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A ida sem volta pra casa

Fandom: Marvel

Created: 3/11/2026

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ActionDramaAdventureScience FictionHurt/ComfortCharacter StudyThrillerCrime
Contents

A Sombra do Simbionte

Numa noite silenciosa em New York City, o herói Spider-Man balançava entre os prédios. Por trás da máscara estava Peter Parker, sempre atento a qualquer perigo. De repente, um barulho forte ecoou em um beco escuro. Ele desceu rapidamente usando suas teias para investigar. Um grupo de ladrões tentava fugir com dinheiro roubado. Com agilidade, o Homem-Aranha desviou dos ataques e prendeu todos com suas teias. As sirenes da polícia começaram a se aproximar. Antes que alguém pudesse agradecê-lo, ele já subia pelos prédios novamente. Mesmo cansado, Peter sabia que proteger a cidade era sua missão. E assim, mais uma noite de heroísmo terminava para o amigo da vizinhança. 🕷️🕸️

Peter chegou ao seu apartamento exausto, a adrenalina ainda correndo em suas veias. Tirou a máscara, revelando seu rosto jovem e suado, os olhos castanhos expressando um misto de cansaço e satisfação. Jogou o traje amassado sobre a cadeira e se jogou na cama, o corpo atlético protestando contra o uso excessivo. O relógio marcava três da manhã. Tinha um exame importante na faculdade no dia seguinte e mal havia estudado. "Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades", murmurou para si mesmo, um sorriso irônico brincando em seus lábios. A frase que o guiava desde que a aranha radioativa o picou nunca pareceu tão pesada.

No dia seguinte, Peter arrastava-se pela universidade, os olhos pesados e a mente divagando entre fórmulas complexas e lembranças de teias e vilões. Mary Jane, com seus cabelos ruivos longos e olhos verdes vibrantes, o abordou no corredor, um sorriso caloroso iluminando seu rosto delicado.

"Hey, tigre! Parece que você passou a noite lutando contra o sono, não contra o crime", ela brincou, seu tom divertido. Mary Jane sempre conseguia ver através dele, uma das muitas coisas que Peter amava nela.

"Quase isso, MJ. Aulas de física avançada são mais traiçoeiras que o Doutor Octopus", ele respondeu, tentando parecer convincente. Ela apenas riu, ciente de que a "luta contra o sono" de Peter geralmente envolvia algo mais heroico.

"Vou fingir que acredito. Mas falando sério, você está pálido. Não está se alimentando direito, está?" ela perguntou, a preocupação transparecendo em sua voz. "Que tal um café e um sanduíche depois da sua aula? Minha agenda de modelo está livre por uma hora."

Peter sentiu um calor no peito. Mary Jane era seu porto seguro, a rocha que o mantinha ancorado. "Parece perfeito, MJ. Salvei a cidade de alguns bandidos, mas você salva meu dia da fome."

Enquanto caminhavam para a cafeteria, a conversa fluiu naturalmente. Mary Jane contava sobre seu último ensaio fotográfico, Peter tentava disfarçar a exaustão com piadas e comentários espirituosos. Ele a observava, admirando sua postura confiante e elegante, seu estilo moderno e sua alegria contagiante. Ela era a luz em sua vida, um contraste vibrante com a escuridão que muitas vezes enfrentava como Homem-Aranha.

Naquela mesma tarde, enquanto Peter tentava se concentrar em seus estudos na biblioteca, um alerta em seu sentido aranha o fez sobressaltar. Não era o formigamento familiar de perigo iminente, mas uma sensação estranha, fria e pegajosa, como se algo sombrio estivesse se aproximando. Ele olhou pela janela, mas não viu nada fora do comum. Decidiu ignorar, atribuindo a sensação ao cansaço.

Contudo, a sensação persistiu durante os dias seguintes, intensificando-se gradualmente. Peter começou a ter pesadelos vívidos, onde uma criatura amorfa e escura o perseguia, sussurrando promessas de poder e destruição. Ele se sentia mais irritado, impaciente e, por vezes, uma raiva que não era sua borbulhava dentro dele. Mary Jane notou a mudança.

"Peter, você está diferente. Mais distante, mais... sombrio. Aconteceu alguma coisa?", ela perguntou uma noite, enquanto jantavam em um pequeno restaurante italiano.

Peter tentou sorrir, mas o esforço foi visível. "É só o estresse da faculdade, MJ. E sabe como é, ser o Homem-Aranha não é um trabalho de meio período."

"Eu sei", ela disse, a mão esbelta repousando sobre a dele. "Mas parece mais do que isso. Se precisar conversar, estou aqui."

A honestidade de Mary Jane o atingiu. Ele queria contar a ela sobre os pesadelos, sobre a sensação estranha, mas não queria preocupá-la. Ele a abraçou, agradecido por sua lealdade e apoio incondicional.

A verdadeira ameaça se manifestou uma semana depois. Peter estava patrulhando a cidade, balançando entre os arranha-céus, quando ouviu gritos de pânico vindos de um beco escuro. Ao descer, seus olhos se arregalaram sob a máscara. Não eram ladrões comuns. Uma criatura massiva, negra e viscosa, com dentes afiados como navalhas e uma língua longa e serpentina, estava aterrorizando as pessoas. Era Venom.

A visão de Venom era ainda mais perturbadora do que ele imaginava. A criatura parecia uma versão distorcida e maligna de seu próprio traje, um pesadelo ambulante. Peter sentiu um calafrio percorrer sua espinha, e o sentido aranha gritou em alerta máximo.

"Venom!", ele exclamou, a voz tensa. "O que você quer aqui?"

A criatura soltou um rugido gutural, sua voz uma cacofonia de vozes humanas e alienígenas. "Homem-Aranha... nós... queremos... você!"

Peter se preparou para a luta. Ele saltou, lançando uma teia para prender um dos braços de Venom, mas a criatura era incrivelmente forte. Com um puxão, Venom rasgou a teia e avançou, suas garras afiadas tentando rasgar o traje do herói. Peter desviou com sua agilidade característica, mas a velocidade e ferocidade de Venom eram assustadoras.

A luta foi brutal. Venom parecia saber cada movimento de Peter, antecipando seus ataques com uma precisão arrepiante. O simbionte era implacável, seu corpo maleável se estendendo e se contraindo para atacar de todos os ângulos. Peter, por sua vez, usava sua inteligência e as piadas habituais para tentar desestabilizar o inimigo, mas Venom parecia imune aos seus gracejos.

"Sabe, para um cara que se veste de piche, você é bem barulhento!", Peter zombou, enquanto desviava de um golpe que teria esmagado uma parede de tijolos.

Venom rosnou. "Suas... palavras... são... vazias... aranha!"

A cada golpe, Peter sentia uma onda de exaustão. A criatura era incrivelmente resistente, e seus ataques pareciam ser impulsionados por uma fúria primal. Ele percebeu que Venom não estava apenas lutando, mas se divertindo com a luta, uma crueldade que o perturbou profundamente.

Em um momento de distração, Venom agarrou Peter pelo tornozelo, levantando-o no ar. Peter tentou se soltar, mas o aperto era como ferro. O simbionte o arremessou contra uma parede, e Peter sentiu o impacto reverberar por todo o seu corpo. Ele caiu no chão, atordoado.

Venom se aproximou, sua língua longa e viscosa chicoteando no ar. "Agora... você... vai... ver... nosso... poder!"

Peter estava em desvantagem. Seus membros doíam, e a visão estava ligeiramente embaçada. Ele sabia que precisava de um plano, algo que pudesse explorar a fraqueza de Venom. Ele se lembrou de algo que lera em um artigo científico sobre simbiontes alienígenas – eles eram vulneráveis a ondas sonoras de alta frequência.

Com um esforço hercúleo, Peter se levantou. "Certo, piche ambulante, vamos ver se você gosta de música alta!"

Ele começou a bater em um hidrante com força, criando um som metálico agudo e estridente. Venom recuou, balançando a cabeça, o simbionte se contorcendo e recuando ligeiramente. Peter percebeu que estava no caminho certo. Ele continuou a bater, aumentando a intensidade. O simbionte começou a se separar de seu hospedeiro, revelando brevemente um homem pálido e aterrorizado por baixo.

Peter não hesitou. Ele disparou uma teia de alta potência, envolvendo Venom e o arrastando para longe da fonte de som. Com a criatura momentaneamente desorientada, Peter usou sua força para arremessá-la contra um caminhão de lixo, que felizmente estava vazio. O impacto foi violento, e Venom se desfez em uma poça de gosma negra, o hospedeiro desmaiado no meio.

A polícia chegou logo em seguida, sirenes ecoando pelo beco. Peter, respirando com dificuldade, garantiu que o inimigo estivesse sob custódia e, com um último olhar para o simbionte derrotado, balançou para longe, desaparecendo na escuridão da noite.

Chegou em casa, o corpo doendo e a mente exausta. Ele sabia que a luta contra Venom não era um evento isolado. O simbionte era uma ameaça persistente, e ele precisava entender mais sobre ele. A sensação pegajosa e fria que sentira nos dias anteriores agora fazia sentido. Era a presença de Venom, um presságio da batalha que viria.

No dia seguinte, Peter estava na cafeteria com Mary Jane, tentando disfarçar as dores e os hematomas. Ela, com sua intuição aguçada, percebeu que algo estava errado.

"Peter, você está mais do que apenas cansado. Você está machucado", ela disse, seus olhos verdes fixos nele. Ela estendeu a mão e tocou um pequeno arranhão em seu pescoço, que ele havia tentado esconder com a gola da camisa. "O que aconteceu?"

Peter suspirou. Ele não podia esconder tudo dela para sempre. "MJ, eu... eu enfrentei algo diferente ontem à noite. Algo... assustador."

Ele hesitou, pensando em como explicar Venom sem aterrorizá-la. "Era uma criatura, uma espécie de parasita alienígena. Muito forte, muito cruel."

Mary Jane o ouvia atentamente, sua expressão séria. "E você o derrotou?"

"Sim, mas não sem uma boa briga. E eu tenho a sensação de que ele vai voltar."

Ela apertou sua mão. "Eu sei que você consegue, Peter. Você é o Homem-Aranha. Você sempre encontra um jeito."

Aquelas palavras, vindas de Mary Jane, foram o bálsamo que Peter precisava. Ele a olhou, grato por sua força e sua fé inabalável nele. Ele sabia que, com ela ao seu lado, ele poderia enfrentar qualquer ameaça, até mesmo a sombra do simbionte.

Naquela noite, Peter estava de volta aos telhados, o traje vermelho e azul mais uma vez em seu corpo. Ele olhou para a cidade, as luzes brilhando como um mar de estrelas. A ameaça de Venom pairava no ar, uma lembrança constante de que seu trabalho nunca terminava. Mas ele também sentia uma nova determinação. Ele era o Homem-Aranha, o amigo da vizinhança, e proteger New York City era sua responsabilidade. E ele não estava sozinho. Ele tinha Mary Jane, sua coragem e sua inteligência. E isso, para Peter Parker, era o suficiente para enfrentar qualquer coisa. A batalha contra Venom havia sido apenas o começo, e Peter estava pronto para o que viesse a seguir.
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