
← Volver a la lista de fanfics
0 me gusta
Eu e minha melhor
Fandom: 50 tons de cinza
Creado: 2/5/2026
Etiquetas
RomancePWP (¿Trama? ¿Qué trama?)PsicológicoOscuroEstudio de PersonajeAmbientación Canon
Frequências Obscuras
A chuva batia contra a vidraça do quarto de Cecília, um som rítmico e hipnótico que parecia isolar o resto do mundo lá fora. O quarto estava mergulhado na penumbra, iluminado apenas pelo brilho suave de uma luminária de cabeceira e pela luz azulada da tela do celular. Ela sentia o coração martelar contra as costelas, uma ansiedade deliciosa que subia por sua espinha toda vez que o aparelho vibrava.
Cecília não era uma novata nesse jogo, mas havia algo na voz de Christian que a desarmava completamente. Ele não era apenas um homem do outro lado da linha; ele era uma autoridade, um comando silencioso que ela ansiava por obedecer. Ela ajeitou-se entre os lençóis de seda, sentindo o tecido frio contra sua pele quente, e deslizou o dedo para atender a chamada.
O silêncio do outro lado durou apenas um segundo, mas foi o suficiente para fazê-la prender a respiração.
— Você está sozinha, Cecília? — A voz dele era um barítono profundo, carregada de uma possessividade que a fazia vibrar.
— Estou — respondeu ela, a voz saindo quase como um sussurro. — Exatamente onde você me disse para estar.
— Ótimo. — Ela podia quase ouvir o sorriso de satisfação dele. — Feche os olhos. Não quero que você veja nada além do que eu descrever. Quero que sua mente seja minha agora.
Cecília obedeceu instantaneamente, deixando as pálpebras caírem. A escuridão intensificou seus outros sentidos. O cheiro do seu próprio perfume, o som da sua respiração curta e, acima de tudo, a voz dele.
— O que você está vestindo? — perguntou ele.
— Apenas a camisola de renda que você gosta. Aquela preta.
— Tire-a — ordenou Christian, o tom frio e sem espaço para discussões. — Eu quero você vulnerável. Quero que sinta o ar do quarto na sua pele e imagine que são as minhas mãos.
Com movimentos lentos, Cecília deslizou as alças finas pelos ombros. O tecido escorregou pelo seu corpo como uma carícia de despedida até amontoar-se no chão. Ela sentiu um calafrio percorrer sua espinha.
— Já tirei — disse ela, sentindo um rubor subir pelo pescoço.
— Agora, deite-se de costas. Sinta o peso do seu corpo contra o colchão. — Ele fez uma pausa, e o som da respiração dele do outro lado da linha parecia sincronizado com a dela. — Leve sua mão direita até o pescoço. Devagar.
Cecília obedeceu. Seus dedos tocaram a pele sensível logo abaixo da mandíbula.
— Sinta seu pulso — continuou ele. — Está acelerado, não está? Eu posso ouvir daqui. Você está nervosa, Cecília? Ou está ansiosa para saber até onde eu vou levar você hoje?
— Um pouco dos dois — admitiu ela, soltando um suspiro trêmulo.
— Bom. O medo e o desejo caminham juntos, e eu gosto de como você dança entre os dois. — O tom dele tornou-se mais sombrio, mais focado. — Agora, desça a mão. Passe-a pelo meio dos seus seios, sinta o calor que emana do seu próprio corpo. Não pare. Continue descendo até o seu ventre.
Cecília seguiu as instruções, cada centímetro de pele percorrido parecia queimar sob o comando dele. Ela era uma extensão da vontade de Christian, uma marionete de luxo que encontrava prazer na submissão absoluta.
— Pare aí — disse ele. — Sinta a pressão da sua palma contra a barriga. Agora, quero que você use as pontas dos dedos. Quero que você desenhe círculos imaginários, como se estivesse tentando me encontrar sob a sua pele.
— Christian... — ela murmurou, a voz carregada de súplica.
— Shhh. Eu não dei permissão para você falar o meu nome ainda. Apenas sinta. — Houve um ruído de papel ou movimento do outro lado, como se ele estivesse se acomodando em sua poltrona de couro no escritório em Seattle. — Agora, abra as pernas para mim, Cecília. Devagar. Imagine que estou parado aos pés da sua cama, observando cada reação sua.
Ela obedeceu, sentindo-se exposta e, ao mesmo tempo, estranhamente protegida pela distância e pelo controle dele.
— Use a mão esquerda agora — ordenou ele. — Envolva sua própria cintura. Aperte com força, como se fossem as minhas mãos prendendo você no lugar. Eu quero que você sinta o aperto. Quero que você saiba que não pode fugir, mesmo que quisesse.
Cecília apertou a própria pele, as unhas cravando levemente nos quadris. A dor leve era um gatilho para o prazer que começava a se acumular em seu baixo ventre.
— Agora, a mão direita... — A voz de Christian baixou uma oitava, tornando-se um sussurro rouco que parecia lamber seus ouvidos. — Desça mais. Encontre o lugar onde você mais me deseja. Mas não toque ainda. Apenas sinta o calor.
Ela gemeu baixo, o corpo arqueando-se levemente.
— Eu disse para não tocar — repreendeu ele, embora houvesse uma nota de aprovação em sua voz. — Quero que você sofra um pouco. Quero que você implore. Diga o que você quer, Cecília.
— Eu quero sentir você — disse ela, as palavras saindo apressadas. — Por favor, Christian. Eu quero que você me diga o que fazer.
— Use dois dedos — comandou ele. — Apenas dois. Deslize-os por cima da renda da sua calcinha, se ainda estiver usando. Se não, sinta a umidade que você criou para mim. Comece com movimentos circulares, bem lentos. Tão lentos que seja quase uma tortura.
Cecília seguiu a ordem, o ritmo ditado pela voz dele. Cada palavra dele era como um toque físico, uma carícia invisível que a levava ao limite.
— Isso... — ele murmurou. — Você é tão obediente quando quer. Consigo imaginar seus olhos revirando, sua boca entreaberta. Você está pensando em mim, Cecília?
— Só em você — respondeu ela, a respiração agora errática.
— Então aumente o ritmo. Agora. Não pare, não hesite. Eu quero ouvir o som da sua pele contra a sua mão. Quero ouvir você perder o controle, mas apenas porque eu permiti.
A sala parecia ter ficado mais quente. Cecília seguiu o comando, a mão movendo-se com uma urgência crescente. O mundo ao redor desapareceu; não havia chuva, não havia amanhã, apenas a voz de Christian Grey ditando o mapa do seu prazer.
— Mais rápido — exigiu ele. — Mais forte. Não se contenha. Imagine que sou eu, que é a minha mão que está possuindo você agora. Sinta o meu peso sobre o seu corpo. Sinta o meu hálito no seu pescoço.
Cecília soltou um grito abafado, o corpo retesando-se enquanto a primeira onda de prazer a atingia. Ela apertou o celular contra o ouvido, buscando uma conexão que a distância física proibia.
— Christian! — ela exclamou, as lágrimas de alívio e desejo brotando nos olhos fechados.
— Isso, garota... — disse ele, a voz agora mais suave, mas ainda carregada de uma autoridade sombria. — Todo esse prazer é meu. Eu dei isso a você. Nunca se esqueça de quem tem o controle, mesmo quando não estou na sala.
Ela relaxou gradualmente contra os lençóis, o coração ainda disparado, a pele brilhando de suor. O silêncio que se seguiu não era desconfortável; era o silêncio de uma conquista.
— Você foi muito bem hoje — disse ele, após alguns minutos. — Agora, cubra-se. Durma e sonhe comigo. Eu estarei aí em breve para terminar o que começamos por telefone.
— Eu estarei esperando — respondeu ela, sentindo um frio na barriga com a promessa implícita.
— Eu sei que estará. Boa noite, Cecília.
A linha ficou muda. Cecília permaneceu imóvel por um longo tempo, olhando para o teto, o som da chuva voltando a preencher o quarto. Ela sabia que era apenas um peão no jogo dele, mas naquele mundo de sombras e tons de cinza, não havia nenhum outro lugar onde ela preferiria estar.
Cecília não era uma novata nesse jogo, mas havia algo na voz de Christian que a desarmava completamente. Ele não era apenas um homem do outro lado da linha; ele era uma autoridade, um comando silencioso que ela ansiava por obedecer. Ela ajeitou-se entre os lençóis de seda, sentindo o tecido frio contra sua pele quente, e deslizou o dedo para atender a chamada.
O silêncio do outro lado durou apenas um segundo, mas foi o suficiente para fazê-la prender a respiração.
— Você está sozinha, Cecília? — A voz dele era um barítono profundo, carregada de uma possessividade que a fazia vibrar.
— Estou — respondeu ela, a voz saindo quase como um sussurro. — Exatamente onde você me disse para estar.
— Ótimo. — Ela podia quase ouvir o sorriso de satisfação dele. — Feche os olhos. Não quero que você veja nada além do que eu descrever. Quero que sua mente seja minha agora.
Cecília obedeceu instantaneamente, deixando as pálpebras caírem. A escuridão intensificou seus outros sentidos. O cheiro do seu próprio perfume, o som da sua respiração curta e, acima de tudo, a voz dele.
— O que você está vestindo? — perguntou ele.
— Apenas a camisola de renda que você gosta. Aquela preta.
— Tire-a — ordenou Christian, o tom frio e sem espaço para discussões. — Eu quero você vulnerável. Quero que sinta o ar do quarto na sua pele e imagine que são as minhas mãos.
Com movimentos lentos, Cecília deslizou as alças finas pelos ombros. O tecido escorregou pelo seu corpo como uma carícia de despedida até amontoar-se no chão. Ela sentiu um calafrio percorrer sua espinha.
— Já tirei — disse ela, sentindo um rubor subir pelo pescoço.
— Agora, deite-se de costas. Sinta o peso do seu corpo contra o colchão. — Ele fez uma pausa, e o som da respiração dele do outro lado da linha parecia sincronizado com a dela. — Leve sua mão direita até o pescoço. Devagar.
Cecília obedeceu. Seus dedos tocaram a pele sensível logo abaixo da mandíbula.
— Sinta seu pulso — continuou ele. — Está acelerado, não está? Eu posso ouvir daqui. Você está nervosa, Cecília? Ou está ansiosa para saber até onde eu vou levar você hoje?
— Um pouco dos dois — admitiu ela, soltando um suspiro trêmulo.
— Bom. O medo e o desejo caminham juntos, e eu gosto de como você dança entre os dois. — O tom dele tornou-se mais sombrio, mais focado. — Agora, desça a mão. Passe-a pelo meio dos seus seios, sinta o calor que emana do seu próprio corpo. Não pare. Continue descendo até o seu ventre.
Cecília seguiu as instruções, cada centímetro de pele percorrido parecia queimar sob o comando dele. Ela era uma extensão da vontade de Christian, uma marionete de luxo que encontrava prazer na submissão absoluta.
— Pare aí — disse ele. — Sinta a pressão da sua palma contra a barriga. Agora, quero que você use as pontas dos dedos. Quero que você desenhe círculos imaginários, como se estivesse tentando me encontrar sob a sua pele.
— Christian... — ela murmurou, a voz carregada de súplica.
— Shhh. Eu não dei permissão para você falar o meu nome ainda. Apenas sinta. — Houve um ruído de papel ou movimento do outro lado, como se ele estivesse se acomodando em sua poltrona de couro no escritório em Seattle. — Agora, abra as pernas para mim, Cecília. Devagar. Imagine que estou parado aos pés da sua cama, observando cada reação sua.
Ela obedeceu, sentindo-se exposta e, ao mesmo tempo, estranhamente protegida pela distância e pelo controle dele.
— Use a mão esquerda agora — ordenou ele. — Envolva sua própria cintura. Aperte com força, como se fossem as minhas mãos prendendo você no lugar. Eu quero que você sinta o aperto. Quero que você saiba que não pode fugir, mesmo que quisesse.
Cecília apertou a própria pele, as unhas cravando levemente nos quadris. A dor leve era um gatilho para o prazer que começava a se acumular em seu baixo ventre.
— Agora, a mão direita... — A voz de Christian baixou uma oitava, tornando-se um sussurro rouco que parecia lamber seus ouvidos. — Desça mais. Encontre o lugar onde você mais me deseja. Mas não toque ainda. Apenas sinta o calor.
Ela gemeu baixo, o corpo arqueando-se levemente.
— Eu disse para não tocar — repreendeu ele, embora houvesse uma nota de aprovação em sua voz. — Quero que você sofra um pouco. Quero que você implore. Diga o que você quer, Cecília.
— Eu quero sentir você — disse ela, as palavras saindo apressadas. — Por favor, Christian. Eu quero que você me diga o que fazer.
— Use dois dedos — comandou ele. — Apenas dois. Deslize-os por cima da renda da sua calcinha, se ainda estiver usando. Se não, sinta a umidade que você criou para mim. Comece com movimentos circulares, bem lentos. Tão lentos que seja quase uma tortura.
Cecília seguiu a ordem, o ritmo ditado pela voz dele. Cada palavra dele era como um toque físico, uma carícia invisível que a levava ao limite.
— Isso... — ele murmurou. — Você é tão obediente quando quer. Consigo imaginar seus olhos revirando, sua boca entreaberta. Você está pensando em mim, Cecília?
— Só em você — respondeu ela, a respiração agora errática.
— Então aumente o ritmo. Agora. Não pare, não hesite. Eu quero ouvir o som da sua pele contra a sua mão. Quero ouvir você perder o controle, mas apenas porque eu permiti.
A sala parecia ter ficado mais quente. Cecília seguiu o comando, a mão movendo-se com uma urgência crescente. O mundo ao redor desapareceu; não havia chuva, não havia amanhã, apenas a voz de Christian Grey ditando o mapa do seu prazer.
— Mais rápido — exigiu ele. — Mais forte. Não se contenha. Imagine que sou eu, que é a minha mão que está possuindo você agora. Sinta o meu peso sobre o seu corpo. Sinta o meu hálito no seu pescoço.
Cecília soltou um grito abafado, o corpo retesando-se enquanto a primeira onda de prazer a atingia. Ela apertou o celular contra o ouvido, buscando uma conexão que a distância física proibia.
— Christian! — ela exclamou, as lágrimas de alívio e desejo brotando nos olhos fechados.
— Isso, garota... — disse ele, a voz agora mais suave, mas ainda carregada de uma autoridade sombria. — Todo esse prazer é meu. Eu dei isso a você. Nunca se esqueça de quem tem o controle, mesmo quando não estou na sala.
Ela relaxou gradualmente contra os lençóis, o coração ainda disparado, a pele brilhando de suor. O silêncio que se seguiu não era desconfortável; era o silêncio de uma conquista.
— Você foi muito bem hoje — disse ele, após alguns minutos. — Agora, cubra-se. Durma e sonhe comigo. Eu estarei aí em breve para terminar o que começamos por telefone.
— Eu estarei esperando — respondeu ela, sentindo um frio na barriga com a promessa implícita.
— Eu sei que estará. Boa noite, Cecília.
A linha ficou muda. Cecília permaneceu imóvel por um longo tempo, olhando para o teto, o som da chuva voltando a preencher o quarto. Ela sabia que era apenas um peão no jogo dele, mas naquele mundo de sombras e tons de cinza, não havia nenhum outro lugar onde ela preferiria estar.
