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Mafia
Fandom: Stay
Created: 3/8/2026
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OmegaverseDarkRomancePsychologicalDramaAngstCrimeJealousyHurt/ComfortCharacter StudyFix-itCurtainfic / Domestic Story
O Cheiro de Morango e a Obsessão do Lobo
As luzes estroboscópicas da festa pulsavam no ritmo da música eletrônica, pintando os rostos suados e as roupas brilhantes com cores efêmeras. Hyunjin, com seu terno impecável e um ar de entediado poder, observava a multidão de seu camarote VIP. Aos vinte e sete anos, ele era o chefe da máfia mais temida da Ásia, um alfa lúpus cujo cheiro de menta gelava a espinha de qualquer um que ousasse desafiá-lo. Milionário, implacável, e com um tédio profundo que nada parecia saciar. Até que seus olhos pousaram nela.
Ela era um ponto de cor vibrante no mar de cinzas e pretos. Ruiva, com os cabelos flamejantes dançando ao redor de um rosto salpicado de sardas que pareciam poeira de estrelas. Os olhos verdes, grandes e curiosos, exploravam o ambiente com uma inocência que parecia deslocada naquele antro de luxo e vícios. Tão pequena, talvez um metro e cinquenta e sete, com uma cintura fina que ele notou mesmo de longe. Hyunjin sentiu um arrepio percorrer sua espinha, um instinto primordial que ele não experimentava há anos. Um cheiro. Doce, inebriante, como morangos maduros sob o sol de verão. Um ômega.
Yejin. O nome ecoou em sua mente antes mesmo que ele o soubesse. Ela estava rindo, um riso agudo e cristalino que se destacava do barulho da música. Estava com um grupo de amigos, parecendo a mais jovem de todos. Hyunjin, sem um pingo de vergonha, pegou seu celular e discretamente tirou uma foto dela, ampliando para focar em cada detalhe de seu rosto, na forma delicada de seus lábios, na maneira como seu nariz enrugava quando ela sorria.
“Quem é ela?”, perguntou Hyunjin, sua voz rouca e baixa, para um de seus seguranças que estava ao seu lado.
O homem, um beta robusto, inclinou-se. “Não a reconheço, senhor. Quer que eu a verifique?”
“Sim. Tudo. Nome, idade, família, endereço, histórico de redes sociais. Tudo”, ordenou Hyunjin, seus olhos fixos na ruiva.
O segurança assentiu e se afastou, deixando Hyunjin sozinho com sua nova obsessão. Ele nunca tinha sentido algo assim. Não era apenas atração física. Era uma necessidade avassaladora, uma possessividade que o dominava de dentro para fora. Ela era sua. Ele já sabia.
Yejin, alheia aos olhares famintos que a perseguiam do camarote, estava se divertindo como nunca. Era a primeira vez que ia a uma festa tão chique, e a música era ótima. Ela tinha apenas dezessete anos, mas seus amigos mais velhos a tinham arrastado para lá. Era um pouco assustador, com tanta gente e tanto luxo, mas também muito emocionante. Ela não percebeu o olhar fixo de Hyunjin, nem o fato de que ele já estava planejando cada passo para tê-la.
No dia seguinte, Hyunjin tinha em suas mãos um dossiê completo sobre Yejin. Yejin Kim. Dezessete anos. Estudante do último ano do ensino médio. Família de classe média, pais amorosos, uma irmã mais nova. Ela gostava de desenhar, de animais, e era voluntária em um abrigo. Infantilista. A palavra chamou a atenção de Hyunjin. Ele pesquisou. Um sorriso lento e perverso surgiu em seus lábios. Isso só a tornava ainda mais interessante, mais sua.
A diferença de idade e status social era gritante. Ele, um chefe da máfia com vinte e sete anos, um império construído sobre sangue e poder. Ela, uma adolescente inocente de dezessete anos, com uma vida simples e sonhos coloridos. Para qualquer um, seria um impedimento. Para Hyunjin, era apenas um detalhe a ser superado.
Ele começou seu jogo. Pequenos presentes anônimos apareciam na porta da casa de Yejin: doces importados, flores exóticas, livros de colorir e caixas de lápis de cor de alta qualidade. Yejin ficava confusa, mas achava fofo. Ela perguntava aos pais, mas eles também não sabiam de quem vinha. Ela postava nas redes sociais, perguntando se alguém sabia, mas ninguém se manifestava.
Hyunjin sorria ao ver suas postagens. Ele adorava a confusão adorável dela. A próxima fase seria mais direta.
Uma semana depois, Yejin foi abordada por um homem elegante em frente à sua escola. Ele se apresentou como assistente de um empresário muito rico que estava impressionado com os desenhos que ela postava online. Ele ofereceu a ela um estágio em um estúdio de design, com um salário generoso e a oportunidade de aprender com os melhores. Yejin, com os olhos brilhando, aceitou. Era um sonho se tornando realidade.
O estúdio era um lugar lindo, moderno e luxuoso. Yejin se sentia como uma princesa. Ela trabalhava duro, absorvendo tudo como uma esponja. Mas o "empresário" nunca aparecia. Ela só falava com o assistente, que era sempre muito educado.
Até que um dia, o assistente disse a ela que o empresário finalmente queria conhecê-la. O encontro seria em um restaurante cinco estrelas. Yejin estava nervosa, mas animada. Ela escolheu seu melhor vestido, arrumou o cabelo ruivo e colocou um pouco de maquiagem.
Hyunjin a esperava na mesa mais reservada do restaurante. Quando Yejin entrou, ele a viu. Ela estava ainda mais linda do que ele se lembrava. O vestido realçava sua cintura fina, e o cheiro de morango era ainda mais potente, quase o embriagando.
“Yejin, certo?”, disse Hyunjin, seu sorriso encantador, mas com um brilho predatório nos olhos.
Yejin corou. “Sim, sou eu. E você é…?”
“Hyunjin. É um prazer finalmente conhecê-la, Yejin.” Ele não se levantou, apenas gesticulou para a cadeira à sua frente. “Por favor, sente-se.”
Yejin sentou-se, sentindo-se um pouco intimidada pela presença poderosa dele. Ele era alto, tinha ombros largos, e seus olhos eram intensos. Alfa. Ela sentiu um leve arrepio de submissão, um instinto ômega que ela não esperava sentir.
“Seu trabalho é muito bom, Yejin. Tenho acompanhado suas postagens há algum tempo”, disse Hyunjin, servindo-lhe um pouco de água.
“Oh, obrigada. Eu… eu adoro desenhar”, disse Yejin, sentindo-se um pouco mais à vontade.
Eles conversaram por horas. Hyunjin, com sua inteligência e charme, a envolveu em sua teia. Ele perguntava sobre seus sonhos, seus medos, seus gostos. Ele ouvia atentamente, memorizando cada detalhe. Yejin, por sua vez, se sentia fascinada por ele. Ele era tão diferente dos garotos da sua idade. Tão maduro, tão confiante. E, apesar de sua aura intimidadora, ele era gentil com ela.
No final do jantar, Hyunjin a levou para casa em seu carro de luxo. Ele parou em frente à casa dela.
“Yejin, eu gostaria de conhecê-la melhor”, disse Hyunjin, sua voz suave, mas firme. “Gostaria de levá-la para sair, se você aceitar.”
Yejin hesitou. A diferença de idade. O fato de ele ser tão… poderoso. Mas a atração era inegável. E ele era tão charmoso.
“Eu… eu gostaria”, ela finalmente disse, corando.
Hyunjin sorriu, um sorriso vitorioso. “Ótimo. Te ligo amanhã para combinarmos.”
Ele a observou entrar em casa, e só então partiu. Aquele cheiro de morango já estava impregnado em sua mente, em seu corpo, em sua alma. Ele a queria. E ele a teria.
Os encontros se tornaram frequentes. Hyunjin a levava para restaurantes caros, para passeios de barco, para viagens de fim de semana em sua mansão particular. Ele a mimava com presentes, com atenção, com carinho. Yejin estava encantada. Ela nunca tinha experimentado esse tipo de amor, essa devoção.
Mas havia um lado sombrio em Hyunjin que Yejin começou a notar. Ele era possessivo. Ciumento. Não gostava que ela saísse com os amigos, especialmente com os meninos. Ele ligava para ela a cada hora, queria saber onde ela estava, com quem ela estava.
Uma vez, ela foi a uma festa de aniversário de uma amiga sem avisá-lo. Quando Hyunjin descobriu, ele apareceu na festa, com um olhar que a fez tremer. Ele a puxou pelo braço, ignorando os olhares curiosos dos amigos dela.
“Você não me avisou que viria aqui”, disse ele, sua voz baixa e perigosa.
“Eu… eu achei que não precisava”, gaguejou Yejin, sentindo as lágrimas nos olhos.
“Você sempre precisa me avisar. Você é minha, Yejin. Entendeu?”
Yejin assentiu, sentindo-se pequena e assustada. Ele a levou para casa, e a bronca que ela levou foi aterrorizante. Hyunjin não gritou, mas sua voz era fria e ameaçadora. Ele a fez prometer que nunca mais faria isso.
Apesar do medo, Yejin se sentia atraída por essa possessividade. Ela era carente, e ele a preenchia. Ele a tratava como uma boneca preciosa, um tesouro a ser guardado. Ele a amava de uma forma intensa, avassaladora. E ela, em sua inocência, confundia essa obsessão com amor.
A infantilidade de Yejin também era um fator. Ela gostava de ser cuidada, de ser mimada. Hyunjin percebeu isso e explorou essa parte dela. Ele comprava brinquedos, livros infantis, roupas fofas. Ele a tratava como uma criança, e ela, muitas vezes, respondia a isso.
“Você é meu bebê, Yejin”, ele sussurrava em seu ouvido, enquanto a abraçava. “Meu moranguinho. Ninguém pode te machucar enquanto eu estiver aqui.”
Yejin se sentia segura nos braços dele, mesmo que, no fundo, uma pequena voz de alarme soasse em sua cabeça.
Um dia, Hyunjin propôs que Yejin fosse morar com ele. “Seria melhor, meu amor. Assim podemos ficar juntos o tempo todo.”
Yejin hesitou. Seus pais. Sua vida. Mas a ideia de estar sempre com Hyunjin, de ser cuidada por ele, era tentadora. E Hyunjin sabia como ser persuasivo. Ele prometeu que ela poderia continuar estudando, que seus pais poderiam visitá-la.
Seus pais, claro, ficaram chocados. A diferença de idade. O fato de ele ser tão rico e poderoso. Eles tentaram dissuadi-la, mas Yejin, já completamente envolvida na teia de Hyunjin, não os ouviu. Ela se sentia amada, protegida. Ela era uma ômega, e seu alfa a queria. Era o destino, ela pensou.
Ela se mudou para a mansão de Hyunjin. A casa era enorme, luxuosa, mas também um pouco fria. Ela tinha seu próprio quarto, decorado com tudo o que ela gostava. Mas ela raramente estava sozinha. Hyunjin estava sempre por perto, observando-a, cuidando dela.
Ele a isolou gradualmente. Ela não podia mais sair com os amigos. As visitas dos pais eram supervisionadas. Seu celular era monitorado. Yejin começou a se sentir como um pássaro em uma gaiola de ouro.
Um dia, ela tentou sair sozinha para comprar um sorvete. Hyunjin a encontrou na rua, seus olhos escuros e cheios de fúria.
“Onde você pensa que vai, Yejin?”, ele perguntou, sua voz baixa e controlada, mas com um tremor de raiva.
“Eu… eu só queria um sorvete”, ela gaguejou, as lágrimas já escorrendo pelo rosto.
“Você não sai sem minha permissão. Você é minha. E se eu não te encontrar aqui, o que eu faço? Você não pensa em mim?”
Ele a levou de volta para a mansão, e a punição foi a pior de todas. Ele a ignorou. Por três dias, ele não falou com ela, não a tocou, não a olhou. Yejin se sentia abandonada, sozinha, desesperada. Ela chorou, implorou, mas ele permaneceu impassível.
No quarto dia, Hyunjin voltou para ela. Ele a abraçou, a beijou, a mimou. “Você me assustou, meu amor. Eu não consigo viver sem você.”
Yejin, carente e infantil, se agarrou a ele, pedindo desculpas, prometendo nunca mais desobedecê-lo. Ela estava completamente quebrada, completamente submissa. Aquele era o amor de Hyunjin. Um amor que a sufocava, que a controlava, que a possuía.
Hyunjin sorriu, vitorioso. Seu moranguinho era finalmente sua, completamente. Ele sentiu o cheiro doce e familiar de morango, e o cheiro de sua própria menta se misturou a ele, criando uma fragrância única, a fragrância de sua obsessão. Ele a apertou contra seu corpo, sentindo a cintura fina dela em suas mãos. Ela era perfeita. Sua Yejin. E ele faria de tudo para mantê-la assim, sua, para sempre. Mesmo que significasse trancá-la em uma gaiola de ouro.
Ela era um ponto de cor vibrante no mar de cinzas e pretos. Ruiva, com os cabelos flamejantes dançando ao redor de um rosto salpicado de sardas que pareciam poeira de estrelas. Os olhos verdes, grandes e curiosos, exploravam o ambiente com uma inocência que parecia deslocada naquele antro de luxo e vícios. Tão pequena, talvez um metro e cinquenta e sete, com uma cintura fina que ele notou mesmo de longe. Hyunjin sentiu um arrepio percorrer sua espinha, um instinto primordial que ele não experimentava há anos. Um cheiro. Doce, inebriante, como morangos maduros sob o sol de verão. Um ômega.
Yejin. O nome ecoou em sua mente antes mesmo que ele o soubesse. Ela estava rindo, um riso agudo e cristalino que se destacava do barulho da música. Estava com um grupo de amigos, parecendo a mais jovem de todos. Hyunjin, sem um pingo de vergonha, pegou seu celular e discretamente tirou uma foto dela, ampliando para focar em cada detalhe de seu rosto, na forma delicada de seus lábios, na maneira como seu nariz enrugava quando ela sorria.
“Quem é ela?”, perguntou Hyunjin, sua voz rouca e baixa, para um de seus seguranças que estava ao seu lado.
O homem, um beta robusto, inclinou-se. “Não a reconheço, senhor. Quer que eu a verifique?”
“Sim. Tudo. Nome, idade, família, endereço, histórico de redes sociais. Tudo”, ordenou Hyunjin, seus olhos fixos na ruiva.
O segurança assentiu e se afastou, deixando Hyunjin sozinho com sua nova obsessão. Ele nunca tinha sentido algo assim. Não era apenas atração física. Era uma necessidade avassaladora, uma possessividade que o dominava de dentro para fora. Ela era sua. Ele já sabia.
Yejin, alheia aos olhares famintos que a perseguiam do camarote, estava se divertindo como nunca. Era a primeira vez que ia a uma festa tão chique, e a música era ótima. Ela tinha apenas dezessete anos, mas seus amigos mais velhos a tinham arrastado para lá. Era um pouco assustador, com tanta gente e tanto luxo, mas também muito emocionante. Ela não percebeu o olhar fixo de Hyunjin, nem o fato de que ele já estava planejando cada passo para tê-la.
No dia seguinte, Hyunjin tinha em suas mãos um dossiê completo sobre Yejin. Yejin Kim. Dezessete anos. Estudante do último ano do ensino médio. Família de classe média, pais amorosos, uma irmã mais nova. Ela gostava de desenhar, de animais, e era voluntária em um abrigo. Infantilista. A palavra chamou a atenção de Hyunjin. Ele pesquisou. Um sorriso lento e perverso surgiu em seus lábios. Isso só a tornava ainda mais interessante, mais sua.
A diferença de idade e status social era gritante. Ele, um chefe da máfia com vinte e sete anos, um império construído sobre sangue e poder. Ela, uma adolescente inocente de dezessete anos, com uma vida simples e sonhos coloridos. Para qualquer um, seria um impedimento. Para Hyunjin, era apenas um detalhe a ser superado.
Ele começou seu jogo. Pequenos presentes anônimos apareciam na porta da casa de Yejin: doces importados, flores exóticas, livros de colorir e caixas de lápis de cor de alta qualidade. Yejin ficava confusa, mas achava fofo. Ela perguntava aos pais, mas eles também não sabiam de quem vinha. Ela postava nas redes sociais, perguntando se alguém sabia, mas ninguém se manifestava.
Hyunjin sorria ao ver suas postagens. Ele adorava a confusão adorável dela. A próxima fase seria mais direta.
Uma semana depois, Yejin foi abordada por um homem elegante em frente à sua escola. Ele se apresentou como assistente de um empresário muito rico que estava impressionado com os desenhos que ela postava online. Ele ofereceu a ela um estágio em um estúdio de design, com um salário generoso e a oportunidade de aprender com os melhores. Yejin, com os olhos brilhando, aceitou. Era um sonho se tornando realidade.
O estúdio era um lugar lindo, moderno e luxuoso. Yejin se sentia como uma princesa. Ela trabalhava duro, absorvendo tudo como uma esponja. Mas o "empresário" nunca aparecia. Ela só falava com o assistente, que era sempre muito educado.
Até que um dia, o assistente disse a ela que o empresário finalmente queria conhecê-la. O encontro seria em um restaurante cinco estrelas. Yejin estava nervosa, mas animada. Ela escolheu seu melhor vestido, arrumou o cabelo ruivo e colocou um pouco de maquiagem.
Hyunjin a esperava na mesa mais reservada do restaurante. Quando Yejin entrou, ele a viu. Ela estava ainda mais linda do que ele se lembrava. O vestido realçava sua cintura fina, e o cheiro de morango era ainda mais potente, quase o embriagando.
“Yejin, certo?”, disse Hyunjin, seu sorriso encantador, mas com um brilho predatório nos olhos.
Yejin corou. “Sim, sou eu. E você é…?”
“Hyunjin. É um prazer finalmente conhecê-la, Yejin.” Ele não se levantou, apenas gesticulou para a cadeira à sua frente. “Por favor, sente-se.”
Yejin sentou-se, sentindo-se um pouco intimidada pela presença poderosa dele. Ele era alto, tinha ombros largos, e seus olhos eram intensos. Alfa. Ela sentiu um leve arrepio de submissão, um instinto ômega que ela não esperava sentir.
“Seu trabalho é muito bom, Yejin. Tenho acompanhado suas postagens há algum tempo”, disse Hyunjin, servindo-lhe um pouco de água.
“Oh, obrigada. Eu… eu adoro desenhar”, disse Yejin, sentindo-se um pouco mais à vontade.
Eles conversaram por horas. Hyunjin, com sua inteligência e charme, a envolveu em sua teia. Ele perguntava sobre seus sonhos, seus medos, seus gostos. Ele ouvia atentamente, memorizando cada detalhe. Yejin, por sua vez, se sentia fascinada por ele. Ele era tão diferente dos garotos da sua idade. Tão maduro, tão confiante. E, apesar de sua aura intimidadora, ele era gentil com ela.
No final do jantar, Hyunjin a levou para casa em seu carro de luxo. Ele parou em frente à casa dela.
“Yejin, eu gostaria de conhecê-la melhor”, disse Hyunjin, sua voz suave, mas firme. “Gostaria de levá-la para sair, se você aceitar.”
Yejin hesitou. A diferença de idade. O fato de ele ser tão… poderoso. Mas a atração era inegável. E ele era tão charmoso.
“Eu… eu gostaria”, ela finalmente disse, corando.
Hyunjin sorriu, um sorriso vitorioso. “Ótimo. Te ligo amanhã para combinarmos.”
Ele a observou entrar em casa, e só então partiu. Aquele cheiro de morango já estava impregnado em sua mente, em seu corpo, em sua alma. Ele a queria. E ele a teria.
Os encontros se tornaram frequentes. Hyunjin a levava para restaurantes caros, para passeios de barco, para viagens de fim de semana em sua mansão particular. Ele a mimava com presentes, com atenção, com carinho. Yejin estava encantada. Ela nunca tinha experimentado esse tipo de amor, essa devoção.
Mas havia um lado sombrio em Hyunjin que Yejin começou a notar. Ele era possessivo. Ciumento. Não gostava que ela saísse com os amigos, especialmente com os meninos. Ele ligava para ela a cada hora, queria saber onde ela estava, com quem ela estava.
Uma vez, ela foi a uma festa de aniversário de uma amiga sem avisá-lo. Quando Hyunjin descobriu, ele apareceu na festa, com um olhar que a fez tremer. Ele a puxou pelo braço, ignorando os olhares curiosos dos amigos dela.
“Você não me avisou que viria aqui”, disse ele, sua voz baixa e perigosa.
“Eu… eu achei que não precisava”, gaguejou Yejin, sentindo as lágrimas nos olhos.
“Você sempre precisa me avisar. Você é minha, Yejin. Entendeu?”
Yejin assentiu, sentindo-se pequena e assustada. Ele a levou para casa, e a bronca que ela levou foi aterrorizante. Hyunjin não gritou, mas sua voz era fria e ameaçadora. Ele a fez prometer que nunca mais faria isso.
Apesar do medo, Yejin se sentia atraída por essa possessividade. Ela era carente, e ele a preenchia. Ele a tratava como uma boneca preciosa, um tesouro a ser guardado. Ele a amava de uma forma intensa, avassaladora. E ela, em sua inocência, confundia essa obsessão com amor.
A infantilidade de Yejin também era um fator. Ela gostava de ser cuidada, de ser mimada. Hyunjin percebeu isso e explorou essa parte dela. Ele comprava brinquedos, livros infantis, roupas fofas. Ele a tratava como uma criança, e ela, muitas vezes, respondia a isso.
“Você é meu bebê, Yejin”, ele sussurrava em seu ouvido, enquanto a abraçava. “Meu moranguinho. Ninguém pode te machucar enquanto eu estiver aqui.”
Yejin se sentia segura nos braços dele, mesmo que, no fundo, uma pequena voz de alarme soasse em sua cabeça.
Um dia, Hyunjin propôs que Yejin fosse morar com ele. “Seria melhor, meu amor. Assim podemos ficar juntos o tempo todo.”
Yejin hesitou. Seus pais. Sua vida. Mas a ideia de estar sempre com Hyunjin, de ser cuidada por ele, era tentadora. E Hyunjin sabia como ser persuasivo. Ele prometeu que ela poderia continuar estudando, que seus pais poderiam visitá-la.
Seus pais, claro, ficaram chocados. A diferença de idade. O fato de ele ser tão rico e poderoso. Eles tentaram dissuadi-la, mas Yejin, já completamente envolvida na teia de Hyunjin, não os ouviu. Ela se sentia amada, protegida. Ela era uma ômega, e seu alfa a queria. Era o destino, ela pensou.
Ela se mudou para a mansão de Hyunjin. A casa era enorme, luxuosa, mas também um pouco fria. Ela tinha seu próprio quarto, decorado com tudo o que ela gostava. Mas ela raramente estava sozinha. Hyunjin estava sempre por perto, observando-a, cuidando dela.
Ele a isolou gradualmente. Ela não podia mais sair com os amigos. As visitas dos pais eram supervisionadas. Seu celular era monitorado. Yejin começou a se sentir como um pássaro em uma gaiola de ouro.
Um dia, ela tentou sair sozinha para comprar um sorvete. Hyunjin a encontrou na rua, seus olhos escuros e cheios de fúria.
“Onde você pensa que vai, Yejin?”, ele perguntou, sua voz baixa e controlada, mas com um tremor de raiva.
“Eu… eu só queria um sorvete”, ela gaguejou, as lágrimas já escorrendo pelo rosto.
“Você não sai sem minha permissão. Você é minha. E se eu não te encontrar aqui, o que eu faço? Você não pensa em mim?”
Ele a levou de volta para a mansão, e a punição foi a pior de todas. Ele a ignorou. Por três dias, ele não falou com ela, não a tocou, não a olhou. Yejin se sentia abandonada, sozinha, desesperada. Ela chorou, implorou, mas ele permaneceu impassível.
No quarto dia, Hyunjin voltou para ela. Ele a abraçou, a beijou, a mimou. “Você me assustou, meu amor. Eu não consigo viver sem você.”
Yejin, carente e infantil, se agarrou a ele, pedindo desculpas, prometendo nunca mais desobedecê-lo. Ela estava completamente quebrada, completamente submissa. Aquele era o amor de Hyunjin. Um amor que a sufocava, que a controlava, que a possuía.
Hyunjin sorriu, vitorioso. Seu moranguinho era finalmente sua, completamente. Ele sentiu o cheiro doce e familiar de morango, e o cheiro de sua própria menta se misturou a ele, criando uma fragrância única, a fragrância de sua obsessão. Ele a apertou contra seu corpo, sentindo a cintura fina dela em suas mãos. Ela era perfeita. Sua Yejin. E ele faria de tudo para mantê-la assim, sua, para sempre. Mesmo que significasse trancá-la em uma gaiola de ouro.
