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Malditas saias curtas!
Fandom: EngLot
Creado: 3/5/2026
Etiquetas
RomanceDramaRecortes de VidaHistoria DomésticaCelosDolor/Consuelo
O Jogo das Saias Curtas e o Preço do Like
A luz da manhã refletia nas lentes dos óculos de Engfa, que estava sentada no sofá da sala, tentando inutilmente se concentrar em alguns documentos de trabalho. Aos 31 anos, Engfa Waraha era uma mulher que exalava confiança, mas naquele momento, sua postura era de pura inquietação. Aos seus pés, Kiew, seu pequeno cachorrinho, soltou um bocejo preguiçoso, alheio ao drama silencioso que se desenrolava no apartamento.
O som de saltos batendo contra o piso de madeira ecoou pelo corredor, e o coração de Engfa deu um solavanco. Ela sabia o que estava por vir. Nos últimos três dias, Charlotte Austin havia decidido transformar o corredor de casa em uma passarela de provocação.
Quando Charlotte finalmente apareceu na sala, Engfa sentiu a garganta secar. A mulher de 27 anos estava deslumbrante, seus cabelos castanho-claros ondulados caíam perfeitamente sobre os ombros, mas o que realmente prendia a atenção de Engfa — e a irritava profundamente — era a minissaia preta extremamente justa que Charlotte usava.
— Bom dia, P'Fa — disse Charlotte, com um sorriso doce que não chegava a esconder a malícia em seus olhos.
Engfa ajustou os óculos, tentando manter o tom de voz neutro.
— Bom dia, Char. Você vai sair... assim?
Charlotte girou lentamente, pegando sua bolsa sobre a mesa.
— Sim. Tenho uma reunião com alguns patrocinadores e depois vou almoçar com as meninas. Por quê? Algum problema com a minha roupa?
Engfa levantou-se, seus 1,76 de altura impondo uma presença protetora e, naquele momento, visivelmente possessiva. Ela caminhou até Charlotte, parando a poucos centímetros de distância.
— Essa saia é curta demais, Charlotte. Quase não dá para sentar sem mostrar... bem, sem mostrar tudo.
Charlotte fingiu uma expressão de surpresa, embora por dentro estivesse saboreando cada segundo daquela reação.
— Curta? — perguntou ela, passando a mão pela coxa. — Engraçado você dizer isso. Eu vi algumas fotos no seu Instagram outro dia... garotas usando saias exatamente desse comprimento, ou até menores. Você pareceu gostar bastante, já que deixou um "like" em todas elas.
O silêncio caiu sobre a sala como uma tonelada de chumbo. Engfa abriu a boca para se defender, mas as palavras pareceram fugir. Ela sabia exatamente do que Charlotte estava falando. Em um momento de distração impulsiva, enquanto rolava o feed dias atrás, ela havia curtido fotos de modelos com roupas provocantes. Na época, não pensou que Charlotte veria, ou que aquilo causaria tal impacto.
— Aquilo foi apenas... um clique automático, Char — justificou Engfa, tentando tocar o braço da namorada. — Você sabe que eu só tenho olhos para você.
Charlotte esquivou-se do toque com uma elegância calculada.
— Se você gosta tanto de ver saias curtas em estranhas na internet, achei que adoraria ver na sua própria namorada. — Ela caminhou até a porta, parando para pegar Phalo, seu coelhinho, e colocá-lo com cuidado de volta no cercadinho. — Não me espere para o almoço.
Engfa rosnou baixo, uma mistura de desejo e frustração queimando em seu peito.
— Charlotte, eu não estou brincando. Eu não gosto de outros homens olhando para você desse jeito. Você é minha.
Charlotte virou-se uma última vez antes de sair, o olhar afiado.
— Então talvez você devesse pensar nisso antes de olhar para outras mulheres "desse jeito" no celular. Até mais tarde, P'Fa.
A porta se fechou, deixando Engfa sozinha com seus pensamentos e um ciúme corrosivo.
Os dias seguintes foram um verdadeiro teste de resistência para os nervos de Engfa. Charlotte levou o plano adiante com uma disciplina militar. Na terça-feira, foi uma saia jeans curtíssima com uma fenda lateral. Na quarta-feira, uma saia de couro que deixava muito pouco para a imaginação. Engfa tentou compensar, comprando presentes para a namorada — um colar de ouro, um par de sapatos novos, até um conjunto de joias que ela sabia que Charlotte desejava — na esperança de que os mimos fizessem a namorada ceder.
Charlotte aceitava os presentes com beijos carinhosos e agradecimentos sinceros, mas não mudava o figurino. O jogo continuava.
Na quinta-feira à noite, Engfa chegou ao seu limite. Elas haviam sido convidadas para um jantar em um restaurante badalado. Quando Charlotte saiu do quarto usando uma minissaia de seda branca que subia perigosamente toda vez que ela dava um passo, Engfa sentiu que ia explodir.
— Chega, Charlotte — disse Engfa, bloqueando o caminho para a porta de saída.
Charlotte arqueou uma sobrancelha, cruzando os braços.
— Chega de quê? Ainda não terminamos de nos arrumar.
— Chega desse jogo! — Engfa deu um passo à frente, sua aura possessiva preenchendo o espaço. — Você sabe muito bem o que está fazendo. Você está me punindo por causa daquelas fotos idiotas.
— Punindo? — Charlotte soltou uma risada leve, embora seus olhos estivessem sérios. — Eu estou apenas seguindo as tendências que você tanto admira no Instagram, P'Fa. Se aquelas garotas são "sexy" o suficiente para ganharem sua atenção pública, eu também quero ser.
— Você é a mulher mais sexy que eu já conheci! — exclamou Engfa, a voz subindo um tom. — Mas eu sou egoísta. Eu sou impulsiva e, sim, eu sou extremamente ciumenta. Eu odeio pensar em qualquer pessoa devorando você com os olhos na rua. Eu curti aquelas fotos sem pensar, foi um erro idiota e eu me sinto péssima por ter feito você se sentir desvalorizada.
Charlotte descruzou os braços, sua expressão suavizando um pouco, mas ela ainda não estava pronta para ceder totalmente.
— Você curtiu fotos de mulheres que nem conhece, P'Fa. Isso me machucou. Você sabe o quanto eu sou possessiva com você também. Ver seu nome ali, naquelas fotos... foi como se você estivesse procurando algo que eu não te dou.
Engfa deu o passo final, reduzindo a distância entre elas até que seus corpos quase se tocassem. Ela tirou os óculos e os colocou sobre o aparador, revelando olhos escuros cheios de arrependimento e desejo intenso.
— Você me dá tudo, Char. Mais do que eu mereço. Aquilo não significou nada, eu juro. Eu fui uma idiota. Por favor, para com isso. Eu estou ficando louca vendo você sair de casa assim todos os dias, sabendo que o mundo inteiro está vendo o que deveria ser só meu.
Charlotte sentiu o coração acelerar. Ela adorava o lado protetor de Engfa, mesmo quando beirava o irracional.
— Você vai descurtir as fotos? — perguntou ela, em um sussurro provocante.
— Eu já descurti. E bloqueei as contas para não aparecerem mais no meu feed — confessou Engfa, passando as mãos pela cintura de Charlotte, puxando-a para perto. — Eu faço qualquer coisa. Só, por favor, coloca algo mais... longo. Ou fica em casa comigo.
Charlotte sorriu, desta vez um sorriso genuíno, e passou os braços pelo pescoço de Engfa.
— Eu aceito as desculpas. Mas você sabe que eu amo essas saias, P'Fa. Elas me fazem sentir bonita.
— Você é linda até usando um saco de batatas — resmungou Engfa, escondendo o rosto no pescoço de Charlotte, inalando seu perfume doce. — Mas se você quiser usar essas saias... use apenas para mim. Aqui dentro.
— Você é tão possessiva — brincou Charlotte, sentindo os lábios de Engfa contra sua pele.
— Sou. E você não é diferente — rebateu Engfa, afastando-se apenas o suficiente para olhar nos olhos dela. — Você me usou esses dias todos para me torturar, não foi?
— Talvez um pouco — admitiu Charlotte, com um brilho travesso no olhar. — Mas funcionou, não funcionou? Você aprendeu a lição.
Engfa soltou um suspiro de rendição, encostando sua testa na de Charlotte.
— Aprendi. Nunca mais vou deixar um like em nada que possa tirar esse sorriso de você. E, para provar que sinto muito... amanhã vamos àquela loja que você gosta. Vou comprar todas as saias midi e calças elegantes que você quiser.
Charlotte riu, puxando Engfa para um beijo profundo e apaixonado.
— Eu prefiro que você compre vestidos. Mas só se você prometer que não vai ficar de cara amarrada se eu decidir usar uma dessas minissaias em um encontro especial... onde só você possa me ver tirar depois.
Engfa sorriu contra os lábios de Charlotte, a tensão finalmente se dissipando para dar lugar a algo muito mais quente.
— Isso eu posso prometer. Mas hoje... hoje nós não vamos a jantar nenhum.
— Não? — perguntou Charlotte, embora já soubesse a resposta.
— Não — afirmou Engfa, pegando Charlotte no colo com facilidade. — Hoje eu vou lembrar você exatamente de quem você é, e de quem eu sou. E garanto que nenhuma foto de Instagram chega perto do que temos aqui.
Enquanto Engfa carregava Charlotte em direção ao quarto, Kiew e Phalo continuavam em seus respectivos cantos, alheios ao fato de que, no mundo de Englot, o ciúme podia ser uma chama perigosa, mas o amor delas era o que sempre mantinha o fogo sob controle. Naquela noite, as minissaias foram finalmente deixadas de lado, mas a lição — e a paixão — ficariam gravadas por muito tempo.
O som de saltos batendo contra o piso de madeira ecoou pelo corredor, e o coração de Engfa deu um solavanco. Ela sabia o que estava por vir. Nos últimos três dias, Charlotte Austin havia decidido transformar o corredor de casa em uma passarela de provocação.
Quando Charlotte finalmente apareceu na sala, Engfa sentiu a garganta secar. A mulher de 27 anos estava deslumbrante, seus cabelos castanho-claros ondulados caíam perfeitamente sobre os ombros, mas o que realmente prendia a atenção de Engfa — e a irritava profundamente — era a minissaia preta extremamente justa que Charlotte usava.
— Bom dia, P'Fa — disse Charlotte, com um sorriso doce que não chegava a esconder a malícia em seus olhos.
Engfa ajustou os óculos, tentando manter o tom de voz neutro.
— Bom dia, Char. Você vai sair... assim?
Charlotte girou lentamente, pegando sua bolsa sobre a mesa.
— Sim. Tenho uma reunião com alguns patrocinadores e depois vou almoçar com as meninas. Por quê? Algum problema com a minha roupa?
Engfa levantou-se, seus 1,76 de altura impondo uma presença protetora e, naquele momento, visivelmente possessiva. Ela caminhou até Charlotte, parando a poucos centímetros de distância.
— Essa saia é curta demais, Charlotte. Quase não dá para sentar sem mostrar... bem, sem mostrar tudo.
Charlotte fingiu uma expressão de surpresa, embora por dentro estivesse saboreando cada segundo daquela reação.
— Curta? — perguntou ela, passando a mão pela coxa. — Engraçado você dizer isso. Eu vi algumas fotos no seu Instagram outro dia... garotas usando saias exatamente desse comprimento, ou até menores. Você pareceu gostar bastante, já que deixou um "like" em todas elas.
O silêncio caiu sobre a sala como uma tonelada de chumbo. Engfa abriu a boca para se defender, mas as palavras pareceram fugir. Ela sabia exatamente do que Charlotte estava falando. Em um momento de distração impulsiva, enquanto rolava o feed dias atrás, ela havia curtido fotos de modelos com roupas provocantes. Na época, não pensou que Charlotte veria, ou que aquilo causaria tal impacto.
— Aquilo foi apenas... um clique automático, Char — justificou Engfa, tentando tocar o braço da namorada. — Você sabe que eu só tenho olhos para você.
Charlotte esquivou-se do toque com uma elegância calculada.
— Se você gosta tanto de ver saias curtas em estranhas na internet, achei que adoraria ver na sua própria namorada. — Ela caminhou até a porta, parando para pegar Phalo, seu coelhinho, e colocá-lo com cuidado de volta no cercadinho. — Não me espere para o almoço.
Engfa rosnou baixo, uma mistura de desejo e frustração queimando em seu peito.
— Charlotte, eu não estou brincando. Eu não gosto de outros homens olhando para você desse jeito. Você é minha.
Charlotte virou-se uma última vez antes de sair, o olhar afiado.
— Então talvez você devesse pensar nisso antes de olhar para outras mulheres "desse jeito" no celular. Até mais tarde, P'Fa.
A porta se fechou, deixando Engfa sozinha com seus pensamentos e um ciúme corrosivo.
Os dias seguintes foram um verdadeiro teste de resistência para os nervos de Engfa. Charlotte levou o plano adiante com uma disciplina militar. Na terça-feira, foi uma saia jeans curtíssima com uma fenda lateral. Na quarta-feira, uma saia de couro que deixava muito pouco para a imaginação. Engfa tentou compensar, comprando presentes para a namorada — um colar de ouro, um par de sapatos novos, até um conjunto de joias que ela sabia que Charlotte desejava — na esperança de que os mimos fizessem a namorada ceder.
Charlotte aceitava os presentes com beijos carinhosos e agradecimentos sinceros, mas não mudava o figurino. O jogo continuava.
Na quinta-feira à noite, Engfa chegou ao seu limite. Elas haviam sido convidadas para um jantar em um restaurante badalado. Quando Charlotte saiu do quarto usando uma minissaia de seda branca que subia perigosamente toda vez que ela dava um passo, Engfa sentiu que ia explodir.
— Chega, Charlotte — disse Engfa, bloqueando o caminho para a porta de saída.
Charlotte arqueou uma sobrancelha, cruzando os braços.
— Chega de quê? Ainda não terminamos de nos arrumar.
— Chega desse jogo! — Engfa deu um passo à frente, sua aura possessiva preenchendo o espaço. — Você sabe muito bem o que está fazendo. Você está me punindo por causa daquelas fotos idiotas.
— Punindo? — Charlotte soltou uma risada leve, embora seus olhos estivessem sérios. — Eu estou apenas seguindo as tendências que você tanto admira no Instagram, P'Fa. Se aquelas garotas são "sexy" o suficiente para ganharem sua atenção pública, eu também quero ser.
— Você é a mulher mais sexy que eu já conheci! — exclamou Engfa, a voz subindo um tom. — Mas eu sou egoísta. Eu sou impulsiva e, sim, eu sou extremamente ciumenta. Eu odeio pensar em qualquer pessoa devorando você com os olhos na rua. Eu curti aquelas fotos sem pensar, foi um erro idiota e eu me sinto péssima por ter feito você se sentir desvalorizada.
Charlotte descruzou os braços, sua expressão suavizando um pouco, mas ela ainda não estava pronta para ceder totalmente.
— Você curtiu fotos de mulheres que nem conhece, P'Fa. Isso me machucou. Você sabe o quanto eu sou possessiva com você também. Ver seu nome ali, naquelas fotos... foi como se você estivesse procurando algo que eu não te dou.
Engfa deu o passo final, reduzindo a distância entre elas até que seus corpos quase se tocassem. Ela tirou os óculos e os colocou sobre o aparador, revelando olhos escuros cheios de arrependimento e desejo intenso.
— Você me dá tudo, Char. Mais do que eu mereço. Aquilo não significou nada, eu juro. Eu fui uma idiota. Por favor, para com isso. Eu estou ficando louca vendo você sair de casa assim todos os dias, sabendo que o mundo inteiro está vendo o que deveria ser só meu.
Charlotte sentiu o coração acelerar. Ela adorava o lado protetor de Engfa, mesmo quando beirava o irracional.
— Você vai descurtir as fotos? — perguntou ela, em um sussurro provocante.
— Eu já descurti. E bloqueei as contas para não aparecerem mais no meu feed — confessou Engfa, passando as mãos pela cintura de Charlotte, puxando-a para perto. — Eu faço qualquer coisa. Só, por favor, coloca algo mais... longo. Ou fica em casa comigo.
Charlotte sorriu, desta vez um sorriso genuíno, e passou os braços pelo pescoço de Engfa.
— Eu aceito as desculpas. Mas você sabe que eu amo essas saias, P'Fa. Elas me fazem sentir bonita.
— Você é linda até usando um saco de batatas — resmungou Engfa, escondendo o rosto no pescoço de Charlotte, inalando seu perfume doce. — Mas se você quiser usar essas saias... use apenas para mim. Aqui dentro.
— Você é tão possessiva — brincou Charlotte, sentindo os lábios de Engfa contra sua pele.
— Sou. E você não é diferente — rebateu Engfa, afastando-se apenas o suficiente para olhar nos olhos dela. — Você me usou esses dias todos para me torturar, não foi?
— Talvez um pouco — admitiu Charlotte, com um brilho travesso no olhar. — Mas funcionou, não funcionou? Você aprendeu a lição.
Engfa soltou um suspiro de rendição, encostando sua testa na de Charlotte.
— Aprendi. Nunca mais vou deixar um like em nada que possa tirar esse sorriso de você. E, para provar que sinto muito... amanhã vamos àquela loja que você gosta. Vou comprar todas as saias midi e calças elegantes que você quiser.
Charlotte riu, puxando Engfa para um beijo profundo e apaixonado.
— Eu prefiro que você compre vestidos. Mas só se você prometer que não vai ficar de cara amarrada se eu decidir usar uma dessas minissaias em um encontro especial... onde só você possa me ver tirar depois.
Engfa sorriu contra os lábios de Charlotte, a tensão finalmente se dissipando para dar lugar a algo muito mais quente.
— Isso eu posso prometer. Mas hoje... hoje nós não vamos a jantar nenhum.
— Não? — perguntou Charlotte, embora já soubesse a resposta.
— Não — afirmou Engfa, pegando Charlotte no colo com facilidade. — Hoje eu vou lembrar você exatamente de quem você é, e de quem eu sou. E garanto que nenhuma foto de Instagram chega perto do que temos aqui.
Enquanto Engfa carregava Charlotte em direção ao quarto, Kiew e Phalo continuavam em seus respectivos cantos, alheios ao fato de que, no mundo de Englot, o ciúme podia ser uma chama perigosa, mas o amor delas era o que sempre mantinha o fogo sob controle. Naquela noite, as minissaias foram finalmente deixadas de lado, mas a lição — e a paixão — ficariam gravadas por muito tempo.
