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Esposo trofeu

Fandom: Formula 1, NCT Dream

Creado: 12/4/2026

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Ouro, Cetim e Orações

O sol mal havia começado a tingir o céu de Maranello com tons de pêssego e dourado quando a equipe da Vogue Itália cruzou os portões da Villa Camara. O silêncio da propriedade era interrompido apenas pelo som distante de um motor de teste na pista de Fiorano, um lembrete constante de que aquela era a casa do "Il Predestinato" brasileiro, o homem que devolveu a glória absoluta à Ferrari. No entanto, o foco das câmeras naquela manhã não era o bicampeão mundial de 24 anos, mas sim a joia que ele mantinha guardada sob sete chaves.

Hwang Ye-jun — ou Park Jisung, como o mundo do K-pop ainda tentava lembrar dele antes de sua súbita e misteriosa aposentadoria aos 17 anos — estava parado diante da janela de vidro do quarto principal. Aos 19 anos, sua beleza transcendia o que as lentes podiam capturar. Ele vestia um robe de seda branca que parecia flutuar ao redor de seu corpo esguio, enquanto seus olhos observavam o horizonte com uma serenidade quase sobrenatural.

— Bom dia — sussurrou Ye-jun para a câmera, com um sorriso que parecia iluminar o ambiente mais do que a própria luz solar. — Sejam bem-vindos à minha manhã.

A equipe de filmagem, acostumada com supermodelos e divas do cinema, estava em um transe coletivo. Havia algo em Ye-jun que exigia reverência. Talvez fosse a pele de porcelana, o porte de bailarino que ainda persistia em cada movimento, ou a aura de pureza que ele exalava.

— O Rafael ainda está dormindo — explicou ele, caminhando silenciosamente pelo corredor acarpetado. — Ele teve um dia longo no simulador ontem. Eu gosto de acordar antes de todos para o meu momento de conexão.

Ye-jun entrou em um pequeno cômodo voltado para o leste, decorado com tapetes persas intrincados e caligrafias árabes emolduradas em ouro. Como muçulmano devoto, a primeira parte de sua rotina era o Fajr, a oração do amanhecer. A câmera manteve uma distância respeitosa enquanto ele se prostrava. Para o público que assistiria ao vlog, aquela era a primeira quebra de expectativa: o "esposo troféu" do piloto mais agressivo da Fórmula 1 era, na verdade, um jovem de fé profunda e disciplina inabalável.

Após a oração, Ye-jun sentou-se em um pufe de veludo para uma breve meditação.

— Muitas pessoas me perguntam se eu sinto falta do palco — disse ele, voltando-se para a câmera enquanto aplicava um sérum de marca exclusiva, cujos frascos eram personalizados com suas iniciais. — Eu amava dançar, mas Rafael me deu um tipo diferente de palco. Ele me deu a paz. Eu me aposentei porque queria construir algo real. Ser o apoio dele é o meu trabalho favorito.

Ele se levantou e seguiu para a cozinha industrial da vila, onde um chef já preparava ingredientes frescos, mas Ye-jun assumiu o comando de uma pequena bandeja.

— Agora é a hora do Zion — comentou ele, preparando um chá de ervas e cortando frutas com uma precisão cirúrgica. — Ele é o coração desta casa.

Zion, um menino chinês de 12 anos que Rafael e Ye-jun haviam adotado em um processo que parou a imprensa internacional no ano anterior, já estava sentado à mesa da biblioteca, cercado por livros de história e matemática. O garoto olhou para cima e sorriu ao ver o pai mais jovem.

— Bom dia, Baba — disse Zion, aceitando o chá. — Você viu onde deixei meu livro de mandarim?

— Está na estante de cima, querido. Eu o guardei ontem à noite após você dormir — Ye-jun acariciou os cabelos do filho com uma ternura que fez o cinegrafista desviar o olhar, emocionado. — Como estão os estudos?

— Quase terminei a lição de álgebra — respondeu o menino, orgulhoso. — O papai disse que, se eu tirar nota máxima, ele me deixa dar uma volta no carro novo dele.

Ye-jun riu, um som cristalino que parecia música.

— Veremos sobre isso. Seu pai é um pouco imprudente com promessas de velocidade.

— Eu ouvi isso — uma voz rouca e profunda ecoou do corredor.

Rafael Camara surgiu na porta, a personificação do poder e do carisma brasileiro. Com o cabelo bagunçado pelo sono e vestindo apenas uma calça de moletom da Ferrari, o bicampeão mundial caminhou direto para Ye-jun, ignorando completamente a equipe da Vogue. Ele envolveu a cintura do marido com os braços e enterrou o rosto em seu pescoço, inspirando profundamente.

— Bom dia, meu anjo — murmurou Rafael, a voz vibrando contra a pele de Ye-jun.

— Rafa, a câmera... — Ye-jun tentou protestar, embora suas bochechas tivessem ganhado um tom adorável de rosa.

— Eles podem esperar — Rafael finalmente se virou para a equipe, exibindo o sorriso que estampava outdoors de Mônaco a Interlagos. — Vocês estão gravando a rotina dele? Espero que mostrem que ele é o único motivo de eu não ter enlouquecido ainda nesta temporada.

— Rafael acabou de me dar este colar ontem — Ye-jun disse, tentando mudar de assunto e apontando para a gargantilha de diamantes discretos, mas caríssimos, em seu pescoço. — Ele diz que é por eu "existir", mas eu acho que ele só quer me subornar para eu não brigar com ele quando ele faz manobras arriscadas na pista.

— É um presente de agradecimento — corrigiu Rafael, dando um beijo na têmpora do marido. — Por cuidar de tudo. Por ser meu porto seguro.

A dinâmica entre os dois era magnética. Rafael, o fogo e a velocidade; Ye-jun, a água e a calma. O piloto, conhecido por sua agressividade nas pistas e por ser impiedoso com os adversários, tornava-se um homem completamente diferente diante de Ye-jun. Ele era devoto, quase submisso à serenidade do marido.

— Eu vou levar o Zion para a escola hoje — Rafael anunciou, pegando uma maçã da bandeja. — Você tem sua leitura e a sessão de skincare, certo?

— Sim, e depois vou organizar o jantar beneficente da fundação — Ye-jun respondeu, ajeitando a gola da camiseta de Rafael. — Não corra na estrada, Rafael. Eu falo sério.

— Sim, senhor — o piloto brincou, batendo continência e piscando para a câmera antes de chamar o filho.

Quando a casa silenciou novamente após a partida dos dois, Ye-jun conduziu a equipe para o seu jardim privado, um santuário de rosas brancas e fontes de água.

— As pessoas veem as joias, as viagens e os carros — Ye-jun disse, sentando-se em um banco de pedra com um livro de poesia persa nas mãos. — E eu sou grato por tudo isso, de verdade. Rafael é extremamente generoso. Mas o luxo não é o que me faz ficar. O luxo é o silêncio que temos aqui. É poder educar o Zion em um ambiente de amor. É saber que, quando o mundo lá fora está gritando o nome do Rafael, aqui dentro ele é apenas o meu marido.

Ele abriu o livro, mas antes de começar a ler, olhou diretamente para a lente.

— Ser um "esposo troféu", como alguns dizem, é fácil quando o pedestal é construído com respeito. Eu não me aposentei do mundo; eu apenas escolhi o meu próprio mundo.

As primeiras horas da manhã de Ye-jun eram um vislumbre de uma vida que parecia saída de um conto de fadas moderno, mas com uma profundidade que o público da Fórmula 1 não estava preparado para processar. Enquanto ele lia em silêncio, cercado pela opulência de Maranello e pela paz de sua fé, ficava claro que o verdadeiro poder na dinastia Camara não estava nas mãos de quem segurava o volante, mas sim nas mãos de quem mantinha o coração do piloto em paz.

A internet, em poucas horas após o lançamento do teaser daquela matéria, entraria em colapso. O "anjo de Rafael" era real, e ele era muito mais do que uma imagem bonita em um camarote VIP.
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