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Amor eu quero vc
Fandom: Enhpeyn Nishimura riki
Created: 12/30/2025
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RomanceCurtainfic / Domestic StoryRealismLyricismPurple ProsePWP (Plot? What Plot?)Slice of LifeFluffSoulmates
Tentação Escarlate
O calor úmido do banheiro ainda me envolvia, um véu perfumado de jasmim e baunilha que eu esperava ser inebriante o suficiente para abrandar o mau humor de Niki. A lingerie vermelha, um conjunto de renda delicada e seda escorregadia, era um grito silencioso de sedução, um contraste ousado com o meu cabelo molhado que pingava, gota a gota, pela minha espinha e se acumulava na curva da minha bunda. Cada gota era uma promessa, um sussurro de travessura que eu queria que ele ouvisse.
Niki estava na sala, a luz azulada da tela do computador iluminando seu rosto. A live. Ele estava fazendo uma daquelas lives noturnas, interagindo com os fãs, mas eu sabia que algo o incomodava. Seus ombros estavam tensos, a mandíbula levemente cerrada, um sinal inconfundível de que ele estava irritado. O motivo? Eu não tinha certeza, mas suspeitava que era alguma coisa relacionada ao trabalho, à pressão interminável que a vida de idol impunha.
Com passos lentos e deliberados, quase como se estivesse dançando um tango invisível, entrei na sala. O ar condicionado gelado fez meus mamilos arrebitarem, um arrepio que não era de frio, mas de antecipação. Niki não me notou de imediato. Seus olhos estavam fixos na tela, os fones de ouvido cobrindo suas orelhas, isolando-o do mundo exterior.
Meu coração batia um ritmo frenético contra as costelas, um tambor tribal que eu esperava que ele pudesse sentir, mesmo através da barreira do som. O perfume que eu havia borrifado generosamente em meu pescoço e pulsos parecia se intensificar no ar, uma nuvem doce e picante que pairava ao meu redor.
Cheguei perto do sofá onde ele estava sentado. Ele estava sem camisa, o torso esculpido coberto por uma fina camada de suor. Seus músculos se contraíam a cada movimento, cada palavra que ele proferia aos fãs. O contraste entre sua pele bronzeada e o tecido vermelho da minha lingerie era gritante, um convite silencioso que eu esperava que ele não pudesse recusar.
O celular dele estava do outro lado da mesa de centro, fora do meu alcance imediato. Era a desculpa perfeita. Com um movimento que eu esperava ser casual, mas que era cuidadosamente calculado, inclinei-me sobre ele, encostando minha bunda no seu peito nu. O choque da minha pele fria contra a dele, quente e úmida, foi elétrico.
Niki parou de falar. A música de fundo da live continuou, mas sua voz silenciou, cortada no meio de uma frase. Seus olhos, antes fixos na tela, agora se voltaram para mim. O olhar que ele me lançou era uma mistura de surpresa, aborrecimento e, para minha satisfação, um lampejo de desejo.
"O que você está fazendo, SN?" Sua voz era baixa, um murmúrio rouco que mal podia ser ouvido sobre a música da live. Ele não tirou os fones de ouvido, mas eu sabia que ele estava falando comigo.
"Estou pegando seu celular, bobinho," eu respondi, minha voz um sussurro. "Preciso dele para ver a hora." A mentira era óbvia, mas eu não me importava. Eu queria a atenção dele, e eu a teria.
Mantive a posição, minha bunda ainda pressionada contra o peito dele. Podia sentir a respiração dele acelerar, o batimento cardíaco dele reverberando contra a minha pele. O cabelo molhado escorria por minhas costas, algumas gotas atingindo a pele dele, fazendo-o estremecer.
Ele suspirou, um som exasperado que, no entanto, continha uma nota de rendição. "Não é hora de brincadeiras, SN. Estou trabalhando."
"Eu sei," eu disse, virando minha cabeça levemente para encará-lo, o canto da minha boca se curvando em um sorriso malicioso. "Mas você parece tão tenso. Achei que talvez eu pudesse te ajudar a relaxar um pouco."
Seus olhos percorreram meu corpo, demorando-se na lingerie vermelha, no brilho da minha pele úmida, no meu cabelo pingando. O aborrecimento em seu rosto começou a se dissipar, substituído por uma expressão mais suave, mais faminta.
Ele levou a mão livre até minha cintura, os dedos longos e fortes roçando a renda da lingerie. Um arrepio percorreu meu corpo. "Você é inacreditável," ele murmurou, mas não havia raiva em sua voz, apenas um tom de admiração e exasperação.
"Eu sei," eu disse novamente, meu sorriso se alargando. "Mas você me ama assim, não ama?"
Ele não respondeu imediatamente. Em vez disso, ele inclinou a cabeça para trás e olhou para o teto, um pequeno sorriso brincando em seus lábios. Eu sabia que ele estava lutando contra o desejo, tentando manter o foco na live. Mas eu também sabia que ele estava perdendo a batalha.
"Vou encerrar a live logo," ele disse, sua voz um pouco mais alta, voltando-se para a tela novamente. "Não posso me concentrar com você assim."
Eu não me movi. Continuei pressionada contra ele, sentindo a vibração de sua voz enquanto ele falava com os fãs. Cada segundo era uma tortura doce, um jogo de paciência que eu sabia que valeria a pena.
Finalmente, depois de mais alguns minutos que pareceram uma eternidade, ele se despediu dos fãs, com um sorriso forçado que não alcançava seus olhos. Ele tirou os fones de ouvido, jogando-os no sofá ao lado dele.
"Pronto," ele disse, virando-se para mim completamente, seus olhos escuros e intensos. "Agora, o que você quer?"
Eu me virei no colo dele, minhas pernas se enroscando nas dele. Meu rosto estava a centímetros do dele, e eu podia sentir o calor de sua respiração em minha pele. "Eu quero você, Niki," eu sussurrei, meus lábios roçando os dele.
Ele gemeu, um som profundo e gutural. Suas mãos subiram pelas minhas costas, apertando minha bunda com força. "Você sempre sabe como me tirar do sério, não é?"
"É o meu trabalho," eu disse, rindo baixinho. "Como sua namorada, é meu dever garantir que você esteja sempre feliz."
Ele me beijou então, um beijo faminto e urgente que me tirou o fôlego. Seus lábios eram macios e quentes, e sua língua explorou a minha com uma paixão que me fez tremer. Minhas mãos se enroscaram em seu cabelo, puxando-o para mais perto.
O beijo se aprofundou, se tornou mais intenso, e eu podia sentir o desejo dele crescendo, correspondendo ao meu. A lingerie vermelha parecia queimar minha pele, e o perfume que eu havia aplicado agora era uma névoa doce e inebriante.
Ele se afastou um pouco, ofegante. Seus olhos estavam cheios de um desejo ardente, e eu sabia que ele estava completamente entregue. "Você é má, SN," ele disse, sua voz rouca de desejo.
"E você adora," eu retruquei, com um sorriso vitorioso.
Ele me levantou no colo dele, e eu envolvi minhas pernas em sua cintura. Ele me levou para o quarto, os beijos não parando, o toque dele queimando minha pele. A lingerie vermelha, o cabelo molhado, o perfume – tudo se misturou em uma sinfonia de sedução que eu sabia que Niki não conseguiria resistir. E eu, por minha vez, não queria resistir a ele. A noite prometia ser longa e cheia de paixão, exatamente como eu havia planejado.
A cada passo, o som da água pingando do meu cabelo molhado na minha bunda parecia acompanhar o ritmo acelerado do meu coração. Niki me carregava com uma facilidade surpreendente, seus braços fortes me segurando firmemente. Eu podia sentir cada músculo dele contra o meu corpo, a pele quente e suada dele me convidando a me fundir ainda mais. Meus dedos brincavam com os fios de cabelo de sua nuca, sentindo a maciez e o calor. O cheiro dele, uma mistura de suor, perfume e algo inerentemente "Niki", me embriagava.
Chegamos ao quarto, a penumbra acolhedora nos abraçando. A única luz vinha de uma pequena luminária na mesa de cabeceira, lançando sombras dançantes pelas paredes. Niki me colocou delicadamente na cama, e eu me deitei, a lingerie vermelha se espalhando ao meu redor como pétalas de uma rosa exótica.
Ele se ajoelhou na beira da cama, seus olhos fixos nos meus. O desejo neles era palpável, quase elétrico. Ele estendeu a mão e tocou uma mecha do meu cabelo molhado, sentindo a umidade e a suavidade. "Você fez de propósito, não fez?" ele sussurrou, um sorriso travesso brincando em seus lábios.
Eu sorri de volta, minha voz um sussurro. "Talvez. Consegui sua atenção, não consegui?"
Ele riu, um som rouco e delicioso. "Você tem toda a minha atenção, SN. E muito mais."
Ele se inclinou para mim, e nosso beijo recomeçou, mais lento e mais profundo desta vez. Seus lábios exploraram os meus com uma ternura que me fez suspirar. Sua língua pediu passagem, e eu a concedi de bom grado, nossas línguas se entrelaçando em uma dança de paixão.
As mãos dele percorreram meu corpo, subindo pela minha coxa, roçando a renda da lingerie. Cada toque era uma faísca, acendendo um fogo dentro de mim. Eu arqueei as costas, pressionando-me contra ele, querendo mais, sempre mais.
Ele se afastou um pouco, o olhar faminto em seus olhos. "Essa lingerie..." ele murmurou, seus dedos traçando a renda vermelha que cobria meus seios. "É linda. Mas eu a quero fora de você."
Eu ri baixinho, um som sedutor. "Então tire, Niki."
Com um sorriso malicioso, ele começou a desatar os laços da lingerie. Seus dedos eram ágeis, mas ele demorou, saboreando cada momento, cada centímetro de pele que era revelado. A cada peça de roupa que ele removia, meu corpo se sentia mais livre, mais exposto, mais ansioso pelo toque dele.
Quando a lingerie finalmente estava no chão, formando uma poça de seda e renda vermelha, ele me olhou com uma adoração que me fez corar. "Você é tão linda, SN," ele sussurrou, sua voz cheia de emoção.
Eu estendi a mão e toquei o rosto dele, sentindo a aspereza de sua barba por fazer. "E você é perfeito, Niki."
Ele se inclinou e me beijou novamente, um beijo que era uma promessa, um juramento silencioso. Seus lábios percorreram meu pescoço, minha clavícula, o vale entre meus seios. Cada toque era uma carícia, cada beijo uma chama.
Eu me entreguei completamente a ele, meus sentidos aguçados, meu corpo vibrando com cada toque. O perfume de jasmim e baunilha, misturado com o cheiro de Niki, preenchia o ar. O som da minha respiração ofegante e dos gemidos dele era a única música que eu precisava.
A noite se estendeu, e o tempo perdeu o significado. Havia apenas Niki e eu, nossos corpos entrelaçados, nossos corações batendo em uníssono. A raiva que ele havia sentido antes da live havia desaparecido completamente, substituída por uma paixão avassaladora.
Quando o sol começou a espreitar pelas cortinas, tingindo o quarto de um dourado suave, nós nos deitamos, exaustos, mas satisfeitos, nos braços um do outro. Meu cabelo ainda estava úmido, mas as gotas de água agora se misturavam com o suor em minha pele, um testemunho da noite que havíamos compartilhado.
Niki me abraçou com força, beijando o topo da minha cabeça. "Eu te amo, SN," ele sussurrou, sua voz rouca de sono e satisfação.
"Eu também te amo, Niki," eu respondi, aninhando-me mais perto dele.
Eu sabia que haveria outros dias de estresse, outras lives, outras pressões. Mas eu também sabia que, no final do dia, eu estaria lá para ele, pronta para afastar qualquer nuvem de preocupação, pronta para reacender a chama da paixão. E, às vezes, tudo o que era preciso era um banho de sedução, uma lingerie vermelha e um pouco de perfume para lembrá-lo de que ele era amado, desejado e que, no meu abraço, ele sempre encontraria seu refúgio.
