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Castamar

Fandom: A cozinheira de Castamar

Created: 4/6/2026

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RomanceDramaHistoricalDarkGothic NoirCharacter StudyAngstExplicit LanguageRomance Novel
Contents

Sombras de Obsessão e Veludo

A noite sobre o Ducado de Castamar não trazia o descanso habitual para Enrique de Arcona. O Marquês, conhecido por sua frieza estratégica e por um coração endurecido pelas intrigas da corte, sentia-se consumido por uma febre que nenhum vinho ou distração poderia aplacar. O objeto de seu tormento era Clara, a irmã de Diego, o Duque de Castamar. Ela era a personificação da pureza, uma joia guardada sob sete chaves, cuja inocência agia sobre Enrique como um desafio irresistível e uma promessa de perdição.

Ele caminhava pelos corredores silenciosos do palácio, onde apenas o estalar das velas nas arandelas interrompia o vazio. Seus passos eram predatórios. Ele sabia que o que estava prestes a fazer romperia todos os códigos de honra entre cavalheiros, mas a imagem de Clara — seus olhos grandes e curiosos, a pele de porcelana que parecia brilhar sob o sol do jardim — havia se tornado uma obsessão que o impedia de respirar.

Ao chegar diante da porta dos aposentos dela, Enrique não hesitou. Com a destreza de quem conhece os segredos daquela casa, ele girou a maçaneta lentamente. A porta cedeu com um rangido quase imperceptível.

O quarto estava mergulhado em uma penumbra azulada, iluminado apenas pela luz da lua que filtrava pelas cortinas de seda. Clara dormia profundamente, o cabelo escuro espalhado pelo travesseiro como um manto de seda. Enrique aproximou-se da cama, o coração martelando contra as costelas. Ele a observou por um longo tempo, sentindo o desejo queimar em suas veias como fogo líquido.

Ele sentou-se na beira do colchão, o peso de seu corpo fazendo a cama inclinar-se ligeiramente. Clara despertou, seus cílios agitando-se antes de abrir os olhos e encontrar a silhueta imponente do Marquês.

— Enrique? — sussurrou ela, a voz embargada pelo sono. — O que faz aqui? Meu irmão... se ele souber...

— Seu irmão está longe, Clara — interrompeu ele, a voz rouca e carregada de uma urgência sombria. — E eu não consigo mais passar um minuto sequer sem possuir o que me pertence em pensamento há meses.

Clara sentou-se, puxando os lençóis contra o peito. O medo estava lá, mas havia algo mais nos seus olhos: uma curiosidade perigosa, um reflexo do desejo que ele exalava.

— Você não deveria estar aqui. Eu sou... eu sou uma dama. — Ela tentou manter a firmeza, mas sua respiração estava acelerada.

— Você é uma tentação que eu não pretendo mais resistir — disse ele, aproximando-se e segurando o rosto dela com uma mão enluvada, antes de retirá-la para sentir a pele quente da jovem.

Enrique inclinou-se e capturou os lábios dela em um beijo que não tinha nada de gentil. Era um beijo de posse, de fome acumulada. Clara soltou um pequeno gemido de surpresa, mas, para o espanto de Enrique, suas mãos não o empurraram. Em vez disso, elas subiram hesitantemente para os ombros dele, agarrando o tecido fino de sua casaca.

— Enrique... por favor — murmurou ela entre os beijos, o protesto perdendo a força à medida que ele descia os lábios pelo seu pescoço, encontrando o ponto pulsante de sua veia.

— Diga que me quer, Clara. Diga que sente esse mesmo incêndio — exigiu ele, as mãos agora descendo pelas curvas dela, sentindo a delicadeza do corpo sob a camisola de linho fino.

— Eu sinto... eu sinto que vou morrer se você parar — confessou ela, a inocência dando lugar a uma entrega absoluta.

Enrique não precisou de mais nada. Com movimentos ágeis, ele se livrou de suas roupas, revelando o corpo tenso e musculoso, marcado pelas cicatrizes de sua vida turbulenta. Ele voltou para ela, despindo-a com uma reverência quase religiosa, embora seus olhos brilhassem com uma luxúria selvagem. Quando a camisola de Clara caiu ao chão, ele parou por um segundo, admirando a perfeição de sua forma. Ela era virgem, pura como a neve, e ele seria o primeiro — e único — a marcá-la.

— Você é a criatura mais bela que já vi — disse ele, a voz falhando por um instante.

Ele se deitou sobre ela, o contraste entre sua pele bronzeada e a brancura de Clara sendo gritante sob a luz da lua. Enrique começou a explorá-la com as mãos e a boca, traçando caminhos de fogo por seu ventre, suas coxas, ouvindo os suspiros dela se transformarem em gemidos audíveis. Clara arqueava as costas, descobrindo sensações que nunca imaginara existirem, seu corpo respondendo ao toque experiente do Marquês com uma intensidade que o surpreendia.

— Dói? — perguntou ele, parando por um momento quando percebeu a tensão nos músculos dela ao sentir a intimidade de sua presença entre suas pernas.

— Um pouco... mas eu quero. Eu quero ser sua, Enrique — respondeu ela, os olhos brilhando com lágrimas de desejo e entrega.

Ele a possuiu com uma mistura de força e uma ternura que ele nem sabia que possuía. O grito abafado de Clara contra o ombro dele selou o pacto de traição e paixão. Enrique moveu-se dentro dela, inicialmente devagar, sentindo a resistência que confirmava sua pureza, e depois com um ritmo crescente que os levava para além da razão.

O mundo fora daquele quarto desapareceu. Não havia mais Castamar, não havia Diego, não havia deveres ou vinganças. Havia apenas o som de suas respirações unidas, o calor da pele e a explosão de prazer que os atingiu como uma tempestade.

Quando o êxtase finalmente deu lugar a um silêncio exausto, Enrique não se afastou. Ele a envolveu em seus braços, puxando o corpo pequeno de Clara para junto do seu. Ele esperava sentir a satisfação fria de quem alcança um objetivo, mas o que sentiu foi algo muito mais perigoso.

— Você me odeia agora? — perguntou ela, a voz pequena, escondendo o rosto no peito dele.

— Odiar você? — Enrique beijou o topo da cabeça dela, sentindo um aperto estranho no peito. — Clara, eu temo que o que aconteceu aqui me condenou para sempre.

— Condenou? — Ela olhou para cima, confusa.

— Eu vim aqui para satisfazer um desejo, para tirar você do meu sistema — confessou ele, sendo mais honesto do que jamais fora com qualquer pessoa. — Mas agora que provei de você... agora que sei como você se sente nos meus braços... eu percebo que nunca poderei deixá-la ir.

Clara sorriu, um sorriso tímido que iluminou o rosto cansado.

— Meu irmão nunca perdoará isso.

— Eu enfrentarei Diego e o mundo inteiro, se for preciso — afirmou Enrique, e para sua própria surpresa, ele falava a verdade. — Você não é mais apenas a irmã do Duque para mim. Você é... você é o meu coração, Clara.

Aquela declaração, vinda de um homem como Enrique de Arcona, era mais poderosa do que qualquer promessa de casamento formal. Ele, o mestre das sombras, fora capturado pela luz daquela mulher.

— Prometa que não vai embora antes do amanhecer — pediu ela, fechando os olhos enquanto sentia o carinho dele em seus cabelos.

— Eu nunca mais irei embora, Clara. Você me mudou nesta noite — sussurrou ele, enquanto a envolvia com o lençol, protegendo-a do frio e de qualquer mal.

O Marquês de Arcona, que entrara naquele quarto como um predador, agora velava o sono da mulher que amava, percebendo que a maior conquista de sua vida não fora o poder ou a fortuna, mas a alma daquela que ele jurara corromper. A obsessão tornara-se amor, uma chama que queimaria muito além das paredes de Castamar.
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