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Instinto fora do controle

Fandom: Twice

Created: 4/19/2026

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RomanceOmegaversePWP (Plot? What Plot?)Explicit LanguageSoulmates
Contents

Feromônios no Espaço Confinado

O som metálico e o solavanco brusco do elevador fizeram Mina segurar com força no corrimão de metal. As luzes piscaram antes de se estabilizarem em um tom amarelado e opaco. O silêncio que se seguiu foi interrompido apenas pelo som da ventilação moribunda e pela respiração pesada de Momo ao seu lado.

— Não pode ser... — sussurrou Mina, apertando o botão de emergência repetidas vezes. — Momo, o elevador parou.

Momo não respondeu de imediato. Ela estava encostada na parede oposta, com a cabeça baixa e as mãos fechadas em punhos. O cheiro dela, que normalmente era um aroma suave de pêssegos e mel, estava se transformando. Estava ficando denso, escuro e avassalador. Era o cheiro de um alfa entrando em um cio súbito e violento.

— Mina... — a voz de Momo saiu rouca, um rosnado baixo vibrando em sua garganta. — Você precisa... se afastar.

— Como eu vou me afastar, Momo? Estamos presas! — Mina sentiu suas próprias pernas fraquejarem. Como uma ômega, ela era biologicamente sensível àquela aura. O calor emanando de Momo era quase palpável.

O ar no cubículo de três metros quadrados tornou-se irrespirável. Mina sentia seu próprio corpo reagir, a umidade crescendo entre suas pernas enquanto o instinto de se render àquela alfa poderosa gritava em seu sangue. Momo levantou o olhar; seus olhos estavam escuros, as pupilas dilatadas, consumidas pelo desejo primitivo.

— Eu não vou conseguir segurar por uma hora aqui dentro — Momo confessou, a voz falhando. — Meu corpo... ele quer você, Mina. Eu sempre quis você.

Mina engoliu em seco. A amizade de anos parecia uma barreira frágil prestes a romper. Ela caminhou lentamente até Momo, sentindo o magnetismo.

— Então não segure — sussurrou Mina, tocando o rosto da alfa. — Eu ajudo você.

O beijo que se seguiu foi uma explosão. Momo atacou os lábios de Mina com uma fome desesperada, as línguas se entrelaçando em uma dança frenética. As mãos da alfa desceram para a blusa de Mina, rasgando os botões sem cerimônia. Ela queria pele, precisava do contato direto. Quando Mina ficou apenas de sutiã, Momo desceu os beijos pelo pescoço, marcando a pele alva com chupões possessivos até chegar aos seios.

— Você é tão linda, meu Deus... — Momo gemeu contra o mamilo de Mina, abocanhando-o com força, fazendo a ômega arquear as costas e soltar um grito agudo que ecoou pelo poço do elevador.

Momo livrou-se rapidamente de suas próprias roupas e das de Mina. O pênis da alfa, ereto e pulsante, revelava toda a urgência do seu estado. Sem mais delongas, Momo penetrou Mina pela primeira vez ali mesmo, prensando-a contra o espelho frio do elevador. O contraste do metal gelado com o calor interno de Momo fez Mina delirar. Os estocadas eram rápidas, profundas, preenchendo Mina de uma forma que ela nunca imaginou ser possível.

— Mais, Momo! Por favor! — Mina implorava, as unhas cravadas nos ombros da alfa.

O ápice veio rápido para ambas, um espasmo de prazer que as deixou ofegantes, mas o cio de uma alfa não se acalmava tão fácil.

Assim que recuperaram o fôlego, o desejo voltou a queimar. Momo, com os instintos à flor da pele, girou Mina de costas.

— De quatro, Mina. Agora — ordenou a alfa, a voz carregada de autoridade.

Mina obedeceu prontamente, apoiando as mãos no chão sujo do elevador, empinando o bumbum para sua alfa. Momo não teve piedade. Ela entrou de uma vez, segurando os quadris de Mina com força, deixando marcas de dedos na pele sensível. A visão daquela ômega perfeita se submetendo a ela fez com que Momo rosnasse de prazer.

— Você é minha, Mina. Só minha — Momo dizia entre dentes, cada estocada fazendo o corpo de Mina balançar violentamente.

— Sim... sou sua alfa... ahh! — Mina gemia alto, a cabeça pendendo para frente enquanto sentia o nó de Momo ameaçar se formar, preenchendo-a completamente até que ambas explodissem em um segundo orgasmo consecutivo.

O suor escorria pelos corpos, e o cheiro de sexo e feromônios era tão forte que parecia uma névoa. Momo sentou-se no chão, tentando recuperar as energias, com o membro ainda pulsando de desejo. Foi então que Mina decidiu tomar o controle.

— Minha vez de cuidar de você — disse Mina, com um olhar predatório que Momo nunca tinha visto antes.

Mina empurrou Momo para que ela ficasse sentada com as costas na parede. A ômega então se posicionou sobre o colo da alfa, segurando o pênis de Momo e guiando-o para sua entrada já dilatada e úmida. Ela desceu devagar, sentindo cada centímetro entrar, soltando um gemido longo e sôfrego.

— Oh, Mina... — Momo jogou a cabeça para trás, as mãos agarrando as coxas da ômega.

Mina começou a cavalgar. O movimento era rítmico, intenso, seus quadris girando enquanto ela subia e descia com vigor. O som da carne batendo e os gemidos altos de Mina preenchiam o espaço. Ela estava no comando, ditando o ritmo, fazendo Momo perder o fôlego a cada vez que descia com todo o seu peso.

— Isso... assim, alfa... olhe para mim! — Mina exigiu, e Momo abriu os olhos, vendo a imagem divina de sua melhor amiga se entregando ao prazer por cima dela.

A tensão atingiu o limite pela terceira vez. Mina sentiu o jato quente de Momo dentro dela enquanto ela própria chegava ao clímax, desabando sobre o peito da alfa, o coração batendo como um tambor.

O tempo parecia não existir ali dentro. Elas estavam em um universo particular de carne e desejo. Mina, querendo retribuir todo o prazer, deslizou pelo corpo de Momo até ficar de joelhos entre suas pernas.

— Mina, o que você... — Momo começou a dizer, mas sua voz morreu em um suspiro quando sentiu a língua quente de Mina envolver a cabeça de seu membro.

Mina começou a chupar com vontade, usando a mão para estimular a base enquanto sua boca trabalhava freneticamente. Ela olhava para cima, mantendo contato visual com Momo, vendo a alfa se contorcer de prazer. O som de sucção e os gemidos roucos de Momo eram a única música no elevador. Mina foi profunda, fazendo Momo arquear o quadril até que a alfa não aguentou mais, atingindo o quarto orgasmo diretamente na boca de Mina, que engoliu tudo com um sorriso satisfeito.

O cio de Momo estava começando a baixar, mas a intensidade do momento ainda não havia acabado. Ela sentia que precisava retribuir. Momo puxou Mina para cima e a deitou no chão do elevador, abrindo suas pernas com delicadeza.

— Agora eu vou fazer você esquecer o próprio nome, Minari — sussurrou Momo.

Momo mergulhou entre as pernas de Mina. Sua língua era habilidosa, encontrando o clitóris de Mina com precisão cirúrgica. Ela lambia, sugava e usava os dedos para abrir caminho, explorando cada centímetro da intimidade da ômega. Mina se contorcia, as mãos puxando os cabelos loiros de Momo, os gemidos tornando-se gritos de puro êxtase.

— Momo... por favor... eu vou... — Mina não conseguia terminar a frase.

A alfa intensificou o ritmo, sugando com força enquanto enfiava dois dedos profundamente em Mina, simulando o ato sexual. Foi o golpe de misericórdia. Mina teve o orgasmo mais forte de sua vida, seu corpo tremendo em espasmos prolongados enquanto Momo terminava de lamber cada gota de seu prazer.

O silêncio finalmente retornou, mas não era mais o silêncio desconfortável de antes. Era um silêncio de cumplicidade. Elas ficaram ali, deitadas uma nos braços da outra, as peles grudadas pelo suor, enquanto o elevador dava um tranco e voltava a subir.

— Acho que chegamos ao nosso andar — disse Momo, com um sorriso fraco, limpando o canto da boca de Mina.

— Momo... sobre o que aconteceu... — Mina começou, mas foi interrompida por um beijo doce.

— Nós não somos apenas amigas, Mina. Nunca fomos. O elevador só nos forçou a admitir isso — afirmou a alfa.

As portas se abriram no vigésimo andar. Elas se vestiram rapidamente, ajeitando as roupas como podiam. Ao saírem para o corredor, de mãos dadas, sabiam que a partir daquele momento, nada entre o "Momo e Mina" seria igual. O cio havia passado, mas o fogo que ele acendeu estava apenas começando a queimar.
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