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Meu stalker
Fandom: Stalker
Created: 3/8/2026
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PsychologicalDramaDarkThrillerCrimeCharacter StudyRealism
O Obsessor e a Flor do Campo
Maisa Gulanoski, aos seus tenros dezessete anos, era a personificação da simplicidade e da alegria. Seus cachos castanhos balançavam a cada passo, emoldurando um rosto salpicado de sardas e iluminado por olhos verdes vibrantes. Com seus 1,55m de altura, ela parecia uma flor delicada em meio à paisagem rural de Santa Maria do Oeste, interior do Paraná. Sua vida girava em torno da mãe e do irmão mais novo, da escola e das pequenas rotinas que preenchiam seus dias com um contentamento singelo. Ela sonhava com o futuro, com a faculdade, com as possibilidades que o mundo lá fora poderia oferecer, mas, por enquanto, a quietude da sua cidade natal era seu refúgio e seu porto seguro.
A vida de Nicolas Velasco, por outro lado, era um turbilhão de contrastes. Aos 19 anos, com seus 1,87m de altura e um corpo esculpido por anos de disciplina, ele era uma presença imponente. Tatuagens complexas serpenteavam por seu braço direito, pescoço e costas, contando histórias silenciosas de uma vida vivida longe das terras brasileiras. Seus olhos castanhos escuros, por vezes, pareciam esconder um universo de pensamentos inescrutáveis. Desde os dez anos, sua casa havia sido a Espanha, onde seus pais construíram um império empresarial. Agora, o dever o chamava de volta ao Brasil, não por escolha própria, mas por um mandato familiar.
Sua jornada de trabalho o levara por diversos estados brasileiros, até que o destino o empurrou para a bucólica Santa Maria do Oeste. Foi numa tarde ensolarada, enquanto os raios dourados do sol se derramavam sobre as ruas de paralelepípedos, que seus olhos a viram pela primeira vez. Maisa caminhava ao lado da mãe, envolta em um vestido longo e florido que dançava com a brisa. Seus cabelos soltos pareciam capturar a luz, e seu sorriso, mesmo visto de longe, era um raio de sol.
Naquele instante, algo despertou em Nicolas. Não era apenas admiração, nem um simples encantamento. Era uma força avassaladora, uma obsessão que se enraizou profundamente em sua psique. Ele se sentiu atraído por cada detalhe dela, pela forma como ela se movia, pela leveza que irradiava. Naquele dia, a imagem de Maisa se gravou em sua mente, tornando-se o ponto focal de seus pensamentos. O trabalho, a empresa dos pais, a vida em Madrid – tudo perdeu a cor diante da intensidade que aquela garota do interior do Paraná despertara nele.
A decisão foi imediata e implacável: ele viria morar ali. Deixaria para trás a metrópole, o luxo, as expectativas, tudo em nome daquela jovem que, sem saber, havia roubado sua sanidade. A obsessão era uma chama que queimava intensamente, e ele não lutaria contra ela. Pelo contrário, ele a alimentaria.
Nos dias que se seguiram, Nicolas se tornou uma sombra. Ele a via na padaria, na feira, na praça. Sempre de longe, sempre observando, memorizando cada gesto, cada expressão. A cada novo vislumbre, a chama da obsessão crescia, transformando-se em um fogo incontrolável. Ele precisava estar perto dela, saber tudo sobre ela.
Foi então que a ideia de descobrir onde ela morava surgiu, um passo lógico em sua mente distorcida. Com uma mistura de astúcia e persistência, ele obteve a informação. A casa de Maisa era simples, aninhada em um bairro tranquilo. E foi ali, acima de um monte que dominava a paisagem, que ele encontrou a solução perfeita para a sua necessidade de proximidade. Uma casa grande e isolada, perfeita para a sua vigilância discreta. Ninguém no bairro parecia conhecer o novo morador daquela residência imponente, e isso era exatamente como Nicolas queria.
A partir daquele momento, a vida de Nicolas se tornou um monólogo interno, onde Maisa era a protagonista central. Cada pensamento, cada ação, cada plano girava em torno dela. Ele a observava de sua janela, com a ajuda de binóculos de alta potência, mapeando seus horários, suas rotinas, as pessoas com quem interagia. Conhecia cada curva dos seus cachos, o ritmo dos seus passos, a forma como ela sorria para a mãe. Para ele, Maisa não era mais uma pessoa; ela era uma tela em branco onde ele projetava seus desejos mais sombrios.
A ideia de sequestrá-la começou a florescer em sua mente, inicialmente como um sussurro, depois como um plano elaborado. Levá-la para um lugar onde eles pudessem estar sozinhos, onde ela seria apenas dele. A Espanha, seu antigo lar, parecia o destino perfeito. Longe de tudo, longe de todos. Lá, ele poderia moldá-la, fazê-la amá-lo, transformá-la na mulher que ele idealizava.
A casa no monte, antes um símbolo de isolamento e mistério para os moradores de Santa Maria do Oeste, tornou-se o quartel-general de Nicolas. Lá dentro, ele passava horas a fio planejando, detalhando cada etapa do seu plano. Mapas da cidade, fotos de Maisa (obtidas discretamente), informações sobre voos e rotas de fuga – tudo estava meticulosamente organizado. O ar na casa parecia pesado, carregado com a intensidade de sua obsessão.
Uma noite, enquanto Maisa dormia tranquilamente em sua cama, alheia à sombra que pairava sobre sua vida, Nicolas estava em sua janela, observando a luz fraca que emanava do quarto dela. Seus olhos castanhos, antes apenas intensos, agora brilhavam com uma determinação fria e calculista. Ele tocou a tatuagem em seu braço, um dragão que parecia ganhar vida sob o luar. Em sua mente, o plano estava quase pronto.
Ele imaginava a cena: a surpresa nos olhos dela, a resistência inicial que ele sabia que encontraria, mas que seria rapidamente subjugada pela sua força e determinação. Ele a levaria com cuidado, sem machucá-la, apenas a privaria de sua liberdade. E então, em um lugar distante, ele a faria entender que ele era o único que a amava de verdade, o único que realmente a via. Ele a faria sua, não importa o custo.
Aquele não era o amor que Maisa sonhava, nem a paixão que ela imaginava em seus devaneios adolescentes. Era uma forma distorcida, possessiva e perigosa de desejo, alimentada por uma mente que havia perdido o contato com a realidade. Para Nicolas, Maisa era a peça que faltava em seu quebra-cabeça existencial, a luz que ele precisava para preencher o vazio de sua alma. E ele a teria.
Nos dias seguintes, Nicolas começou a agir. Ele estudou as rotas de fuga da cidade, os horários de menor movimento, os pontos cegos das câmeras de segurança (se é que existiam em uma cidade tão pequena). Ele comprou um carro novo, discreto, com vidros escuros, que não levantaria suspeitas. Preparou uma mala com roupas e suprimentos, como se estivesse planejando uma longa viagem. Mas a viagem que ele planejava era para dois, e apenas um deles sabia o destino.
Ele sabia que precisava ser paciente, esperar o momento certo. Um movimento em falso poderia arruinar tudo. A ansiedade roía suas entranhas, mas ele a controlava com uma disciplina férrea. Cada vez que via Maisa nas ruas, seu coração disparava, mas ele mantinha a calma, o olhar fixo, a mente focada no objetivo final.
Uma tarde, Maisa estava sentada na praça, lendo um livro sob a sombra de uma árvore, seus cachos balançando suavemente com a brisa. Ela estava sorrindo, absorta em sua leitura. Nicolas a observava de seu carro, estacionado a uma distância segura. Ele sentiu um aperto no peito, uma mistura de desejo e angústia. Ele queria se aproximar, falar com ela, mas sabia que não poderia. Não da forma convencional.
Ele imaginou como seria tê-la ao seu lado, conversando, rindo, compartilhando segredos. Mas a imagem se distorcia rapidamente, transformando-se na versão que ele havia criado em sua mente. A Maisa que ele queria não era a garota da praça, mas a Maisa que ele controlaria, que ele possuiria.
A noite caiu, e as luzes da cidade se acenderam, pontilhando a escuridão. Nicolas estava em sua casa, olhando para a foto de Maisa que havia ampliado e colocado em sua mesa. Seus olhos verdes pareciam fitá-lo de volta, e ele sentiu um arrepio na espinha. O plano estava maduro, quase pronto para ser executado. Ele só precisava de uma oportunidade, um momento de vulnerabilidade, para transformar seu sonho distorcido em realidade.
Ele sabia que o que estava prestes a fazer era errado, que era um crime. Mas em sua mente, não havia espaço para culpa ou remorso. A única coisa que importava era Maisa, sua Maisa. Ele a salvaria de uma vida que ele considerava medíocre, de um futuro que ele achava que não a merecia. Ele a levaria para um mundo onde ela seria rainha, e ele seria seu rei. Um rei obcecado, mas um rei, ainda assim.
O silêncio da noite foi quebrado apenas pelo som do vento soprando nas árvores. Nicolas fechou os olhos, respirando fundo. O cheiro da terra úmida e das flores do campo entrava pela janela, um contraste irônico com os pensamentos sombrios que habitavam sua mente. Ele se sentiu pronto. A caçada estava prestes a começar. E Maisa, a flor do campo, estava prestes a ser colhida por seu obssessor.
A vida de Nicolas Velasco, por outro lado, era um turbilhão de contrastes. Aos 19 anos, com seus 1,87m de altura e um corpo esculpido por anos de disciplina, ele era uma presença imponente. Tatuagens complexas serpenteavam por seu braço direito, pescoço e costas, contando histórias silenciosas de uma vida vivida longe das terras brasileiras. Seus olhos castanhos escuros, por vezes, pareciam esconder um universo de pensamentos inescrutáveis. Desde os dez anos, sua casa havia sido a Espanha, onde seus pais construíram um império empresarial. Agora, o dever o chamava de volta ao Brasil, não por escolha própria, mas por um mandato familiar.
Sua jornada de trabalho o levara por diversos estados brasileiros, até que o destino o empurrou para a bucólica Santa Maria do Oeste. Foi numa tarde ensolarada, enquanto os raios dourados do sol se derramavam sobre as ruas de paralelepípedos, que seus olhos a viram pela primeira vez. Maisa caminhava ao lado da mãe, envolta em um vestido longo e florido que dançava com a brisa. Seus cabelos soltos pareciam capturar a luz, e seu sorriso, mesmo visto de longe, era um raio de sol.
Naquele instante, algo despertou em Nicolas. Não era apenas admiração, nem um simples encantamento. Era uma força avassaladora, uma obsessão que se enraizou profundamente em sua psique. Ele se sentiu atraído por cada detalhe dela, pela forma como ela se movia, pela leveza que irradiava. Naquele dia, a imagem de Maisa se gravou em sua mente, tornando-se o ponto focal de seus pensamentos. O trabalho, a empresa dos pais, a vida em Madrid – tudo perdeu a cor diante da intensidade que aquela garota do interior do Paraná despertara nele.
A decisão foi imediata e implacável: ele viria morar ali. Deixaria para trás a metrópole, o luxo, as expectativas, tudo em nome daquela jovem que, sem saber, havia roubado sua sanidade. A obsessão era uma chama que queimava intensamente, e ele não lutaria contra ela. Pelo contrário, ele a alimentaria.
Nos dias que se seguiram, Nicolas se tornou uma sombra. Ele a via na padaria, na feira, na praça. Sempre de longe, sempre observando, memorizando cada gesto, cada expressão. A cada novo vislumbre, a chama da obsessão crescia, transformando-se em um fogo incontrolável. Ele precisava estar perto dela, saber tudo sobre ela.
Foi então que a ideia de descobrir onde ela morava surgiu, um passo lógico em sua mente distorcida. Com uma mistura de astúcia e persistência, ele obteve a informação. A casa de Maisa era simples, aninhada em um bairro tranquilo. E foi ali, acima de um monte que dominava a paisagem, que ele encontrou a solução perfeita para a sua necessidade de proximidade. Uma casa grande e isolada, perfeita para a sua vigilância discreta. Ninguém no bairro parecia conhecer o novo morador daquela residência imponente, e isso era exatamente como Nicolas queria.
A partir daquele momento, a vida de Nicolas se tornou um monólogo interno, onde Maisa era a protagonista central. Cada pensamento, cada ação, cada plano girava em torno dela. Ele a observava de sua janela, com a ajuda de binóculos de alta potência, mapeando seus horários, suas rotinas, as pessoas com quem interagia. Conhecia cada curva dos seus cachos, o ritmo dos seus passos, a forma como ela sorria para a mãe. Para ele, Maisa não era mais uma pessoa; ela era uma tela em branco onde ele projetava seus desejos mais sombrios.
A ideia de sequestrá-la começou a florescer em sua mente, inicialmente como um sussurro, depois como um plano elaborado. Levá-la para um lugar onde eles pudessem estar sozinhos, onde ela seria apenas dele. A Espanha, seu antigo lar, parecia o destino perfeito. Longe de tudo, longe de todos. Lá, ele poderia moldá-la, fazê-la amá-lo, transformá-la na mulher que ele idealizava.
A casa no monte, antes um símbolo de isolamento e mistério para os moradores de Santa Maria do Oeste, tornou-se o quartel-general de Nicolas. Lá dentro, ele passava horas a fio planejando, detalhando cada etapa do seu plano. Mapas da cidade, fotos de Maisa (obtidas discretamente), informações sobre voos e rotas de fuga – tudo estava meticulosamente organizado. O ar na casa parecia pesado, carregado com a intensidade de sua obsessão.
Uma noite, enquanto Maisa dormia tranquilamente em sua cama, alheia à sombra que pairava sobre sua vida, Nicolas estava em sua janela, observando a luz fraca que emanava do quarto dela. Seus olhos castanhos, antes apenas intensos, agora brilhavam com uma determinação fria e calculista. Ele tocou a tatuagem em seu braço, um dragão que parecia ganhar vida sob o luar. Em sua mente, o plano estava quase pronto.
Ele imaginava a cena: a surpresa nos olhos dela, a resistência inicial que ele sabia que encontraria, mas que seria rapidamente subjugada pela sua força e determinação. Ele a levaria com cuidado, sem machucá-la, apenas a privaria de sua liberdade. E então, em um lugar distante, ele a faria entender que ele era o único que a amava de verdade, o único que realmente a via. Ele a faria sua, não importa o custo.
Aquele não era o amor que Maisa sonhava, nem a paixão que ela imaginava em seus devaneios adolescentes. Era uma forma distorcida, possessiva e perigosa de desejo, alimentada por uma mente que havia perdido o contato com a realidade. Para Nicolas, Maisa era a peça que faltava em seu quebra-cabeça existencial, a luz que ele precisava para preencher o vazio de sua alma. E ele a teria.
Nos dias seguintes, Nicolas começou a agir. Ele estudou as rotas de fuga da cidade, os horários de menor movimento, os pontos cegos das câmeras de segurança (se é que existiam em uma cidade tão pequena). Ele comprou um carro novo, discreto, com vidros escuros, que não levantaria suspeitas. Preparou uma mala com roupas e suprimentos, como se estivesse planejando uma longa viagem. Mas a viagem que ele planejava era para dois, e apenas um deles sabia o destino.
Ele sabia que precisava ser paciente, esperar o momento certo. Um movimento em falso poderia arruinar tudo. A ansiedade roía suas entranhas, mas ele a controlava com uma disciplina férrea. Cada vez que via Maisa nas ruas, seu coração disparava, mas ele mantinha a calma, o olhar fixo, a mente focada no objetivo final.
Uma tarde, Maisa estava sentada na praça, lendo um livro sob a sombra de uma árvore, seus cachos balançando suavemente com a brisa. Ela estava sorrindo, absorta em sua leitura. Nicolas a observava de seu carro, estacionado a uma distância segura. Ele sentiu um aperto no peito, uma mistura de desejo e angústia. Ele queria se aproximar, falar com ela, mas sabia que não poderia. Não da forma convencional.
Ele imaginou como seria tê-la ao seu lado, conversando, rindo, compartilhando segredos. Mas a imagem se distorcia rapidamente, transformando-se na versão que ele havia criado em sua mente. A Maisa que ele queria não era a garota da praça, mas a Maisa que ele controlaria, que ele possuiria.
A noite caiu, e as luzes da cidade se acenderam, pontilhando a escuridão. Nicolas estava em sua casa, olhando para a foto de Maisa que havia ampliado e colocado em sua mesa. Seus olhos verdes pareciam fitá-lo de volta, e ele sentiu um arrepio na espinha. O plano estava maduro, quase pronto para ser executado. Ele só precisava de uma oportunidade, um momento de vulnerabilidade, para transformar seu sonho distorcido em realidade.
Ele sabia que o que estava prestes a fazer era errado, que era um crime. Mas em sua mente, não havia espaço para culpa ou remorso. A única coisa que importava era Maisa, sua Maisa. Ele a salvaria de uma vida que ele considerava medíocre, de um futuro que ele achava que não a merecia. Ele a levaria para um mundo onde ela seria rainha, e ele seria seu rei. Um rei obcecado, mas um rei, ainda assim.
O silêncio da noite foi quebrado apenas pelo som do vento soprando nas árvores. Nicolas fechou os olhos, respirando fundo. O cheiro da terra úmida e das flores do campo entrava pela janela, um contraste irônico com os pensamentos sombrios que habitavam sua mente. Ele se sentiu pronto. A caçada estava prestes a começar. E Maisa, a flor do campo, estava prestes a ser colhida por seu obssessor.
