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o trabalho escolar

Fandom: nao tem

Creado: 2/5/2026

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Além das Linhas do Caderno

A chuva batia com uma insistência rítmica contra a vidraça do quarto de Alice, criando uma cortina de água que isolava o mundo lá fora. Dentro, o ar estava carregado com o cheiro de café passado e o perfume doce do hidratante de baunilha que Beatriz sempre usava. Livros de história e cadernos pautados estavam espalhados pelo tapete felpudo, mas a concentração de ambas já havia evaporado há muito tempo.

Alice, sempre a mais "certinha" e reservada, ajustou os óculos pela décima vez, fingindo ler um parágrafo sobre a Revolução Industrial. Ela sentia o olhar de Beatriz queimando em sua nuca. Beatriz era o oposto: expansiva, de riso fácil e com uma energia que parecia preencher cada centímetro do cômodo.

— Alice, se você ler essa mesma frase mais uma vez, eu vou achar que você foi hipnotizada pelo livro — Beatriz disse, soltando a caneta e se espreguiçando de um jeito que fez sua camiseta subir, revelando uma linha fina de pele bronzeada.

Alice engoliu em seco, desviando o olhar rapidamente para o papel.

— Eu só quero tirar uma nota boa, Bia. Você sabe como meus pais são exigentes.

— Seus pais não voltam antes das dez por causa do jantar da empresa — Beatriz lembrou, arrastando-se pelo tapete até ficar sentada bem ao lado da amiga. — E a chuva não vai parar tão cedo. Relaxa um pouco.

Beatriz aproximou-se mais do que o necessário para uma simples conversa de estudo. Ela sempre foi provocadora, mas hoje havia algo diferente no tom de sua voz, um desafio silencioso que Alice sentia vibrar sob sua pele.

— O que você sugere que a gente faça, então? — perguntou Alice, finalmente fechando o caderno e encarando a amiga.

Beatriz sorriu, aquele sorriso de canto de boca que sempre deixava Alice sem fôlego.

— A gente podia brincar de outra coisa. Alguma coisa que não envolva datas históricas.

— Tipo o quê? — Alice tentou manter a voz firme, mas falhou miseravelmente.

— Tipo... verdade ou desafio? — Beatriz sugeriu, os olhos brilhando de malícia. — Ou talvez a gente possa testar o quanto você consegue manter essa pose de garota comportada.

Beatriz esticou a mão e tocou uma mecha do cabelo de Alice, colocando-a atrás da orelha. O toque foi lento, os dedos roçando deliberadamente na pele sensível do pescoço de Alice.

— Você acha que eu sou só uma "garota comportada", Bia? — Alice sussurrou, a voz subitamente mais baixa e carregada de uma autoridade que Beatriz não esperava.

— Eu acho que você esconde muita coisa atrás desses óculos e desse silêncio todo — Beatriz respondeu, inclinando o rosto, a respiração agora misturando-se à de Alice.

— Talvez você devesse tomar cuidado com o que deseja descobrir — Alice disse, e antes que Beatriz pudesse retrucar, foi Alice quem quebrou a distância.

O beijo não foi tímido. Foi uma colisão de vontades acumuladas. Alice segurou o rosto de Beatriz com uma firmeza que a deixou surpresa, as mãos pequenas mas decididas. Beatriz soltou um gemido baixo de surpresa, que logo se transformou em deleite, correspondendo com a intensidade que lhe era característica.

— Uau... — Beatriz arquejou quando se separaram por um milímetro. — Parece que a santinha tem pressa.

— Eu não sou santa, Bia — Alice respondeu, os olhos escurecidos pelo desejo. — Eu só sou paciente.

Alice empurrou Beatriz levemente, fazendo-a deitar no tapete entre os livros espalhados. Ela se posicionou sobre a amiga, os joelhos prendendo os quadris de Beatriz. A inversão de papéis deixou Beatriz momentaneamente sem fôlego; ela esperava ter que conduzir tudo, mas Alice parecia saber exatamente o que queria.

— Mostra para mim, então — Beatriz desafiou, puxando Alice pela gola da blusa para outro beijo, desta vez mais profundo, as línguas dançando em um ritmo urgente.

As mãos de Beatriz desceram para a cintura de Alice, puxando-a para mais perto, sentindo o calor dos corpos através das roupas. Alice, por sua vez, começou a desabotoar a camisa de Beatriz com uma agilidade surpreendente. Cada centímetro de pele revelado era batizado com beijos úmidos e mordidas leves que faziam Beatriz arquear as costas.

— Alice... — Beatriz sussurrou, a voz falhando enquanto sentia as mãos da amiga explorarem suas curvas. — Eu não sabia que você...

— Shhh — Alice interrompeu, deslizando os lábios pelo contorno da mandíbula de Beatriz até alcançar o lóbulo de sua orelha. — Menos conversa, Bia. Você não queria brincar?

A chuva lá fora aumentou de intensidade, o som do trovão ecoando ao longe, mas para as duas, o único som que importava era o da respiração ofegante e o roçar dos tecidos. Alice se livrou de sua própria blusa, revelando o corpo que Beatriz tantas vezes imaginara sob as roupas largas de escola.

— Você é linda — Beatriz admitiu, a voz rouca, as mãos agora subindo pelas costas de Alice, puxando-a para um contato total de pele com pele.

O clima no quarto mudou drasticamente. A tensão intelectual dos estudos fora substituída por uma eletricidade física quase palpável. Alice desceu os beijos pelo pescoço de Beatriz até o colo, parando sobre a renda do sutiã. Ela olhou para cima, encontrando os olhos de Beatriz, e sorriu — não o sorriso tímido de antes, mas um sorriso predatório que fez Beatriz estremecer.

— Sua vez de ficar quietinha — Alice ordenou suavemente.

Alice usou os dentes para puxar a alça do sutiã de Beatriz, enquanto uma de suas mãos descia perigosamente para o cós do short jeans da amiga. Beatriz fechou os olhos, entregando-se ao comando de Alice. Ela sempre pensou que seria a caçadora, mas ser a presa de Alice era uma experiência infinitamente mais excitante.

Os dedos de Alice encontraram o caminho por baixo do tecido, e Beatriz soltou um arquejo alto, as unhas cravando-se nos ombros de Alice.

— Você está tão pronta... — Alice murmurou contra a pele dela.

— Por sua causa — Beatriz respondeu entre dentes, o quadril movendo-se involuntariamente em busca de mais contato. — Só por sua causa.

Alice não tinha pressa. Ela explorou cada reação de Beatriz, cada arrepio, cada som que escapava de seus lábios. Ela era metódica, quase cruel na forma como levava a amiga ao limite e depois recuava, apenas para voltar com mais intensidade.

— Por favor, Alice... — Beatriz suplicou, a cabeça jogada para trás, o suor brilhando em sua testa.

— Por favor, o quê? — Alice perguntou, a voz calma contrastando com o movimento frenético de seus dedos.

— Não para. Não ousa parar.

Alice riu baixo, um som rico e sensual, antes de se inclinar para selar os lábios de Beatriz novamente, silenciando seus protestos enquanto a levava ao ápice. O corpo de Beatriz tremeu sob o dela, uma onda de prazer percorrendo cada nervo, e ela se agarrou a Alice como se fosse seu único porto seguro no meio daquela tempestade.

Minutos depois, o silêncio retornou ao quarto, quebrado apenas pelo som da chuva que agora diminuía para uma garoa fina. Elas estavam deitadas lado a lado no tapete, os cadernos de história agora amassados e ignorados em um canto.

Beatriz virou o rosto para olhar para Alice, que estava com os cabelos bagunçados e o batom borrado, mas com uma expressão de absoluta serenidade.

— Então... — Beatriz começou, recuperando o fôlego. — Acho que a gente não vai terminar o trabalho hoje, né?

Alice se virou de lado, apoiando a cabeça na mão, e passou um dedo suavemente pelo lábio inferior de Beatriz.

— O trabalho é para segunda-feira, Bia. Temos o fim de semana inteiro.

Beatriz sorriu, puxando o lençol que Alice trouxera da cama para cobri-las.

— Sabe, eu sempre achei que você era a quietinha da dupla.

Alice deu de ombros, um brilho travesso nos olhos.

— E eu sou. Mas as águas quietas são as mais profundas, você não sabia?

Beatriz riu e puxou Alice para um abraço apertado, sentindo o calor reconfortante da amiga.

— Pois eu pretendo aprender a nadar nessas águas muito em breve — Beatriz sussurrou, beijando o topo da cabeça de Alice.

Lá fora, a chuva finalmente parou, deixando para trás o cheiro de terra molhada e a promessa de que, entre quatro paredes, os livros de história seriam a última coisa em que elas pensariam naquela noite.
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