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Putaria na amizade

Fandom: nenhum

Creado: 11/5/2026

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Além da Tela: Onde o Fogo se Encontra

O brilho azulado da tela do celular era, até então, o único elo que unia Maria Luiza e Maria Eduarda. Meses de mensagens trocadas até altas horas da madrugada, áudios carregados de segundas intenções e promessas sussurradas através de fones de ouvido haviam criado uma tensão que parecia prestes a explodir. Malu, com sua postura decidida e olhar que parecia ler a alma de Duda mesmo através de pixels, sempre ditava o ritmo das conversas. Duda, por sua vez, perdia-se no desejo de sentir aquele domínio pessoalmente.

Quando a campainha do apartamento de Malu tocou naquela tarde chuvosa de sexta-feira, o mundo virtual deixou de existir. Ao abrir a porta, Malu não disse nada. Apenas observou Duda, que segurava a alça da mochila com força, as bochechas coradas pelo frio e pelo nervosismo.

— Você é ainda mais bonita sem o filtro da câmera — disse Malu, sua voz saindo mais grave e rouca do que nos áudios.

— E você... — Duda engoliu em seco, sentindo o magnetismo da outra — você é muito mais intimidadora de perto.

Malu sorriu, um sorriso de canto que fez o estômago de Duda dar voltas. Ela deu um passo para trás, dando espaço para a amiga entrar, mas fechou a porta com um baque seco logo em seguida, trancando-a. O som do trinco ecoou no corredor silencioso, selando o destino das duas para as próximas horas.

O clima no apartamento era denso, carregado de uma eletricidade que tornava o ar difícil de respirar. Elas tentaram manter uma conversa casual na sala, mas os olhos de Malu não saíam da boca de Duda. A cada movimento que Duda fazia para ajeitar o cabelo ou cruzar as pernas, Malu parecia se aproximar um pouco mais no sofá, como uma predadora cercando sua presa favorita.

— Eu esperei muito por isso, Duda — Malu murmurou, aproximando o rosto do pescoço da outra. — Você não tem ideia do quanto eu imaginei você aqui, no meu sofá, sob o meu controle.

— Malu... — Duda arfou, sentindo o hálito quente contra sua pele. — Eu também. Eu não aguentava mais só imaginar.

Sem mais avisos, Malu selou seus lábios nos de Duda. Não foi um beijo de boas-vindas; foi uma invasão. Malu dominava o ritmo, as mãos subindo possessivamente pela cintura de Duda e apertando a carne com força, arrancando um gemido abafado da morena. A urgência era mútua, mas o controle pertencia inteiramente a Malu.

— Quero você no meu quarto. Agora — ordenou Malu, separando o beijo apenas o suficiente para que as palavras saíssem firmes.

Duda não contestou. Suas pernas pareciam de gelatina enquanto ela era guiada pelo corredor. Assim que cruzaram o batente do quarto, Malu a empurrou contra a parede, as mãos prendendo os pulsos de Duda acima da cabeça. O impacto não foi doloroso, mas foi firme, estabelecendo a hierarquia daquele encontro.

— Você flertou tanto comigo por meses, Duda — disse Malu, os olhos escuros brilhando de desejo. — Vamos ver se você aguenta na vida real tudo o que prometeu por mensagem.

— Me mostra — desafiou Duda, embora sua voz estivesse trêmula. — Faz o que você quiser comigo.

Malu não precisou ouvir duas vezes. Suas mãos desceram dos pulsos de Duda para a barra da blusa dela, arrancando a peça com uma pressa violenta. Ela não tinha tempo para delicadezas. O desejo acumulado por meses estava transbordando. Malu atacou os lábios de Duda novamente enquanto suas mãos exploravam o corpo da outra com uma possessividade que beirava a agressividade.

Duda foi jogada na cama, o colchão afundando sob seu peso. Antes que pudesse se situar, Malu já estava sobre ela, posicionando-se entre suas pernas. A diferença de atitude era clara: Malu era o fogo que consumia, e Duda era o combustível que queimava com prazer.

— Você é minha hoje — rosnou Malu, descendo beijos ásperos pelo decote de Duda, deixando marcas avermelhadas que serviriam como lembrança daquela noite. — Só minha.

— Sim... por favor — Duda implorou, arqueando as costas quando sentiu os dentes de Malu prenderem a pele sensível de seu ombro.

O sexo que se seguiu foi desprovido de qualquer hesitação. Malu era uma força da natureza, movendo-se com uma confiança absoluta que deixava Duda completamente entregue. Não havia espaço para preliminares suaves; cada toque era carregado de intenção, cada movimento era brusco e faminto. Malu usava o peso de seu corpo para manter Duda presa contra os lençóis, dominando cada centímetro de sua pele.

— Olha para mim — Malu comandou, a voz carregada de autoridade enquanto suas mãos trabalhavam com vigor entre as pernas de Duda.

Duda abriu os olhos, a visão embaçada pelo prazer e pela intensidade do momento. Ela viu o rosto de Malu, focado, suado e absolutamente devoto à tarefa de levá-la ao limite.

— Isso... Malu, mais forte! — Duda gritou, as unhas cravando-se nos ombros de Malu, buscando algum tipo de âncora enquanto o mundo desabava ao seu redor.

Malu não diminuiu o ritmo. Pelo contrário, a entrega de Duda parecia apenas alimentar sua agressividade. Ela a virou na cama com um movimento rápido, segurando-a pelos quadris enquanto continuava o estímulo de forma implacável. O som dos corpos se chocando e da respiração pesada preenchia o quarto, abafando o som da chuva que caía lá fora.

— Você é tão apertada, Duda... — Malu sussurrou no ouvido dela, a voz vibrando contra o tímpano da outra. — Feita exatamente para mim.

Duda não conseguia mais formar frases coerentes. Ela era apenas sensação, um emaranhado de nervos expostos sob o comando das mãos e da língua de Malu. Quando o ápice finalmente veio, foi violento e avassalador, fazendo o corpo de Duda tremer violentamente enquanto ela gritava o nome de Malu, o som ecoando pelas paredes do quarto.

Malu não parou imediatamente. Ela saboreou os tremores de Duda, mantendo a pressão até que a última onda de prazer passasse. Só então ela se deixou cair ao lado da amiga, a respiração tão descompassada quanto a dela.

O silêncio que se seguiu não era desconfortável; era o silêncio de quem finalmente havia encontrado o que procurava. Malu estendeu o braço e puxou Duda para perto, mas não com a agressividade de antes, e sim com uma posse protetora.

— Valeu a pena a viagem? — perguntou Malu, um sorriso convencido brincando em seus lábios.

Duda, ainda tentando recuperar o fôlego, escondeu o rosto no pescoço de Malu.

— Valeu cada segundo — respondeu Duda, a voz fraca. — Mas acho que você vai ter que me compensar por todos os meses que me deixou esperando.

Malu riu, um som baixo e perigoso que indicava que a noite estava longe de acabar.

— Com prazer, Duda. Com todo o prazer do mundo.

Ela se inclinou sobre Duda novamente, e o fogo, que mal havia diminuído, voltou a arder com força total, provando que algumas conexões virtuais são apenas o prelúdio para uma realidade muito mais intensa.
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