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O escândalo

Fandom: Bad bunny

Created: 5/17/2026

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RomanceAU (Alternate Universe)DramaFluffCurtainfic / Domestic StorySongfic
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O Segredo sob os Holofotes

O camarim da Victoria's Secret era um caos meticulosamente planejado. O cheiro de spray de cabelo, perfumes caros e o calor dos modeladores de cachos preenchiam o ar. Karen Aluap observava seu reflexo no espelho, mas não focava na maquiagem impecável ou nos cílios postiços. Seus olhos desciam, inevitavelmente, para a curva acentuada de seu ventre.

Sete meses. Sete meses guardando o segredo mais precioso e explosivo do mundo do entretenimento.

— Você está pronta, Karen? — perguntou a produtora, segurando uma prancheta. — O público já está em êxtase. A trilha sonora começou.

Karen respirou fundo, sentindo um chute suave contra suas costelas.

— Estou. Mais pronta do que nunca.

Do outro lado da cortina de veludo, na primeira fila do desfile mais assistido do planeta, Benito Antonio Martínez Ocasio — conhecido pelo mundo como Bad Bunny — tentava manter a fachada de indiferença cool que era sua marca registrada. Ele usava óculos escuros, apesar da iluminação dramática do local, e batia levemente o pé no ritmo da música.

Ao seu lado, os seguranças garantiam que ninguém se aproximasse demais, mas os flashes das câmeras já estavam todos voltados para ele. O boato de que o "Conejo Malo" estava ali para prestigiar uma "amiga" já corria as redes sociais há semanas. O que ninguém sabia era que aquela "amiga" era a mulher com quem ele compartilhava as noites em Porto Rico, longe das lentes dos paparazzi, e que o vínculo entre eles agora tinha batimentos cardíacos próprios.

Eles haviam combinado tudo. O sigilo absoluto foi uma escolha mútua. Karen queria ser reconhecida por sua carreira, não apenas como "a namorada de". Benito queria proteger o pouco que lhe restava de vida privada. Mas o corpo de Karen tinha outros planos, e a vida que crescia ali dentro não aceitava mais ser escondida por blusas largas e ângulos estratégicos no Instagram.

As luzes do palco mudaram para um tom de azul profundo e dourado. A batida do reggaeton desacelerou para um arranjo orquestral épico.

— É agora — sussurrou Benito para si mesmo, o coração martelando contra o peito de uma forma que nenhum show para oitenta mil pessoas jamais conseguiu fazer.

A primeira modelo entrou. Depois a segunda. O público aplaudia, mas a tensão no ar era palpável. Havia um rumor de que a Victoria's Secret traria uma revelação histórica naquela noite.

Então, a música parou por dois segundos. Um silêncio ensurdecedor tomou conta do ginásio.

As notas iniciais de "Monaco" começaram a ecoar, mas em uma versão acústica, quase angelical. Karen Aluap surgiu no topo da passarela.

Ela usava asas monumentais feitas de penas brancas e fios de ouro que pareciam flutuar. Mas não foram as asas que fizeram o público soltar um suspiro coletivo que ecoou pelas vigas do teto. Foi o conjunto de lingerie rendada, desenhado especificamente para emoldurar a barriga redonda, firme e orgulhosa que ela exibia.

Karen caminhou com uma elegância que transcendia a moda. Ela não era apenas uma modelo; ela era uma força da natureza. A cada passo, a mão dela repousava suavemente sobre o ventre, um gesto de proteção e anúncio.

As câmeras de transmissão ao vivo, operadas por diretores que sabiam exatamente o que estavam fazendo, alternaram o corte. A tela gigante do evento dividiu-se em duas. De um lado, Karen, deslumbrante e grávida. Do outro, o rosto de Benito.

Ele não conseguiu mais manter o personagem. No momento em que a viu, o sorriso de canto de boca se transformou em uma expressão de puro orgulho e devoção. Ele retirou os óculos escuros, deixando que o mundo visse as lágrimas de emoção brilhando em seus olhos.

— Olhem para ele — sussurrou uma jornalista na fileira de trás. — Meu Deus, é dele.

Karen parou no final da passarela, exatamente na frente de onde Benito estava sentado. O mundo parecia ter desaparecido. Não havia mais flashes, não havia mais milhões de pessoas assistindo via streaming, não havia mais contratos de confidencialidade. Havia apenas eles dois.

Benito levantou-se lentamente, ignorando o protocolo do evento. Ele levou a mão ao peito, fazendo um sinal de "te amo" em direção a ela.

Karen sorriu, uma lágrima solitária escapando e brilhando sob os refletores. Ela inclinou a cabeça, mantendo o contato visual enquanto as câmeras focavam no detalhe da aliança discreta que ambos usavam no dedo anelar direito, um detalhe que os fãs mais atentos notariam em segundos.

O desfile continuou, mas ninguém mais prestava atenção nas roupas. O segredo havia sido quebrado da forma mais poética possível.

Minutos depois, no backstage, após o encerramento triunfal, Benito não esperou a autorização da segurança. Ele atravessou as cortinas, empurrando araras de roupas e desviando de maquiadores frenéticos.

— Karen! — gritou ele, a voz embargada.

Ela estava sentada em uma cadeira de veludo, sendo ajudada por duas assistentes a retirar as asas pesadas. Quando o viu, abriu os braços.

— Nós conseguimos, Benito — disse ela, enquanto ele se ajoelhava diante dela, envolvendo sua cintura e encostando a testa na barriga dela.

— Você foi incrível, mami — sussurrou ele, sem se importar com as dezenas de pessoas ao redor que agora filmavam a cena com seus celulares. — O mundo todo já sabe o que eu sempre soube: que você é a mulher mais poderosa desse planeta.

— Eu não aguentava mais me esconder — confessou Karen, passando os dedos pelos cabelos dele. — Eu queria que eles vissem que nosso amor não é algo para ter vergonha. É algo para celebrar.

Benito levantou o rosto, olhando-a nos olhos.

— De agora em diante, não tem mais esconderijo. Se eles quiserem fotos, que tirem. Se quiserem falar, que falem. Eu só quero poder andar de mãos dadas com você e com esse pequeno aqui sem ter que olhar por cima do ombro.

— Você tem noção do que isso vai causar na internet, não tem? — perguntou ela com um riso leve. — Seu telefone não vai parar de tocar. Seus fãs vão enlouquecer.

— Que enlouqueçam — disse ele, levantando-se e dando um beijo casto na testa dela. — Eu sou o Bad Bunny para eles, mas para você e para esse bebê, eu sou apenas o Benito. E o Benito está pronto para ser pai.

— Você acha que ele vai gostar de música? — perguntou ela, sentindo o bebê se mexer novamente.

— Com o sangue que tem nas veias? — Benito riu, colocando a mão sobre o local onde o bebê chutava. — Ele já está seguindo o ritmo, Karen. Sinta isso.

— Ele sentiu a energia lá fora — disse ela. — Ele sabia que o pai estava assistindo.

Nesse momento, o empresário de Benito entrou no camarim, parecendo simultaneamente em pânico e maravilhado.

— Benito, Karen... as redes sociais caíram. Literalmente. O Twitter saiu do ar por cinco minutos. Vocês são o assunto número um no mundo todo.

— Ótimo — respondeu Benito, sem desviar o olhar de Karen. — Assim ninguém perde a notícia.

— Precisamos decidir como vamos lidar com a imprensa agora — continuou o empresário. — Há centenas de repórteres na saída.

— Não vamos lidar com nada hoje — disse Karen com firmeza. — Hoje, nós vamos para casa. Juntos. Pela porta da frente.

Benito sorriu, aquele sorriso largo que raramente mostrava em entrevistas.

— Você ouviu a patroa. Prepare o carro. Nós vamos sair juntos.

Enquanto se preparavam para sair, Benito ajudou Karen a vestir um roupão de seda por cima da lingerie do desfile. Ele não a soltou por um segundo sequer. O medo que sentiam de perder a privacidade fora substituído por uma coragem nova, uma sensação de liberdade que nenhum hit no topo das paradas jamais proporcionara.

— Você está pronta para o que vem a seguir? — perguntou ele, antes de cruzarem a porta de saída para o estacionamento onde a multidão aguardava.

— Com você ao meu lado? — Ela apertou a mão dele com força. — Eu estou pronta para qualquer coisa.

— Então vamos mostrar para eles como se faz — disse Benito.

Eles caminharam pelo corredor, os flashes começando a disparar antes mesmo de chegarem à rua. O mundo queria um pedaço deles, queria explicações, queria datas e nomes. Mas, enquanto caminhavam em direção à luz, Benito e Karen sabiam que, embora o segredo tivesse acabado, a história deles estava apenas começando.

— Eu te amo, Benito — sussurrou ela, pouco antes do barulho da multidão abafar qualquer som.

— Te amo mais, Karen — respondeu ele, beijando-lhe a mão diante de mil lentes.

Naquela noite, a música de Porto Rico e as passarelas de Paris se fundiram em uma única melodia: a batida de um coração que ainda nem tinha nascido, mas que já era o dono de tudo.
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