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Tom ridle

Fandom: Harry potter

Created: 5/17/2026

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RomanceDramaAngstJealousyDarkCanon SettingPsychologicalAU (Alternate Universe)FantasyCharacter StudyDivergence
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O Perfume do Narcisismo e o Veneno do Silêncio

A biblioteca de Hogwarts estava mergulhada em um silêncio sepulcral, interrompido apenas pelo som de penas arranhando pergaminhos e o farfalhar ocasional de páginas viradas. Karen Black, no entanto, não conseguia se concentrar em uma única linha de "Tratado sobre Poções Avançadas". Seus olhos estavam fixos, contra sua vontade, na mesa do fundo, onde Tom Riddle estava sentado.

Tom era a perfeição personificada aos olhos de muitos. Inteligente, com uma postura impecável e uma beleza fria que parecia esculpida em mármore. Para os professores, ele era o aluno prodígio; para as outras meninas, um ídolo inalcançável. Mas para Karen, ele era o namorado secreto — o homem que, entre quatro paredes ou nos cantos escuros da Sala Precisa, mostrava uma faceta que ninguém mais conhecia: protetor, possessivo e estranhamente gentil.

O problema era que Tom parecia ignorar o efeito que causava. Ou pior, ele gostava. Naquele momento, um grupo de garotas da Corvinal passava por sua mesa, rindo baixo e lançando olhares que Karen conhecia bem demais. Uma delas, mais ousada, deixou cair um lenço propositalmente perto dele. Tom, com a elegância de um predador, abaixou-se, recolheu o objeto e o entregou com um sorriso ladino que fez a garota corar até a raiz dos cabelos.

Karen sentiu o sangue ferver. O ciúme era uma chama ácida que lhe corroía as entranhas.

— Ele não presta, Karen. Você sabe disso — sussurrou uma voz ao seu lado.

Era Draco Malfoy, que parecia ler seus pensamentos. Draco, junto com Harry e Hermione, formava o círculo social mais próximo de Karen, embora a dinâmica entre eles fosse sempre tensa devido às rivalidades de casa. Severo Black, seu irmão mais velho e protetor, observava tudo de longe com um olhar de desaprovação constante.

— Ele é apenas educado, Draco — mentiu Karen, fechando o livro com força.

— Educado? Ele está alimentando o fã-clube — desdenhou Draco, ajeitando a gravata da Sonserina. — Se eu fosse você, não deixaria ele pensar que é o único centro das atenções.

Karen não respondeu. Ela se levantou, recolheu suas coisas e saiu da biblioteca sem olhar para trás. Ela sentiu o olhar de Tom em suas costas, pesado e inquisitivo, mas não parou.

Mais tarde, no Salão Comunal, Tom tentou se aproximar. Ele caminhou em direção a ela com a confiança de quem domina o mundo.

— Karen — disse ele, a voz baixa e aveludada, inclinando-se para perto do seu ouvido. — Você saiu da biblioteca com pressa. Aconteceu algo?

Karen continuou olhando para o fogo na lareira. Ela não disse uma palavra. Apenas pegou sua bolsa e se levantou, caminhando em direção ao dormitório feminino sem sequer reconhecer a presença dele.

O rosto de Tom endureceu. Ele não estava acostumado a ser ignorado.

No dia seguinte, Karen decidiu que o tratamento do silêncio não era suficiente. Se Tom Riddle achava que podia brincar com a admiração alheia e mantê-la como um troféu secreto, ele teria uma lição.

No Grande Salão, durante o café da manhã, ela se sentou propositalmente longe de onde Tom costumava ficar. Em vez disso, sentou-se entre Harry Potter e Draco Malfoy.

— Harry, você poderia me ajudar com aquele feitiço de convocação depois da aula? — perguntou Karen, abrindo um sorriso radiante que raramente mostrava em público.

— Claro, Karen! — Harry respondeu, um pouco surpreso com a atenção repentina. — Eu adoraria.

— E Draco — ela continuou, tocando levemente o braço do loiro —, você mencionou que tinha um livro novo sobre história da magia, não é? Poderia me emprestar?

Draco, percebendo o jogo, sorriu de canto.

— Para você, Black? Qualquer coisa.

Do outro lado do salão, Tom Riddle observava a cena. Seus dedos apertavam o cabo da faca de prata com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos. Ele não entendia. Karen nunca fora de flertar abertamente, especialmente com Potter ou Malfoy. O murmúrio das meninas ao redor dele continuava, mas, pela primeira vez, ele não ouvia nada. Sua atenção estava totalmente voltada para a garota que se recusava a olhar para ele.

As aulas passaram como um borrão de tensão. Karen ignorava todas as tentativas de Tom de falar com ela nos corredores. Quando ele tentava segurar seu braço, ela se esquivava com uma agilidade fria, voltando a rir de alguma piada de Harry ou Hermione.

— O que está acontecendo com você? — Severo perguntou, interceptando-a no corredor das masmorras. — Você está agindo como uma boba com o Potter e ignorando o Riddle. Achei que vocês tinham... seja lá o que vocês têm.

— Eu não tenho nada com ninguém, Severo — respondeu ela, com a voz gélida. — E se eu quiser conversar com meus amigos, o problema é meu.

Ela passou pelo irmão e entrou na sala de Defesa Contra as Artes das Trevas. Tom já estava lá, sentado em sua mesa habitual. O lugar ao lado dele estava vazio, um convite silencioso. Karen passou direto e sentou-se ao lado de Neville Longbottom, que quase caiu da cadeira com o susto.

A aula foi um suplício. Tom não tirava os olhos dela. A aura dele estava carregada, uma energia sombria que parecia fazer a temperatura da sala cair.

Ao final da aula, quando todos estavam saindo, Tom agiu. Ele usou um feitiço silencioso para trancar a porta assim que Karen foi a última a tentar sair.

— Saia da frente, Riddle — disse ela, finalmente quebrando o silêncio, mas com uma voz que cortava como gelo.

— Não até você me explicar que palhaçada é essa — disse Tom, aproximando-se. Ele era mais alto, e sua presença preenchia o espaço entre eles de forma sufocante. — O silêncio. O flerte barato com o Potter. O que você está tentando provar?

— Eu não estou tentando provar nada — mentiu ela, cruzando os braços. — Só decidi que não quero mais ser a única pessoa que você ignora em público enquanto sorri para cada garota que joga um lenço no seu pé.

Tom piscou, genuinamente confuso por um segundo. Então, um brilho de compreensão — e algo que parecia diversão sombria — surgiu em seus olhos.

— Ciúmes? — ele perguntou, a voz caindo para um sussurro perigoso. — Tudo isso por causa daquelas garotas na biblioteca?

— Não seja ridículo — rebateu Karen, embora sentisse o rosto queimar. — Eu só percebi que, se você pode ter o seu fã-clube, eu posso ter o meu. Harry é muito gentil, sabia? E Draco é... interessante.

O sorriso de Tom desapareceu instantaneamente. Ele deu um passo à frente, encurralando-a contra a porta fechada. Suas mãos espalmaram-se na madeira, uma de cada lado da cabeça dela.

— Nunca mais — rosnou ele, a face a poucos centímetros da dela — repita isso. Você sabe que eles não significam nada. E você sabe que eu não me importo com nenhuma daquelas idiotas.

— Então por que você sorri para elas? — Karen explodiu, as lágrimas de raiva finalmente ameaçando cair. — Por que você deixa que elas fiquem em cima de você enquanto nós temos que nos esconder como se eu fosse um segredo vergonhoso? Você é inteligente, é bonito, é o preferido dos professores... e eu morro de ciúmes, Tom! Eu odeio o jeito que elas olham para você!

Tom relaxou a postura, mas não se afastou. Ele observou a respiração ofegante dela, o brilho de desafio nos olhos. Lentamente, ele levou uma mão ao rosto dela, afastando uma mecha de cabelo.

— Você é a única pessoa neste castelo que realmente me conhece, Karen — disse ele, com uma sinceridade rara que a desarmou. — O sorriso que eu dou para elas é uma máscara. É política. É o que eu preciso fazer para manter minha posição. Mas o que eu sinto por você... isso não é teatro.

Ele se inclinou mais, seus lábios quase roçando os dela.

— Mas se você usar o Potter ou o Malfoy para me atingir novamente — continuou ele, o tom voltando a ser possessivo —, eu farei questão de que eles se arrependam de terem nascido. Entendido?

Karen sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Era esse o Tom Riddle que a fascinava e a assustava: o homem que não aceitava perder, o homem que a queria apenas para si.

— Eu ainda estou brava com você — sussurrou ela, embora suas mãos tivessem subido para os ombros dele.

— Eu sei — respondeu Tom, antes de selar seus lábios nos dela em um beijo urgente e carregado de propriedade. — E eu vou passar o resto da noite provando que você não tem motivo para ter ciúmes de ninguém.

Karen finalmente cedeu, o silêncio sendo substituído pelos sons abafados de uma reconciliação que só eles entendiam. O veneno do ciúme ainda estava lá, latente, mas por enquanto, o perfume de Tom era a única coisa que importava. No jogo de poder de Hogwarts, eles eram os únicos jogadores que realmente importavam um para o outro.
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