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Rapidinha

Fandom: Teen Wolf

Created: 4/2/2026

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RomanceFantasyPWP (Plot? What Plot?)Explicit LanguageCanon SettingDramaHumorCharacter Study
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Strike: O Jogo do Predador

O boliche de Beacon Hills estava barulhento, um caos de luzes neon e o som constante de pinos sendo derrubados. Stiles Stilinski estava prestes a ter um colapso nervoso. Ele segurava a bola de boliche com as mãos suadas, sentindo o peso do objeto como se fosse o destino do mundo, e não apenas um encontro triplo desastroso. Scott e Allison estavam em sua própria bolha de romance adolescente; Lydia e Jackson eram um espetáculo de passivo-agressividade; e então havia Angel.

Angel Hale. A filha de Peter Hale era uma contradição ambulante. Com o rosto angelical que lembrava uma boneca de porcelana e olhos que pareciam ler a alma de Stiles, ela era a criatura mais perigosa que ele já conhecera. Não apenas por ser uma híbrida — uma mistura letal de lobisomem e bruxa —, mas porque ela havia decidido, desde o primeiro dia no estacionamento da escola, que Stiles era sua presa favorita.

— Stiles, querido, se você apertar essa bola com mais força, ela vai virar pó antes de chegar na pista — a voz de Angel soou perigosamente perto de seu ouvido.

Stiles deu um pulo, quase deixando a bola cair no próprio pé. Ele se virou e deu de cara com ela. Angel usava uma jaqueta de couro justa e um sorriso que prometia problemas.

— Eu estou concentrado, ok? É uma técnica. O sarcasmo é meu único reflexo de defesa, e agora ele está falhando porque você está respirando no meu pescoço — retrucou Stiles, a voz falhando levemente.

— Você está jogando como um amador — disse Jackson, passando por eles com um ar de superioridade após fazer um strike perfeito.

— Ignora o Ken de Beacon Hills — Angel murmurou, aproximando-se ainda mais. Ela deslizou a mão pelo braço de Stiles, sentindo o tremor dele. — Você está tenso demais. Seus batimentos cardíacos estão tão rápidos que eu consigo ouvir daqui de cima. Precisa relaxar.

— Relaxar? — Stiles soltou uma risada histérica, gesticulando para a pista. — Como eu posso relaxar com o Scott tentando não se transformar, a Lydia me ignorando e você... sendo você? Todo mundo está olhando!

Angel inclinou a cabeça, um brilho predatório surgindo em seus olhos escuros. Ela não era romântica; ela era instintiva.

— Tenho uma ideia melhor para o seu estresse.

Antes que ele pudesse protestar, Angel se virou para o grupo, sua expressão mudando instantaneamente para uma máscara de tédio convincente.

— Gente, o Stiles e eu temos um assunto pendente da lição de história para resolver. Coisa rápida, já voltamos.

— Lição de história? — Scott perguntou, confuso, mas Allison o puxou para outro beijo antes que ele pudesse questionar.

Angel não esperou resposta. Ela agarrou o pulso de Stiles com uma força que lembrava a ele que, apesar da aparência delicada, ela era uma Hale. Ela o arrastou pelo corredor em direção aos banheiros do fundo, ignorando os protestos gaguejados dele.

Assim que entraram no banheiro masculino, que felizmente estava vazio, Angel chutou a porta e girou a tranca. O clique do metal ecoou no azulejo frio.

— Angel, o que você está fazendo? Se o meu pai descobre que eu fui pego no banheiro de um boliche com a filha do Peter Hale, ele me manda para um internato na Sibéria — Stiles disparou, as mãos gesticulando freneticamente.

— Cala a boca, Stiles — ela ordenou, e algo no tom de voz dela, uma mistura de comando alfa e desejo puramente carnal, o fez obedecer instantaneamente.

Ela se aproximou, encurralando-o contra a parede de azulejos. A respiração de Stiles estava errática. Eles já haviam se beijado antes, beijos roubados atrás da escola ou no jipe, mas nunca nada assim. Angel não queria carinho; ela queria posse.

— Você me quer desde o primeiro dia — ela sussurrou, as unhas arranhando levemente a nuca dele. — E eu estou cansada de esperar você tomar coragem.

Sem aviso, Angel se ajoelhou diante dele. O movimento foi tão fluido e predatório que Stiles perdeu o fôlego. Seus olhos brilharam em um tom azul elétrico por um breve segundo, o sinal de sua herança de loba, antes de voltarem ao normal.

— Angel... — o nome dele saiu como um gemido quando ela começou a desabotoar a calça dele com agilidade.

— Apenas sinta, Stiles — ela disse, a voz rouca.

Ela baixou as calças e a cueca dele com impaciência. Quando ela o tomou na boca, Stiles sentiu o mundo girar. O contraste da língua quente dela e o ambiente frio do banheiro era demais para seus sentidos sobrecarregados. Angel era intensa em tudo o que fazia. Ela usava as mãos para firmar o quadril dele, os dedos cravando-se na pele de Stiles enquanto trabalhava com uma determinação que o levava ao limite.

Stiles jogou a cabeça para trás, os olhos fechados, as mãos buscando apoio na pia atrás de si. O som da sucção e o calor da boca de Angel o faziam esquecer de Scott, do boliche e de qualquer perigo sobrenatural. Ele era apenas um garoto humano à mercê de uma força da natureza.

— Meu Deus, Angel... — ele arquejou, sentindo o ápice se aproximar.

Ela parou abruptamente, deixando-o frustrado e tremendo. Angel se levantou com um sorriso vitorioso, limpando o canto da boca com o polegar. Ela não terminou o serviço ali; ela tinha planos maiores.

— Agora — ela disse, a voz carregada de uma luxúria sombria —, me foda.

Ela se virou de costas para ele, inclinando o corpo sobre a pia de porcelana. Angel olhou para o próprio reflexo no espelho manchado, seus olhos fixos nos de Stiles através do vidro. Ela empurrou o quadril para trás, oferecendo-se de forma descarada, a saia curta subindo para revelar a ausência de lingerie por baixo. Ela estava pronta para ele.

Stiles não precisou de outro convite. O sarcasmo e o nervosismo foram substituídos por um instinto primitivo que ele nem sabia que possuía. Ele se aproximou por trás, sentindo o calor do corpo dela. Suas mãos agarraram os quadris de Angel, os dedos encontrando as marcas que ele mesmo estava deixando na pele dela.

Ele entrou nela de uma vez, um estocada profunda que arrancou um grito agudo de Angel. Ela não recuou; pelo contrário, ela empurrou contra ele, buscando mais.

— Isso... — ela arquejou, as mãos agarrando as bordas da pia até os nós dos dedos ficarem brancos. — Mais forte, Stiles.

O ritmo deles era caótico e urgente. Stiles a possuía com uma intensidade que o surpreendia. A cada estocada, ele via a imagem dos dois no espelho: a pele pálida dele contra o bronzeado perfeito dela, o contraste da fragilidade aparente de Angel com a força com que ela recebia cada impacto.

— Olha para mim — ela ordenou, os olhos brilhando novamente enquanto encarava o reflexo dele. — Olha o que você está fazendo comigo.

Stiles obedeceu. Ele viu a expressão de puro prazer no rosto de Angel, a forma como o cabelo dela caía sobre os ombros, e a maneira como ela mordia o lábio inferior para não gritar mais alto. Ele acelerou o ritmo, o som da carne batendo contra a carne ecoando no banheiro pequeno.

A loba nele — ou talvez apenas o desejo reprimido por meses — assumiu o controle. Ele enterrou o rosto no pescoço dela, sentindo o cheiro de baunilha e perigo que emanava de sua pele. Ele mordeu o ombro dela levemente, um gesto de marcação que a fez estremecer e contrair os músculos internos ao redor dele.

— Stiles... agora! — Angel exclamou, sua voz falhando enquanto o orgasmo a atingia em ondas violentas.

Ele não ficou atrás. Com um último impulso profundo, Stiles liberou tudo o que sentia por ela — o medo, a atração, a obsessão. Ele desmoronou contra as costas dela, ambos ofegantes, o único som no banheiro sendo suas respirações pesadas e o gotejar de uma torneira mal fechada.

Angel foi a primeira a se recuperar. Ela se endireitou, usando o espelho para ajeitar o cabelo com uma calma irritante. Ela se virou para Stiles, que ainda tentava processar o que acabara de acontecer, e deu um selinho rápido nos lábios dele. Não foi um beijo de amor; foi um beijo de "bom trabalho".

— Viu? — ela disse, abotoando a própria roupa com uma eficiência assustadora. — Eu disse que você precisava relaxar.

Stiles encostou-se na parede, tentando fechar o cinto com as mãos ainda trêmulas.

— Relaxar? Angel, eu acho que minha alma acabou de sair pelo meu corpo e pediu asilo político em outra dimensão.

Ela soltou uma risada melodiosa, o som que Stiles secretamente mais amava no mundo.

— Vamos voltar. Se demorarmos mais, o Scott vai achar que fomos sequestrados por um Alpha ou algo assim.

— E não fomos? — Stiles perguntou, recuperando um pouco de seu sarcasmo habitual enquanto a seguia para fora do banheiro. — Porque eu tenho certeza de que acabei de ser devorado.

Angel parou na porta, olhou por cima do ombro e piscou para ele, seus olhos brilhando em azul por uma fração de segundo.

— Você não viu nada ainda, Stilinski. O boliche foi só o aquecimento.

Stiles engoliu em seco, sentindo o coração disparar novamente. Ele sabia que estava em apuros. Ele estava completamente apaixonado por uma predadora, e a pior parte era que ele não queria ser salvo.
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