
← Volver a la lista de fanfics
0 me gusta
troca justa
Fandom: Mötley crüe, anos 80
Creado: 14/4/2026
Etiquetas
DramaAngustiaOscuroPsicológicoEstudio de PersonajeCrimenLenguaje ExplícitoViolencia GráficaAbuso de AlcoholUso de Drogas
Dívidas de Sangue e Neon
O ar no camarim do Mötley Crüe era uma mistura tóxica de laquê, uísque barato, suor e o cheiro metálico de adrenalina pós-show. Nikki Sixx, o autodeclarado mestre de marionetes do caos de Los Angeles, estava jogado em um sofá de couro rasgado, com as botas de cano alto descansando sobre uma mesa cheia de garrafas vazias. Ele era o rei da Sunset Strip, e aquela noite tinha sido apenas mais um tributo ao seu ego inflado.
A garota, uma loira de olhos arregalados e jaqueta de couro cheia de tachas, estava terminando de abotoar a calça em um canto escuro do cômodo. Ela parecia atordoada, como se tivesse acabado de sobreviver a um furacão de couro e rímel preto. Nikki mal se lembrava do nome dela — talvez fosse Candi, ou Brandi, ou algo que rimasse com pecado.
— Você foi incrível, Nikki — sussurrou ela, aproximando-se para tentar um beijo de despedida.
Nikki apenas inclinou a cabeça, um sorriso arrogante brincando em seus lábios pintados. Ele pegou uma garrafa de Jack Daniel’s e deu um gole longo, ignorando o gesto de afeto.
— Eu sei, boneca. Agora circula. O ônibus sai em breve e eu tenho mais o que fazer do que ouvir declarações.
A garota murchou visivelmente, a humilhação brilhando em seus olhos antes de ela pegar a bolsa e sair apressada pela porta dos fundos. Nikki soltou uma risada anasalada, jogando a cabeça para trás. Ele adorava o poder que tinha; a capacidade de usar e descartar as pessoas como se fossem palhetas de baixo gastas.
Ele não sabia, no entanto, que do lado de fora, nas sombras do beco úmido atrás do Whiskey a Go Go, alguém observava.
Michael Ryot não era um fã. Ele não se importava com os riffs de "Shout at the Devil" ou com a pose de bad boy de Sixx. Ele era apenas um homem que tinha avisado a irmã mais nova para ficar longe da toxicidade daquela banda. Quando ele a viu sair chorando pela porta de serviço, o sangue de Michael ferveu com uma intensidade que o álcool nenhum poderia apagar.
Vinte minutos depois, Nikki estava sozinho. Os outros membros da banda já tinham saído para alguma festa em uma mansão em Hollywood Hills, mas Nikki decidira ficar para trás para terminar sua garrafa e desfrutar do silêncio ensurdecedor que segue a glória.
A porta do camarim se abriu com um estrondo seco.
Nikki nem se deu ao trabalho de olhar.
— Esqueceu a calcinha, Candi? — zombou ele, a voz arrastada.
— O nome dela é Sarah. E você é um filho da puta morto de sorte por eu não ter trazido uma faca.
Nikki se endireitou lentamente, os olhos semicerrados focando na figura imponente parada à porta. Michael Ryot era alto, com ombros largos e uma expressão de fúria contida que emanava perigo. Ele não parecia um groupie; ele parecia um carrasco.
— Ah, entendi — disse Nikki, levantando-se com uma graça felina, a arrogância ainda ditando seus movimentos. — O irmão protetor. Que clichê, cara. O que você quer? Um autógrafo ou quer me bater para se sentir melhor?
Michael entrou no quarto e chutou a porta, fechando-a com o calcanhar. O som da tranca batendo ecoou como um tiro.
— Eu quero que você aprenda que nem todo mundo é um brinquedo seu, Sixx. Você se acha o mestre, não é? Acha que pode pegar o que quer e deixar as pessoas em pedaços.
Nikki deu um passo à frente, diminuindo a distância. Ele gostava de confrontos. A proximidade do perigo sempre o deixava excitado.
— Eu sou Nikki Sixx, porra. Eu sou o que essa cidade respira. Se sua irmã quis um pedaço, ela conseguiu. Não é minha culpa se ela não aguentou o tranco.
Michael não respondeu com palavras. Ele avançou, agarrando Nikki pelo colarinho da jaqueta cravejada. O movimento foi tão rápido que o baixista perdeu o equilíbrio, sendo prensado contra a parede de tijolos aparentes do camarim. Garrafas caíram da mesa, quebrando-se no chão.
— Você gosta de estar no controle, não gosta? — rosnou Michael, seu rosto a centímetros do de Nikki. — Gosta de ver as pessoas implorando.
Nikki tentou empurrá-lo, mas Michael era mais forte, uma força bruta alimentada por um ressentimento que Nikki não conseguia compreender. O rockstar sentiu o frio do tijolo contra suas costas e o calor opressor do corpo de Michael contra o seu. O medo, por um breve segundo, tentou se instalar, mas foi rapidamente substituído por uma faísca de desafio perverso.
— E o que você vai fazer? — desafiou Nikki, a voz rouca. — Me dar uma lição de moral?
— Vou te dar exatamente o que você dá para os outros — disse Michael, a voz baixando para um tom perigosamente calmo. — Vou tirar sua dignidade e te deixar no chão, exatamente como você fez com ela.
O que se seguiu não foi uma briga de bar. Foi uma invasão. Michael não queria apenas machucar Nikki fisicamente; ele queria dominar o espírito do homem que se achava intocável. Quando a mão de Michael desceu para o cinto de Nikki, o baixista sentiu um choque de realidade.
— Ei, espera aí... — começou Nikki, mas Michael calou-o com um beijo que não tinha nada de romântico. Era uma afirmação de posse, um choque de dentes e gosto de uísque que deixou Nikki sem fôlego.
A força de Michael era absoluta. Ele virou Nikki, forçando-o contra a mesa de maquiagem, espalhando potes de sombra e delineadores pelo chão. Nikki sentiu as mãos grandes de Michael apertando seus quadris com uma força que deixaria marcas roxas pela manhã.
— Isso é pela Sarah — sussurrou Michael no ouvido de Nikki, antes de morder o lóbulo de sua orelha com força suficiente para tirar sangue.
Nikki tentou lutar no início, o ego gritando contra a submissão. Mas havia algo na intensidade crua de Michael, algo na forma como ele ignorava o status de "deus do rock" de Nikki, que começou a desmantelar as defesas do baixista. Pela primeira vez em anos, Nikki não era quem dava as ordens. Ele era o objeto. Ele era a presa.
O ato foi violento, rápido e carregado de uma tensão que beirava o ódio puro. Michael não foi gentil. Ele usou o corpo de Nikki como se estivesse tentando exorcizar a dor da irmã através dele. Nikki, com o rosto pressionado contra o espelho sujo, via seu próprio reflexo — a maquiagem borrada, os olhos arregalados de choque e uma satisfação masoquista que ele odiava admitir que estava sentindo.
Cada estocada de Michael era um lembrete de que Nikki era mortal. Que ele podia ser quebrado.
Quando Michael terminou, ele não ficou para conversas. Ele se afastou, recompondo suas roupas com uma frieza mecânica, enquanto Nikki permanecia debruçado sobre a mesa, o peito subindo e descendo com força, o suor escorrendo pelas costas.
Michael caminhou até a porta, parando apenas por um segundo para olhar por cima do ombro.
— Da próxima vez que você pensar em tratar alguém como lixo, lembre-se do gosto do meu suor, Sixx. Você não é um deus. Você é só mais um viciado quebrado em uma cidade cheia deles.
A porta se fechou com um clique suave desta vez.
Nikki permaneceu imóvel por um longo tempo. O silêncio no camarim agora era pesado, carregado com o cheiro do encontro brutal. Ele se empurrou para cima, sentindo os músculos protestarem. Ele olhou para o espelho. O rímel preto escorria por suas bochechas como lágrimas de piche.
Ele pegou a garrafa de Jack Daniel’s que milagrosamente não tinha quebrado e deu um gole amargo. Suas mãos tremiam levemente.
— Merda — sussurrou ele para o próprio reflexo.
Ele tinha acabado de provar do seu próprio veneno, e o pior de tudo, o que mais o assombrava enquanto ele limpava o sangue do lábio, era que ele nunca se sentira tão vivo. Nikki Sixx tinha encontrado alguém que não se curvava ao seu mito, e aquela ferida em seu ego era a única coisa que ele não sabia como curar.
Lá fora, as luzes de neon da Sunset Strip continuavam a brilhar, indiferentes ao rei que acabara de ser destronado em seu próprio castelo de sujeira. Nikki pegou sua palheta da sorte no chão, guardou-a no bolso e saiu para a noite, sabendo que, a partir daquele momento, o jogo tinha mudado. E ele não tinha certeza se queria vencer ou perder de novo.
A garota, uma loira de olhos arregalados e jaqueta de couro cheia de tachas, estava terminando de abotoar a calça em um canto escuro do cômodo. Ela parecia atordoada, como se tivesse acabado de sobreviver a um furacão de couro e rímel preto. Nikki mal se lembrava do nome dela — talvez fosse Candi, ou Brandi, ou algo que rimasse com pecado.
— Você foi incrível, Nikki — sussurrou ela, aproximando-se para tentar um beijo de despedida.
Nikki apenas inclinou a cabeça, um sorriso arrogante brincando em seus lábios pintados. Ele pegou uma garrafa de Jack Daniel’s e deu um gole longo, ignorando o gesto de afeto.
— Eu sei, boneca. Agora circula. O ônibus sai em breve e eu tenho mais o que fazer do que ouvir declarações.
A garota murchou visivelmente, a humilhação brilhando em seus olhos antes de ela pegar a bolsa e sair apressada pela porta dos fundos. Nikki soltou uma risada anasalada, jogando a cabeça para trás. Ele adorava o poder que tinha; a capacidade de usar e descartar as pessoas como se fossem palhetas de baixo gastas.
Ele não sabia, no entanto, que do lado de fora, nas sombras do beco úmido atrás do Whiskey a Go Go, alguém observava.
Michael Ryot não era um fã. Ele não se importava com os riffs de "Shout at the Devil" ou com a pose de bad boy de Sixx. Ele era apenas um homem que tinha avisado a irmã mais nova para ficar longe da toxicidade daquela banda. Quando ele a viu sair chorando pela porta de serviço, o sangue de Michael ferveu com uma intensidade que o álcool nenhum poderia apagar.
Vinte minutos depois, Nikki estava sozinho. Os outros membros da banda já tinham saído para alguma festa em uma mansão em Hollywood Hills, mas Nikki decidira ficar para trás para terminar sua garrafa e desfrutar do silêncio ensurdecedor que segue a glória.
A porta do camarim se abriu com um estrondo seco.
Nikki nem se deu ao trabalho de olhar.
— Esqueceu a calcinha, Candi? — zombou ele, a voz arrastada.
— O nome dela é Sarah. E você é um filho da puta morto de sorte por eu não ter trazido uma faca.
Nikki se endireitou lentamente, os olhos semicerrados focando na figura imponente parada à porta. Michael Ryot era alto, com ombros largos e uma expressão de fúria contida que emanava perigo. Ele não parecia um groupie; ele parecia um carrasco.
— Ah, entendi — disse Nikki, levantando-se com uma graça felina, a arrogância ainda ditando seus movimentos. — O irmão protetor. Que clichê, cara. O que você quer? Um autógrafo ou quer me bater para se sentir melhor?
Michael entrou no quarto e chutou a porta, fechando-a com o calcanhar. O som da tranca batendo ecoou como um tiro.
— Eu quero que você aprenda que nem todo mundo é um brinquedo seu, Sixx. Você se acha o mestre, não é? Acha que pode pegar o que quer e deixar as pessoas em pedaços.
Nikki deu um passo à frente, diminuindo a distância. Ele gostava de confrontos. A proximidade do perigo sempre o deixava excitado.
— Eu sou Nikki Sixx, porra. Eu sou o que essa cidade respira. Se sua irmã quis um pedaço, ela conseguiu. Não é minha culpa se ela não aguentou o tranco.
Michael não respondeu com palavras. Ele avançou, agarrando Nikki pelo colarinho da jaqueta cravejada. O movimento foi tão rápido que o baixista perdeu o equilíbrio, sendo prensado contra a parede de tijolos aparentes do camarim. Garrafas caíram da mesa, quebrando-se no chão.
— Você gosta de estar no controle, não gosta? — rosnou Michael, seu rosto a centímetros do de Nikki. — Gosta de ver as pessoas implorando.
Nikki tentou empurrá-lo, mas Michael era mais forte, uma força bruta alimentada por um ressentimento que Nikki não conseguia compreender. O rockstar sentiu o frio do tijolo contra suas costas e o calor opressor do corpo de Michael contra o seu. O medo, por um breve segundo, tentou se instalar, mas foi rapidamente substituído por uma faísca de desafio perverso.
— E o que você vai fazer? — desafiou Nikki, a voz rouca. — Me dar uma lição de moral?
— Vou te dar exatamente o que você dá para os outros — disse Michael, a voz baixando para um tom perigosamente calmo. — Vou tirar sua dignidade e te deixar no chão, exatamente como você fez com ela.
O que se seguiu não foi uma briga de bar. Foi uma invasão. Michael não queria apenas machucar Nikki fisicamente; ele queria dominar o espírito do homem que se achava intocável. Quando a mão de Michael desceu para o cinto de Nikki, o baixista sentiu um choque de realidade.
— Ei, espera aí... — começou Nikki, mas Michael calou-o com um beijo que não tinha nada de romântico. Era uma afirmação de posse, um choque de dentes e gosto de uísque que deixou Nikki sem fôlego.
A força de Michael era absoluta. Ele virou Nikki, forçando-o contra a mesa de maquiagem, espalhando potes de sombra e delineadores pelo chão. Nikki sentiu as mãos grandes de Michael apertando seus quadris com uma força que deixaria marcas roxas pela manhã.
— Isso é pela Sarah — sussurrou Michael no ouvido de Nikki, antes de morder o lóbulo de sua orelha com força suficiente para tirar sangue.
Nikki tentou lutar no início, o ego gritando contra a submissão. Mas havia algo na intensidade crua de Michael, algo na forma como ele ignorava o status de "deus do rock" de Nikki, que começou a desmantelar as defesas do baixista. Pela primeira vez em anos, Nikki não era quem dava as ordens. Ele era o objeto. Ele era a presa.
O ato foi violento, rápido e carregado de uma tensão que beirava o ódio puro. Michael não foi gentil. Ele usou o corpo de Nikki como se estivesse tentando exorcizar a dor da irmã através dele. Nikki, com o rosto pressionado contra o espelho sujo, via seu próprio reflexo — a maquiagem borrada, os olhos arregalados de choque e uma satisfação masoquista que ele odiava admitir que estava sentindo.
Cada estocada de Michael era um lembrete de que Nikki era mortal. Que ele podia ser quebrado.
Quando Michael terminou, ele não ficou para conversas. Ele se afastou, recompondo suas roupas com uma frieza mecânica, enquanto Nikki permanecia debruçado sobre a mesa, o peito subindo e descendo com força, o suor escorrendo pelas costas.
Michael caminhou até a porta, parando apenas por um segundo para olhar por cima do ombro.
— Da próxima vez que você pensar em tratar alguém como lixo, lembre-se do gosto do meu suor, Sixx. Você não é um deus. Você é só mais um viciado quebrado em uma cidade cheia deles.
A porta se fechou com um clique suave desta vez.
Nikki permaneceu imóvel por um longo tempo. O silêncio no camarim agora era pesado, carregado com o cheiro do encontro brutal. Ele se empurrou para cima, sentindo os músculos protestarem. Ele olhou para o espelho. O rímel preto escorria por suas bochechas como lágrimas de piche.
Ele pegou a garrafa de Jack Daniel’s que milagrosamente não tinha quebrado e deu um gole amargo. Suas mãos tremiam levemente.
— Merda — sussurrou ele para o próprio reflexo.
Ele tinha acabado de provar do seu próprio veneno, e o pior de tudo, o que mais o assombrava enquanto ele limpava o sangue do lábio, era que ele nunca se sentira tão vivo. Nikki Sixx tinha encontrado alguém que não se curvava ao seu mito, e aquela ferida em seu ego era a única coisa que ele não sabia como curar.
Lá fora, as luzes de neon da Sunset Strip continuavam a brilhar, indiferentes ao rei que acabara de ser destronado em seu próprio castelo de sujeira. Nikki pegou sua palheta da sorte no chão, guardou-a no bolso e saiu para a noite, sabendo que, a partir daquele momento, o jogo tinha mudado. E ele não tinha certeza se queria vencer ou perder de novo.
