moveram em direção ao quarto, sem quebrar o contato. Japinha a conduziu com uma segurança que a deixava tonta. Quando ela se deitou na cama, o contraste de seus cabelos negros contra o lençol branco era uma visão que ele queria guardar para sempre.
— Aquela foto... — começou Lívia, enquanto ele tirava a camiseta. — Eu não estava brincando. Suas mãos são... hipnotizantes.
Japinha sorriu, sentando-se na beira da cama e retirando os óculos, colocando-os sobre o criado-mudo. Sem as lentes, seus olhos pareciam ainda mais profundos e focados nela.
— Eu passo horas treinando a coordenação motora, Lívia — disse ele, aproximando-se. — Acho que você vai gostar de ver como eu aplico isso fora do computador.
Ele começou a traçar caminhos pela pele clara dela com as pontas dos dedos. Era um toque leve, quase um tormento, que fazia Lívia estremecer. Ele conhecia os pontos certos, a pressão exata. Cada movimento era calculado, mas carregado de uma paixão que nenhum software poderia simular.
— Você é muito mais forte do que parece nas streams — comentou ela, a voz saindo como um suspiro quando ele a puxou para mais perto.
— A academia ajuda a aguentar o ritmo — ele brincou, mas logo voltou a ficar sério, concentrado nela. — Mas estar aqui com você... isso é o que realmente exige o meu melhor.
A noite se desenrolou em um ritmo próprio. Lívia descobriu que a habilidade de Japinha com as mãos era, de fato, lendária. Ele era paciente onde precisava ser e intenso quando ela pedia por mais. A pele clara dela ficava ruborizada sob o toque dele, e o contraste dos olhos escuros de ambos se encontrando na penumbra do quarto criava uma conexão elétrica.
— Japinha... — ela murmurou, arqueando o corpo quando ele encontrou um ritmo que a deixava sem fôlego.
— Shh — interrompeu ele, um sorriso convencido nos lábios. — Eu ainda nem comecei a usar todo o meu potencial.
Lívia riu, uma risada curta e carregada de desejo.
— Então me mostra. Não para.
E ele não parou. Eles se exploraram com a curiosidade de quem quer descobrir cada detalhe, cada reação. Para Japinha, Lívia era o objetivo final, o prêmio mais valioso que ele já havia buscado. Para Lívia, ele era uma surpresa constante — uma mistura de intelecto, força física e uma sensibilidade tátil que a levava ao limite.
Horas depois, o silêncio finalmente se instalou no quarto, interrompido apenas pelo som da respiração pesada de ambos. Eles estavam abraçados, o calor dos corpos ainda presente. Lívia descansava a cabeça no peito dele, ouvindo o coração de Japinha voltando ao ritmo normal.
— E então? — perguntou ele, passando a mão pelos cabelos negros dela. — A realidade superou a imaginação?
Lívia levantou a cabeça, olhando-o nos olhos. Ela esticou a mão e pegou a mão direita dele, beijando a ponta de cada um dos dedos que, horas antes, haviam sido o estopim de tudo.
— Digamos que eu nunca mais vou olhar para um teclado da mesma forma — admitiu ela com um sorriso malicioso.
Japinha riu, sentindo uma satisfação que nenhum "Victory Royale" jamais lhe proporcionara.
— Que bom. Porque eu pretendo praticar muito mais do que apenas jogos de agora em diante.
— É um compromisso? — perguntou ela, desafiando-o.
— É uma promessa — respondeu ele, puxando-a para mais um beijo, pronto para começar tudo de novo.
A luz da lua entrava pela fresta da cortina, iluminando o casal. Naquela noite, o mundo virtual ficou em segundo plano. O que importava era o toque, o calor e a descoberta de que, às vezes, uma simples foto pode ser o início da melhor fase da vida de alguém. Japinha sabia que, por mais habilidoso que fosse com os dedos, o maior acerto de sua vida tinha sido atender ao chamado de Lívia.
Ela se aconchegou mais a ele, fechando os olhos.
— Durma um pouco, gamer — sussurrou ela. — Você tem que recuperar as energias.
— Eu estou ótimo — disse ele, embora o cansaço começasse a pesar. — Mas admito que essa foi a melhor partida que já joguei.
Lívia deu um tapinha leve no braço musculoso dele.
— Não sou um jogo, seu bobo.
— Eu sei — ele concluiu, beijando o topo da cabeça dela. — Você é muito melhor. Você é real.
Ajustou os óculos sem armação que escorregavam levemente pelo nariz. As lentes polidas realçavam seus olhos escuros e puxados, que agora estavam fixos na tela, mas sua mente começou a divagar para longe dos pixels. Ele sentiu a fadiga muscular nos ombros — resultado da sessão pesada de supino na academia mais cedo — e decidiu que era hora de uma pausa.
Ele pegou o celular e viu uma notificação de Lívia. Um sorriso involuntário surgiu em seu rosto. Lívia era alta, de uma elegância natural que contrastava com seu jeito intenso. Seus cabelos negros eram como uma moldura para a pele muito clara, e os olhos escuros dela sempre pareciam ler os pensamentos dele antes mesmo que ele os formulasse.
Japinha olhou para a própria mão direita, ainda sentindo o formigamento da adrenalina do jogo. As veias estavam levemente saltadas devido ao esforço e ao treino físico, os dedos longos e ágeis. Ele tirou uma foto despretensiosa, focando na palma e na extensão dos dedos, e enviou para ela com uma legenda simples: "Cansado de tanto clicar hoje".
A resposta não demorou.
— "Esses dedos... você não tem noção do que uma foto dessas faz com a minha cabeça" — dizia a mensagem de Lívia.
Japinha sentiu o sangue subir. Ele digitou rapidamente.
— "É só uma mão, Lívia. O que você está imaginando?"
— "Estou imaginando essa habilidade toda em outro lugar" — ela respondeu quase instantaneamente. — "Sua mão é grande, as veias aparecendo... e eu sei o quão rápido você consegue mexer esses dedos. Pensei besteira, confesso. Muita besteira."
O calor se espalhou pelo corpo de Japinha. A imagem de Lívia, com seus cabelos negros espalhados pelo travesseiro e aquele olhar desafiador, invadiu sua mente. Ele não era do tipo que recuava diante de um desafio, muito menos quando o convite era tão explícito, ainda que subentendido.
Ele se levantou da cadeira gamer, sentindo a força em suas pernas. Vestiu uma camiseta que marcava bem os braços trabalhados na academia, pegou as chaves do carro e o celular.
— "Não imagina não" — ele enviou enquanto saía do quarto. — "Me espera. Em dez minutos eu te mostro se a sua imaginação chega perto da realidade."
O trajeto até a casa de Lívia pareceu durar uma eternidade, embora as ruas estivessem vazias. O coração dele batia no ritmo acelerado de um jogo de alto nível. Quando estacionou e subiu para o apartamento dela, a antecipação era quase palpável.
Lívia abriu a porta. Ela usava um camisete de seda preto que contrastava com sua pele pálida, os cabelos negros caindo em ondas sobre os ombros. Ela sorriu, um sorriso lento e predatório, ao vê-lo parado ali, ainda com os óculos que lhe davam um ar intelectual e perigoso ao mesmo tempo.
— Você veio mesmo — disse ela, encostando-se no batente da porta.
— Você não deveria ter falado sobre meus dedos se não quisesse que eu viesse provar o que eles fazem — respondeu Japinha, dando um passo para dentro e fechando a porta atrás de si.
Lívia deu um passo atrás, mas ele foi mais rápido. Ele a envolveu pela cintura, sentindo a diferença de altura que os deixava quase nivelados. A mão dele, a mesma da foto, pousou na nuca dela, os dedos embrenhando-se nos fios escuros.
— Então — sussurrou ela, a respiração falhando —, o gamer quer jogar na vida real agora?
— O jogo acabou, Lívia — Japinha disse, a voz baixa e rouca. — Agora a diversão é outra.
Ele a beijou com uma intensidade que a pegou de surpresa. Não era apenas o beijo de um garoto que passava o dia jogando; havia uma força física ali, um vigor que vinha das horas de academia e uma confiança que transbordava. Lívia passou os braços pelo pescoço dele, puxando-o para mais perto, sentindo os músculos do peito dele contra os seus.
Eles se moveram em direção ao quarto, sem quebrar o contato. Japinha a conduziu com uma segurança que a deixava tonta. Quando ela se deitou na cama, o contraste de seus cabelos negros contra o lençol branco era uma visão que ele queria guardar para sempre.
— Aquela foto... — começou Lívia, enquanto ele tirava a camiseta. — Eu não estava brincando. Suas mãos são... hipnotizantes.
Japinha sorriu, sentando-se na beira da cama e retirando os óculos, colocando-os sobre o criado-mudo. Sem as lentes, seus olhos pareciam ainda mais profundos e focados nela.
— Eu passo horas treinando a coordenação motora, Lívia — disse ele, aproximando-se. — Acho que você vai gostar de ver como eu aplico isso fora do computador.
Ele começou a traçar caminhos pela pele clara dela com as pontas dos dedos. Era um toque leve, quase um tormento, que fazia Lívia estremecer. Ele conhecia os pontos certos, a pressão exata. Cada movimento era calculado, mas carregado de uma paixão que nenhum software poderia simular.
— Você é muito mais forte do que parece nas streams — comentou ela, a voz saindo como um suspiro quando ele a puxou para mais perto.
— A academia ajuda a aguentar o ritmo — ele brincou, mas logo voltou a ficar sério, concentrado nela. — Mas estar aqui com você... isso é o que realmente exige o meu melhor.
A noite se desenrolou em um ritmo próprio. Lívia descobriu que a habilidade de Japinha com as mãos era, de fato, lendária. Ele era paciente onde precisava ser e intenso quando ela pedia por mais. A pele clara dela ficava ruborizada sob o toque dele, e o contraste dos olhos escuros de ambos se encontrando na penumbra do quarto criava uma conexão elétrica.
— Japinha... — ela murmurou, arqueando o corpo quando ele encontrou um ritmo que a deixava sem fôlego.
— Shh — interrompeu ele, um sorriso convencido nos lábios. — Eu ainda nem comecei a usar todo o meu potencial.
Lívia riu, uma risada curta e carregada de desejo.
— Então me mostra. Não para.
E ele não parou. Eles se exploraram com a curiosidade de quem quer descobrir cada detalhe, cada reação. Para Japinha, Lívia era o objetivo final, o prêmio mais valioso que ele já havia buscado. Para Lívia, ele era uma surpresa constante — uma mistura de intelecto, força física e uma sensibilidade tátil que a levava ao limite.
Horas depois, o silêncio finalmente se instalou no quarto, interrompido apenas pelo som da respiração pesada de ambos. Eles estavam abraçados, o calor dos corpos ainda presente. Lívia descansava a cabeça no peito dele, ouvindo o coração de Japinha voltando ao ritmo normal.
— E então? — perguntou ele, passando a mão pelos cabelos negros dela. — A realidade superou a imaginação?
Lívia levantou a cabeça, olhando-o nos olhos. Ela esticou a mão e pegou a mão direita dele, beijando a ponta de cada um dos dedos que, horas antes, haviam sido o estopim de tudo.
— Digamos que eu nunca mais vou olhar para um teclado da mesma forma — admitiu ela com um sorriso malicioso.
Japinha riu, sentindo uma satisfação que nenhum "Victory Royale" jamais lhe proporcionara.
— Que bom. Porque eu pretendo praticar muito mais do que apenas jogos de agora em diante.
— É um compromisso? — perguntou ela, desafiando-o.
— É uma promessa — respondeu ele, puxando-a para mais um beijo, pronto para começar tudo de novo.
A luz da lua entrava pela fresta da cortina, iluminando o casal. Naquela noite, o mundo virtual ficou em segundo plano. O que importava era o toque, o calor e a descoberta de que, às vezes, uma simples foto pode ser o início da melhor fase da vida de alguém. Japinha sabia que, por mais habilidoso que fosse com os dedos, o maior acerto de sua vida tinha sido atender ao chamado de Lívia.
Ela se aconchegou mais a ele, fechando os olhos.
— Durma um pouco, gamer — sussurrou ela. — Você tem que recuperar as energias.
— Eu estou ótimo — disse ele, embora o cansaço começasse a pesar. — Mas admito que essa foi a melhor partida que já joguei.
Lívia deu um tapinha leve no braço musculoso dele.
— Não sou um jogo, seu bobo.
— Eu sei — ele concluiu, beijando o topo da cabeça dela. — Você é muito melhor. Você é real.
