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Instinto fora do controle

Fandom: Twice

Created: 4/19/2026

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RomanceOmegaversePWP (Plot? What Plot?)Explicit LanguageAU (Alternate Universe)Character Study
Contents

Instinto Enclausurado

O som metálico do elevador da JYP Entertainment ecoou pelo corredor vazio. Momo apertou o botão do térreo com uma urgência que beirava o desespero. Suas mãos suavam e seu coração martelava contra as costelas como um animal enjaulado. Ela sabia que deveria ter ficado em casa. O ciclo de um alfa era previsível, mas este, especificamente, estava vindo com uma força avassaladora, nublando seus sentidos e tornando o ar ao seu redor pesado, carregado de feromônios que ela tentava desesperadamente suprimir.

A porta estava prestes a se fechar quando uma mão delicada impediu o movimento.

Mina entrou, deslizando para dentro da cabine com sua elegância habitual. Ela vestia um conjunto de seda leve, mas no momento em que seus olhos encontraram os de Momo, sua postura vacilou. Mina era uma ômega, e seus instintos eram tão afiados quanto os de Momo. O cheiro da alfa — algo como madeira queimada e sândalo, mas agora intensificado por uma nota crua e selvagem — atingiu Mina como uma onda física.

— Momo-chan? — Mina murmurou, a voz falhando levemente. — Você não deveria estar descansando?

— Eu... eu estava saindo — respondeu Momo, a voz rouca, mantendo-se o mais longe possível, pressionando as costas contra a parede de metal frio.

O elevador começou a descer, mas antes que pudesse passar pelo terceiro andar, um solavanco violento jogou as duas para os lados. As luzes piscaram e se apagaram por um segundo antes que a iluminação de emergência, um tom avermelhado e fraco, assumisse o controle. O silêncio que se seguiu foi absoluto, interrompido apenas pelo som da ventilação morrendo.

— Não pode ser... — Mina sussurrou, apertando o botão de emergência repetidamente. Nada aconteceu. — Ficamos presas?

Momo fechou os olhos, soltando um rosnado baixo que não conseguiu conter. O espaço era pequeno demais. O calor estava subindo. E, para piorar, o cheiro de Mina — pêssegos frescos e flores brancas — estava começando a mudar. O medo e a ansiedade da ômega estavam liberando seus próprios feromônios, e para uma alfa no início do cio, aquilo era o convite mais perigoso do mundo.

— Mina, fique longe de mim — avisou Momo, a respiração ficando curta. — Por favor.

— Momo, o que está acontecendo? Você está tremendo.

Mina deu um passo à frente, a preocupação superando o instinto de preservação. No momento em que ela tocou o braço de Momo, a alfa soltou um suspiro pesado, a cabeça caindo para trás contra o espelho.

— É o meu ciclo, Mina — confessou Momo, os olhos agora brilhando em um tom mais escuro de âmbar. — E o espaço fechado... está tornando tudo pior. Eu não consigo controlar.

Mina sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Ela sabia o que aquilo significava. Um alfa no cio em um espaço confinado com um ômega era uma receita para o desastre — ou para a entrega total. O problema era que o próprio corpo de Mina estava reagindo. Sua pele começou a formigar, e uma umidade indesejada surgiu entre suas pernas. O poder de Momo era magnético.

— Eles vão nos tirar daqui em breve — disse Mina, tentando manter a dignidade, embora sua voz estivesse uma oitava mais alta. — Só precisamos... esperar.

— Vai demorar pelo menos uma hora até o técnico chegar — Momo retrucou, os dentes cerrados. Ela olhou para Mina, e o desejo em seu olhar era quase palpável. — Eu sinto o seu cheiro, Mina. Você está reagindo a mim.

Mina desviou o olhar, as bochechas corando furiosamente.

— Eu não... eu estou apenas nervosa.

— Não minta para uma alfa — Momo deu um passo à frente, encurtando a distância. — Eu consigo ouvir seu coração. Está disparado. E o seu cheiro... está ficando doce. Tão doce que eu sinto que vou enlouquecer.

Momo lutava contra si mesma. Suas mãos estavam fechadas em punhos, as unhas cravando na palma da mão para usar a dor como âncora. Mas o instinto era uma força da natureza. Ela olhou para baixo, para o volume crescente em sua calça de moletom, sentindo-se exposta e vulnerável em sua própria dominância.

Mina notou o olhar de Momo e seguiu a linha de visão. O volume ali era evidente, uma promessa de preenchimento que fez o ventre da ômega contrair-se em desejo puro. A dignidade de Mina estava desmoronando junto com sua resistência.

— Momo... — Mina sussurrou, e desta vez não era um aviso, era um chamado.

— Se você chegar mais perto, eu não vou conseguir parar — Momo avisou, a voz vibrando como um trovão baixo. — Eu vou querer marcar você. Eu vou querer possuir você de todas as formas.

— E quem disse que eu quero que você pare? — Mina deu o passo final, colando seu corpo ao de Momo.

O contato físico foi o gatilho. Momo perdeu a batalha contra o instinto. Suas mãos voaram para a cintura de Mina, puxando-a com uma força bruta, mas carregada de uma necessidade desesperada. Ela enterrou o rosto no pescoço de Mina, inalando profundamente o aroma da glândula de cheiro da ômega.

— Você é tão cheirosa... — Momo gemeu contra a pele dela. — Mina, eu vou te devorar.

— Por favor — implorou Mina, jogando a cabeça para trás. — Agora.

Momo não esperou mais. Ela atacou os lábios de Mina em um beijo faminto, uma colisão de línguas e dentes que não tinha nada de delicado. Era uma reivindicação. Suas mãos desceram para as coxas de Mina, levantando-a com facilidade. Mina envolveu as pernas ao redor da cintura de Momo, sentindo a ereção rígida da alfa pressionar contra sua intimidade protegida apenas pelo tecido fino da calcinha.

— Eu preciso sentir você — disse Momo entre beijos, a respiração quente contra a boca de Mina.

Com movimentos ágeis e impulsionados pela adrenalina do cio, Momo desceu Mina de volta ao chão apenas o suficiente para arrancar sua própria calça e a calcinha de Mina. O membro de Momo saltou, pulsante e pronto, lubrificado pelo pré-gozo que brilhava na penumbra avermelhada do elevador.

Mina soltou um arquejo ao ver o tamanho da alfa. Era intimidador, mas o desejo de ser preenchida era maior que qualquer medo. Ela se encostou no espelho frio, sentindo o contraste térmico enquanto Momo se posicionava entre suas pernas.

— Olhe para mim, Mina — ordenou Momo, sua voz de alfa assumindo o controle total.

Mina obedeceu, os olhos nublados de luxúria. Momo segurou as coxas de Mina, abrindo-as bem, e posicionou a ponta de seu membro na entrada já úmida da ômega.

— Você é minha — declarou Momo antes de empurrar de uma só vez.

Mina soltou um grito que ecoou pelo poço do elevador, as unhas cravando nos ombros largos de Momo. A sensação de ser preenchida por algo tão grande e quente era avassaladora. Momo não parou; o cio exigia ritmo, exigia entrega. Ela começou a estocar, movimentos longos e profundos que faziam o corpo de Mina chocar-se repetidamente contra o espelho.

— Mm-Momo! — Mina gemia, o prazer subindo em ondas. — Mais forte... por favor!

Momo rosnou, a mão subindo para apertar o pescoço de Mina de leve, apenas o suficiente para aumentar a excitação. Ela estava perdendo o juízo, agindo por puro instinto animal. Cada estocada era precisa, atingindo o ponto sensível de Mina e arrancando dela sons que a ômega nunca pensou ser capaz de produzir.

— Você gosta disso, não gosta? — Momo provocou, a voz rouca perto do ouvido de Mina. — Gosta de sentir sua alfa dentro de você.

— Sim! — Mina gritou, as pernas tremendo enquanto se apertavam ao redor da cintura de Momo, tentando trazê-la ainda mais para dentro. — Mais, Momo, me dê tudo!

O calor no elevador era sufocante, mas nenhuma delas se importava. O suor brilhava em seus corpos, misturando-se enquanto o ritmo de Momo se tornava frenético. A alfa sentia o nó na base de seu membro começando a inchar, um sinal de que o ápice estava próximo, o momento em que ela selaria sua semente dentro da ômega.

Mina sentiu a mudança. Suas paredes vaginais começaram a pulsar, apertando Momo em um ritmo frenético. O prazer era tanto que sua visão começou a escurecer nas bordas.

— Eu vou... eu vou chegar lá! — Mina exclamou, o corpo ficando rígido.

— Venha para mim, Mina. Goze para a sua alfa — Momo comandou, aumentando a velocidade.

Mina desmoronou em um orgasmo violento, os músculos se contraindo ao redor de Momo. O aperto foi o que restava para Momo perder o controle. Com um rosnado profundo, ela empurrou uma última vez, enterrando-se o mais fundo possível enquanto seu sêmen jorrava dentro de Mina, onda após onda de calor preenchendo a ômega.

O nó de Momo prendeu as duas juntas. Ela desabou o peso sobre Mina, ambas respirando pesadamente, o som de seus pulmões lutando por ar preenchendo o pequeno espaço. O silêncio voltou, mas agora estava carregado de uma satisfação exausta.

— Nós... — Mina tentou falar, mas sua voz era apenas um sussurro. — Nós realmente fizemos isso.

Momo beijou a testa de Mina, os olhos voltando gradualmente ao seu castanho normal, embora o brilho do cio ainda estivesse lá.

— Eu disse que não conseguiria resistir — Momo murmurou, acariciando o rosto de Mina. — Você me pertence agora, Mina. Pelo menos até esse elevador abrir.

Mina sorriu, uma expressão de cansaço e felicidade, enquanto sentia a pulsação do nó de Momo dentro dela, mantendo-as ligadas em uma união primitiva.

— Eu não me importo — disse Mina, descansando a cabeça no ombro de Momo. — Eu não queria estar em nenhum outro lugar.

Cerca de quarenta minutos depois, as luzes do painel voltaram a brilhar e o motor acima delas roncou, voltando à vida. Momo e Mina se vestiram apressadamente, ajeitando as roupas e o cabelo o melhor que podiam, embora o cheiro de sexo e feromônios no elevador fosse impossível de disfarçar.

Quando a porta finalmente se abriu no térreo, um técnico e alguns membros da equipe de segurança estavam lá.

— Vocês estão bem? — perguntou um dos seguranças, preocupado. — Pedimos desculpas pela demora.

Momo saiu primeiro, recuperando sua postura de alfa, embora seus olhos ainda tivessem uma intensidade perigosa. Ela estendeu a mão para Mina, ajudando-a a sair.

— Estamos bem — disse Momo, sua voz firme, mas com um tom de satisfação que apenas Mina entenderia. — Só precisamos de um pouco de ar fresco.

Enquanto caminhavam em direção à saída, Mina sentiu o líquido quente escorrer por sua coxa, um lembrete físico do que havia acontecido. Ela olhou para Momo, que retribuiu com um sorriso de lado, possessivo e terno ao mesmo tempo. O cio de Momo estava longe de terminar, e ambas sabiam que aquela hora no elevador fora apenas o começo de uma longa noite.

Momo apertou a mão de Mina com força enquanto entravam no carro.

— Pronta para o segundo round? — sussurrou Momo.

Mina apenas sorriu, puxando a alfa para mais perto. A resistência havia acabado; agora, restava apenas a entrega.
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