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Dani e Moranguinho ♥️

Fandom: s/o

Creado: 1/5/2026

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O Ritmo do Coração e o Som da Chuteira

O sol da tarde batia contra as arquibancadas de cimento da escola, mas eu mal sentia o calor. Meus olhos estavam fixos em um único ponto no campo: Gabriel Miranda. Ele corria entre os defensores com uma agilidade que parecia quase coreografada. Gabriel era um pouco mais baixo que a maioria dos jogadores, mas o que lhe faltava em estatura, ele sobrava em inteligência tática e garra.

Eu, Daniel, nunca fui muito fã de esportes, mas ali estava eu, pelo terceiro dia consecutivo, fingindo ler um livro enquanto meu coração acelerava a cada vez que ele passava a bola. Gabriel tinha aquele jeito dócil que contrastava com a agressividade necessária no futebol. Quando o treino acabou, ele caminhou em direção à lateral do campo, passando a mão pelos cabelos úmidos de suor, e seus olhos encontraram os meus.

— Você gosta mesmo desse livro ou só gosta do silêncio daqui? — perguntou ele, aproximando-se com um sorriso tímido que fez meu estômago dar voltas.

— O livro é bom — menti, fechando o volume de capa dura —, mas a vista aqui fora é bem mais interessante.

Gabriel soltou uma risada curta, sentando-se no degrau abaixo do meu. Ele exalava aquele cheiro de esforço físico misturado com um perfume suave que eu já estava começando a associar a ele.

— Eu vejo você aqui sempre. Sou o Gabriel, a propósito. Mas acho que você já sabe, já que estudamos na mesma ala de exatas.

— Sou o Daniel. E sim, eu sabia. É difícil não notar o melhor aluno de cálculo que também é o craque do time.

— Menos, Daniel, bem menos — ele disse, ficando levemente corado. — Eu só tento não ser um desastre em ambos.

A partir daquele dia, as conversas nas arquibancadas tornaram-se nossa rotina. Eu descobri que Gabriel não era apenas "futebol e notas altas". Ele era profundamente carinhoso, sempre preocupado se eu tinha comido ou se estava confortável. Ele tinha uma doçura natural, o tipo de pessoa que pedia desculpas se esbarrasse em alguém sem querer, mas que assumia o controle de qualquer situação com uma confiança silenciosa.

Eu sabia que estava me apaixonando. E, mais do que isso, eu queria que ele sentisse o mesmo. Comecei a frequentar a biblioteca nos horários em que ele estudava, trazia sua bebida energética favorita para os treinos e, aos poucos, fui derrubando as barreiras da amizade casual.

Certa noite, estávamos caminhando pelo parque perto da universidade. O céu estava limpo e o ar era fresco. Gabriel falava sobre um projeto de engenharia, mas parou de repente, olhando para mim.

— Daniel, posso te perguntar uma coisa? — Ele parou de caminhar, as mãos nos bolsos do moletom.

— Claro, Gabriel. O que foi?

— Por que você faz tudo isso? — Ele deu um passo à frente, diminuindo a distância entre nós. — As bebidas no treino, o tempo que passa me esperando... você é bom demais para ser apenas um amigo que gosta de observar.

Eu respirei fundo. Era agora ou nunca.

— Porque eu gosto de você, Gabriel. E não é do jeito "vamos jogar bola no fim de semana". Eu gosto do jeito que você pensa, do jeito que você cuida das pessoas... e de como eu me sinto quando estou perto de você.

Houve um silêncio tenso, quebrado apenas pelo som das folhas das árvores. Gabriel me olhou intensamente. Apesar de ser mais baixo, havia uma energia dominante nele naquele momento, uma presença que preenchia o espaço.

— Eu estava esperando você dizer isso — disse ele, com a voz mais baixa e firme. — Porque eu também sinto. Mas eu queria ter certeza de que você não estava apenas sendo gentil.

Ele deu mais um passo, e eu senti sua mão quente tocar meu rosto. O toque era gentil, mas firme.

— Eu não sou de brincar com os sentimentos de ninguém, Daniel. Se eu entrar nessa, é para valer.

— É o que eu mais quero — respondi, quase em um sussurro.

Gabriel se inclinou e me beijou. Foi um beijo que começou doce e exploratório, mas que logo ganhou uma intensidade que me pegou de surpresa. Ele era o ativo daquela relação, e isso ficava claro na forma como ele me conduzia, na maneira como suas mãos seguravam minha cintura com posse e carinho ao mesmo tempo.

Semanas se passaram e o que era um flerte tornou-se um relacionamento sólido. Gabriel era o namorado perfeito. Ele era dócil, me enchendo de mimos e palavras de incentivo antes das minhas provas, mas também era protetor e decidido.

Um mês depois, estávamos no meu quarto. Ele estava deitado com a cabeça no meu colo enquanto eu passava os dedos por seus cabelos, mas logo ele se sentou, mudando a dinâmica. Ele me olhou com aqueles olhos inteligentes que pareciam ler minha alma.

— Você está feliz, Daniel? — perguntou ele, segurando minhas mãos.

— Mais do que eu achei que seria possível — respondi sinceramente.

— Eu gosto de cuidar de você — ele continuou, aproximando seu rosto do meu. — Gosto de saber que você é meu.

— Eu sou seu, Gabriel. Totalmente.

Ele sorriu, aquele sorriso que começava nos lábios e terminava nos olhos, e me puxou para mais perto.

— Ótimo. Porque eu não pretendo te soltar tão cedo.

Naquela noite, enquanto assistíamos a um jogo de futebol qualquer na TV, percebi que o que tínhamos era raro. Gabriel Miranda era a mistura perfeita de intelecto e paixão, de doçura e força. E eu, Daniel, tinha tido a sorte de não apenas me apaixonar por ele, mas de fazer com que aquele garoto incrível decidisse que eu era o seu lugar seguro.

— Daniel? — ele chamou, sem desviar os olhos da tela onde o atacante perdia um gol feito.

— Oi?

— Amanhã tem jogo importante. Você vai estar lá, né? Na primeira fileira?

— Eu não perderia por nada no mundo — respondi, encostando minha cabeça em seu ombro.

— Bom — ele disse, apertando minha mão com força —, porque eu jogo melhor quando sei que você está me assistindo.

E assim, entre fórmulas de cálculo, táticas de campo e beijos roubados nos corredores, nossa história continuava a ser escrita, um capítulo de cada vez, com a certeza de que o amor era o melhor jogo que já havíamos decidido jogar.
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