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Will Byers
Fandom: Stranger things
Creado: 3/5/2026
Etiquetas
RomanceUA (Universo Alternativo)FluffDolor/ConsueloSongficHistoria DomésticaCrossoverCiencia FicciónFantasía
Cores e Sombras em Hawkins
O quarto de Will Byers sempre foi um santuário de desenhos, pilhas de livros de RPG e o cheiro nostálgico de giz de cera e madeira. Mas, naquela tarde de sábado, o ar parecia carregar uma eletricidade diferente, algo que nem mesmo os poderes de Raven ou as memórias do Mundo Invertido poderiam explicar.
No rádio de pilha sobre a escrivaninha, a voz de Ritchie interpretando "Menina Veneno" preenchia os espaços vazios entre os suspiros. A melodia sintetizada dos anos 80 criava uma atmosfera quase onírica, enquanto o sol de Hawkins começava a se despedir pela janela, pintando o quarto com tons de laranja e violeta.
Will e Raven estavam sentados no colchão, os corpos tão próximos que era impossível dizer onde um começava e o outro terminava. Raven, com seus cabelos escuros e o olhar que carregava tanto a doçura de uma adolescente quanto o peso de quem já enfrentou monstros, sorriu contra os lábios de Will.
— Você está distraído — sussurrou ela, as pontas dos dedos traçando o contorno do maxilar dele.
Will soltou uma risada baixa, aquele som tímido que Raven tanto amava.
— É difícil focar em qualquer outra coisa quando você está por perto, Raven. Principalmente quando o Mike não está aqui para gritar no meu ouvido sobre alguma regra de D&D.
— Pobre do meu irmão — brincou ela, aproximando-se mais. — Ele nem imagina que a "irmãzinha" dele está aqui, roubando o melhor amigo dele.
— Eu não fui roubado — Will murmurou, os olhos brilhando com uma intensidade que ele raramente mostrava ao mundo. — Eu me entreguei por vontade própria.
Ele a puxou para um beijo, e o que começou como um toque suave e exploratório rapidamente se transformou em algo mais profundo. Raven sentiu aquele formigamento familiar na ponta dos dedos — não era o uso consciente de seus poderes, mas uma reação física à conexão avassaladora que sentia por Will. Ele era sua âncora, o único que realmente entendia o que era ter uma parte de si perdida em outra dimensão.
A mão de Will subiu pela cintura de Raven, sentindo o tecido macio de sua blusa. Ele se afastou apenas alguns milímetros, a respiração curta.
— Raven? — A voz dele falhou levemente, a timidez lutando contra o desejo. — Tem certeza? A gente não precisa...
Ela colocou um dedo sobre os lábios dele, silenciando-o.
— Will, eu confio em você mais do que em qualquer pessoa neste mundo. Eu quero isso. Com você.
— Eu só quero que seja perfeito — disse ele, acariciando o rosto dela com o polegar. — Você é a pessoa mais incrível que eu já conheci. Às vezes, eu ainda não acredito que você gosta de um garoto esquisito que desenha dragões o dia todo.
— Esse garoto esquisito é o meu Mestre de RPG favorito — ela sorriu, os olhos brilhando. — E o dono do meu coração. Além disso, quem mais me protegeria dos Demogorgons e ainda me provocaria por eu ter errado um dado de ataque?
Will soltou um sorriso ladino, aquele lado provocador surgindo.
— Bom, se você não tivesse tentado usar um feitiço de luz contra um monstro das sombras, eu não teria o que comentar.
— Ei! — Raven deu um tapinha leve no ombro dele, rindo. — Foi a pressão do momento!
O clima de brincadeira, no entanto, logo deu lugar a uma seriedade doce e carregada de expectativa. Will se inclinou novamente, e desta vez o beijo foi mais urgente, uma conversa sem palavras que selava um pacto de entrega mútua.
— Você está tremendo um pouco — notou Raven, sua voz como um veludo.
— É só... — Will fez uma pausa, tentando encontrar as palavras. — É que você é tão linda. E eu tenho tanto medo de ser desajeitado.
— — Não existe desajeitado entre nós, Will — disse ela, pegando a mão dele e colocando-a sobre o seu coração. — Sente isso?
O coração dela batia rápido, em um ritmo frenético que espelhava o dele.
— — Eu sinto — respondeu ele, a voz agora mais firme.
Will começou a descer os beijos pelo pescoço de Raven, sentindo o perfume de baunilha que ela sempre usava. Raven soltou um suspiro baixo, fechando os olhos e deixando que a sensação de segurança que Will emanava a envolvesse. Com um movimento lento e cuidadoso, ele a ajudou a se deitar no colchão, posicionando-se sobre ela, mas mantendo o peso nos cotovelos para não machucá-la.
A luz do abajur no canto do quarto criava sombras longas nas paredes, mas ali, naquele pequeno espaço, o mundo lá fora — o Mundo Invertido, os laboratórios, as conspirações — não existia.
— — Raven — Will sussurrou, olhando-a nos olhos. — Eu te amo.
As palavras flutuaram no ar, mais poderosas do que qualquer telequinese. Raven sentiu uma lágrima solitária de felicidade escapar.
— — Eu também te amo, Will Byers. Desde a primeira vez que você me deixou ganhar no castelo Byers.
— — Eu não deixei você ganhar — ele provocou, embora houvesse uma doçura infinita em seu tom. — Você que é uma jogadora trapaceira.
— — Talvez um pouco — ela admitiu, puxando-o para baixo para que pudesse beijá-lo novamente.
A música no rádio mudou para uma melodia mais lenta, e o tempo pareceu desacelerar. Cada toque era carregado de uma descoberta nova: a textura da pele, o calor do hálito, a confirmação silenciosa de que eles estavam prontos para dar aquele passo juntos.
Will retirou a própria camisa com movimentos ligeiramente nervosos, e Raven o observou com uma admiração que o fez se sentir o herói de sua própria jornada, não mais o garoto desaparecido ou o "Garoto Zumbi". Para ela, ele era apenas Will — o seu Will.
— — Você é perfeito — ela disse, estendendo a mão para tocar as cicatrizes leves que ele carregava, marcas de batalhas que ambos haviam vencido.
— — Nós somos — corrigiu ele.
Com delicadeza, Will começou a desabotoar a blusa de Raven. Ele parou por um segundo, seus olhos pedindo permissão mais uma vez. Em resposta, Raven usou seus poderes para fechar a porta do quarto com um estalo suave, sem sequer desviar o olhar do dele.
— — Privacidade garantida — sussurrou ela, com um sorriso travesso.
Will riu, sentindo o peso da ansiedade desaparecer.
— — Às vezes eu esqueço que você pode fazer isso.
— — Usei para o bem, eu prometo.
O contato físico tornou-se a única linguagem necessária. O calor entre eles cresceu, transformando o quarto frio de Indiana em um refúgio de intimidade. Will era cuidadoso, tratando Raven como se ela fosse a joia mais preciosa de Hawkins, e ela respondia com uma entrega que o deixava sem fôlego.
Naquela tarde, entre os acordes de sintetizadores e o silêncio cúmplice da casa vazia, Will e Raven deixaram de ser apenas dois adolescentes marcados pelo trauma. Eles eram apenas dois jovens apaixonados, descobrindo que o amor era a magia mais real que poderiam experimentar.
Quando a noite finalmente caiu e o rádio ficou apenas com o chiado estático, eles continuaram ali, entrelaçados sob os lençóis, protegidos pelo segredo que agora compartilhavam.
— — Você está bem? — perguntou Will, algum tempo depois, a voz rouca de sono e contentamento.
Raven se aninhou no peito dele, ouvindo as batidas agora calmas do seu coração.
— — Eu nunca estive melhor, Will. Acho que acabamos de subir de nível.
Will soltou uma risada cansada e beijou o topo da cabeça dela.
— — Com certeza. E eu acho que ganhamos um bônus de experiência infinito.
Raven sorriu, fechando os olhos, sabendo que, não importava quais monstros o futuro reservasse, ela sempre teria aquele lugar — e aquele garoto — para voltar.
No rádio de pilha sobre a escrivaninha, a voz de Ritchie interpretando "Menina Veneno" preenchia os espaços vazios entre os suspiros. A melodia sintetizada dos anos 80 criava uma atmosfera quase onírica, enquanto o sol de Hawkins começava a se despedir pela janela, pintando o quarto com tons de laranja e violeta.
Will e Raven estavam sentados no colchão, os corpos tão próximos que era impossível dizer onde um começava e o outro terminava. Raven, com seus cabelos escuros e o olhar que carregava tanto a doçura de uma adolescente quanto o peso de quem já enfrentou monstros, sorriu contra os lábios de Will.
— Você está distraído — sussurrou ela, as pontas dos dedos traçando o contorno do maxilar dele.
Will soltou uma risada baixa, aquele som tímido que Raven tanto amava.
— É difícil focar em qualquer outra coisa quando você está por perto, Raven. Principalmente quando o Mike não está aqui para gritar no meu ouvido sobre alguma regra de D&D.
— Pobre do meu irmão — brincou ela, aproximando-se mais. — Ele nem imagina que a "irmãzinha" dele está aqui, roubando o melhor amigo dele.
— Eu não fui roubado — Will murmurou, os olhos brilhando com uma intensidade que ele raramente mostrava ao mundo. — Eu me entreguei por vontade própria.
Ele a puxou para um beijo, e o que começou como um toque suave e exploratório rapidamente se transformou em algo mais profundo. Raven sentiu aquele formigamento familiar na ponta dos dedos — não era o uso consciente de seus poderes, mas uma reação física à conexão avassaladora que sentia por Will. Ele era sua âncora, o único que realmente entendia o que era ter uma parte de si perdida em outra dimensão.
A mão de Will subiu pela cintura de Raven, sentindo o tecido macio de sua blusa. Ele se afastou apenas alguns milímetros, a respiração curta.
— Raven? — A voz dele falhou levemente, a timidez lutando contra o desejo. — Tem certeza? A gente não precisa...
Ela colocou um dedo sobre os lábios dele, silenciando-o.
— Will, eu confio em você mais do que em qualquer pessoa neste mundo. Eu quero isso. Com você.
— Eu só quero que seja perfeito — disse ele, acariciando o rosto dela com o polegar. — Você é a pessoa mais incrível que eu já conheci. Às vezes, eu ainda não acredito que você gosta de um garoto esquisito que desenha dragões o dia todo.
— Esse garoto esquisito é o meu Mestre de RPG favorito — ela sorriu, os olhos brilhando. — E o dono do meu coração. Além disso, quem mais me protegeria dos Demogorgons e ainda me provocaria por eu ter errado um dado de ataque?
Will soltou um sorriso ladino, aquele lado provocador surgindo.
— Bom, se você não tivesse tentado usar um feitiço de luz contra um monstro das sombras, eu não teria o que comentar.
— Ei! — Raven deu um tapinha leve no ombro dele, rindo. — Foi a pressão do momento!
O clima de brincadeira, no entanto, logo deu lugar a uma seriedade doce e carregada de expectativa. Will se inclinou novamente, e desta vez o beijo foi mais urgente, uma conversa sem palavras que selava um pacto de entrega mútua.
— Você está tremendo um pouco — notou Raven, sua voz como um veludo.
— É só... — Will fez uma pausa, tentando encontrar as palavras. — É que você é tão linda. E eu tenho tanto medo de ser desajeitado.
— — Não existe desajeitado entre nós, Will — disse ela, pegando a mão dele e colocando-a sobre o seu coração. — Sente isso?
O coração dela batia rápido, em um ritmo frenético que espelhava o dele.
— — Eu sinto — respondeu ele, a voz agora mais firme.
Will começou a descer os beijos pelo pescoço de Raven, sentindo o perfume de baunilha que ela sempre usava. Raven soltou um suspiro baixo, fechando os olhos e deixando que a sensação de segurança que Will emanava a envolvesse. Com um movimento lento e cuidadoso, ele a ajudou a se deitar no colchão, posicionando-se sobre ela, mas mantendo o peso nos cotovelos para não machucá-la.
A luz do abajur no canto do quarto criava sombras longas nas paredes, mas ali, naquele pequeno espaço, o mundo lá fora — o Mundo Invertido, os laboratórios, as conspirações — não existia.
— — Raven — Will sussurrou, olhando-a nos olhos. — Eu te amo.
As palavras flutuaram no ar, mais poderosas do que qualquer telequinese. Raven sentiu uma lágrima solitária de felicidade escapar.
— — Eu também te amo, Will Byers. Desde a primeira vez que você me deixou ganhar no castelo Byers.
— — Eu não deixei você ganhar — ele provocou, embora houvesse uma doçura infinita em seu tom. — Você que é uma jogadora trapaceira.
— — Talvez um pouco — ela admitiu, puxando-o para baixo para que pudesse beijá-lo novamente.
A música no rádio mudou para uma melodia mais lenta, e o tempo pareceu desacelerar. Cada toque era carregado de uma descoberta nova: a textura da pele, o calor do hálito, a confirmação silenciosa de que eles estavam prontos para dar aquele passo juntos.
Will retirou a própria camisa com movimentos ligeiramente nervosos, e Raven o observou com uma admiração que o fez se sentir o herói de sua própria jornada, não mais o garoto desaparecido ou o "Garoto Zumbi". Para ela, ele era apenas Will — o seu Will.
— — Você é perfeito — ela disse, estendendo a mão para tocar as cicatrizes leves que ele carregava, marcas de batalhas que ambos haviam vencido.
— — Nós somos — corrigiu ele.
Com delicadeza, Will começou a desabotoar a blusa de Raven. Ele parou por um segundo, seus olhos pedindo permissão mais uma vez. Em resposta, Raven usou seus poderes para fechar a porta do quarto com um estalo suave, sem sequer desviar o olhar do dele.
— — Privacidade garantida — sussurrou ela, com um sorriso travesso.
Will riu, sentindo o peso da ansiedade desaparecer.
— — Às vezes eu esqueço que você pode fazer isso.
— — Usei para o bem, eu prometo.
O contato físico tornou-se a única linguagem necessária. O calor entre eles cresceu, transformando o quarto frio de Indiana em um refúgio de intimidade. Will era cuidadoso, tratando Raven como se ela fosse a joia mais preciosa de Hawkins, e ela respondia com uma entrega que o deixava sem fôlego.
Naquela tarde, entre os acordes de sintetizadores e o silêncio cúmplice da casa vazia, Will e Raven deixaram de ser apenas dois adolescentes marcados pelo trauma. Eles eram apenas dois jovens apaixonados, descobrindo que o amor era a magia mais real que poderiam experimentar.
Quando a noite finalmente caiu e o rádio ficou apenas com o chiado estático, eles continuaram ali, entrelaçados sob os lençóis, protegidos pelo segredo que agora compartilhavam.
— — Você está bem? — perguntou Will, algum tempo depois, a voz rouca de sono e contentamento.
Raven se aninhou no peito dele, ouvindo as batidas agora calmas do seu coração.
— — Eu nunca estive melhor, Will. Acho que acabamos de subir de nível.
Will soltou uma risada cansada e beijou o topo da cabeça dela.
— — Com certeza. E eu acho que ganhamos um bônus de experiência infinito.
Raven sorriu, fechando os olhos, sabendo que, não importava quais monstros o futuro reservasse, ela sempre teria aquele lugar — e aquele garoto — para voltar.
