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Verdade ou desafio?đ©”đ
Fandom: Demon slayer
Created: 5/6/2026
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RomanceSlice of LifeFluffHurt/ComfortCurtainfic / Domestic StoryCanon SettingCharacter Study
Sob as Asas da Borboleta e o SilĂȘncio da Ăgua
A MansĂŁo da Borboleta estava incomumente barulhenta naquela noite. O que deveria ser apenas uma visita casual de Shinobu Ă residĂȘncia de Uzui Tengen acabou se transformando em uma reuniĂŁo improvisada de Hashiras. Mitsuri Kanroji, com seu entusiasmo contagiante, havia trazido Kyojuro Rengoku, e atĂ© mesmo o estĂłico Giyu Tomioka fora arrastado para o encontro sob o pretexto de que "sua falta de brilho precisava de um pouco de festividade", segundo as palavras de Uzui.
Shinobu Kocho estava sentada de forma elegante, com as pernas dobradas sob o corpo, mantendo aquele sorriso enigmĂĄtico que era sua marca registrada. Seu haori de borboleta repousava suavemente sobre seus ombros, e seus olhos roxos brilhavam sob a luz das lanternas. Ao seu lado, Giyu parecia uma estĂĄtua de gelo, embora houvesse uma tensĂŁo sutil em seus ombros que apenas Shinobu conseguia notar.
â JĂĄ que estamos todos aqui, por que nĂŁo tornamos isso mais interessante? â sugeriu Uzui, com um sorriso extravagante no rosto. â Vamos jogar Verdade ou Desafio. Mas do meu jeito: com puniçÔes extravagantes para quem amarelar!
Mitsuri bateu palmas, animada. Rengoku soltou uma de suas gargalhadas tonitruantes, concordando prontamente. Shinobu apenas inclinou a cabeça, mantendo o sorriso.
â Parece divertido, Uzui-san. O que vocĂȘ acha, Tomioka-san? As pessoas nĂŁo costumam te convidar para jogos, nĂŁo Ă©?
Giyu desviou o olhar, a expressĂŁo imperturbĂĄvel.
â Eu nĂŁo me importo.
O jogo começou de forma leve. Rengoku teve que comer uma pimenta absurdamente forte sem mudar de expressĂŁo (o que ele fez com um grito de "Saboroso!" logo em seguida), e Mitsuri confessou, vermelha como um tomate, qual era o seu tipo ideal de homem. No entanto, conforme as garrafas de saquĂȘ esvaziavam e a noite avançava, o clima mudou. Uzui, que observava hĂĄ tempos a tensĂŁo nĂŁo resolvida entre a Borboleta e a Ăgua, trocou um olhar cĂșmplice com Mitsuri.
A garrafa girou e parou. Uzui apontava para Shinobu.
â Shinobu, minha cara... Verdade ou Desafio? â perguntou o Hashira do Som, com um brilho malicioso nos olhos.
Shinobu nĂŁo hesitou. Ela sabia que escolher "verdade" com Uzui seria abrir as portas para perguntas invasivas sobre seus sentimentos.
â Desafio, Uzui-san. Surpreenda-me.
Uzui soltou uma risada curta e olhou para Giyu, que permanecia em silĂȘncio absoluto.
â Muito bem. Meu desafio Ă© para vocĂȘ e para o Tomioka. â O tom de Uzui ficou subitamente mais baixo, quase conspiratĂłrio. â Eu desafio vocĂȘs dois a irem para o quarto dos fundos agora mesmo. E nĂŁo quero que saiam de lĂĄ atĂ© que tenham... consumado essa tensĂŁo que estĂĄ matando todo mundo nesta sala.
O silĂȘncio que se seguiu foi ensurdecedor. Mitsuri soltou um ganido de surpresa, cobrindo o rosto com as mĂŁos, mas espiando por entre os dedos. Rengoku cruzou os braços, mantendo o sorriso, embora parecesse um pouco surpreso com a audĂĄcia do desafio.
Shinobu sentiu o rosto esquentar, algo raro para alguém que controlava tão bem suas emoçÔes. Ela olhou para Giyu. Ele estava olhando para as próprias mãos, mas a base de suas orelhas estava visivelmente vermelha.
â Uzui-san, isso Ă© um pouco... â Shinobu começou, tentando manter a voz firme.
â Um desafio Ă© um desafio, Shinobu! â interrompeu Uzui, apontando para a porta. â Ou vocĂȘs admitem que nĂŁo tĂȘm coragem?
Giyu se levantou subitamente. O movimento foi tão brusco que todos se calaram. Ele não olhou para ninguém, apenas estendeu a mão na direção de Shinobu.
â Vamos acabar com isso â disse ele, com a voz rouca.
Shinobu sentiu seu coração errar uma batida. Ela aceitou a mão dele, sentindo os calos de espadachim contra sua pele delicada. Sem dizer mais nada, os dois caminharam sob o olhar atÎnito dos outros Hashiras em direção ao corredor silencioso da casa.
Ao entrarem no quarto, Giyu fechou a porta deslizante atrĂĄs de si. O som da madeira correndo no trilho pareceu um trovĂŁo no silĂȘncio do cĂŽmodo iluminado apenas pela luz da lua que entrava pela janela.
Shinobu se afastou um pouco, abraçando o próprio corpo, subitamente consciente de quão pequeno o espaço parecia com ele ali.
â Tomioka-san... â começou ela, a voz falhando levemente â ...vocĂȘ nĂŁo precisava ter aceitado. Sabe que eles estavam apenas provocando.
Giyu deu um passo à frente. Ele des amarrou a corda que prendia seu haori bicolor e o deixou escorregar pelos ombros, revelando o uniforme negro de caçador que delineava seu corpo forte.
â Eu nĂŁo aceitei por causa deles, Shinobu.
Ela sentiu um arrepio percorrer sua espinha. O uso de seu primeiro nome, sem o sufixo, era algo que ele nunca fazia. Ela se virou para encarĂĄ-lo, encontrando aqueles olhos azuis profundos como o oceano, agora carregados de uma intensidade que a deixou sem fĂŽlego.
â O que vocĂȘ quer dizer com isso? â perguntou ela, embora no fundo jĂĄ soubesse a resposta.
â VocĂȘ sempre diz que ninguĂ©m gosta de mim â disse Giyu, aproximando-se o suficiente para que ela sentisse o calor de seu corpo. â Mas vocĂȘ estĂĄ sempre ao meu lado. VocĂȘ me provoca para ter minha atenção. E eu... eu nĂŁo consigo parar de olhar para vocĂȘ.
Shinobu sentiu as lĂĄgrimas pinçarem seus olhos, uma mistura de alĂvio e desejo que ela vinha reprimindo hĂĄ meses. Ela estendeu a mĂŁo e tocou o rosto dele, sentindo a mandĂbula tensa.
â VocĂȘ Ă© um idiota, Tomioka-san â sussurrou ela, com um sorriso genuĂno e triste. â Um idiota por quem eu me apaixonei perdidamente.
Giyu não esperou mais. Ele inclinou a cabeça e selou seus låbios nos dela. O beijo começou urgente, uma explosão de sentimentos guardados por tempo demais. Shinobu soltou um suspiro contra a boca dele, suas mãos subindo para se enroscarem no cabelo preto e espetado de Giyu.
Ele a puxou para mais perto, as mĂŁos firmes em sua cintura, sentindo a leveza de seu corpo sob o haori de borboleta. O tecido fino deslizou pelos braços de Shinobu quando ele o removeu com cuidado, deixando-o cair no chĂŁo como uma asa caĂda.
â Tem certeza? â perguntou Giyu, a voz um sussurro contra o pescoço dela, onde ele agora depositava beijos lentos e quentes.
â Nunca tive tanta certeza de nada em minha vida â respondeu ela, a voz trĂȘmula de desejo.
Giyu a conduziu atĂ© o futon estendido no centro do quarto. Com movimentos lentos e quase reverentes, eles começaram a se livrar das camadas de seus uniformes. Cada centĂmetro de pele revelado era um novo territĂłrio a ser explorado com toques e beijos.
Quando Shinobu finalmente sentiu o peso do corpo dele sobre o seu, ela se sentiu completa. Giyu era como a ĂĄgua â calmo, mas poderoso o suficiente para moldar a rocha. E ela era a borboleta, encontrando finalmente um lugar seguro para pousar.
â Shinobu... â ele ofegou, o nome dela soando como uma prece enquanto ele se movia contra ela.
â Giyu... por favor...
O encontro de seus corpos foi uma dança de contrastes: a força dele e a delicadeza dela, o frio que ele carregava e o calor que ela emanava. No auge da paixĂŁo, as barreiras que ambos construĂram para sobreviver ao mundo cruel dos demĂŽnios desmoronaram. Ali, entre quatro paredes, eles nĂŁo eram Hashiras. Eram apenas duas pessoas que se amavam desesperadamente, buscando conforto um no outro.
LĂĄ fora, o som das risadas de Uzui e Mitsuri havia diminuĂdo, dando lugar ao som dos grilos e do vento nas ĂĄrvores. Mas dentro daquele quarto, o tempo parecia ter parado.
Horas depois, quando a lua jĂĄ estava alta no cĂ©u, Shinobu repousava a cabeça no peito de Giyu. O som do coração dele, batendo de forma compassada, era a mĂșsica mais bonita que ela jĂĄ ouvira. Ele passava os dedos pelos fios roxos do cabelo dela, desfeitos do habitual coque.
â Eles ainda devem estar lĂĄ fora esperando â comentou Shinobu, com um pequeno riso cansado.
â Deixe que esperem â respondeu Giyu, beijando o topo da cabeça dela. â Eu nĂŁo pretendo sair daqui tĂŁo cedo.
Shinobu fechou os olhos, sentindo-se protegida. Ela sabia que a guerra contra os demÎnios continuaria no dia seguinte, que o perigo era constante e que a vida de um caçador era curta. Mas, naquele momento, envolta nos braços do homem que amava, ela sentiu que, pela primeira vez, a borboleta não precisava mais voar sozinha. Ela havia encontrado seu porto seguro nas åguas profundas de Giyu Tomioka.
â Eu te amo, Giyu â sussurrou ela, quase caindo no sono.
Ele apertou o abraço, o silĂȘncio sendo sua resposta mais sincera, antes de murmurar de volta:
â Eu tambĂ©m te amo, Shinobu.
E assim, sob o manto da noite e o segredo de um desafio, dois coraçÔes solitårios finalmente se tornaram um só.
Shinobu Kocho estava sentada de forma elegante, com as pernas dobradas sob o corpo, mantendo aquele sorriso enigmĂĄtico que era sua marca registrada. Seu haori de borboleta repousava suavemente sobre seus ombros, e seus olhos roxos brilhavam sob a luz das lanternas. Ao seu lado, Giyu parecia uma estĂĄtua de gelo, embora houvesse uma tensĂŁo sutil em seus ombros que apenas Shinobu conseguia notar.
â JĂĄ que estamos todos aqui, por que nĂŁo tornamos isso mais interessante? â sugeriu Uzui, com um sorriso extravagante no rosto. â Vamos jogar Verdade ou Desafio. Mas do meu jeito: com puniçÔes extravagantes para quem amarelar!
Mitsuri bateu palmas, animada. Rengoku soltou uma de suas gargalhadas tonitruantes, concordando prontamente. Shinobu apenas inclinou a cabeça, mantendo o sorriso.
â Parece divertido, Uzui-san. O que vocĂȘ acha, Tomioka-san? As pessoas nĂŁo costumam te convidar para jogos, nĂŁo Ă©?
Giyu desviou o olhar, a expressĂŁo imperturbĂĄvel.
â Eu nĂŁo me importo.
O jogo começou de forma leve. Rengoku teve que comer uma pimenta absurdamente forte sem mudar de expressĂŁo (o que ele fez com um grito de "Saboroso!" logo em seguida), e Mitsuri confessou, vermelha como um tomate, qual era o seu tipo ideal de homem. No entanto, conforme as garrafas de saquĂȘ esvaziavam e a noite avançava, o clima mudou. Uzui, que observava hĂĄ tempos a tensĂŁo nĂŁo resolvida entre a Borboleta e a Ăgua, trocou um olhar cĂșmplice com Mitsuri.
A garrafa girou e parou. Uzui apontava para Shinobu.
â Shinobu, minha cara... Verdade ou Desafio? â perguntou o Hashira do Som, com um brilho malicioso nos olhos.
Shinobu nĂŁo hesitou. Ela sabia que escolher "verdade" com Uzui seria abrir as portas para perguntas invasivas sobre seus sentimentos.
â Desafio, Uzui-san. Surpreenda-me.
Uzui soltou uma risada curta e olhou para Giyu, que permanecia em silĂȘncio absoluto.
â Muito bem. Meu desafio Ă© para vocĂȘ e para o Tomioka. â O tom de Uzui ficou subitamente mais baixo, quase conspiratĂłrio. â Eu desafio vocĂȘs dois a irem para o quarto dos fundos agora mesmo. E nĂŁo quero que saiam de lĂĄ atĂ© que tenham... consumado essa tensĂŁo que estĂĄ matando todo mundo nesta sala.
O silĂȘncio que se seguiu foi ensurdecedor. Mitsuri soltou um ganido de surpresa, cobrindo o rosto com as mĂŁos, mas espiando por entre os dedos. Rengoku cruzou os braços, mantendo o sorriso, embora parecesse um pouco surpreso com a audĂĄcia do desafio.
Shinobu sentiu o rosto esquentar, algo raro para alguém que controlava tão bem suas emoçÔes. Ela olhou para Giyu. Ele estava olhando para as próprias mãos, mas a base de suas orelhas estava visivelmente vermelha.
â Uzui-san, isso Ă© um pouco... â Shinobu começou, tentando manter a voz firme.
â Um desafio Ă© um desafio, Shinobu! â interrompeu Uzui, apontando para a porta. â Ou vocĂȘs admitem que nĂŁo tĂȘm coragem?
Giyu se levantou subitamente. O movimento foi tão brusco que todos se calaram. Ele não olhou para ninguém, apenas estendeu a mão na direção de Shinobu.
â Vamos acabar com isso â disse ele, com a voz rouca.
Shinobu sentiu seu coração errar uma batida. Ela aceitou a mão dele, sentindo os calos de espadachim contra sua pele delicada. Sem dizer mais nada, os dois caminharam sob o olhar atÎnito dos outros Hashiras em direção ao corredor silencioso da casa.
Ao entrarem no quarto, Giyu fechou a porta deslizante atrĂĄs de si. O som da madeira correndo no trilho pareceu um trovĂŁo no silĂȘncio do cĂŽmodo iluminado apenas pela luz da lua que entrava pela janela.
Shinobu se afastou um pouco, abraçando o próprio corpo, subitamente consciente de quão pequeno o espaço parecia com ele ali.
â Tomioka-san... â começou ela, a voz falhando levemente â ...vocĂȘ nĂŁo precisava ter aceitado. Sabe que eles estavam apenas provocando.
Giyu deu um passo à frente. Ele des amarrou a corda que prendia seu haori bicolor e o deixou escorregar pelos ombros, revelando o uniforme negro de caçador que delineava seu corpo forte.
â Eu nĂŁo aceitei por causa deles, Shinobu.
Ela sentiu um arrepio percorrer sua espinha. O uso de seu primeiro nome, sem o sufixo, era algo que ele nunca fazia. Ela se virou para encarĂĄ-lo, encontrando aqueles olhos azuis profundos como o oceano, agora carregados de uma intensidade que a deixou sem fĂŽlego.
â O que vocĂȘ quer dizer com isso? â perguntou ela, embora no fundo jĂĄ soubesse a resposta.
â VocĂȘ sempre diz que ninguĂ©m gosta de mim â disse Giyu, aproximando-se o suficiente para que ela sentisse o calor de seu corpo. â Mas vocĂȘ estĂĄ sempre ao meu lado. VocĂȘ me provoca para ter minha atenção. E eu... eu nĂŁo consigo parar de olhar para vocĂȘ.
Shinobu sentiu as lĂĄgrimas pinçarem seus olhos, uma mistura de alĂvio e desejo que ela vinha reprimindo hĂĄ meses. Ela estendeu a mĂŁo e tocou o rosto dele, sentindo a mandĂbula tensa.
â VocĂȘ Ă© um idiota, Tomioka-san â sussurrou ela, com um sorriso genuĂno e triste. â Um idiota por quem eu me apaixonei perdidamente.
Giyu não esperou mais. Ele inclinou a cabeça e selou seus låbios nos dela. O beijo começou urgente, uma explosão de sentimentos guardados por tempo demais. Shinobu soltou um suspiro contra a boca dele, suas mãos subindo para se enroscarem no cabelo preto e espetado de Giyu.
Ele a puxou para mais perto, as mĂŁos firmes em sua cintura, sentindo a leveza de seu corpo sob o haori de borboleta. O tecido fino deslizou pelos braços de Shinobu quando ele o removeu com cuidado, deixando-o cair no chĂŁo como uma asa caĂda.
â Tem certeza? â perguntou Giyu, a voz um sussurro contra o pescoço dela, onde ele agora depositava beijos lentos e quentes.
â Nunca tive tanta certeza de nada em minha vida â respondeu ela, a voz trĂȘmula de desejo.
Giyu a conduziu atĂ© o futon estendido no centro do quarto. Com movimentos lentos e quase reverentes, eles começaram a se livrar das camadas de seus uniformes. Cada centĂmetro de pele revelado era um novo territĂłrio a ser explorado com toques e beijos.
Quando Shinobu finalmente sentiu o peso do corpo dele sobre o seu, ela se sentiu completa. Giyu era como a ĂĄgua â calmo, mas poderoso o suficiente para moldar a rocha. E ela era a borboleta, encontrando finalmente um lugar seguro para pousar.
â Shinobu... â ele ofegou, o nome dela soando como uma prece enquanto ele se movia contra ela.
â Giyu... por favor...
O encontro de seus corpos foi uma dança de contrastes: a força dele e a delicadeza dela, o frio que ele carregava e o calor que ela emanava. No auge da paixĂŁo, as barreiras que ambos construĂram para sobreviver ao mundo cruel dos demĂŽnios desmoronaram. Ali, entre quatro paredes, eles nĂŁo eram Hashiras. Eram apenas duas pessoas que se amavam desesperadamente, buscando conforto um no outro.
LĂĄ fora, o som das risadas de Uzui e Mitsuri havia diminuĂdo, dando lugar ao som dos grilos e do vento nas ĂĄrvores. Mas dentro daquele quarto, o tempo parecia ter parado.
Horas depois, quando a lua jĂĄ estava alta no cĂ©u, Shinobu repousava a cabeça no peito de Giyu. O som do coração dele, batendo de forma compassada, era a mĂșsica mais bonita que ela jĂĄ ouvira. Ele passava os dedos pelos fios roxos do cabelo dela, desfeitos do habitual coque.
â Eles ainda devem estar lĂĄ fora esperando â comentou Shinobu, com um pequeno riso cansado.
â Deixe que esperem â respondeu Giyu, beijando o topo da cabeça dela. â Eu nĂŁo pretendo sair daqui tĂŁo cedo.
Shinobu fechou os olhos, sentindo-se protegida. Ela sabia que a guerra contra os demÎnios continuaria no dia seguinte, que o perigo era constante e que a vida de um caçador era curta. Mas, naquele momento, envolta nos braços do homem que amava, ela sentiu que, pela primeira vez, a borboleta não precisava mais voar sozinha. Ela havia encontrado seu porto seguro nas åguas profundas de Giyu Tomioka.
â Eu te amo, Giyu â sussurrou ela, quase caindo no sono.
Ele apertou o abraço, o silĂȘncio sendo sua resposta mais sincera, antes de murmurar de volta:
â Eu tambĂ©m te amo, Shinobu.
E assim, sob o manto da noite e o segredo de um desafio, dois coraçÔes solitårios finalmente se tornaram um só.
