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O entrelaço do estreito

Fandom: Harry potter

Created: 3/11/2026

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RomanceDramaAngstMysteryFantasyThrillerDarkAdventureCanon Setting
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O Preço do Silêncio e o Sussurro do Perigo

O ar em Hogwarts sempre carregou um toque de magia, uma melodia invisível que embalava os corações de seus estudantes. Mas, para Draco Malfoy, essa melodia ultimamente vinha acompanhada de um ritmo novo e inquietante. Não era o som de feitiços ou o burburinho dos corredores, mas sim o eco do riso de Maria, uma lufana com um brilho nos olhos que o fazia questionar tudo o que sabia sobre frieza e controle.

Ele, o herdeiro Malfoy, o garoto que raramente demonstrava qualquer emoção além do tédio ou da arrogância, encontrava-se em uma encruzilhada. Maria não era como as outras. Gentil, com uma aura de calor que contrastava com a sua própria, ela era um raio de sol em seu mundo sombrio. Ele a observava nos corredores, nos jardins, na biblioteca – sempre com a mesma expressão de indiferença cuidadosamente cultivada, mas por dentro, algo se agitava. Era um sentimento novo, perturbador, e, para sua própria consternação, inegavelmente forte.

Maria, com seus cabelos castanhos que pareciam capturar a luz do sol e um sorriso que desarmava até o mais cético dos corações, era a antítese de tudo o que Draco havia sido ensinado a valorizar. Ela era simples, sem pretensões, e sua bondade genuína o deixava sem palavras. Ele se pegava pensando nela em momentos impróprios, durante as aulas de Poções, nas refeições no Salão Principal, até mesmo em seus sonhos, onde a imagem dela dançava em sua mente, desorganizando a ordem metódica de sua vida.

Mas o caminho para a felicidade, ou mesmo para a simples aceitação de seus sentimentos, nunca foi fácil para Draco Malfoy. E o universo, aparentemente, tinha um senso de humor macabro.

A noite em que tudo mudou começou como qualquer outra. O jantar no Salão Principal havia terminado, e os alunos se dispersavam para suas respectivas casas. Draco, que havia passado a refeição alternando olhares disfarçados para a mesa da Lufa-Lufa e fingindo desinteresse, sentiu um aperto no peito quando Maria se levantou.

Ele a viu sair, acompanhada por algumas amigas. Uma parte dele queria ir atrás dela, talvez até mesmo tentar uma conversa – algo que ele nunca havia feito com ela, além de trocas de olhares. Mas o orgulho Malfoy o manteve preso ao seu assento, a máscara de indiferença firmemente no lugar.

Foi então que o pânico se instalou. Um grito. Um grito agudo, cortando a quietude dos corredores, que fez o sangue de Draco gelar nas veias. Não era um grito de brincadeira ou de susto. Era um grito de terror.

Ele se levantou abruptamente, ignorando os olhares curiosos dos outros sonserinos. Seu coração batia descompassadamente. Ele sabia. Ele sabia que algo terrível havia acontecido.

Correndo pelos corredores, ele seguiu o som fraco dos ecos, o medo se transformando em uma fúria gelada. Ele virou um canto e encontrou a cena que confirmou seus piores temores. As amigas de Maria estavam lá, pálidas, tremendo, apontando para o chão. No chão, havia um pequeno lenço bordado com as iniciais "M.A." – o lenço que Maria sempre usava no cabelo. E ao lado dele, um vago rastro de magia negra, quase imperceptível, mas inconfundível para alguém que cresceu entre as artes das trevas.

Maria havia desaparecido.

A notícia se espalhou como fogo por Hogwarts. Os professores estavam agitados, os alunos, em choque. Harry, sempre gentil e educado, foi o primeiro a se aproximar de Draco, apesar da rivalidade histórica.

"Draco, você... você viu algo?" Harry perguntou, sua voz séria, os olhos verdes cheios de preocupação.

Draco, no entanto, estava além da civilidade usual. Sua máscara de frieza havia rachado. Seus olhos cinzentos estavam arregalados, a mandíbula travada. "Ela se foi, Potter," ele disse, sua voz rouca, quase um sussurro. "Alguém a levou."

Enquanto a comoção tomava conta da escola, em um canto escuro de uma sala de aula abandonada, Tom Riddle observava a cena com um sorriso cruel. Seus olhos, que brilhavam com uma inteligência fria e calculista, estavam fixos em Draco. Riddle sabia sobre os sentimentos do Malfoy. Ele sempre soube. E era exatamente por isso que Maria havia sido o alvo perfeito.

"Que pena, Malfoy," Riddle murmurou para o vazio, sua voz carregada de um tom sádico. "Parece que você terá que esperar um pouco mais para ter o que deseja."

Ele se virou, a sombra de um sorriso dançando em seus lábios. Maria estava segura. Em seu covil. O mesmo covil onde, anos atrás, ele havia mantido Gina Weasley. Uma memória agradável, na verdade. O desespero, o medo... era tudo tão delicioso.

***

Enquanto a busca por Maria se iniciava, uma nova e estranha trama se desenrolava em outro canto de Hogwarts. Hermione Granger, sempre prática e analítica, estava em sua sala comum da Grifinória, com livros abertos sobre a mesa, tentando encontrar alguma pista sobre o desaparecimento de Maria. Gina e Rony estavam ao seu lado, ambos abatidos. Gina, em particular, estava visivelmente afetada, as lembranças de seu próprio sequestro pela Câmara Secreta ainda frescas em sua mente.

"É o mesmo padrão, Hermione," Gina disse, sua voz baixa e trêmula. "A sensação de vazio, o rastro de magia escura... é como se o passado estivesse se repetindo."

Hermione assentiu, os lábios apertados em uma linha fina. "Eu sei, Gina. É por isso que precisamos ser metódicas. Quem teria um motivo para sequestrar Maria? E por que agora?"

De repente, um som suave de batida na porta interrompeu a conversa. Os três grifinórios se entreolharam, surpresos. Ninguém costumava visitá-los tão tarde.

Rony, sempre o mais cauteloso, pegou sua varinha. "Quem é?" ele perguntou, sua voz soando mais corajosa do que ele realmente se sentia.

A porta se abriu lentamente, revelando uma figura alta e esguia, envolta em um manto escuro que cobria quase todo o seu rosto. Apenas um par de olhos penetrantes e frios eram visíveis, brilhando com uma intensidade que fez Hermione sentir um calafrio percorrer sua espinha.

"Srta. Granger," a figura disse, sua voz baixa e melódica, mas com uma autoridade inquestionável. "Preciso de sua ajuda."

Hermione, embora surpresa, não se deixou intimidar. "Quem é você?" ela perguntou, sua voz firme.

O estranho deu um passo à frente, e a luz fraca da sala revelou um pouco mais de seu rosto. Era um homem jovem, com traços finos e uma beleza quase etérea, mas com uma aura de perigo que o envolvia. Ele parecia ter a idade de seus professores, talvez um pouco mais velho.

"Meu nome," ele disse, e por um instante, um sorriso sutil e enigmático dançou em seus lábios, "não é importante. O que é importante é que eu sei quem levou Maria."

A revelação chocou os três grifinórios. Rony e Gina se entreolharam, e Harry, que havia acabado de entrar na sala comum, parou no limiar da porta, os olhos fixos no estranho.

"Como você sabe disso?" Harry perguntou, sua mão já na varinha.

O estranho ignorou a pergunta de Harry, seus olhos fixos em Hermione. "Srta. Granger, sua reputação como a bruxa mais brilhante de sua geração não é infundada. Eu preciso de sua mente, de sua lógica. O inimigo que enfrentamos é astuto, e ele tem um plano que vai além do sequestro de uma única bruxa."

Hermione sentiu o desafio no ar. A ousadia desse homem em se apresentar assim, em desafiá-la abertamente, era intrigante. Ela não confiava nele, nem um pouco. Mas a possibilidade de encontrar Maria era mais forte do que sua desconfiança.

"E por que você não o impede sozinho, se sabe tanto?" Hermione retrucou, estreitando os olhos.

Um leve suspiro escapou dos lábios do estranho. "Porque há coisas que nem eu posso fazer sozinho. E porque, Srta. Granger, o jogo que está sendo jogado é muito maior do que você imagina. Você é uma peça crucial nele."

Ele tirou a mão de dentro do manto, revelando um pequeno medalhão prateado, gravado com um símbolo que Hermione não reconheceu, mas que irradiava uma magia antiga e poderosa.

"Este medalhão," ele disse, sua voz um pouco mais suave, "é a chave para desvendar os segredos de Tom Riddle. Ele o usou para rastrear a magia de Maria. E ele o está usando para algo ainda mais sinistro."

A menção do nome de Tom Riddle fez o sangue de todos congelar. O nome que era sinônimo de Lord Voldemort. As lembranças do diário de Riddle e da Câmara Secreta voltaram com força total.

"Tom Riddle?" Harry sussurrou, a voz cheia de horror. "Mas ele... ele é Voldemort!"

O estranho assentiu. "Sim, Potter. Mas Voldemort não é a única ameaça que Tom Riddle representa. Ele é um mestre da manipulação, e ele tem um plano para reescrever a história de Hogwarts, começando com a linhagem Weasley e agora, com Maria."

Hermione sentiu uma onda de adrenalina. A situação era muito mais grave do que ela havia imaginado. A presença de Tom Riddle, mesmo que em uma forma que eles ainda não compreendiam, era um sinal de perigo extremo.

"O que você quer que eu faça?" Hermione perguntou, sua voz agora determinada. Ela podia não confiar no estranho, mas não podia ignorar a ameaça que pairava sobre Maria e, potencialmente, sobre o mundo bruxo.

O estranho deu um passo para trás, seu rosto mais uma vez obscurecido pelo manto. "Você precisa decifrar os segredos deste medalhão. Ele contém a localização do covil de Riddle e as pistas para deter seu plano. Mas cuidado, Srta. Granger. A escuridão que o envolve é profunda, e a verdade pode ser mais perturbadora do que você pode imaginar."

Com essas palavras, o estranho se virou e desapareceu tão silenciosamente quanto havia chegado, deixando para trás um rastro de mistério e um medalhão prateado que pulsava com uma energia sombria.

Hermione pegou o medalhão, sentindo o frio do metal em seus dedos. Seus olhos se encontraram com os de Harry, Rony e Gina. O medo ainda estava presente, mas agora era acompanhado por uma nova determinação. Eles estavam diante de um inimigo que pensavam ter sido derrotado, e a vida de Maria dependia deles. E talvez, o destino de Hogwarts também.

A noite estava apenas começando, e os segredos de Tom Riddle estavam prestes a ser desvendados. Hermione sabia que a tarefa seria perigosa, mas ela era Hermione Granger, e ela nunca recuava diante de um desafio. Especialmente quando a vida de seus amigos estava em jogo. A jornada para o coração da escuridão havia começado.
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