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A última rosa branca de sangue petrova darry

Fandom: It capítulo 2 e série tvd

Created: 4/5/2026

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Sombras de Virgínia e Biscoitos da Sorte

A placa de "Bem-vindo a Derry" parecia ironicamente amigável sob a luz pálida do fim de tarde. Para Melissa Laurent, o letreiro era apenas mais um marco geográfico em uma tentativa desesperada de normalidade. Após anos de dramas sobrenaturais em Mystic Falls, mortes, ressurreições e o peso constante de carregar o rosto de uma linhagem de duplicatas, a ideia de passar o verão em uma cidadezinha pacata no Maine soava como o paraíso.

Melissa olhou pelo retrovisor do carro, ajeitando uma mecha de seu cabelo escuro e ondulado, idêntico ao de Katherine Pierce, mas com um brilho mais profundo. Ela usava um vestido justo de um vermelho sangue vibrante e uma jaqueta de couro preta. Embora tivesse a doçura visual da Elena da primeira temporada, havia uma audácia em seu olhar que só os anos de imortalidade e amadurecimento haviam lhe proporcionado.

— Se eu ouvir mais uma vez a Caroline reclamar que o sinal de 4G aqui é instável, eu juro que vou usar minha velocidade de vampira para jogar o celular dela no lago — resmungou Melissa, embora houvesse um sorriso de canto em seus lábios.

— Deixe ela, Mel — disse Elena, sentada no banco do passageiro, parecendo exausta. — Depois de tudo com o Silas e os Viajantes, acho que todos merecemos reclamar de coisas fúteis.

Os irmãos Salvatore vinham no carro de trás, seguidos por Bonnie e o resto do grupo. O plano era simples: alugar uma casa grande, beber, aproveitar o sol e esquecer que o mundo era cheio de monstros. O que Melissa não sabia, nem mesmo em seus instintos de predadora, era que Derry guardava segredos que faziam os Originais parecerem crianças brincando de esconde-esconde. E, no fundo de sua linhagem oculta, o sangue que corria em suas veias — o sangue de Amara e do próprio Pennywise, fruto de um feitiço de transferência milenar — começava a vibrar em sintonia com os bueiros da cidade.

Alguns dias se passaram e a cidade parecia estranhamente quieta. Melissa, no entanto, sentia-se atraída pelo centro da cidade. Foi em uma tarde quente que ela decidiu caminhar sozinha, parando em frente a uma farmácia. Foi ali que ela o viu.

Um homem de aparência nervosa, com uma pochete e um olhar que parecia carregar o peso do mundo, estava tentando escolher um remédio para asma. Ele parecia deslocado, assim como ela.

— O de tampa azul funciona melhor para crises nervosas, não apenas para asma física — disse Melissa, aproximando-se com a elegância de quem já viveu décadas.

O homem deu um pulo, quase derrubando a caixa. Ele olhou para Melissa e, por um momento, esqueceu como se respirava. Ela era deslumbrante, mas havia algo nela que parecia... antigo. E reconfortante.

— Ah, obrigado. Eu sou o Eddie — ele gaguejou, ajeitando os óculos. — Eu... eu costumava morar aqui. Voltei para um reencontro de amigos.

— Melissa. Sou nova na cidade. Bem, de férias — ela sorriu, e Eddie sentiu um calafrio que não era de medo. — Você parece estar esperando que algo terrível aconteça a qualquer momento, Eddie.

— É o efeito Derry — ele murmurou, sorrindo timidamente. — Mas, olhando para você, o efeito está diminuindo um pouco.

Eles conversaram por alguns minutos. Melissa sentiu uma conexão instantânea. Não era a atração magnética e tóxica que sentia pelos Salvatore, era algo puro, humano. Eddie era frágil, mas havia uma coragem enterrada nele que a fascinava. Antes de se despedirem, ele mencionou que encontraria seus velhos amigos no restaurante chinês Jade of the Orient naquela noite.

— Apareça por lá com seus amigos — convidou Eddie. — Bill e os outros vão adorar ver que nem tudo aqui é cinza.

Naquela noite, o grupo de Mystic Falls decidiu jantar fora. O destino, por coincidência ou destino, foi exatamente o Jade of the Orient. Quando Melissa entrou, acompanhada por Stefan, Damon, Elena, Caroline e Bonnie, o restaurante já tinha uma mesa grande ocupada por adultos que pareciam estar em um velório.

— Vejam só, o clube dos perdedores cresceu — Damon comentou em voz baixa, arqueando a sobrancelha ao notar o grupo de Bill Denbrough.

Melissa avistou Eddie e acenou. Ele se levantou, visivelmente animado.

— Melissa! Você veio — disse Eddie, atraindo a atenção de Richie, Beverly, Bill e Ben.

— Pessoal, estes são meus amigos — Melissa apresentou, sentando-se na mesa ao lado, que eles prontamente juntaram à mesa principal. — Viemos de Virgínia para o verão.

O jantar começou com uma estranha mistura de mundos. Richie Tozier, sempre o piadista, tentou flertar com Caroline, que o cortou com um olhar que faria um lobisomem chorar. Damon e Bill trocavam olhares desconfiados, enquanto Melissa e Eddie conversavam em um canto da mesa, quase esquecendo os outros.

— Então você é um avaliador de riscos? — perguntou Melissa, bebendo um pouco de vinho. — Isso explica a pochete.

— É para proteção! — defendeu-se Eddie, rindo. — O mundo é um lugar perigoso, Melissa. Você não faz ideia.

— Ah, eu faço sim — ela sussurrou, aproximando-se dele. — Mas às vezes, o perigo é o que nos faz sentir vivos.

A atmosfera mudou bruscamente quando os biscoitos da sorte foram servidos. O grupo de Derry ficou tenso. Melissa sentiu uma mudança no ar; o cheiro de ozônio e algo podre começou a emanar do centro da mesa.

— O que foi? São só biscoitos — disse Elena, esticando a mão para pegar um.

— Não toque neles — ordenou Bill, sua voz tremendo.

Mas era tarde demais. Os biscoitos começaram a estalar. O que saiu de dentro deles não eram mensagens de papel. Criaturas grotescas, híbridos de insetos com partes humanas e globos oculares, começaram a eclodir.

— Mas que diabos é isso?! — gritou Caroline, levantando-se e derrubando a cadeira.

Damon reagiu por instinto, esmagando uma das criaturas com um copo, mas ela se transformou em uma substância viscosa que continuou a se mover.

— Isso não é sobrenatural como nós conhecemos — Bonnie murmurou, suas mãos já começando a brilhar com magia. — Tem algo... errado com a realidade aqui.

Melissa olhou para Eddie, que estava paralisado pelo pavor. Ela segurou a mão dele, sentindo-a fria.

— Eddie, olhe para mim! — ela comandou, usando um pouco de sua persuasão vampírica para acalmá-lo. — Não olhe para a mesa. Olhe para mim.

As criaturas começaram a formar palavras no ar, voando de forma caótica. "ESTÁ NA HORA", diziam os fragmentos de asas e patas.

— Ele voltou — sussurrou Beverly, as lágrimas escorrendo.

De repente, uma risada estridente ecoou pelo restaurante, uma risada que parecia vir de todos os lugares e de lugar nenhum. Melissa sentiu uma pontada aguda em sua cabeça. Por um breve segundo, sua visão ficou vermelha e ela viu a imagem de um palhaço com olhos amarelos, mas ele não parecia um inimigo... ele parecia um reflexo.

— Mel? Você está bem? — perguntou Stefan, já com as presas à mostra, pronto para lutar contra o invisível.

— Eu estou... — ela balançou a cabeça, recuperando o foco. — Eu estou bem.

As criaturas desapareceram tão rápido quanto surgiram, deixando apenas uma bagunça de comida e pratos quebrados. O restaurante estava em silêncio, exceto pela respiração pesada dos presentes. Os funcionários do restaurante agiam como se nada tivesse acontecido, limpando as mesas vizinhas com indiferença robótica.

Eddie olhou para Melissa, ainda segurando a mão dela.

— Vocês precisam ir embora — disse ele, a voz firme apesar do tremor. — Derry não é um lugar para férias. Há algo aqui que come pessoas como vocês.

Melissa sorriu, um sorriso sombrio e belo que revelou, por apenas um milissegundo, a ponta de suas presas.

— Eddie, você não conhece meus amigos. E você certamente não sabe do que eu sou capaz — ela disse, inclinando-se e dando um beijo casto na bochecha dele. — Nós não vamos a lugar nenhum. Se esse "Ele" quer brincar, ele vai descobrir que trouxe as pessoas erradas para o parquinho.

Damon serviu-se de mais um pouco de vinho, olhando para os destroços na mesa.

— Bem, eu ia sugerir irmos para um bar, mas acho que o entretenimento desta cidade já começou.

Bill Denbrough olhou para o grupo de estranhos de Virgínia. Ele viu a força neles, algo que ia além do físico. Mas ele também viu o perigo.

— Quem são vocês de verdade? — perguntou Bill.

Melissa levantou-se, ajeitando seu vestido vermelho, a imagem perfeita de uma predadora disfarçada de debutante.

— Somos o pior pesadelo de qualquer monstro que se preze — ela respondeu. — E parece que temos um palhaço para caçar.

Eddie olhou para Melissa, sentindo uma mistura de medo e uma admiração avassaladora. Ele sabia que o verão em Derry estava apenas começando, e que aquela garota de cabelos escuros seria a sua salvação ou a sua perdição. Mas, pela primeira vez em décadas, ele não queria usar seu inalador. Ele queria lutar.
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