
← Volver a la lista de fanfics
0 me gusta
Sla
Fandom: Weak Hero Class
Creado: 11/5/2026
Etiquetas
RomanceDramaOscuroPsicológicoEstudio de PersonajeCrimenLenguaje ExplícitoViolencia GráficaAngustiaNoir
O Equilíbrio do Caos e da Ordem
O escritório no topo do edifício da União estava mergulhado em um silêncio que a maioria das pessoas consideraria opressor. Para Na Baek-jin, no entanto, aquele silêncio era a prova de seu domínio. Ele estava sentado atrás de sua mesa de vidro, a luz da cidade de Yeongdeungpo refletida em seus olhos escuros e analíticos. À sua frente, pilhas de documentos organizados detalhavam o fluxo de caixa das escolas sob seu controle e o progresso acadêmico que ele mantinha com uma disciplina ferrenha.
Baek-jin não era apenas o líder de uma organização criminosa juvenil; ele era um estrategista que via o mundo como um tabuleiro de xadrez onde as peças raramente ousavam se mover sem sua permissão.
Exceto por uma.
O som de passos desleixados no corredor quebrou a harmonia do ambiente. A porta se abriu sem que batessem, e Geum Seong-je entrou, exalando uma energia que contrastava violentamente com a elegância contida do lugar. Seu uniforme estava desalinhado, o cabelo escuro caía sobre os olhos provocadores e um sorriso de canto de boca adornava seu rosto, como se ele soubesse de uma piada que ninguém mais entendia.
— Você sabe que existem regras sobre entrar aqui sem ser anunciado, Seong-je — disse Baek-jin, sem sequer levantar os olhos dos papéis. Sua voz era fria, nivelada, carregando o peso de uma ameaça implícita.
Seong-je soltou uma risada curta e se jogou no sofá de couro caro no canto da sala, esticando as pernas de forma folgada.
— Regras são para as pessoas que têm medo de você, Baek-jin. Eu só estava entediado. — Ele inclinou a cabeça, observando o perfil impecável do líder. — E o tédio é uma coisa perigosa em minhas mãos, você sabe disso.
Baek-jin finalmente largou a caneta e encostou-se na cadeira, fixando o olhar em Seong-je. A intensidade de seu olhar costumava fazer os subordinados tremerem ou desviarem o rosto, mas Seong-je apenas sustentou o contato, seus olhos brilhando com uma mistura de desafio e algo mais profundo, algo que ele escondia atrás de camadas de sadismo e impulsividade.
— O que você quer? — perguntou Baek-jin. — Se for sobre a zona leste, Hu-min já cuidou do relatório.
— Não estou nem aí para os relatórios ou para o Park Hu-min — cuspiu Seong-je, o nome do rival trazendo uma leve careta ao seu rosto. — Eu queria ver como o "aluno modelo" se comporta quando ninguém está olhando. Você nunca se cansa de ser perfeito?
— A perfeição é necessária para manter a ordem. Algo que você claramente não entende.
Seong-je levantou-se e caminhou lentamente até a mesa. Ele se inclinou sobre a superfície de vidro, reduzindo a distância entre eles. O cheiro de adrenalina e de uma briga recente parecia emanar de suas roupas.
— A ordem é chata — sussurrou Seong-je, a voz subitamente mais baixa, quase rouca. — O caos é muito mais honesto. No caos, você não precisa fingir que não sente nada.
Baek-jin não recuou. Ele observou as pupilas dilatadas de Seong-je, a maneira como a respiração do outro era irregular. Ele sabia que Seong-je era uma ferramenta valiosa, um cão de guarda que gostava de morder, mas também percebia que havia uma instabilidade nele que ia além da simples sede de violência.
— Você está tentando me analisar, Seong-je? — Baek-jin deu um sorriso mínimo, desprovido de qualquer calor humano. — Cuidado. Você pode não gostar do que vai encontrar.
— E quem disse que eu busco algo que eu goste? — Seong-je estendeu a mão, mas parou a centímetros do rosto de Baek-jin, seus dedos hesitando no ar. — Eu gosto de coisas que me queimam. E você... você é o incêndio mais frio que eu já vi.
O silêncio que se seguiu foi diferente do anterior. Não era mais o silêncio da autoridade, mas um carregado de uma tensão elétrica. Seong-je sentia o coração martelar contra as costelas. Ele odiava o quanto Na Baek-jin o fascinava. Odiava o fato de que, enquanto todos os outros viam um monstro ou um gênio, ele via alguém que era tão isolado pelo poder quanto ele era pela loucura.
Baek-jin segurou o pulso de Seong-je antes que ele pudesse se afastar. O aperto era firme, uma demonstração de força técnica e controle.
— Você é impulsivo — disse Baek-jin, os olhos fixos nos dele. — Age por desejo, por emoção. Isso é uma fraqueza que eu não tolero na União.
— Então por que ainda me mantém por perto? — provocou Seong-je, aproximando-se ainda mais, ignorando a dor no pulso. — Você poderia ter me descartado há muito tempo. Mas você gosta de me ter por perto, não gosta? Gosta de ver alguém que não consegue controlar totalmente.
Baek-jin soltou o pulso dele com um movimento brusco.
— Você é útil. Nada mais.
Seong-je soltou uma gargalhada seca, mas havia um brilho de mágoa escondido sob o deboche. Ele deu a volta na mesa e sentou-se na borda, invadindo o espaço pessoal de Baek-jin de uma forma que ninguém mais ousaria.
— Mentiroso. Você é um gênio, Baek-jin, mas é um péssimo mentiroso para si mesmo. Você me mantém por perto porque eu sou o único que olha para você e não vê um trono. Eu vejo apenas... você.
Baek-jin levantou-se, sua altura e presença dominando o espaço. Ele caminhou até a janela, dando as costas para Seong-je, observando as luzes da cidade que ele jurou conquistar.
— O que você sente, ou o que acha que sente, é irrelevante — declarou Baek-jin, a voz voltando ao seu tom gélido habitual. — Sentimentos são variáveis que atrapalham os cálculos. Se você quer continuar na União, aprenda a sufocá-los.
Seong-je caminhou até parar logo atrás dele. Ele podia sentir o frio que emanava de Baek-jin, uma barreira invisível que o líder construíra ao redor de si mesmo desde a infância, desde que o mundo o ensinara que ser fraco era uma sentença de morte.
— E se eu não quiser sufocá-los? — perguntou Seong-je, sua mão finalmente tocando o ombro de Baek-jin, um toque leve, quase um pedido. — E se eu preferir queimar com eles?
Baek-jin não se virou, mas seus ombros ficaram tensos sob o tecido fino da camisa social. Por um breve segundo, a máscara de calculismo vacilou. Ele se lembrou da solidão dos becos, da fome e da necessidade de ser o predador para não ser a presa. Seong-je era o oposto de tudo o que ele buscava, mas era também a única coisa que parecia viva em seu mundo de estatísticas e poder.
— Você vai acabar se destruindo, Seong-je — disse Baek-jin suavemente.
— Talvez — respondeu Seong-je, um sorriso genuíno e triste aparecendo em seus lábios. — Mas pelo menos eu vou saber que vivi. Enquanto você... você vai ser apenas uma estátua de gelo no topo de um castelo de areia.
Seong-je se afastou e caminhou em direção à porta. Antes de sair, ele parou e olhou por cima do ombro.
— Amanhã tem aquela confusão com a gangue de Mapo. Eu vou estar lá. Não porque você mandou, mas porque eu quero ver se você vai estar assistindo.
A porta se fechou com um clique suave. Baek-jin permaneceu imóvel diante da janela por um longo tempo. Ele levou a mão ao ombro, onde o calor do toque de Seong-je ainda parecia persistir.
Ele era Na Baek-jin, o líder da União, o aluno modelo, o estrategista invicto. Ele não tinha espaço para sentimentos, para impulsos ou para o caos que Geum Seong-je representava.
No entanto, ao olhar para o próprio reflexo no vidro, ele percebeu que seus olhos não estavam focados na cidade, mas no rastro de desordem que Seong-je deixara em sua mente. Pela primeira vez em anos, os cálculos de Baek-jin não batiam. E, para sua própria surpresa, ele não sentiu vontade de corrigi-los.
Lá fora, a noite de Yeongdeungpo continuava violenta e barulhenta, mas dentro daquela sala, o silêncio agora tinha um peso diferente. Era o peso de algo que não podia ser controlado, rotulado ou vencido. Era o peso de uma conexão que desafiava a lógica.
Baek-jin voltou para sua mesa e pegou a caneta. Ele precisava terminar o relatório. Precisava manter a ordem. Mas, enquanto escrevia, a imagem do sorriso debochado de Seong-je permanecia em sua visão periférica, um lembrete constante de que, por trás de toda a frieza, o fogo ainda podia encontrar uma maneira de queimar.
— Idiota — murmurou Baek-jin para a sala vazia.
Mas não havia raiva em sua voz. Havia apenas uma aceitação silenciosa de que, no tabuleiro de sua vida, a peça mais perigosa era aquela que ele não queria perder.
Enquanto isso, nos corredores escuros do prédio, Geum Seong-je descia as escadas com um salto no passo. Ele sentia a adrenalina correndo nas veias, o tipo de euforia que só vinha depois de uma luta ou de um confronto direto com a morte. Ele sabia que Baek-jin nunca admitiria, nunca cederia da maneira que ele desejava.
Mas ele também sabia que tinha conseguido algo que ninguém mais conseguira: ele tinha feito Na Baek-jin hesitar.
E para Seong-je, no seu mundo de caos e sombras, aquela pequena rachadura na armadura de gelo era mais do que suficiente para mantê-lo leal. Não à União, não ao poder, mas ao homem que ousava tentar ser um deus em um mundo de monstros.
Ele saiu para a noite fria, acendendo um cigarro e olhando para a janela iluminada no topo.
— Vamos ver quanto tempo você aguenta, Baek-jin — disse ele para o vento, soltando a fumaça. — O caos sempre vence no final.
A luta de amanhã seria sangrenta, ele tinha certeza disso. Ele se certificaria de que fosse um espetáculo. Afinal, ele tinha uma plateia de um homem só para impressionar, e Geum Seong-je nunca perdia a oportunidade de dar um show, especialmente quando o prêmio era o olhar atento e gélido da única pessoa que ele realmente temia e, secretamente, amava.
Baek-jin não era apenas o líder de uma organização criminosa juvenil; ele era um estrategista que via o mundo como um tabuleiro de xadrez onde as peças raramente ousavam se mover sem sua permissão.
Exceto por uma.
O som de passos desleixados no corredor quebrou a harmonia do ambiente. A porta se abriu sem que batessem, e Geum Seong-je entrou, exalando uma energia que contrastava violentamente com a elegância contida do lugar. Seu uniforme estava desalinhado, o cabelo escuro caía sobre os olhos provocadores e um sorriso de canto de boca adornava seu rosto, como se ele soubesse de uma piada que ninguém mais entendia.
— Você sabe que existem regras sobre entrar aqui sem ser anunciado, Seong-je — disse Baek-jin, sem sequer levantar os olhos dos papéis. Sua voz era fria, nivelada, carregando o peso de uma ameaça implícita.
Seong-je soltou uma risada curta e se jogou no sofá de couro caro no canto da sala, esticando as pernas de forma folgada.
— Regras são para as pessoas que têm medo de você, Baek-jin. Eu só estava entediado. — Ele inclinou a cabeça, observando o perfil impecável do líder. — E o tédio é uma coisa perigosa em minhas mãos, você sabe disso.
Baek-jin finalmente largou a caneta e encostou-se na cadeira, fixando o olhar em Seong-je. A intensidade de seu olhar costumava fazer os subordinados tremerem ou desviarem o rosto, mas Seong-je apenas sustentou o contato, seus olhos brilhando com uma mistura de desafio e algo mais profundo, algo que ele escondia atrás de camadas de sadismo e impulsividade.
— O que você quer? — perguntou Baek-jin. — Se for sobre a zona leste, Hu-min já cuidou do relatório.
— Não estou nem aí para os relatórios ou para o Park Hu-min — cuspiu Seong-je, o nome do rival trazendo uma leve careta ao seu rosto. — Eu queria ver como o "aluno modelo" se comporta quando ninguém está olhando. Você nunca se cansa de ser perfeito?
— A perfeição é necessária para manter a ordem. Algo que você claramente não entende.
Seong-je levantou-se e caminhou lentamente até a mesa. Ele se inclinou sobre a superfície de vidro, reduzindo a distância entre eles. O cheiro de adrenalina e de uma briga recente parecia emanar de suas roupas.
— A ordem é chata — sussurrou Seong-je, a voz subitamente mais baixa, quase rouca. — O caos é muito mais honesto. No caos, você não precisa fingir que não sente nada.
Baek-jin não recuou. Ele observou as pupilas dilatadas de Seong-je, a maneira como a respiração do outro era irregular. Ele sabia que Seong-je era uma ferramenta valiosa, um cão de guarda que gostava de morder, mas também percebia que havia uma instabilidade nele que ia além da simples sede de violência.
— Você está tentando me analisar, Seong-je? — Baek-jin deu um sorriso mínimo, desprovido de qualquer calor humano. — Cuidado. Você pode não gostar do que vai encontrar.
— E quem disse que eu busco algo que eu goste? — Seong-je estendeu a mão, mas parou a centímetros do rosto de Baek-jin, seus dedos hesitando no ar. — Eu gosto de coisas que me queimam. E você... você é o incêndio mais frio que eu já vi.
O silêncio que se seguiu foi diferente do anterior. Não era mais o silêncio da autoridade, mas um carregado de uma tensão elétrica. Seong-je sentia o coração martelar contra as costelas. Ele odiava o quanto Na Baek-jin o fascinava. Odiava o fato de que, enquanto todos os outros viam um monstro ou um gênio, ele via alguém que era tão isolado pelo poder quanto ele era pela loucura.
Baek-jin segurou o pulso de Seong-je antes que ele pudesse se afastar. O aperto era firme, uma demonstração de força técnica e controle.
— Você é impulsivo — disse Baek-jin, os olhos fixos nos dele. — Age por desejo, por emoção. Isso é uma fraqueza que eu não tolero na União.
— Então por que ainda me mantém por perto? — provocou Seong-je, aproximando-se ainda mais, ignorando a dor no pulso. — Você poderia ter me descartado há muito tempo. Mas você gosta de me ter por perto, não gosta? Gosta de ver alguém que não consegue controlar totalmente.
Baek-jin soltou o pulso dele com um movimento brusco.
— Você é útil. Nada mais.
Seong-je soltou uma gargalhada seca, mas havia um brilho de mágoa escondido sob o deboche. Ele deu a volta na mesa e sentou-se na borda, invadindo o espaço pessoal de Baek-jin de uma forma que ninguém mais ousaria.
— Mentiroso. Você é um gênio, Baek-jin, mas é um péssimo mentiroso para si mesmo. Você me mantém por perto porque eu sou o único que olha para você e não vê um trono. Eu vejo apenas... você.
Baek-jin levantou-se, sua altura e presença dominando o espaço. Ele caminhou até a janela, dando as costas para Seong-je, observando as luzes da cidade que ele jurou conquistar.
— O que você sente, ou o que acha que sente, é irrelevante — declarou Baek-jin, a voz voltando ao seu tom gélido habitual. — Sentimentos são variáveis que atrapalham os cálculos. Se você quer continuar na União, aprenda a sufocá-los.
Seong-je caminhou até parar logo atrás dele. Ele podia sentir o frio que emanava de Baek-jin, uma barreira invisível que o líder construíra ao redor de si mesmo desde a infância, desde que o mundo o ensinara que ser fraco era uma sentença de morte.
— E se eu não quiser sufocá-los? — perguntou Seong-je, sua mão finalmente tocando o ombro de Baek-jin, um toque leve, quase um pedido. — E se eu preferir queimar com eles?
Baek-jin não se virou, mas seus ombros ficaram tensos sob o tecido fino da camisa social. Por um breve segundo, a máscara de calculismo vacilou. Ele se lembrou da solidão dos becos, da fome e da necessidade de ser o predador para não ser a presa. Seong-je era o oposto de tudo o que ele buscava, mas era também a única coisa que parecia viva em seu mundo de estatísticas e poder.
— Você vai acabar se destruindo, Seong-je — disse Baek-jin suavemente.
— Talvez — respondeu Seong-je, um sorriso genuíno e triste aparecendo em seus lábios. — Mas pelo menos eu vou saber que vivi. Enquanto você... você vai ser apenas uma estátua de gelo no topo de um castelo de areia.
Seong-je se afastou e caminhou em direção à porta. Antes de sair, ele parou e olhou por cima do ombro.
— Amanhã tem aquela confusão com a gangue de Mapo. Eu vou estar lá. Não porque você mandou, mas porque eu quero ver se você vai estar assistindo.
A porta se fechou com um clique suave. Baek-jin permaneceu imóvel diante da janela por um longo tempo. Ele levou a mão ao ombro, onde o calor do toque de Seong-je ainda parecia persistir.
Ele era Na Baek-jin, o líder da União, o aluno modelo, o estrategista invicto. Ele não tinha espaço para sentimentos, para impulsos ou para o caos que Geum Seong-je representava.
No entanto, ao olhar para o próprio reflexo no vidro, ele percebeu que seus olhos não estavam focados na cidade, mas no rastro de desordem que Seong-je deixara em sua mente. Pela primeira vez em anos, os cálculos de Baek-jin não batiam. E, para sua própria surpresa, ele não sentiu vontade de corrigi-los.
Lá fora, a noite de Yeongdeungpo continuava violenta e barulhenta, mas dentro daquela sala, o silêncio agora tinha um peso diferente. Era o peso de algo que não podia ser controlado, rotulado ou vencido. Era o peso de uma conexão que desafiava a lógica.
Baek-jin voltou para sua mesa e pegou a caneta. Ele precisava terminar o relatório. Precisava manter a ordem. Mas, enquanto escrevia, a imagem do sorriso debochado de Seong-je permanecia em sua visão periférica, um lembrete constante de que, por trás de toda a frieza, o fogo ainda podia encontrar uma maneira de queimar.
— Idiota — murmurou Baek-jin para a sala vazia.
Mas não havia raiva em sua voz. Havia apenas uma aceitação silenciosa de que, no tabuleiro de sua vida, a peça mais perigosa era aquela que ele não queria perder.
Enquanto isso, nos corredores escuros do prédio, Geum Seong-je descia as escadas com um salto no passo. Ele sentia a adrenalina correndo nas veias, o tipo de euforia que só vinha depois de uma luta ou de um confronto direto com a morte. Ele sabia que Baek-jin nunca admitiria, nunca cederia da maneira que ele desejava.
Mas ele também sabia que tinha conseguido algo que ninguém mais conseguira: ele tinha feito Na Baek-jin hesitar.
E para Seong-je, no seu mundo de caos e sombras, aquela pequena rachadura na armadura de gelo era mais do que suficiente para mantê-lo leal. Não à União, não ao poder, mas ao homem que ousava tentar ser um deus em um mundo de monstros.
Ele saiu para a noite fria, acendendo um cigarro e olhando para a janela iluminada no topo.
— Vamos ver quanto tempo você aguenta, Baek-jin — disse ele para o vento, soltando a fumaça. — O caos sempre vence no final.
A luta de amanhã seria sangrenta, ele tinha certeza disso. Ele se certificaria de que fosse um espetáculo. Afinal, ele tinha uma plateia de um homem só para impressionar, e Geum Seong-je nunca perdia a oportunidade de dar um show, especialmente quando o prêmio era o olhar atento e gélido da única pessoa que ele realmente temia e, secretamente, amava.
