
← Volver a la lista de fanfics
0 me gusta
De volta pra casa
Fandom: Wicked, arianators
Creado: 24/4/2026
Etiquetas
RomanceDramaAngustiaDolor/ConsueloRecortes de VidaDiscriminaciónCelosLenguaje Explícito
Entre Tons de Verde e o Brilho do Cobre
A noite anterior havia sido um deserto de sono para ambas. Cynthia, em seu quarto modesto, encarava o teto enquanto a imagem de Ariana — com seus cabelos acobreados e aquele olhar que parecia enxergar através de suas camadas de defesa — não abandonava sua mente. Do outro lado da cidade, Ariana se revirava entre lençóis de seda, sentindo uma conexão inexplicável, algo que ia além da simples amizade de escola. Era como se as almas delas tivessem se reconhecido antes mesmo de as palavras serem trocadas.
No dia seguinte, a escola de artes parecia maior e mais vazia. Cynthia, em suas calças cargo largas e moletom cinza, mantinha a cabeça baixa, os olhos verdes escuros varrendo cada rosto que passava pelas portas das salas de aula. Ela esperava ver Ariana. Ariana, por sua vez, ajustava sua saia justa e conferia o brilho nos lábios a cada cinco minutos, o coração disparando sempre que alguém de estatura alta e ombros largos entrava no corredor. Mas o destino foi cruel naquele dia; as aulas eram em prédios opostos, e o encontro não aconteceu.
Ao soar o sinal da saída, Cynthia caminhava em direção ao portão quando o peito apertou. Lá estava Ariana. Mas ela não estava sozinha. Estava envolta pelos braços possessivos de Bryan Meyrs. O líder do time, alto e loiro, exalava uma arrogância que preenchia o espaço. Cynthia não conseguiu disfarçar o descontentamento; sua expressão fechou imediatamente.
Ariana, ao notar a presença de Cynthia à distância, sentiu um nó na garganta. Ao lado de Bryan e sua turma, ela sentia que precisava usar uma máscara, uma versão de si mesma que não era real. Por um segundo, seus olhos se encontraram com os de Cynthia, mas o medo do julgamento de seu grupo falou mais alto. Ariana desviou o olhar rapidamente, fingindo que Cynthia era apenas mais uma desconhecida. Ferida, Cynthia baixou a cabeça, sentindo o peso da rejeição.
— Oi! Olha você! Como você está? — Uma voz vibrante e cheia de energia quebrou o silêncio.
Cynthia levantou os olhos e viu Frankie Grande. Ele era uma explosão de cores, com roupas extravagantes e brilhos que refletiam a luz do sol da tarde.
— Oi! Estou bem, obrigada. E você? — respondeu Cynthia, tentando forçar um sorriso.
— Estou indo! Um pouco tristinho, mas estou bem — Frankie suspirou dramaticamente, mas logo seu olhar se tornou sério ao perceber o desconforto de Cynthia sob os olhares maldosos do grupo de Bryan. — Não se preocupe, você não tem que ceder às chantagens daquele povo. Que tal você vir na minha casa hoje e assim poderemos nos conhecer melhor, não acha? Hoje à noite você está livre?
Cynthia hesitou por um momento.
— Sim, estou. Você tem certeza que quer que eu vá à sua casa? Seus pais não iriam achar ruim? Sabe... eu sou de cor e meu estilo não é nada convencional. As pessoas estranham e muitas vezes preferem distância.
Frankie soltou uma risada leve e balançou a cabeça.
— Ora! Claro que quero que venha! E não, minha mãe não é assim. Meu padrasto até que tem uns conceitos toscos, mas olha para mim, eu sou um garoto que usa maquiagem! De qualquer forma, eles não estarão em casa, ambos estão viajando. Faço questão que vá. Você bebe? É maior de idade?
— Ah, sim. Sou maior de idade e bebo — Cynthia respondeu, sentindo-se um pouco mais acolhida. — Eu aceito ir.
— Ok! Marcado às 18h, então. Pegue meu número, me mande mensagem para eu lhe enviar a localização.
Cynthia salvou o contato e, ao cair da noite, seguiu as coordenadas até uma mansão imponente com um jardim diversificado. Ao tocar a campainha, recebeu um SMS de Frankie: "Entre! Segundo corredor à esquerda, estou no segundo quarto, pode entrar."
Cynthia atravessou a casa luxuosa, o silêncio sendo interrompido apenas pelo som de seus passos. Ao encontrar a porta indicada, ela a abriu sem hesitar, esperando encontrar Frankie. Em vez disso, o tempo pareceu parar.
Ariana estava de pé em frente ao espelho, vestindo apenas uma saia. Sua parte superior estava completamente despida. O choque foi mútuo.
— Ahhh! O que? Que coisa é essa? Sai daqui! — gritou Ariana, cobrindo-se instintivamente antes de processar quem era o invasor. Quando seus olhos encontraram os de Cynthia, o pânico deu lugar à perplexidade. — Erivo? O que está fazendo aqui?
Cynthia estava paralisada. Seus olhos verdes escuros, por um segundo de fraqueza, desceram pelo corpo de Ariana antes de ela desviar o rosto, o rosto queimando de vergonha.
— E-eu fui convidada! Digo... convidada! Eu... seus seios... Não! Desculpe! — Cynthia gaguejava, os músculos dos braços tensos sob o moletom. — Eu não sei o que estou fazendo aqui. Acho que ele me enganou, eu já vou!
— Calma, Cynthia! Espera! — Ariana correu e segurou a porta, impedindo a saída da outra. No desespero, ela acabou ficando parada bem na frente de Cynthia, ainda sem cobertura.
Cynthia sentiu o ar faltar. O contraste da pele branca de Ariana com a penumbra do quarto era hipnotizante, e o nervosismo a deixava alterada.
— Dá para se cobrir, senhorita Ariana? — perguntou Cynthia, a voz rouca e trêmula.
— Ah! Isso... claro! — Ariana usou o braço para tapar o busto, o rosto tão vermelho quanto o dela. — Pronto? Agora me diz, quem te convidou até aqui? Foi o Bryan? Foi a Susan?
— Não. Quem é Susan? Enfim, foi o Frankie. Eu não fazia ideia que você estaria aqui, me desculpe.
Ariana soltou um suspiro de compreensão, uma pequena risada nervosa escapando de seus lábios.
— Ah! Então está explicado. É o outro quarto, em frente a este. Ele é meu irmão, Cynthia.
Cynthia sentiu o chão sumir.
— Ah... eu não sabia. Me desculpe o incômodo, eu estou me sentindo mal e eu nem deveria estar falando com você.
— Ué? Por que não? É o Bryan?
— Sim! — Cynthia exclamou. — Ele não vai achar bom se souber que vim até sua casa e a vi... assim.
Nesse exato momento, a porta se escancarou. Susan Baely, a amiga popular de Ariana, entrou com tudo.
— Ari, você está pronta para...? — Susan travou, os olhos arregalados ao ver Cynthia no quarto de Ariana. — Mas o que é isso?
Sem dizer uma palavra, Cynthia aproveitou a distração e saiu às pressas, atravessando o corredor e entrando no quarto de Frankie quase derrubando a porta.
— Oi, oi! Calma, garota! — Frankie disse, levantando-se da cama com uma cerveja na mão. — Tá fugindo da polícia? Viu um fantasma? Você demorou tanto que achei que não viria mais. O que aconteceu?
— Tudo que não deveria! — Cynthia desabafou, tentando recuperar o fôlego. — Por que não me disse que você é irmão da Ariana?
— Desculpe, não achei que se interessasse em saber e não havíamos conversado tanto para eu te dizer. Me desculpe. Você a conheceu melhor?
Cynthia sentou-se pesadamente em uma poltrona.
— Nós somos dupla na aula de ciências e, tecnicamente, temos que conversar. Encontramos algumas coisas em comum, mas nada demais. Só que ela é namorada do Bryan Meyrs, e ele vai me matar se souber que eu vim na casa dela.
Frankie soltou uma gargalhada genuína.
— Não! O Bryan é louco pela Ariana, mas não, ela não é namorada dele. Ela fica com ele de vez em quando, apenas beijos e amassos. Ele é totalmente iludido, mas minha irmã não quer nada sério com ele.
— Não quer? E por que fica com ele? — Cynthia perguntou, confusa.
— Minha irmã acha que aumenta a popularidade dela ter o capitão do time ao lado, mas os dois não têm química nenhuma. Sinceramente, a Ari mudou muito após sofrer bullying no passado. Em vez de enfrentar o problema, ela decidiu se juntar a quem o faz, achando que estaria protegida. Mas ela não é como o Bryan e aquela turma de cabeças de vento.
Cynthia ouviu tudo em silêncio, sentindo uma pontada de compreensão pela garota que, momentos antes, estava seminua em sua frente. A noite seguiu com Frankie e Cynthia bebendo cerveja e conversando profundamente. Frankie se abriu sobre ser gay e as dificuldades com um garoto da escola. Cynthia, sentindo-se segura, revelou ser intersexo, explicando que não gostava de rótulos para seus sentimentos. Uma conexão real nasceu ali, uma amizade para a vida toda. O que eles não sabiam era que Susan, do lado de fora, ouvia cada palavra com o ouvido colado na porta.
No dia seguinte, o clima na escola estava pesado. Cynthia estava em um canto do pátio quando Ariana se aproximou.
— Olha só quem fala! A namoradinha do vilão — ironizou Cynthia, ainda ferida pelo comportamento de Ariana no dia anterior.
— Eu não sou namorada dele, Cyn — Ariana respondeu baixinho.
— Ah, não? E por que deixa ele te beijar, te apalpar e te chamar de "minha garota" por todo o campus?
Ariana olhou em volta, certificando-se de que estavam sozinhas, e se aproximou.
— Eu fiz aquilo para ele te deixar em paz. Eu precisava demonstrar que não me importava com você. Desde que você chegou, ele está incomodado, obcecado em atrapalhar sua vida. Eu só não quero que você se machuque. Eu nem dormi ontem pensando em você.
Cynthia paralisou.
— Você pensa em mim, Ari?
— Sim... quero dizer, você estava machucada e eu fiquei preocupada. É natural — Ariana tentou disfarçar, mas o rubor em suas bochechas a entregava.
— Ah... está bem. Obrigada, mas eu estou bem, olha só! — Cynthia levantou-se para mostrar que os ferimentos da briga anterior com os amigos de Bryan estavam curados.
— Deixa eu ver seus hematomas, Cyn — pediu Ariana, a voz suave.
Cynthia hesitou, mas acabou levantando o moletom. Sua barriga era tonificada e definida, mas marcada por manchas roxas. Ariana se aproximou, tocando a pele de Cynthia com a ponta dos dedos. O toque era elétrico. Os dedos de Ariana foram descendo, explorando a área próxima ao cós da calça cargo.
— Posso ver? — sussurrou Ariana, os olhos castanhos fixos nos verdes de Cynthia.
Cynthia engoliu em seco e assentiu. Com mãos trêmulas, Ariana desabotoou a calça de Cynthia e abriu o zíper lentamente, baixando o tecido até os joelhos. Quando ela viu a roupa íntima e o que havia por baixo, não houve julgamento, apenas uma curiosidade profunda e um desejo latente. Ariana baixou a peça íntima completamente, contemplando a genitália de Cynthia. O órgão era impressionante, e para a surpresa de Ariana, já estava ereto pela proximidade delas.
Cynthia estava em pânico interno.
— Você vai me xingar agora? Vai sair por aquela porta e contar para os seus amigos para rirem de mim?
— O quê? Não! Claro que não... eu... — Ariana gaguejou, sem desviar o olhar. — Posso tocar? Talvez uma massagem ajude a amenizar a dor dos hematomas.
— É sério que você não vai sair gritando? Quer cuidar dos machucados... aí?
— Se você permitir — disse Ari.
Ariana buscou um pouco de água morna com a desculpa de ajudar em uma suposta dor de cabeça de Cynthia. Quando voltou ao quarto onde estavam escondidas, ela sentou-se ao lado de Cynthia na cama. Com uma compressa, começou a tocar o membro de Cynthia com uma delicadeza extrema.
Cynthia soltou um gemido baixo. Não era apenas dor; era um tesão avassalador que percorria sua espinha. Ariana também sentia o corpo esquentar, o coração martelando contra as costelas. Em um impulso, Ariana largou a compressa e selou seus lábios nos de Cynthia, enquanto sua mão envolvia o órgão dela com firmeza.
O beijo foi intenso, carregado de meses de tensão reprimida. Cynthia puxou Ariana para mais perto, os músculos de seus braços saltando enquanto ela a trazia para seu colo. Elas se deitaram na cama, Cynthia ficando por cima, sentindo o calor do corpo de Ariana sob o seu. Ela desceu os beijos pelo pescoço da garota, sentindo as unhas de Ariana cravarem em seus ombros musculosos.
— Ari... — murmurou Cynthia contra a pele dela.
O prazer era quase insuportável quando Cynthia sentiu que estavam prestes a ir além. No entanto, o som da porta da frente batendo e a voz da mãe de Cynthia ecoando pela casa as trouxe de volta à realidade.
Separaram-se bruscamente, ofegantes. Cynthia vestiu as calças o mais rápido que pôde, enquanto Ariana ajeitava o cabelo acobreado. Elas se olharam uma última vez, o desejo ainda queimando no ar.
— A gente se vê amanhã na escola? — perguntou Ariana, a voz ainda trêmula.
— Com certeza — respondeu Cynthia, tentando acalmar o coração.
— E sábado... vamos estudar na sua casa? — Ariana sugeriu com um sorriso cúmplice.
Cynthia sorriu de volta, um sorriso que raramente mostrava a alguém.
— Sábado. Combinado.
No dia seguinte, a escola de artes parecia maior e mais vazia. Cynthia, em suas calças cargo largas e moletom cinza, mantinha a cabeça baixa, os olhos verdes escuros varrendo cada rosto que passava pelas portas das salas de aula. Ela esperava ver Ariana. Ariana, por sua vez, ajustava sua saia justa e conferia o brilho nos lábios a cada cinco minutos, o coração disparando sempre que alguém de estatura alta e ombros largos entrava no corredor. Mas o destino foi cruel naquele dia; as aulas eram em prédios opostos, e o encontro não aconteceu.
Ao soar o sinal da saída, Cynthia caminhava em direção ao portão quando o peito apertou. Lá estava Ariana. Mas ela não estava sozinha. Estava envolta pelos braços possessivos de Bryan Meyrs. O líder do time, alto e loiro, exalava uma arrogância que preenchia o espaço. Cynthia não conseguiu disfarçar o descontentamento; sua expressão fechou imediatamente.
Ariana, ao notar a presença de Cynthia à distância, sentiu um nó na garganta. Ao lado de Bryan e sua turma, ela sentia que precisava usar uma máscara, uma versão de si mesma que não era real. Por um segundo, seus olhos se encontraram com os de Cynthia, mas o medo do julgamento de seu grupo falou mais alto. Ariana desviou o olhar rapidamente, fingindo que Cynthia era apenas mais uma desconhecida. Ferida, Cynthia baixou a cabeça, sentindo o peso da rejeição.
— Oi! Olha você! Como você está? — Uma voz vibrante e cheia de energia quebrou o silêncio.
Cynthia levantou os olhos e viu Frankie Grande. Ele era uma explosão de cores, com roupas extravagantes e brilhos que refletiam a luz do sol da tarde.
— Oi! Estou bem, obrigada. E você? — respondeu Cynthia, tentando forçar um sorriso.
— Estou indo! Um pouco tristinho, mas estou bem — Frankie suspirou dramaticamente, mas logo seu olhar se tornou sério ao perceber o desconforto de Cynthia sob os olhares maldosos do grupo de Bryan. — Não se preocupe, você não tem que ceder às chantagens daquele povo. Que tal você vir na minha casa hoje e assim poderemos nos conhecer melhor, não acha? Hoje à noite você está livre?
Cynthia hesitou por um momento.
— Sim, estou. Você tem certeza que quer que eu vá à sua casa? Seus pais não iriam achar ruim? Sabe... eu sou de cor e meu estilo não é nada convencional. As pessoas estranham e muitas vezes preferem distância.
Frankie soltou uma risada leve e balançou a cabeça.
— Ora! Claro que quero que venha! E não, minha mãe não é assim. Meu padrasto até que tem uns conceitos toscos, mas olha para mim, eu sou um garoto que usa maquiagem! De qualquer forma, eles não estarão em casa, ambos estão viajando. Faço questão que vá. Você bebe? É maior de idade?
— Ah, sim. Sou maior de idade e bebo — Cynthia respondeu, sentindo-se um pouco mais acolhida. — Eu aceito ir.
— Ok! Marcado às 18h, então. Pegue meu número, me mande mensagem para eu lhe enviar a localização.
Cynthia salvou o contato e, ao cair da noite, seguiu as coordenadas até uma mansão imponente com um jardim diversificado. Ao tocar a campainha, recebeu um SMS de Frankie: "Entre! Segundo corredor à esquerda, estou no segundo quarto, pode entrar."
Cynthia atravessou a casa luxuosa, o silêncio sendo interrompido apenas pelo som de seus passos. Ao encontrar a porta indicada, ela a abriu sem hesitar, esperando encontrar Frankie. Em vez disso, o tempo pareceu parar.
Ariana estava de pé em frente ao espelho, vestindo apenas uma saia. Sua parte superior estava completamente despida. O choque foi mútuo.
— Ahhh! O que? Que coisa é essa? Sai daqui! — gritou Ariana, cobrindo-se instintivamente antes de processar quem era o invasor. Quando seus olhos encontraram os de Cynthia, o pânico deu lugar à perplexidade. — Erivo? O que está fazendo aqui?
Cynthia estava paralisada. Seus olhos verdes escuros, por um segundo de fraqueza, desceram pelo corpo de Ariana antes de ela desviar o rosto, o rosto queimando de vergonha.
— E-eu fui convidada! Digo... convidada! Eu... seus seios... Não! Desculpe! — Cynthia gaguejava, os músculos dos braços tensos sob o moletom. — Eu não sei o que estou fazendo aqui. Acho que ele me enganou, eu já vou!
— Calma, Cynthia! Espera! — Ariana correu e segurou a porta, impedindo a saída da outra. No desespero, ela acabou ficando parada bem na frente de Cynthia, ainda sem cobertura.
Cynthia sentiu o ar faltar. O contraste da pele branca de Ariana com a penumbra do quarto era hipnotizante, e o nervosismo a deixava alterada.
— Dá para se cobrir, senhorita Ariana? — perguntou Cynthia, a voz rouca e trêmula.
— Ah! Isso... claro! — Ariana usou o braço para tapar o busto, o rosto tão vermelho quanto o dela. — Pronto? Agora me diz, quem te convidou até aqui? Foi o Bryan? Foi a Susan?
— Não. Quem é Susan? Enfim, foi o Frankie. Eu não fazia ideia que você estaria aqui, me desculpe.
Ariana soltou um suspiro de compreensão, uma pequena risada nervosa escapando de seus lábios.
— Ah! Então está explicado. É o outro quarto, em frente a este. Ele é meu irmão, Cynthia.
Cynthia sentiu o chão sumir.
— Ah... eu não sabia. Me desculpe o incômodo, eu estou me sentindo mal e eu nem deveria estar falando com você.
— Ué? Por que não? É o Bryan?
— Sim! — Cynthia exclamou. — Ele não vai achar bom se souber que vim até sua casa e a vi... assim.
Nesse exato momento, a porta se escancarou. Susan Baely, a amiga popular de Ariana, entrou com tudo.
— Ari, você está pronta para...? — Susan travou, os olhos arregalados ao ver Cynthia no quarto de Ariana. — Mas o que é isso?
Sem dizer uma palavra, Cynthia aproveitou a distração e saiu às pressas, atravessando o corredor e entrando no quarto de Frankie quase derrubando a porta.
— Oi, oi! Calma, garota! — Frankie disse, levantando-se da cama com uma cerveja na mão. — Tá fugindo da polícia? Viu um fantasma? Você demorou tanto que achei que não viria mais. O que aconteceu?
— Tudo que não deveria! — Cynthia desabafou, tentando recuperar o fôlego. — Por que não me disse que você é irmão da Ariana?
— Desculpe, não achei que se interessasse em saber e não havíamos conversado tanto para eu te dizer. Me desculpe. Você a conheceu melhor?
Cynthia sentou-se pesadamente em uma poltrona.
— Nós somos dupla na aula de ciências e, tecnicamente, temos que conversar. Encontramos algumas coisas em comum, mas nada demais. Só que ela é namorada do Bryan Meyrs, e ele vai me matar se souber que eu vim na casa dela.
Frankie soltou uma gargalhada genuína.
— Não! O Bryan é louco pela Ariana, mas não, ela não é namorada dele. Ela fica com ele de vez em quando, apenas beijos e amassos. Ele é totalmente iludido, mas minha irmã não quer nada sério com ele.
— Não quer? E por que fica com ele? — Cynthia perguntou, confusa.
— Minha irmã acha que aumenta a popularidade dela ter o capitão do time ao lado, mas os dois não têm química nenhuma. Sinceramente, a Ari mudou muito após sofrer bullying no passado. Em vez de enfrentar o problema, ela decidiu se juntar a quem o faz, achando que estaria protegida. Mas ela não é como o Bryan e aquela turma de cabeças de vento.
Cynthia ouviu tudo em silêncio, sentindo uma pontada de compreensão pela garota que, momentos antes, estava seminua em sua frente. A noite seguiu com Frankie e Cynthia bebendo cerveja e conversando profundamente. Frankie se abriu sobre ser gay e as dificuldades com um garoto da escola. Cynthia, sentindo-se segura, revelou ser intersexo, explicando que não gostava de rótulos para seus sentimentos. Uma conexão real nasceu ali, uma amizade para a vida toda. O que eles não sabiam era que Susan, do lado de fora, ouvia cada palavra com o ouvido colado na porta.
No dia seguinte, o clima na escola estava pesado. Cynthia estava em um canto do pátio quando Ariana se aproximou.
— Olha só quem fala! A namoradinha do vilão — ironizou Cynthia, ainda ferida pelo comportamento de Ariana no dia anterior.
— Eu não sou namorada dele, Cyn — Ariana respondeu baixinho.
— Ah, não? E por que deixa ele te beijar, te apalpar e te chamar de "minha garota" por todo o campus?
Ariana olhou em volta, certificando-se de que estavam sozinhas, e se aproximou.
— Eu fiz aquilo para ele te deixar em paz. Eu precisava demonstrar que não me importava com você. Desde que você chegou, ele está incomodado, obcecado em atrapalhar sua vida. Eu só não quero que você se machuque. Eu nem dormi ontem pensando em você.
Cynthia paralisou.
— Você pensa em mim, Ari?
— Sim... quero dizer, você estava machucada e eu fiquei preocupada. É natural — Ariana tentou disfarçar, mas o rubor em suas bochechas a entregava.
— Ah... está bem. Obrigada, mas eu estou bem, olha só! — Cynthia levantou-se para mostrar que os ferimentos da briga anterior com os amigos de Bryan estavam curados.
— Deixa eu ver seus hematomas, Cyn — pediu Ariana, a voz suave.
Cynthia hesitou, mas acabou levantando o moletom. Sua barriga era tonificada e definida, mas marcada por manchas roxas. Ariana se aproximou, tocando a pele de Cynthia com a ponta dos dedos. O toque era elétrico. Os dedos de Ariana foram descendo, explorando a área próxima ao cós da calça cargo.
— Posso ver? — sussurrou Ariana, os olhos castanhos fixos nos verdes de Cynthia.
Cynthia engoliu em seco e assentiu. Com mãos trêmulas, Ariana desabotoou a calça de Cynthia e abriu o zíper lentamente, baixando o tecido até os joelhos. Quando ela viu a roupa íntima e o que havia por baixo, não houve julgamento, apenas uma curiosidade profunda e um desejo latente. Ariana baixou a peça íntima completamente, contemplando a genitália de Cynthia. O órgão era impressionante, e para a surpresa de Ariana, já estava ereto pela proximidade delas.
Cynthia estava em pânico interno.
— Você vai me xingar agora? Vai sair por aquela porta e contar para os seus amigos para rirem de mim?
— O quê? Não! Claro que não... eu... — Ariana gaguejou, sem desviar o olhar. — Posso tocar? Talvez uma massagem ajude a amenizar a dor dos hematomas.
— É sério que você não vai sair gritando? Quer cuidar dos machucados... aí?
— Se você permitir — disse Ari.
Ariana buscou um pouco de água morna com a desculpa de ajudar em uma suposta dor de cabeça de Cynthia. Quando voltou ao quarto onde estavam escondidas, ela sentou-se ao lado de Cynthia na cama. Com uma compressa, começou a tocar o membro de Cynthia com uma delicadeza extrema.
Cynthia soltou um gemido baixo. Não era apenas dor; era um tesão avassalador que percorria sua espinha. Ariana também sentia o corpo esquentar, o coração martelando contra as costelas. Em um impulso, Ariana largou a compressa e selou seus lábios nos de Cynthia, enquanto sua mão envolvia o órgão dela com firmeza.
O beijo foi intenso, carregado de meses de tensão reprimida. Cynthia puxou Ariana para mais perto, os músculos de seus braços saltando enquanto ela a trazia para seu colo. Elas se deitaram na cama, Cynthia ficando por cima, sentindo o calor do corpo de Ariana sob o seu. Ela desceu os beijos pelo pescoço da garota, sentindo as unhas de Ariana cravarem em seus ombros musculosos.
— Ari... — murmurou Cynthia contra a pele dela.
O prazer era quase insuportável quando Cynthia sentiu que estavam prestes a ir além. No entanto, o som da porta da frente batendo e a voz da mãe de Cynthia ecoando pela casa as trouxe de volta à realidade.
Separaram-se bruscamente, ofegantes. Cynthia vestiu as calças o mais rápido que pôde, enquanto Ariana ajeitava o cabelo acobreado. Elas se olharam uma última vez, o desejo ainda queimando no ar.
— A gente se vê amanhã na escola? — perguntou Ariana, a voz ainda trêmula.
— Com certeza — respondeu Cynthia, tentando acalmar o coração.
— E sábado... vamos estudar na sua casa? — Ariana sugeriu com um sorriso cúmplice.
Cynthia sorriu de volta, um sorriso que raramente mostrava a alguém.
— Sábado. Combinado.
