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a humana desejavel
Fandom: fandom do filme: as irmãs vampiras
Created: 5/5/2026
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RomanceFantasyDarkGothic NoirJealousyExplicit LanguageGraphic ViolenceThrillerSoulmatesPWP (Plot? What Plot?)SongficAngstDramaFluffHumorCurtainfic / Domestic StoryCanon SettingSlice of Life
O Brilho Carmesim das Sombras
A noite de Bindburg estava estranhamente abafada, mas o vento que soprava contra o rosto de [S/N] enquanto ela era carregada pelos céus não trazia alívio, apenas adrenalina pura. Ser a prima humana de Dakaria e Silvania Tepes tinha seus riscos, e ser levada para um show subterrâneo de rock vampiro era, sem dúvida, o maior deles.
— Fica calma, [S/N]! — gritou Dakaria, as asas batendo com força enquanto segurava os braços da prima. — O perfume de essência de alho e mofo que passamos em você está segurando seu cheiro humano. Ninguém vai notar.
— É, e as roupas pretas ajudam! Você parece uma de nós, só que sem as presas — Silvania completou, rindo do outro lado, enquanto as três aterrissavam em um beco escuro, logo atrás de uma fábrica abandonada onde o som pesado de guitarras já ecoava.
Ao entrarem, o ambiente era uma mistura de fumaça, luzes vermelhas e uma energia elétrica que fazia os pelos do braço de [S/N] se arrepiarem. Centenas de vampiros pulavam ao som da Krypton Krax. No centro do palco, sob um holofote que parecia sangrar, estava ele.
Murdo.
Ele não era apenas um cantor; ele era uma força da natureza. Com sua jaqueta de couro, o cabelo bagunçado e uma sensibilidade que transparecia até nos gritos melódicos, ele dominava o lugar. [S/N] ficou paralisada. Quando Dakaria, em um surto de fã, conseguiu pular no palco para chegar perto da banda, [S/N] achou que seriam expulsas. Mas Murdo nem olhou para Dakaria.
Seus olhos, que brilhavam com uma intensidade avermelhada sob as luzes, travaram nos de [S/N]. O tempo pareceu congelar. Ele parou de cantar por um segundo, o que causou um murmúrio na plateia, mas logo retomou a nota, sua voz agora soando mais profunda, quase como uma promessa feita diretamente para ela.
Nas semanas que se seguiram, o verão de [S/N] transformou-se em um thriller gótico. O que começou como uma admiração à distância tornou-se algo perturbador. Ela começou a ter pesadelos — ou seriam sonhos? — com Murdo. Ela via vultos nos corredores da escola de verão, uma sombra alta e elegante nos portões do parque, e, às vezes, tinha a nítida sensação de estar sendo observada pela janela de seu quarto no segundo andar.
Certa noite, exausta de se sentir seguida, [S/N] sentou-se diante do laptop. Seus dedos tremiam enquanto digitava: "Vocalista Krypton Krax stalker" e "Lendas sobre obsessão vampírica". Ela sabia que Murdo andava perguntando sobre ela para Dakaria. Sua prima, sem filtro, já tinha contado tudo: onde [S/N] morava, seus horários, o fato de ser humana.
Um ruído na sacada a fez pular da cadeira.
— Você não vai encontrar as respostas que procura em uma tela de cristal líquido.
A voz era aveludada, calma, mas carregava uma possessividade que fez o coração de [S/N] martelar contra as costelas. Ela se virou e lá estava ele, encostado no batente da janela aberta, as sombras da noite parecendo se moldar ao seu corpo.
— Você... você está me seguindo? — a voz dela saiu em um sussurro trêmulo. — Murdo, isso é loucura. Eu vejo você em todo lugar. Na escola, no parque... você é uma sombra constante.
Murdo deu um passo para dentro do quarto, seus movimentos suaves como os de um predador que não deseja assustar a presa, mas sim envolvê-la.
— Eu não consigo evitar — disse ele, e havia uma vulnerabilidade genuína em seus olhos. — Desde aquela noite no show, o seu cheiro... não, não é só o sangue. É a sua alma. Ela brilha mais do que qualquer coisa que eu já vi em séculos.
— Você é um stalker! — ela exclamou, tentando recuar, mas batendo com as costas na mesa. — Isso não é romântico, Murdo. É assustador.
Murdo inclinou a cabeça, um sorriso triste brincando em seus lábios pálidos.
— Eu sei. Eu sou um monstro aos seus olhos, não sou? Um vampiro obcecado por uma humana. Mas eu não quero te machucar. Eu quero te proteger. De tudo. De todos. Até de mim mesmo, se for preciso.
— Então pare de me seguir — ela desafiou, embora seu corpo estivesse reagindo de forma contrária, atraído pelo magnetismo dele.
— Eu tentei — ele confessou, aproximando-se o suficiente para que ela sentisse o frio que emanava dele, contrastando com o calor de sua própria pele. — Mas meus pés me trazem até aqui todas as noites. Eu fico pendurado naquele galho, observando você dormir, apenas para garantir que seu coração continue batendo nesse ritmo perfeito.
[S/N] sentiu uma mistura de raiva e desejo. Era uma invasão de privacidade, sim, mas havia algo na lealdade absoluta de Murdo, na forma como ele a olhava como se ela fosse a única coisa sólida em um mundo de sombras, que a desarmava.
— Nós não podemos... — ela começou, mas ele colocou um dedo frio sobre os lábios dela.
— Eu sei. Suas primas, seus pais, o meu mundo... ninguém entenderia. Mas eu não me importo com as regras.
O silêncio que se seguiu foi carregado de eletricidade. Murdo envolveu a cintura dela com as mãos, puxando-a gentilmente para si. [S/N] suspirou, cedendo ao toque. O medo estava lá, mas a paixão era avassaladora.
— Leve-me para longe daqui — ela pediu, a voz embargada. — Onde ninguém possa nos ver.
Murdo sorriu, e desta vez as presas apareceram levemente, não como uma ameaça, mas como parte de sua natureza selvagem e apaixonada.
— Seus desejos são ordens, minha pequena humana.
Ele a pegou nos braços com uma força sobre-humana e, em um salto, eles estavam no ar. O vento cortante de Bindburg agora parecia um abraço. Murdo a levou para as ruínas de um antigo castelo nos arredores da Transilvânia alemã, um lugar onde apenas os mortos-vivos ousavam entrar.
Ao pousarem em um terraço escondido pelas heras, Murdo a colocou no chão, mas não a soltou. A luz da lua cheia iluminava o rosto dele, tornando-o quase angelical, se não fosse pelo brilho faminto em seus olhos.
— Você tem certeza disso? — ele perguntou, a voz rouca. — Uma vez que você entrar no meu mundo, não há volta fácil. Eu sou possessivo, [S/N]. Eu não sei compartilhar o que amo.
— Eu já estou no seu mundo desde que te vi naquele palco — ela respondeu, puxando-o pela gola da jaqueta.
Murdo não esperou mais. Ele a beijou com uma intensidade que tirou o fôlego de [S/N]. Era um beijo que misturava a doçura de um poeta e a fome de um predador. Suas mãos exploravam o corpo dela com uma urgência contida, enquanto ela se perdia na sensação da pele gélida dele contra a sua, que queimava de desejo.
— Você é minha — ele sussurrou contra o pescoço dela, sua respiração fria causando arrepios profundos. — Só minha.
— Sim — ela arquejou, entregando-se ao momento.
Ali, nas sombras, longe dos olhos de Dakaria, Silvania ou de qualquer humano, eles criaram seu próprio universo. Murdo era o seu protetor sombrio, o rockstar que trocou os palcos pela vigilância silenciosa de sua janela, e [S/N] era a luz que ele nunca soube que precisava. O amor deles era perigoso, proibido e intensamente obsessivo, mas, naquela noite, entre as ruínas e o luar, era a única coisa que importava.
— Fica calma, [S/N]! — gritou Dakaria, as asas batendo com força enquanto segurava os braços da prima. — O perfume de essência de alho e mofo que passamos em você está segurando seu cheiro humano. Ninguém vai notar.
— É, e as roupas pretas ajudam! Você parece uma de nós, só que sem as presas — Silvania completou, rindo do outro lado, enquanto as três aterrissavam em um beco escuro, logo atrás de uma fábrica abandonada onde o som pesado de guitarras já ecoava.
Ao entrarem, o ambiente era uma mistura de fumaça, luzes vermelhas e uma energia elétrica que fazia os pelos do braço de [S/N] se arrepiarem. Centenas de vampiros pulavam ao som da Krypton Krax. No centro do palco, sob um holofote que parecia sangrar, estava ele.
Murdo.
Ele não era apenas um cantor; ele era uma força da natureza. Com sua jaqueta de couro, o cabelo bagunçado e uma sensibilidade que transparecia até nos gritos melódicos, ele dominava o lugar. [S/N] ficou paralisada. Quando Dakaria, em um surto de fã, conseguiu pular no palco para chegar perto da banda, [S/N] achou que seriam expulsas. Mas Murdo nem olhou para Dakaria.
Seus olhos, que brilhavam com uma intensidade avermelhada sob as luzes, travaram nos de [S/N]. O tempo pareceu congelar. Ele parou de cantar por um segundo, o que causou um murmúrio na plateia, mas logo retomou a nota, sua voz agora soando mais profunda, quase como uma promessa feita diretamente para ela.
Nas semanas que se seguiram, o verão de [S/N] transformou-se em um thriller gótico. O que começou como uma admiração à distância tornou-se algo perturbador. Ela começou a ter pesadelos — ou seriam sonhos? — com Murdo. Ela via vultos nos corredores da escola de verão, uma sombra alta e elegante nos portões do parque, e, às vezes, tinha a nítida sensação de estar sendo observada pela janela de seu quarto no segundo andar.
Certa noite, exausta de se sentir seguida, [S/N] sentou-se diante do laptop. Seus dedos tremiam enquanto digitava: "Vocalista Krypton Krax stalker" e "Lendas sobre obsessão vampírica". Ela sabia que Murdo andava perguntando sobre ela para Dakaria. Sua prima, sem filtro, já tinha contado tudo: onde [S/N] morava, seus horários, o fato de ser humana.
Um ruído na sacada a fez pular da cadeira.
— Você não vai encontrar as respostas que procura em uma tela de cristal líquido.
A voz era aveludada, calma, mas carregava uma possessividade que fez o coração de [S/N] martelar contra as costelas. Ela se virou e lá estava ele, encostado no batente da janela aberta, as sombras da noite parecendo se moldar ao seu corpo.
— Você... você está me seguindo? — a voz dela saiu em um sussurro trêmulo. — Murdo, isso é loucura. Eu vejo você em todo lugar. Na escola, no parque... você é uma sombra constante.
Murdo deu um passo para dentro do quarto, seus movimentos suaves como os de um predador que não deseja assustar a presa, mas sim envolvê-la.
— Eu não consigo evitar — disse ele, e havia uma vulnerabilidade genuína em seus olhos. — Desde aquela noite no show, o seu cheiro... não, não é só o sangue. É a sua alma. Ela brilha mais do que qualquer coisa que eu já vi em séculos.
— Você é um stalker! — ela exclamou, tentando recuar, mas batendo com as costas na mesa. — Isso não é romântico, Murdo. É assustador.
Murdo inclinou a cabeça, um sorriso triste brincando em seus lábios pálidos.
— Eu sei. Eu sou um monstro aos seus olhos, não sou? Um vampiro obcecado por uma humana. Mas eu não quero te machucar. Eu quero te proteger. De tudo. De todos. Até de mim mesmo, se for preciso.
— Então pare de me seguir — ela desafiou, embora seu corpo estivesse reagindo de forma contrária, atraído pelo magnetismo dele.
— Eu tentei — ele confessou, aproximando-se o suficiente para que ela sentisse o frio que emanava dele, contrastando com o calor de sua própria pele. — Mas meus pés me trazem até aqui todas as noites. Eu fico pendurado naquele galho, observando você dormir, apenas para garantir que seu coração continue batendo nesse ritmo perfeito.
[S/N] sentiu uma mistura de raiva e desejo. Era uma invasão de privacidade, sim, mas havia algo na lealdade absoluta de Murdo, na forma como ele a olhava como se ela fosse a única coisa sólida em um mundo de sombras, que a desarmava.
— Nós não podemos... — ela começou, mas ele colocou um dedo frio sobre os lábios dela.
— Eu sei. Suas primas, seus pais, o meu mundo... ninguém entenderia. Mas eu não me importo com as regras.
O silêncio que se seguiu foi carregado de eletricidade. Murdo envolveu a cintura dela com as mãos, puxando-a gentilmente para si. [S/N] suspirou, cedendo ao toque. O medo estava lá, mas a paixão era avassaladora.
— Leve-me para longe daqui — ela pediu, a voz embargada. — Onde ninguém possa nos ver.
Murdo sorriu, e desta vez as presas apareceram levemente, não como uma ameaça, mas como parte de sua natureza selvagem e apaixonada.
— Seus desejos são ordens, minha pequena humana.
Ele a pegou nos braços com uma força sobre-humana e, em um salto, eles estavam no ar. O vento cortante de Bindburg agora parecia um abraço. Murdo a levou para as ruínas de um antigo castelo nos arredores da Transilvânia alemã, um lugar onde apenas os mortos-vivos ousavam entrar.
Ao pousarem em um terraço escondido pelas heras, Murdo a colocou no chão, mas não a soltou. A luz da lua cheia iluminava o rosto dele, tornando-o quase angelical, se não fosse pelo brilho faminto em seus olhos.
— Você tem certeza disso? — ele perguntou, a voz rouca. — Uma vez que você entrar no meu mundo, não há volta fácil. Eu sou possessivo, [S/N]. Eu não sei compartilhar o que amo.
— Eu já estou no seu mundo desde que te vi naquele palco — ela respondeu, puxando-o pela gola da jaqueta.
Murdo não esperou mais. Ele a beijou com uma intensidade que tirou o fôlego de [S/N]. Era um beijo que misturava a doçura de um poeta e a fome de um predador. Suas mãos exploravam o corpo dela com uma urgência contida, enquanto ela se perdia na sensação da pele gélida dele contra a sua, que queimava de desejo.
— Você é minha — ele sussurrou contra o pescoço dela, sua respiração fria causando arrepios profundos. — Só minha.
— Sim — ela arquejou, entregando-se ao momento.
Ali, nas sombras, longe dos olhos de Dakaria, Silvania ou de qualquer humano, eles criaram seu próprio universo. Murdo era o seu protetor sombrio, o rockstar que trocou os palcos pela vigilância silenciosa de sua janela, e [S/N] era a luz que ele nunca soube que precisava. O amor deles era perigoso, proibido e intensamente obsessivo, mas, naquela noite, entre as ruínas e o luar, era a única coisa que importava.
