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Moon
Fandom: Alfa e Omega
Created: 1/15/2026
Tags
OmegaverseRomanceAngstDramaDarkHurt/ComfortFantasySoulmates
A Marca Forçada
– Não! – O grito de Dany ecoou pela clareira, rasgando o silêncio da floresta como um relâmpago. – Eu já disse que não!
Isaac parou, a respiração pesada, os olhos dourados fixos nela. A luz da lua banhava seus corpos, revelando a tensão em cada músculo do alfa. Dany estava encolhida, o pelo escuro arrepiado, as presas à mostra em um rosnado defensivo. A ligação, que deveria ser uma benção, era uma maldição para ela. Ele a sentia em cada fibra do seu ser, um chamado primal que era impossível ignorar, mas Dany se recusava a aceitar.
– Dany, pare com isso. – A voz de Isaac era um rosnado baixo, quase um aviso. – Você está tornando isso mais difícil do que precisa ser.
– Eu não vou ser domada! – Ela cuspiu as palavras, a raiva borbulhando em seu peito. – Eu não sou sua propriedade, Isaac!
Ele deu um passo à frente, e Dany recuou instintivamente. A floresta parecia prender a respiração, observando o confronto. O cheiro de pinho e terra úmida misturava-se com o aroma agridoce do medo e da fúria.
– Você é minha, Dany. – Ele afirmou, a voz embargada pela possessividade. – Nós somos feitos um para o outro. Nossos lobos se reconhecem.
– Eu não me importo com o que seu lobo pensa! – Ela bradou, os olhos faiscando. – Meu lobo não quer você!
Uma pontada de dor atravessou o peito de Isaac com aquela afirmação. Ele sabia que não era verdade. Sentia o lobo de Dany, agitado e confuso, mas inegavelmente atraído pelo seu. Era a loba ômega teimosa que se recusava a ceder.
– Você não sabe o que está dizendo. – Ele tentou se aproximar, mas ela rosnou, mostrando os dentes afiados.
– Fique longe de mim! – Ela advertiu, a voz embargada. – Ou eu juro que vou te machucar!
Isaac parou, a paciência se esgotando. Ele era um alfa, acostumado a ser obedecido. A resistência de Dany, por mais que o excitasse em um nível primitivo, também o frustrava profundamente. A ligação estava lá, pulsando entre eles, e a recusa dela estava o enlouquecendo.
– Dany, você não pode fugir disso para sempre. – Ele disse, a voz mais suave agora, um apelo. – A nossa ligação é forte demais.
– Eu posso e vou! – Ela respondeu, a determinação em seus olhos inabalável. – Eu não vou ser presa a ninguém, muito menos a você, um alfa mandão e controlador!
As palavras dela atingiram Isaac como um soco. Ele tentou se controlar, mas a raiva, misturada com a frustração e a dor, começou a tomar conta. Seus olhos dourados brilhavam com uma intensidade perigosa.
– Se você não vai aceitar isso de bom grado… – Ele começou, a voz baixa e rouca, um presságio.
Dany sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Ela sabia o que ele estava prestes a dizer, o que ele estava prestes a fazer. O medo, antes um sussurro, agora era um grito ensurdecedor em sua mente.
– Não! – Ela gritou, virando-se para correr.
Mas Isaac era mais rápido. Com um movimento ágil, ele a alcançou, suas garras prendendo-se em seu ombro. Dany soltou um gemido de dor e surpresa, debatendo-se em seus braços.
– Me solta! – Ela se contorceu, tentando morder, arranhar, qualquer coisa para se libertar.
Ele a segurou firmemente, a força de um alfa inegável. Seus olhos encontraram os dela, e Dany viu a resolução fria e implacável neles. O coração em seu peito batia descontroladamente, um tambor de terror.
– Eu não vou deixar você fugir da nossa ligação, Dany. – Ele sussurrou, a voz carregada de uma possessividade que a fez tremer. – Eu não posso.
Com um movimento rápido, ele a girou, expondo seu pescoço. Dany sentiu o pânico se instalar, uma onda de desespero a invadindo. Ela sabia o que viria a seguir.
– Não! – Ela implorou, as lágrimas brotando em seus olhos. – Por favor, Isaac, não faça isso!
Mas ele não a ouviu. Seus lábios roçaram sua pele, enviando calafrios por todo o seu corpo. Ela sentiu o calor de sua respiração, o cheiro de seu alfa, que antes a atraía, agora a sufocava.
Então, veio a dor. Uma dor aguda e lancinante, como ferro em brasa, que a fez gritar. As presas de Isaac perfuraram sua pele, rasgando os nervos, um choque elétrico que a fez tremer incontrolavelmente. A marca. Ele a estava marcando.
Dany se debateu com todas as suas forças, mas era inútil. Isaac a segurava firmemente, sua boca pressionada contra seu pescoço, o sangue escorrendo. Ela sentiu a ligação se aprofundar, se intensificar, como um rio que transborda suas margens. Era avassalador, sufocante.
A dor física logo se misturou com uma dor emocional ainda mais profunda. A sensação de ter sua escolha, sua liberdade, arrancada dela à força. As lágrimas rolavam pelo seu rosto, quentes e amargas. Ela sentiu a queimação da marca, a certeza inegável de que agora, ela era dele.
Quando Isaac finalmente se afastou, Dany estava ofegante, o corpo tremendo, as pernas bambas. Ela teria caído se ele não a estivesse segurando. A marca em seu pescoço latejava, uma ferida aberta, tanto física quanto emocional.
Ele a virou para encará-lo, e Dany viu a possessividade em seus olhos dourados, mas também uma sombra de arrependimento.
– Agora… – Ele começou, a voz rouca, quase um sussurro. – Agora você é minha, Dany. Para sempre.
Dany olhou para ele, os olhos cheios de mágoa e fúria. A dor da marca era insuportável, mas a dor em seu coração era ainda maior. Ele havia tirado dela a única coisa que ela valorizava acima de tudo: sua liberdade.
– Eu te odeio. – Ela sussurrou, as palavras carregadas de veneno. – Eu te odeio, Isaac.
O rosto de Isaac se contraiu, e ele soltou um gemido de dor. A ligação, agora completa, permitia que ele sentisse a dor dela. A dor da rejeição, a dor do ódio.
– Não diga isso, Dany. – Ele implorou, a voz embargada. – Você não me odeia.
– Eu odeio! – Ela gritou, a voz embargada pelas lágrimas. – Eu odeio o que você fez! Eu odeio você por me prender!
Ele a puxou para um abraço apertado, ignorando sua resistência. Dany sentiu-se presa, sufocada. O cheiro dele, antes tão atraente, agora era opressor.
– Eu sinto muito. – Ele sussurrou em seu cabelo, a voz cheia de desespero. – Eu sinto muito por ter te machucado, mas eu não podia deixar você ir. Eu não podia.
Dany não respondeu. Ela apenas se encolheu em seus braços, as lágrimas escorrendo, a dor da marca pulsando em seu pescoço. A ligação estava completa, e com ela, uma nova e terrível realidade havia se estabelecido. Ela era a ômega de Isaac, marcada à força, e seu coração estava em pedaços.
Os dias que se seguiram foram um borrão de dor e resignação. Dany se recusava a falar com Isaac, a olhá-lo nos olhos. Ela passava seus dias encolhida em um canto da toca que ele havia preparado para ela, o corpo ainda sensível à marca, a alma ferida.
Isaac, por sua vez, tentava de todas as formas se aproximar. Ele trazia para ela a melhor caça, tentava conversar, pedia perdão incessantemente. Mas Dany o afastava, seu lobo interior rosnando em protesto. A ligação, que deveria trazer consolo, só trazia mais dor. Ela sentia a preocupação dele, a culpa, o amor possessivo, e tudo isso a sufocava.
Uma noite, enquanto Isaac estava fora caçando, Dany decidiu que não aguentava mais. A marca ardia, e a sensação de estar presa era insuportável. Ela precisava fugir, mesmo que fosse inútil. Ela precisava tentar.
Com um esforço imenso, ela se levantou, o corpo ainda dolorido. A toca de Isaac era aconchegante, mas para ela, era uma prisão. Ela espiou para fora, o cheiro de Isaac ainda pairando no ar. Ele não estava por perto.
Com o coração batendo forte, Dany se esgueirou para fora da toca, olhando para trás uma última vez. A dor da marca era um lembrete constante do que ele havia feito. Ela sabia que ele a sentiria, que ele viria atrás dela. Mas ela precisava de um momento de liberdade, mesmo que fosse breve.
Ela correu pela floresta, o vento em seu pelo, a lua iluminando seu caminho. Cada passo era uma mistura de dor e euforia. A floresta, que antes era um refúgio, agora parecia um labirinto, cada árvore um lembrete de sua fuga inútil.
De repente, ela ouviu um rosnado atrás dela. Um rosnado profundo e familiar. Isaac.
Dany parou, o corpo enrijecido. Ela se virou lentamente, e o viu. Ele estava ali, em sua forma de lobo, os olhos dourados brilhando na escuridão. A raiva era palpável, mas a dor em seus olhos era ainda mais evidente.
– Dany. – A voz dele era um rosnado baixo, mas a autoridade de um alfa era inegável. – Volte.
– Não! – Ela gritou, o desespero tomando conta. – Eu não vou!
Ele deu um passo à frente, e Dany recuou. Ela sabia que não tinha chance. Ele era mais forte, mais rápido. E a ligação, a maldita ligação, a puxava para ele.
– Você é minha, Dany. – Ele disse, a voz cheia de uma possessividade que a fez tremer. – Você não pode fugir de mim.
– Eu nunca serei sua! – Ela vociferou, as lágrimas escorrendo. – Você me machucou, Isaac! Você tirou minha liberdade!
Ele parou, o corpo tenso. A dor dela o atingiu como um raio, a intensidade da ligação tornando impossível ignorar. Ele se aproximou lentamente, seus olhos fixos nos dela.
– Eu sinto muito. – Ele sussurrou, a voz embargada. – Eu sinto muito por ter te machucado, mas eu não podia te perder.
Ele se aproximou ainda mais, e Dany sentiu o calor de seu corpo, o cheiro dele. Ela queria resistir, queria lutar, mas o desespero a impedia. Ela estava exausta, tanto física quanto emocionalmente.
Isaac tocou a marca em seu pescoço, e Dany estremeceu. A dor ainda estava lá, mas algo mais também. Uma corrente elétrica, um formigamento que se espalhava por todo o seu corpo. A ligação.
– Eu sei que você me odeia agora. – Ele disse, a voz carregada de dor. – Mas eu prometo que vou te fazer feliz. Eu vou te proteger. Eu vou te amar.
Dany olhou para ele, os olhos turvos pelas lágrimas. Ela viu a sinceridade em seus olhos, a dor em seu rosto. Parte dela queria acreditar nele, queria se render à ligação, à promessa de amor e proteção. Mas a outra parte, a parte que valorizava a liberdade acima de tudo, se recusava a ceder.
– Eu não sei. – Ela sussurrou, a voz embargada. – Eu não sei se posso.
Isaac a puxou para um abraço apertado, e Dany, para sua própria surpresa, não resistiu. Ela estava exausta de lutar. Ela sentiu o calor do corpo dele, o cheiro de seu alfa, que agora, apesar de tudo, trazia um estranho senso de conforto.
Ele a beijou no topo da cabeça, e Dany sentiu uma lágrima escorrer por seu rosto. A marca em seu pescoço ainda ardia, um lembrete constante do que havia acontecido. Mas, pela primeira vez desde que ele a havia marcado, ela sentiu uma pequena, minúscula centelha de esperança.
Talvez, apenas talvez, ela pudesse aprender a viver com isso. Talvez, apenas talvez, ela pudesse aprender a amar o alfa que a havia marcado à força. Mas a batalha pela sua liberdade, e pelo seu coração, estava longe de terminar. A marca era apenas o começo.
Isaac parou, a respiração pesada, os olhos dourados fixos nela. A luz da lua banhava seus corpos, revelando a tensão em cada músculo do alfa. Dany estava encolhida, o pelo escuro arrepiado, as presas à mostra em um rosnado defensivo. A ligação, que deveria ser uma benção, era uma maldição para ela. Ele a sentia em cada fibra do seu ser, um chamado primal que era impossível ignorar, mas Dany se recusava a aceitar.
– Dany, pare com isso. – A voz de Isaac era um rosnado baixo, quase um aviso. – Você está tornando isso mais difícil do que precisa ser.
– Eu não vou ser domada! – Ela cuspiu as palavras, a raiva borbulhando em seu peito. – Eu não sou sua propriedade, Isaac!
Ele deu um passo à frente, e Dany recuou instintivamente. A floresta parecia prender a respiração, observando o confronto. O cheiro de pinho e terra úmida misturava-se com o aroma agridoce do medo e da fúria.
– Você é minha, Dany. – Ele afirmou, a voz embargada pela possessividade. – Nós somos feitos um para o outro. Nossos lobos se reconhecem.
– Eu não me importo com o que seu lobo pensa! – Ela bradou, os olhos faiscando. – Meu lobo não quer você!
Uma pontada de dor atravessou o peito de Isaac com aquela afirmação. Ele sabia que não era verdade. Sentia o lobo de Dany, agitado e confuso, mas inegavelmente atraído pelo seu. Era a loba ômega teimosa que se recusava a ceder.
– Você não sabe o que está dizendo. – Ele tentou se aproximar, mas ela rosnou, mostrando os dentes afiados.
– Fique longe de mim! – Ela advertiu, a voz embargada. – Ou eu juro que vou te machucar!
Isaac parou, a paciência se esgotando. Ele era um alfa, acostumado a ser obedecido. A resistência de Dany, por mais que o excitasse em um nível primitivo, também o frustrava profundamente. A ligação estava lá, pulsando entre eles, e a recusa dela estava o enlouquecendo.
– Dany, você não pode fugir disso para sempre. – Ele disse, a voz mais suave agora, um apelo. – A nossa ligação é forte demais.
– Eu posso e vou! – Ela respondeu, a determinação em seus olhos inabalável. – Eu não vou ser presa a ninguém, muito menos a você, um alfa mandão e controlador!
As palavras dela atingiram Isaac como um soco. Ele tentou se controlar, mas a raiva, misturada com a frustração e a dor, começou a tomar conta. Seus olhos dourados brilhavam com uma intensidade perigosa.
– Se você não vai aceitar isso de bom grado… – Ele começou, a voz baixa e rouca, um presságio.
Dany sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Ela sabia o que ele estava prestes a dizer, o que ele estava prestes a fazer. O medo, antes um sussurro, agora era um grito ensurdecedor em sua mente.
– Não! – Ela gritou, virando-se para correr.
Mas Isaac era mais rápido. Com um movimento ágil, ele a alcançou, suas garras prendendo-se em seu ombro. Dany soltou um gemido de dor e surpresa, debatendo-se em seus braços.
– Me solta! – Ela se contorceu, tentando morder, arranhar, qualquer coisa para se libertar.
Ele a segurou firmemente, a força de um alfa inegável. Seus olhos encontraram os dela, e Dany viu a resolução fria e implacável neles. O coração em seu peito batia descontroladamente, um tambor de terror.
– Eu não vou deixar você fugir da nossa ligação, Dany. – Ele sussurrou, a voz carregada de uma possessividade que a fez tremer. – Eu não posso.
Com um movimento rápido, ele a girou, expondo seu pescoço. Dany sentiu o pânico se instalar, uma onda de desespero a invadindo. Ela sabia o que viria a seguir.
– Não! – Ela implorou, as lágrimas brotando em seus olhos. – Por favor, Isaac, não faça isso!
Mas ele não a ouviu. Seus lábios roçaram sua pele, enviando calafrios por todo o seu corpo. Ela sentiu o calor de sua respiração, o cheiro de seu alfa, que antes a atraía, agora a sufocava.
Então, veio a dor. Uma dor aguda e lancinante, como ferro em brasa, que a fez gritar. As presas de Isaac perfuraram sua pele, rasgando os nervos, um choque elétrico que a fez tremer incontrolavelmente. A marca. Ele a estava marcando.
Dany se debateu com todas as suas forças, mas era inútil. Isaac a segurava firmemente, sua boca pressionada contra seu pescoço, o sangue escorrendo. Ela sentiu a ligação se aprofundar, se intensificar, como um rio que transborda suas margens. Era avassalador, sufocante.
A dor física logo se misturou com uma dor emocional ainda mais profunda. A sensação de ter sua escolha, sua liberdade, arrancada dela à força. As lágrimas rolavam pelo seu rosto, quentes e amargas. Ela sentiu a queimação da marca, a certeza inegável de que agora, ela era dele.
Quando Isaac finalmente se afastou, Dany estava ofegante, o corpo tremendo, as pernas bambas. Ela teria caído se ele não a estivesse segurando. A marca em seu pescoço latejava, uma ferida aberta, tanto física quanto emocional.
Ele a virou para encará-lo, e Dany viu a possessividade em seus olhos dourados, mas também uma sombra de arrependimento.
– Agora… – Ele começou, a voz rouca, quase um sussurro. – Agora você é minha, Dany. Para sempre.
Dany olhou para ele, os olhos cheios de mágoa e fúria. A dor da marca era insuportável, mas a dor em seu coração era ainda maior. Ele havia tirado dela a única coisa que ela valorizava acima de tudo: sua liberdade.
– Eu te odeio. – Ela sussurrou, as palavras carregadas de veneno. – Eu te odeio, Isaac.
O rosto de Isaac se contraiu, e ele soltou um gemido de dor. A ligação, agora completa, permitia que ele sentisse a dor dela. A dor da rejeição, a dor do ódio.
– Não diga isso, Dany. – Ele implorou, a voz embargada. – Você não me odeia.
– Eu odeio! – Ela gritou, a voz embargada pelas lágrimas. – Eu odeio o que você fez! Eu odeio você por me prender!
Ele a puxou para um abraço apertado, ignorando sua resistência. Dany sentiu-se presa, sufocada. O cheiro dele, antes tão atraente, agora era opressor.
– Eu sinto muito. – Ele sussurrou em seu cabelo, a voz cheia de desespero. – Eu sinto muito por ter te machucado, mas eu não podia deixar você ir. Eu não podia.
Dany não respondeu. Ela apenas se encolheu em seus braços, as lágrimas escorrendo, a dor da marca pulsando em seu pescoço. A ligação estava completa, e com ela, uma nova e terrível realidade havia se estabelecido. Ela era a ômega de Isaac, marcada à força, e seu coração estava em pedaços.
Os dias que se seguiram foram um borrão de dor e resignação. Dany se recusava a falar com Isaac, a olhá-lo nos olhos. Ela passava seus dias encolhida em um canto da toca que ele havia preparado para ela, o corpo ainda sensível à marca, a alma ferida.
Isaac, por sua vez, tentava de todas as formas se aproximar. Ele trazia para ela a melhor caça, tentava conversar, pedia perdão incessantemente. Mas Dany o afastava, seu lobo interior rosnando em protesto. A ligação, que deveria trazer consolo, só trazia mais dor. Ela sentia a preocupação dele, a culpa, o amor possessivo, e tudo isso a sufocava.
Uma noite, enquanto Isaac estava fora caçando, Dany decidiu que não aguentava mais. A marca ardia, e a sensação de estar presa era insuportável. Ela precisava fugir, mesmo que fosse inútil. Ela precisava tentar.
Com um esforço imenso, ela se levantou, o corpo ainda dolorido. A toca de Isaac era aconchegante, mas para ela, era uma prisão. Ela espiou para fora, o cheiro de Isaac ainda pairando no ar. Ele não estava por perto.
Com o coração batendo forte, Dany se esgueirou para fora da toca, olhando para trás uma última vez. A dor da marca era um lembrete constante do que ele havia feito. Ela sabia que ele a sentiria, que ele viria atrás dela. Mas ela precisava de um momento de liberdade, mesmo que fosse breve.
Ela correu pela floresta, o vento em seu pelo, a lua iluminando seu caminho. Cada passo era uma mistura de dor e euforia. A floresta, que antes era um refúgio, agora parecia um labirinto, cada árvore um lembrete de sua fuga inútil.
De repente, ela ouviu um rosnado atrás dela. Um rosnado profundo e familiar. Isaac.
Dany parou, o corpo enrijecido. Ela se virou lentamente, e o viu. Ele estava ali, em sua forma de lobo, os olhos dourados brilhando na escuridão. A raiva era palpável, mas a dor em seus olhos era ainda mais evidente.
– Dany. – A voz dele era um rosnado baixo, mas a autoridade de um alfa era inegável. – Volte.
– Não! – Ela gritou, o desespero tomando conta. – Eu não vou!
Ele deu um passo à frente, e Dany recuou. Ela sabia que não tinha chance. Ele era mais forte, mais rápido. E a ligação, a maldita ligação, a puxava para ele.
– Você é minha, Dany. – Ele disse, a voz cheia de uma possessividade que a fez tremer. – Você não pode fugir de mim.
– Eu nunca serei sua! – Ela vociferou, as lágrimas escorrendo. – Você me machucou, Isaac! Você tirou minha liberdade!
Ele parou, o corpo tenso. A dor dela o atingiu como um raio, a intensidade da ligação tornando impossível ignorar. Ele se aproximou lentamente, seus olhos fixos nos dela.
– Eu sinto muito. – Ele sussurrou, a voz embargada. – Eu sinto muito por ter te machucado, mas eu não podia te perder.
Ele se aproximou ainda mais, e Dany sentiu o calor de seu corpo, o cheiro dele. Ela queria resistir, queria lutar, mas o desespero a impedia. Ela estava exausta, tanto física quanto emocionalmente.
Isaac tocou a marca em seu pescoço, e Dany estremeceu. A dor ainda estava lá, mas algo mais também. Uma corrente elétrica, um formigamento que se espalhava por todo o seu corpo. A ligação.
– Eu sei que você me odeia agora. – Ele disse, a voz carregada de dor. – Mas eu prometo que vou te fazer feliz. Eu vou te proteger. Eu vou te amar.
Dany olhou para ele, os olhos turvos pelas lágrimas. Ela viu a sinceridade em seus olhos, a dor em seu rosto. Parte dela queria acreditar nele, queria se render à ligação, à promessa de amor e proteção. Mas a outra parte, a parte que valorizava a liberdade acima de tudo, se recusava a ceder.
– Eu não sei. – Ela sussurrou, a voz embargada. – Eu não sei se posso.
Isaac a puxou para um abraço apertado, e Dany, para sua própria surpresa, não resistiu. Ela estava exausta de lutar. Ela sentiu o calor do corpo dele, o cheiro de seu alfa, que agora, apesar de tudo, trazia um estranho senso de conforto.
Ele a beijou no topo da cabeça, e Dany sentiu uma lágrima escorrer por seu rosto. A marca em seu pescoço ainda ardia, um lembrete constante do que havia acontecido. Mas, pela primeira vez desde que ele a havia marcado, ela sentiu uma pequena, minúscula centelha de esperança.
Talvez, apenas talvez, ela pudesse aprender a viver com isso. Talvez, apenas talvez, ela pudesse aprender a amar o alfa que a havia marcado à força. Mas a batalha pela sua liberdade, e pelo seu coração, estava longe de terminar. A marca era apenas o começo.
