
← Back
0 likes
Sla
Fandom: Não tem um fandom
Created: 5/11/2026
Tags
DramaRomanceSlice of LifeJealousyBiopunkCharacter StudyMystery
O Retorno da Herdeira Oculta
O sol da tarde refletia-se nas janelas de vidro da prestigiada Academia Saint-Jude, iluminando a rivalidade que fervia no centro do pátio principal. De um lado, o Grupo 1, liderado pela carismática Beatriz, exibia suas cores com a confiança de quem dominava a hierarquia social. Valentina, Emily, Gabriela e as irmãs Kimberly e Tiffany completavam o time de elite.
Do outro lado, o Grupo 2 não ficava atrás. Sophia, Manon, Lara, Daniela, Megan e a ágil Yoonchae formavam uma barreira de autoridade e estilo. Mas havia um detalhe que diferenciava as meninas do segundo grupo de qualquer outra pessoa na escola: elas eram G!P, possuindo uma natureza biológica única que apenas aumentava a aura de poder e mistério que as cercava.
Kimberly e Tiffany, as duas loiras radiantes do Grupo 1, riam de algo que Beatriz dizia, sem notar que o clima de rotina estava prestes a ser quebrado. Elas eram a imagem cuspida do pai, com fios dourados e olhos claros, o oposto absoluto da irmã que não viam há anos.
— Eu estou dizendo, se a Yoonchae tentar aquele mortal de novo no treino de amanhã, eu vou exigir que a diretoria mude os horários — comentou Tiffany, ajustando a alça de sua bolsa de grife.
— Relaxa, Tiff — Kimberly deu de ombros. — Elas sabem que o território é nosso.
Nesse momento, um carro preto de luxo estacionou em frente ao portão principal. O motorista desceu apressadamente para abrir a porta traseira. O silêncio se instalou no pátio conforme uma figura cruzava o umbral da escola.
Ela era o contraste vivo das irmãs. Enquanto Kimberly e Tiffany eram o sol, ela era a noite mais profunda. Cabelos pretos como ébano caíam em ondas perfeitas sobre os ombros, a pele era branca como porcelana e os olhos castanho-escuros brilhavam com uma intensidade magnética. O corpo, esculpido e curvilíneo, era acentuado por uma minissaia jeans curtíssima e uma blusa branca extremamente colada, que parecia lutar para conter os seios fartos e imponentes da garota.
Kimberly deixou o celular cair no chão.
— Não pode ser... — sussurrou ela, com os olhos arregalados.
A garota caminhou com uma confiança que fez até as integrantes do Grupo 2 pararem para observar. Ela parou a poucos metros das irmãs loiras e abriu um sorriso de canto.
— Sentiram saudades, maninhas? — A voz era aveludada, carregada de um sotaque leve de quem passou anos estudando no exterior.
— Katherine? — Tiffany perguntou, incrédula. — O que você está fazendo aqui? Você deveria estar na Suíça!
Katherine soltou uma risada curta, cruzando os braços, o que acentuou ainda mais seu decote generoso, atraindo olhares de todos os lados do pátio.
— Papai e mamãe ficaram sabendo que vocês duas andam namorando — disse Katherine, arqueando uma sobrancelha. — Eles acharam que vocês precisavam de uma babá para garantir que não fizessem nenhuma besteira. E como eu terminei meus créditos mais cedo, aqui estou.
Beatriz, a líder do Grupo 1, deu um passo à frente, alternando o olhar entre as loiras e a morena estonteante.
— Esperem um pouco. Kimberly, Tiffany... vocês têm outra irmã? E nunca mencionaram?
— A gente não a via desde que ela tinha dez anos — explicou Kimberly, ainda em choque. — Ela puxou totalmente à nossa mãe.
— É, eu percebi — comentou Gabriela, analisando Katherine de cima a baixo. — O DNA foi generoso com você, garota.
Enquanto o Grupo 1 tentava processar a novidade, as meninas do Grupo 2 se aproximaram. Sophia, a líder, estava acompanhada de Lara e sua irmã, Rhea, que também fazia parte do time. O olhar de Sophia fixou-se em Katherine com uma curiosidade predatória.
— Então essa é a peça que faltava no quebra-cabeça das loiras? — Sophia perguntou, parando ao lado de Katherine.
Katherine não se intimidou. Ela se virou para Sophia, mantendo o contato visual.
— E você deve ser a razão pela qual minhas irmãs andam tão distraídas — provocou Katherine, notando a aura G!P que emanava de Sophia e das outras ao redor.
Lara deu um passo à frente, cruzando os braços.
— Você tem a língua afiada para uma novata, Katherine.
— Eu não sou uma novata comum, Lara — Katherine respondeu, lendo o nome no broche da outra. — Eu sou o pesadelo de quem tentar controlar minhas irmãs, ou o sonho de quem souber me tratar bem.
Rhea, a irmã de Lara, soltou um assobio baixo.
— Ela tem atitude. Gostei disso.
Tiffany puxou Katherine pelo braço, tentando tirá-la do centro das atenções.
— Katherine, chega. Você mal chegou e já está causando. Vamos para a secretaria, você precisa pegar seu horário.
— Por que a pressa, Tiff? — Katherine soltou-se suavemente, ajeitando a blusa colada que subira alguns milímetros com o movimento. — Eu quero conhecer melhor o ambiente. Afinal, vou passar muito tempo aqui.
Ela caminhou em direção a Sophia, parando a centímetros da líder do Grupo 2. A diferença de altura era pequena, mas a tensão entre as duas era palpável.
— Ouvi dizer que este colégio é dividido — disse Katherine em voz baixa, apenas para que as meninas do Grupo 2 ouvissem. — Dois grupos de líderes de torcida. Muita competitividade.
— Você não faz ideia — respondeu Sophia, sentindo o perfume inebriante de Katherine. — Mas o Grupo 2 é onde o verdadeiro poder reside.
— Veremos — Katherine sorriu, um brilho desafiador nos olhos. — Talvez eu decida criar o meu próprio grupo. Ou talvez eu apenas goste de ver vocês lutando por mim.
Ela deu as costas, deixando um rastro de silêncio e desejo por onde passava. Kimberly e Tiffany a seguiram, sentindo que a vida tranquila que levavam na Saint-Jude acabara de ser implodida pela chegada da irmã caçula.
No corredor interno, longe dos olhares curiosos, Kimberly explodiu.
— Katherine, você não pode agir assim! Aqui as coisas são sérias. O Grupo 2 é perigoso, elas não são garotas comuns.
Katherine parou diante de um armário, olhando-se no reflexo do metal.
— Eu sei exatamente o que elas são, Kim. Eu não estudei em colégios comuns lá fora. Eu sei lidar com pessoas G!P. Na verdade... eu prefiro lidar com elas.
Tiffany suspirou, encostando-se na parede.
— Papai vai nos matar se você se meter em confusão. Ele nos mandou vigiar você também, sabia?
— Ah, é? — Katherine riu, ajeitando a minissaia. — Boa sorte com isso. Agora, se me dão licença, eu preciso encontrar a minha sala. E, por favor, tentem não parecer tão assustadas. Estraga a maquiagem de vocês.
Enquanto Katherine se afastava, caminhando com um rebolado natural que fazia as cabeças virarem nos corredores, Beatriz e o restante do Grupo 1 se aproximaram das irmãs loiras.
— Ela é um furacão — comentou Valentina. — E se ela for metade do que aparenta ser na pista de dança, o Grupo 2 vai tentar recrutá-la em um piscar de olhos.
— Elas que tentem — disse Kimberly, com um tom de preocupação. — Katherine é imprevisível. Ela não segue regras, ela as cria.
Enquanto isso, no vestiário das líderes de torcida do Grupo 2, o clima era de conspiração. Sophia sentou-se no banco central, enquanto Manon, Lara, Daniela, Megan e Yoonchae se reuniam ao redor.
— Vocês viram aquilo? — perguntou Megan, limpando o suor do treino. — Aquela garota... Katherine. Ela tem uma energia diferente.
— Ela é provocadora — disse Yoonchae. — E aquele corpo... ela sabe o efeito que tem.
Sophia permaneceu em silêncio por um momento, antes de olhar para as companheiras.
— Ela é irmã daquelas duas loiras sem graça, mas não tem nada a ver com elas. Katherine tem fogo. E eu quero descobrir o quão longe esse fogo queima.
— O que você está planejando, Sophia? — perguntou Lara, cruzando as pernas.
— Nada demais — Sophia sorriu de forma enigmática. — Apenas garantir que, se ela tiver que escolher um lado, ela escolha o nosso. Imaginem a cara da Beatriz se a irmã das suas duas melhores amigas se juntasse ao Grupo 2. Seria o fim da dinastia delas.
De volta ao corredor principal, Katherine já havia localizado sua sala. Ela entrou na sala de aula atrasada, interrompendo a explicação do professor de história. Todos os olhares se voltaram para a porta.
— Você deve ser a nova aluna, Katherine — disse o professor, tentando manter o foco, apesar da presença avassaladora da garota.
— Sou eu mesma — ela respondeu, caminhando até o fundo da sala.
Ela escolheu um assento vazio bem ao lado de Rhea. A irmã de Lara olhou para ela com um sorriso de lado.
— Destino? — perguntou Rhea em voz baixa.
— O destino é para quem não sabe o que quer — Katherine sussurrou de volta, abrindo seu caderno. — Eu chamo isso de estratégia.
Rhea sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Havia algo em Katherine que era perigosamente atraente. A mistura da inocência aparente de seu rosto com a sensualidade agressiva de suas roupas e corpo criava um magnetismo difícil de ignorar.
Durante o intervalo, Katherine não se sentou com as irmãs. Em vez disso, ela foi para a área externa, onde o Grupo 2 costumava ficar. Ela se sentou em uma das mesas de pedra, cruzando as pernas e deixando a minissaia subir um pouco mais, revelando as coxas torneadas.
Sophia e seu grupo logo apareceram.
— Você gosta de viver perigosamente, não é? — Sophia sentou-se à frente dela. — Suas irmãs estão olhando para cá como se fôssemos te devorar.
Katherine olhou para a mesa do Grupo 1, onde Kimberly e Tiffany discutiam animadamente com Beatriz.
— Elas se preocupam demais — disse Katherine. — Eu sei me cuidar.
— Sabemos que sabe — interveio Manon, a francesa do grupo. — Mas a pergunta é: o que você quer aqui, Katherine? Além de vigiar os namoros das suas irmãs?
Katherine inclinou-se para frente, apoiando os cotovelos na mesa. O movimento fez com que seus seios ficassem ainda mais destacados contra o tecido fino da blusa.
— Eu quero o que todo mundo quer, Sophia. Diversão. E me parece que vocês são as únicas nesta escola que sabem o significado dessa palavra.
As meninas do Grupo 2 trocaram olhares cúmplices. A chegada de Katherine não era apenas uma mudança na dinâmica familiar das irmãs loiras; era o início de uma nova era na Academia Saint-Jude. Uma era onde as regras seriam testadas, as lealdades seriam postas à prova e o desejo seria a moeda de troca mais valiosa.
— Se é diversão que você quer — disse Sophia, levantando-se e estendendo a mão para Katherine —, então você veio ao lugar certo. Mas saiba que, no nosso grupo, a lealdade é absoluta.
Katherine aceitou a mão de Sophia, sentindo a firmeza e o calor da outra garota.
— Eu não sou de dar lealdade de graça — Katherine respondeu, levantando-se. — Vocês vão ter que conquistar.
Enquanto as sete garotas caminhavam juntas pelo pátio, sob o olhar atônito de todo o colégio, ficava claro que Katherine não tinha vindo apenas para estudar. Ela tinha vindo para dominar. E com sua beleza estonteante e uma atitude que desafiava qualquer autoridade, ela estava apenas começando.
Kimberly e Tiffany observavam de longe, o medo e a admiração misturados em seus rostos. Elas sabiam que a irmã que deixaram para trás anos atrás não existia mais. No seu lugar, estava uma mulher que sabia exatamente o poder que exercia sobre os outros.
— Estamos em apuros, não estamos? — perguntou Tiffany, suspirando.
— Sim — respondeu Kimberly, sem desviar os olhos de Katherine. — Grandes apuros.
Do outro lado, o Grupo 2 não ficava atrás. Sophia, Manon, Lara, Daniela, Megan e a ágil Yoonchae formavam uma barreira de autoridade e estilo. Mas havia um detalhe que diferenciava as meninas do segundo grupo de qualquer outra pessoa na escola: elas eram G!P, possuindo uma natureza biológica única que apenas aumentava a aura de poder e mistério que as cercava.
Kimberly e Tiffany, as duas loiras radiantes do Grupo 1, riam de algo que Beatriz dizia, sem notar que o clima de rotina estava prestes a ser quebrado. Elas eram a imagem cuspida do pai, com fios dourados e olhos claros, o oposto absoluto da irmã que não viam há anos.
— Eu estou dizendo, se a Yoonchae tentar aquele mortal de novo no treino de amanhã, eu vou exigir que a diretoria mude os horários — comentou Tiffany, ajustando a alça de sua bolsa de grife.
— Relaxa, Tiff — Kimberly deu de ombros. — Elas sabem que o território é nosso.
Nesse momento, um carro preto de luxo estacionou em frente ao portão principal. O motorista desceu apressadamente para abrir a porta traseira. O silêncio se instalou no pátio conforme uma figura cruzava o umbral da escola.
Ela era o contraste vivo das irmãs. Enquanto Kimberly e Tiffany eram o sol, ela era a noite mais profunda. Cabelos pretos como ébano caíam em ondas perfeitas sobre os ombros, a pele era branca como porcelana e os olhos castanho-escuros brilhavam com uma intensidade magnética. O corpo, esculpido e curvilíneo, era acentuado por uma minissaia jeans curtíssima e uma blusa branca extremamente colada, que parecia lutar para conter os seios fartos e imponentes da garota.
Kimberly deixou o celular cair no chão.
— Não pode ser... — sussurrou ela, com os olhos arregalados.
A garota caminhou com uma confiança que fez até as integrantes do Grupo 2 pararem para observar. Ela parou a poucos metros das irmãs loiras e abriu um sorriso de canto.
— Sentiram saudades, maninhas? — A voz era aveludada, carregada de um sotaque leve de quem passou anos estudando no exterior.
— Katherine? — Tiffany perguntou, incrédula. — O que você está fazendo aqui? Você deveria estar na Suíça!
Katherine soltou uma risada curta, cruzando os braços, o que acentuou ainda mais seu decote generoso, atraindo olhares de todos os lados do pátio.
— Papai e mamãe ficaram sabendo que vocês duas andam namorando — disse Katherine, arqueando uma sobrancelha. — Eles acharam que vocês precisavam de uma babá para garantir que não fizessem nenhuma besteira. E como eu terminei meus créditos mais cedo, aqui estou.
Beatriz, a líder do Grupo 1, deu um passo à frente, alternando o olhar entre as loiras e a morena estonteante.
— Esperem um pouco. Kimberly, Tiffany... vocês têm outra irmã? E nunca mencionaram?
— A gente não a via desde que ela tinha dez anos — explicou Kimberly, ainda em choque. — Ela puxou totalmente à nossa mãe.
— É, eu percebi — comentou Gabriela, analisando Katherine de cima a baixo. — O DNA foi generoso com você, garota.
Enquanto o Grupo 1 tentava processar a novidade, as meninas do Grupo 2 se aproximaram. Sophia, a líder, estava acompanhada de Lara e sua irmã, Rhea, que também fazia parte do time. O olhar de Sophia fixou-se em Katherine com uma curiosidade predatória.
— Então essa é a peça que faltava no quebra-cabeça das loiras? — Sophia perguntou, parando ao lado de Katherine.
Katherine não se intimidou. Ela se virou para Sophia, mantendo o contato visual.
— E você deve ser a razão pela qual minhas irmãs andam tão distraídas — provocou Katherine, notando a aura G!P que emanava de Sophia e das outras ao redor.
Lara deu um passo à frente, cruzando os braços.
— Você tem a língua afiada para uma novata, Katherine.
— Eu não sou uma novata comum, Lara — Katherine respondeu, lendo o nome no broche da outra. — Eu sou o pesadelo de quem tentar controlar minhas irmãs, ou o sonho de quem souber me tratar bem.
Rhea, a irmã de Lara, soltou um assobio baixo.
— Ela tem atitude. Gostei disso.
Tiffany puxou Katherine pelo braço, tentando tirá-la do centro das atenções.
— Katherine, chega. Você mal chegou e já está causando. Vamos para a secretaria, você precisa pegar seu horário.
— Por que a pressa, Tiff? — Katherine soltou-se suavemente, ajeitando a blusa colada que subira alguns milímetros com o movimento. — Eu quero conhecer melhor o ambiente. Afinal, vou passar muito tempo aqui.
Ela caminhou em direção a Sophia, parando a centímetros da líder do Grupo 2. A diferença de altura era pequena, mas a tensão entre as duas era palpável.
— Ouvi dizer que este colégio é dividido — disse Katherine em voz baixa, apenas para que as meninas do Grupo 2 ouvissem. — Dois grupos de líderes de torcida. Muita competitividade.
— Você não faz ideia — respondeu Sophia, sentindo o perfume inebriante de Katherine. — Mas o Grupo 2 é onde o verdadeiro poder reside.
— Veremos — Katherine sorriu, um brilho desafiador nos olhos. — Talvez eu decida criar o meu próprio grupo. Ou talvez eu apenas goste de ver vocês lutando por mim.
Ela deu as costas, deixando um rastro de silêncio e desejo por onde passava. Kimberly e Tiffany a seguiram, sentindo que a vida tranquila que levavam na Saint-Jude acabara de ser implodida pela chegada da irmã caçula.
No corredor interno, longe dos olhares curiosos, Kimberly explodiu.
— Katherine, você não pode agir assim! Aqui as coisas são sérias. O Grupo 2 é perigoso, elas não são garotas comuns.
Katherine parou diante de um armário, olhando-se no reflexo do metal.
— Eu sei exatamente o que elas são, Kim. Eu não estudei em colégios comuns lá fora. Eu sei lidar com pessoas G!P. Na verdade... eu prefiro lidar com elas.
Tiffany suspirou, encostando-se na parede.
— Papai vai nos matar se você se meter em confusão. Ele nos mandou vigiar você também, sabia?
— Ah, é? — Katherine riu, ajeitando a minissaia. — Boa sorte com isso. Agora, se me dão licença, eu preciso encontrar a minha sala. E, por favor, tentem não parecer tão assustadas. Estraga a maquiagem de vocês.
Enquanto Katherine se afastava, caminhando com um rebolado natural que fazia as cabeças virarem nos corredores, Beatriz e o restante do Grupo 1 se aproximaram das irmãs loiras.
— Ela é um furacão — comentou Valentina. — E se ela for metade do que aparenta ser na pista de dança, o Grupo 2 vai tentar recrutá-la em um piscar de olhos.
— Elas que tentem — disse Kimberly, com um tom de preocupação. — Katherine é imprevisível. Ela não segue regras, ela as cria.
Enquanto isso, no vestiário das líderes de torcida do Grupo 2, o clima era de conspiração. Sophia sentou-se no banco central, enquanto Manon, Lara, Daniela, Megan e Yoonchae se reuniam ao redor.
— Vocês viram aquilo? — perguntou Megan, limpando o suor do treino. — Aquela garota... Katherine. Ela tem uma energia diferente.
— Ela é provocadora — disse Yoonchae. — E aquele corpo... ela sabe o efeito que tem.
Sophia permaneceu em silêncio por um momento, antes de olhar para as companheiras.
— Ela é irmã daquelas duas loiras sem graça, mas não tem nada a ver com elas. Katherine tem fogo. E eu quero descobrir o quão longe esse fogo queima.
— O que você está planejando, Sophia? — perguntou Lara, cruzando as pernas.
— Nada demais — Sophia sorriu de forma enigmática. — Apenas garantir que, se ela tiver que escolher um lado, ela escolha o nosso. Imaginem a cara da Beatriz se a irmã das suas duas melhores amigas se juntasse ao Grupo 2. Seria o fim da dinastia delas.
De volta ao corredor principal, Katherine já havia localizado sua sala. Ela entrou na sala de aula atrasada, interrompendo a explicação do professor de história. Todos os olhares se voltaram para a porta.
— Você deve ser a nova aluna, Katherine — disse o professor, tentando manter o foco, apesar da presença avassaladora da garota.
— Sou eu mesma — ela respondeu, caminhando até o fundo da sala.
Ela escolheu um assento vazio bem ao lado de Rhea. A irmã de Lara olhou para ela com um sorriso de lado.
— Destino? — perguntou Rhea em voz baixa.
— O destino é para quem não sabe o que quer — Katherine sussurrou de volta, abrindo seu caderno. — Eu chamo isso de estratégia.
Rhea sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Havia algo em Katherine que era perigosamente atraente. A mistura da inocência aparente de seu rosto com a sensualidade agressiva de suas roupas e corpo criava um magnetismo difícil de ignorar.
Durante o intervalo, Katherine não se sentou com as irmãs. Em vez disso, ela foi para a área externa, onde o Grupo 2 costumava ficar. Ela se sentou em uma das mesas de pedra, cruzando as pernas e deixando a minissaia subir um pouco mais, revelando as coxas torneadas.
Sophia e seu grupo logo apareceram.
— Você gosta de viver perigosamente, não é? — Sophia sentou-se à frente dela. — Suas irmãs estão olhando para cá como se fôssemos te devorar.
Katherine olhou para a mesa do Grupo 1, onde Kimberly e Tiffany discutiam animadamente com Beatriz.
— Elas se preocupam demais — disse Katherine. — Eu sei me cuidar.
— Sabemos que sabe — interveio Manon, a francesa do grupo. — Mas a pergunta é: o que você quer aqui, Katherine? Além de vigiar os namoros das suas irmãs?
Katherine inclinou-se para frente, apoiando os cotovelos na mesa. O movimento fez com que seus seios ficassem ainda mais destacados contra o tecido fino da blusa.
— Eu quero o que todo mundo quer, Sophia. Diversão. E me parece que vocês são as únicas nesta escola que sabem o significado dessa palavra.
As meninas do Grupo 2 trocaram olhares cúmplices. A chegada de Katherine não era apenas uma mudança na dinâmica familiar das irmãs loiras; era o início de uma nova era na Academia Saint-Jude. Uma era onde as regras seriam testadas, as lealdades seriam postas à prova e o desejo seria a moeda de troca mais valiosa.
— Se é diversão que você quer — disse Sophia, levantando-se e estendendo a mão para Katherine —, então você veio ao lugar certo. Mas saiba que, no nosso grupo, a lealdade é absoluta.
Katherine aceitou a mão de Sophia, sentindo a firmeza e o calor da outra garota.
— Eu não sou de dar lealdade de graça — Katherine respondeu, levantando-se. — Vocês vão ter que conquistar.
Enquanto as sete garotas caminhavam juntas pelo pátio, sob o olhar atônito de todo o colégio, ficava claro que Katherine não tinha vindo apenas para estudar. Ela tinha vindo para dominar. E com sua beleza estonteante e uma atitude que desafiava qualquer autoridade, ela estava apenas começando.
Kimberly e Tiffany observavam de longe, o medo e a admiração misturados em seus rostos. Elas sabiam que a irmã que deixaram para trás anos atrás não existia mais. No seu lugar, estava uma mulher que sabia exatamente o poder que exercia sobre os outros.
— Estamos em apuros, não estamos? — perguntou Tiffany, suspirando.
— Sim — respondeu Kimberly, sem desviar os olhos de Katherine. — Grandes apuros.
