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Tempestade de verão

Fandom: SAHYO

Creado: 20/4/2026

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RomanceDramaAngustiaDolor/ConsueloHistoria DomésticaEstudio de PersonajeLenguaje Explícito
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O Som do Trovão no Silêncio da Pele

A chuva não apenas caía; ela castigava o telhado de zinco da pequena cabana rústica nos arredores de Jeju. O que deveria ser um retiro relaxante para o grupo havia se transformado em um isolamento forçado. Devido a um bloqueio na estrada principal, o restante das meninas ficou retido no hotel da cidade, deixando Sana e Jihyo sozinhas naquela casa de madeira, cercadas por árvores que vergavam sob a força do vento.

Sana, sempre a personificação de um raio de sol, tentava manter o otimismo, embora o barulho dos trovões a fizesse pular de vez em quando. Ela rodopiava pela sala, acendendo algumas velas, já que a energia elétrica havia desistido de lutar contra a tempestade há uma hora.

— Olha pelo lado positivo, Jihyo-ie! Temos mantimentos, vinho e uma lareira. É como um filme! — Sana sorriu, seus olhos brilhando na penumbra, enquanto tentava buscar o olhar da líder.

Jihyo, por outro lado, estava sentada na poltrona de couro, os braços cruzados e a expressão gélida. Ela observava a chuva pela janela com uma rigidez que assustava. Para Jihyo, aquele isolamento era um problema logístico, uma falha no planejamento e, acima de tudo, um teste para sua paciência já desgastada pelo cansaço do comeback.

— Não é um filme, Sana. É um atraso de cronograma — respondeu Jihyo, a voz seca e cortante como o vento lá fora. — Deveríamos estar revisando a coreografia nova, não presas aqui sem sinal de celular.

Sana murchou por um breve segundo, mas não se deixou abater. Ela se aproximou, sentando-se no tapete aos pés de Jihyo, apoiando o queixo nos joelhos da outra.

— Você está sempre tão tensa. Às vezes parece que você esqueceu como é apenas... ser a Jihyo. Não a líder, não a "God Jihyo", apenas você.

Jihyo baixou o olhar, encontrando os olhos castanhos e calorosos de Sana. A frieza em seu rosto vacilou por um milésimo de segundo antes de ela desviar a atenção.

— É fácil para você, Sana. Você flutua pela vida. Eu carrego o peso de manter tudo no lugar. Se eu relaxar, sinto que tudo desmorona.

— E se desmoronar? — Sana sussurrou, esticando a mão para tocar suavemente o joelho de Jihyo. — Eu estarei aqui para ajudar a juntar os pedaços. Você tem medo de falhar, ou tem medo de que ninguém te ame se você não for perfeita?

O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pelo estalo da madeira queimando na lareira. Jihyo sentiu um nó na garganta. O isolamento, a escuridão e a presença vibrante de Sana estavam derrubando suas defesas.

— Eu tenho medo de ser insuficiente — admitiu Jihyo, a voz quase sumindo. — De que, por trás de toda essa autoridade, não sobre nada que valha a pena.

Sana se levantou, ficando de joelhos entre as pernas de Jihyo, forçando-a a encará-la.

— Você é a pessoa mais incrível que eu conheço. E eu queria que você se visse pelos meus olhos apenas por um minuto.

A tensão entre elas mudou de natureza. Não era mais apenas sobre a tempestade lá fora, mas sobre a eletricidade que corria entre seus corpos. Jihyo segurou o rosto de Sana com as mãos trêmulas, a frieza finalmente derretendo sob o calor do afeto da japonesa. O primeiro beijo foi desesperado, um choque de inseguranças e desejos reprimidos por anos.

Jihyo a puxou para cima, as mãos descendo com força para a cintura de Sana, apertando a carne com uma urgência que fez Sana soltar um gemido baixo. A líder não era mais a mulher fria e calculista; ela era uma força da natureza, faminta.

— Eu quero você, Sana — rosnou Jihyo contra os lábios dela. — Agora.

Sem dizer uma palavra, Jihyo a empurrou contra o tapete felpudo em frente à lareira. A frieza deu lugar a uma luxúria crua. Jihyo arrancou a blusa de Sana, expondo a pele alva que brilhava sob a luz alaranjada do fogo. Ela não foi delicada. Suas mãos percorriam o corpo de Sana com posse, deixando marcas vermelhas onde passava.

— Mostre-me o que você quer — ordenou Jihyo, a voz rouca.

Sana, em um ímpeto de audácia, inverteu as posições, sentando-se no colo de Jihyo e abrindo os botões da camisa da líder com pressa. Quando os seios de Jihyo foram libertos, Sana os atacou com a boca, mordiscando os mamilos eretos enquanto suas mãos desciam para o jeans de Jihyo.

— Eu quero tudo, Jihyo. Quero que você esqueça o mundo e só sinta a mim.

Sana livrou Jihyo de suas roupas com uma agilidade surpreendente. O contraste entre a doçura habitual de Sana e a agressividade de seus movimentos deixou Jihyo em transe. Sana mergulhou a cabeça entre as pernas de Jihyo, ignorando qualquer hesitação. A língua de Sana era ágil, encontrando o clitóris de Jihyo com uma precisão que fez a coreana arquear as costas, os dedos enterrando-se nos cabelos loiros de Sana.

— Mais forte, Sana! Por favor! — Jihyo implorava, as pernas tremendo.

Sana não parou até que Jihyo estivesse em um espasmo violento, gozando enquanto gritava o nome da outra, abafado pelo som de um trovão que sacudiu a casa.

Mas Jihyo não estava satisfeita. O desejo acumulado era um poço sem fundo. Ela agarrou Sana pelos ombros, jogando-a de bruços no tapete. A visão das costas de Sana e de seu quadril empinado era demais para Jihyo suportar. Ela se posicionou atrás dela, os dedos já úmidos, e penetrou Sana com dois dedos de uma vez, sem aviso.

— Ah! Jihyo! — Sana soltou um grito agudo, o corpo retesando.

— Você me queria sem filtros, não queria? — Jihyo sussurrou no ouvido de Sana, mordendo o lóbulo de sua orelha enquanto aumentava o ritmo das estocadas. — Isso é o que eu sou quando não estou fingindo.

Jihyo era implacável. Ela usava a outra mão para puxar o cabelo de Sana para trás, expondo seu pescoço para beijos e mordidas famintas. O som da carne batendo contra a carne misturava-se ao som da chuva. Sana estava em êxtase, o prazer beirando a dor, a intensidade de Jihyo preenchendo cada vazio de sua alma.

— Eu... eu vou... — Sana não conseguia terminar a frase.

Jihyo acelerou, os dedos movendo-se com uma força bruta, sentindo as paredes internas de Sana se contraírem ao redor dela. Sana gozou de forma tão intensa que seus olhos reviraram, o corpo desabando no tapete enquanto o fluido quente manchava as mãos de Jihyo.

Ainda ofegantes, o suor colando seus corpos, elas se olharam por um momento. Mas o fogo não havia se apagado. Havia uma necessidade mútua de se perderem uma na outra, de apagar as sombras do passado com o calor do presente.

Jihyo deitou-se de costas e puxou Sana para cima de si.

— De novo — ordenou Jihyo, os olhos agora escuros, carregados de uma luxúria que Sana nunca imaginou que ela possuísse.

Sana sorriu, um sorriso predatório que raramente mostrava às câmeras. Ela se posicionou sobre o rosto de Jihyo, esfregando sua intimidade contra a boca da líder, provocando-a.

— Peça por favor, líder — provocou Sana, rebolando devagar.

Jihyo não pediu. Em vez disso, ela agarrou as coxas de Sana com força, cravando as unhas na pele macia, e puxou-a para baixo, devorando-a com uma voracidade selvagem. A língua de Jihyo trabalhava com uma força rítmica, explorando cada centímetro, enquanto Sana se agarrava à cabeceira do sofá próximo para não cair.

O clímax veio rápido e devastador para ambas. Sana desabou sobre o peito de Jihyo, os corações batendo em uníssono, um ritmo frenético que competia com a tempestade lá fora.

Horas depois, a chuva havia diminuído para um chuvisco constante. A lareira era agora apenas brasas moribundas. Elas estavam enroladas em um cobertor grosso, as pernas entrelaçadas.

— Você ainda está com medo? — perguntou Sana, a voz suave, a cabeça apoiada no ombro de Jihyo.

Jihyo suspirou, mas desta vez não foi um suspiro de cansaço, mas de alívio. Ela beijou o topo da cabeça de Sana.

— Pela primeira vez em muito tempo, eu não estou pensando no amanhã. Só estou pensando em como você é quente.

Sana riu, o som cristalino ecoando no silêncio da cabana.

— Viu? Eu disse que a tempestade era uma coisa boa.

Jihyo apertou o abraço, fechando os olhos. A frieza havia sumido, substituída por uma vulnerabilidade que ela só permitiria que Sana visse. Ali, naquela casa isolada, elas não eram ídolos, não eram perfeitas. Eram apenas duas mulheres que haviam encontrado, no meio do caos, o abrigo que tanto procuravam.
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