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Reposta não esperada

Fandom: Namo

Created: 4/25/2026

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RomanceCurtainfic / Domestic StoryExplicit LanguageJealousyHurt/ComfortSlice of LifeCanon Setting
Contents

Além do Silêncio e das Palavras

O relógio na parede do quarto de Momo parecia zombar dela, cada tique-taque ecoando como uma batida de martelo em sua ansiedade. Ela não havia pregado o olho desde que enviara aquela mensagem. Fora um impulso, uma mistura de coragem líquida e meses de sentimentos sufocados que finalmente transbordaram. "Eu gosto de você, Nayeon. Mais do que deveria. Mais do que apenas amigas."

Momo encarava o teto, as mãos tremendo levemente sob o cobertor. Ela esperava uma resposta curta, talvez um "precisamos conversar" ou, na pior das hipóteses, o silêncio eterno. O que ela não esperava era o som abafado de um motor estacionando em frente ao seu prédio às duas da manhã, seguido, minutos depois, por batidas firmes na sua porta.

Ao abrir, Momo sentiu o ar escapar de seus pulmões. Nayeon estava ali, com o cabelo levemente bagunçado pelo vento e as bochechas coradas pelo frio da noite. Não havia celular entre elas agora.

— Você achou mesmo que eu ia responder algo assim por uma tela, Momo? — Nayeon disse, sua voz carregada de uma determinação que fez o coração de Momo saltar.

— Nayeon... eu... — Momo recuou um passo, permitindo que ela entrasse. — Desculpe, eu não queria te forçar a vir até aqui.

Nayeon fechou a porta atrás de si e caminhou em direção a Momo com uma confiança predatória, mas os olhos brilhavam com uma ternura profunda.

— Você não me forçou a nada. Eu só não conseguia mais respirar sabendo que você sentia o mesmo e que eu não estava aqui para te beijar.

O mundo pareceu parar. Momo sentiu as lágrimas pinçarem seus olhos, a insegurança que a corroera por anos sendo dissipada por uma única frase. Nayeon reduziu a distância entre elas, segurando o rosto de Momo com as duas mãos. O toque era quente, firme.

— Eu amo você, Momo. Há tanto tempo que dói.

O primeiro beijo foi uma explosão de alívio. Não foi suave; foi urgente, faminto, como se estivessem tentando recuperar cada segundo perdido em silêncio. Momo soltou um suspiro trêmulo contra os lábios de Nayeon, suas mãos agarrando a cintura da mais velha, puxando-a para mais perto, querendo fundir seus corpos.

Nayeon a conduziu para o quarto, os beijos descendo pela mandíbula de Momo, fazendo-a arquear as costas. Quando caíram sobre a cama, a atmosfera mudou. A timidez de Momo ainda estava lá, mas o desejo que Nayeon emanava era como um convite irrecusável.

— Quero ver você — sussurrou Nayeon, começando a despir Momo com uma reverência quase religiosa. — Quero cada detalhe.

A primeira vez naquela noite foi marcada pela descoberta. Nayeon era o fogo, dominante e exploradora, enquanto Momo se perdia nas sensações. Quando Nayeon se posicionou entre as pernas de Momo, seus dedos encontrando a intimidade úmida da japonesa, o quarto foi preenchido por gemidos baixos e sôfregos.

— Nayeon... por favor... — Momo implorou, a cabeça jogada para trás, os dedos cravados nos ombros de Nayeon.

— O que você quer, meu amor? Diga.

— Eu quero você. Tudo de você.

Nayeon não hesitou. Ela se entregou a Momo com uma paixão avassaladora. O ritmo era intenso, os corpos suados colando-se um ao outro. Nayeon usava a boca e as mãos com uma maestria que deixava Momo sem fôlego, levando-a ao primeiro orgasmo da noite em meio a juras de amor sussurradas no pé do ouvido. O prazer foi tão agudo que Momo sentiu as unhas enterrarem-se nas costas de Nayeon, enquanto seu corpo tremia violentamente sob o toque da coreana.

Após o primeiro ápice, o silêncio que se seguiu não era desconfortável. Elas ficaram abraçadas, recuperando o fôlego, os corações batendo no mesmo ritmo frenético. Mas a chama não havia se apagado; apenas ganhado oxigênio.

— Você é tão linda — disse Nayeon, traçando o contorno dos lábios de Momo. — Eu sonhei com isso tantas vezes.

Momo, sentindo-se mais confiante pelo calor do momento, inverteu as posições. Ela sentou-se sobre Nayeon, deixando os cabelos caírem sobre o rosto da outra.

— Agora é a minha vez de mostrar o quanto eu te queria — murmurou Momo, a voz rouca.

A segunda vez foi lenta, profunda e carregada de uma admiração mútua que transcendia o físico. Momo explorou o corpo de Nayeon com uma devoção meticulosa. Ela beijou cada centímetro de pele, desde a clavícula até a parte interna das coxas, ouvindo com deleite os sons de aprovação que Nayeon soltava.

Momo usou a língua com uma delicadeza torturante, provocando Nayeon até que a mais velha estivesse implorando por mais. Quando Momo finalmente usou os dedos para dar a Nayeon o que ela queria, o movimento era rítmico e firme. Nayeon arqueou o quadril, os olhos revirando de prazer enquanto chamava o nome de Momo como se fosse uma oração.

— Mais rápido, Momo... assim... ah!

O clímax veio como uma onda gigante, arrastando as duas. Nayeon desmoronou nos lençóis, puxando Momo para um beijo profundo que tinha gosto de entrega total. Elas se olharam nos olhos, e não havia mais segredos, apenas a verdade nua de duas almas que finalmente se encontraram.

O tempo parecia não existir dentro daquele quarto. A luz da lua filtrava-se pelas cortinas, banhando a pele delas em prata. Elas conversaram por algum tempo, confidências sobre quando cada uma percebeu que estava apaixonada, risadas suaves sobre os momentos em que tentaram esconder o ciúme.

Mas o desejo, alimentado por anos de repressão, ainda não estava satisfeito. A terceira vez começou com um toque suave, quase acidental, que rapidamente se transformou em uma necessidade visceral. Desta vez, não houve timidez ou exploração cautelosa. Foi puro instinto e paixão bruta.

Nayeon puxou Momo para que ela ficasse de costas, pressionando seu corpo contra o dela. O calor era sufocante da melhor maneira possível.

— Eu nunca vou deixar você ir — sussurrou Nayeon, mordiscando a orelha de Momo enquanto suas mãos trabalhavam em perfeita sintonia com os movimentos do quadril de Momo.

A intensidade dessa terceira rodada foi avassaladora. Elas se moviam como se fossem um único ser, uma dança de pele e suor. O som dos beijos molhados e dos gemidos altos preenchia o ambiente. Momo sentia que estava derretendo, cada nervo do seu corpo disparando sinais de um prazer que ela nunca imaginou ser possível.

Nayeon a virou novamente, segurando suas pernas sobre os ombros, olhando diretamente nos olhos de Momo enquanto a levava ao limite mais uma vez.

— Olhe para mim, Momo. Quero que você veja o quanto eu te amo.

Momo olhou. Viu a adoração nos olhos de Nayeon, a luxúria misturada com um carinho infinito. Quando o orgasmo as atingiu simultaneamente, foi como se o universo tivesse se contraído e expandido em um segundo. Elas se seguraram uma à outra, as respirações entrelaçadas, os corpos exaustos mas finalmente em paz.

O sol começava a dar os primeiros sinais no horizonte quando elas finalmente se acomodaram sob os lençóis para dormir. Nayeon puxou a cabeça de Momo para o seu peito, beijando o topo de sua cabeça.

— Isso muda tudo, não muda? — perguntou Momo, a voz quase um sussurro de sono.

— Muda — respondeu Nayeon, apertando-a mais forte. — Finalmente, tudo está no lugar certo.

Momo fechou os olhos, sentindo o batido constante do coração de Nayeon contra sua bochecha. O medo daquela noite ansiosa parecia uma memória distante. Agora, havia apenas o calor, o cheiro de Nayeon e a promessa de que aquele era apenas o primeiro dia do resto de suas vidas juntas. O silêncio da casa não era mais opressor; era o som da felicidade que elas finalmente tinham coragem de viver.
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