Fanfy
.studio
Cargando...
Imagen de fondo

Off campus

Fandom: Off campus

Creado: 19/5/2026

Etiquetas

RomancePWP (¿Trama? ¿Qué trama?)Lenguaje ExplícitoAmbientación CanonRecortes de Vida
Índice

Equação de Desejo e Gelo

A luz da lua filtrava-se pelas janelas amplas da sala de estar da casa da Briar, mas o ambiente estava longe de ser frio. O som abafado de uma música de batida lenta ecoava pelas paredes, misturando-se ao tilintar de gelo em copos esquecidos. Luana estava sentada no sofá de couro, sentindo-se estranhamente pequena entre os dois gigantes que a ladeavam. De um lado, Garrett Graham, o capitão do time de hóquei, exalava uma confiança serena e uma força que parecia vibrar sob sua pele. Do outro, Dean Di Laurentis, o epítome do pecado e da sedução, cujo olhar predatório nunca deixava seus lábios.

Luana era conhecida no campus como a "nerd prodígio", a garota que passava horas na biblioteca e mantinha as notas impecáveis. Mas, naquela noite, o suéter largo e os óculos de leitura tinham sido substituídos por um vestido de seda preto que abraçava suas curvas de uma forma que fazia a garganta de Garrett secar. Ela não era tão santa quanto os boatos sugeriam, e os dois jogadores estavam prestes a descobrir isso.

— Você está muito calada, Lua — comentou Garrett, sua voz um barítono suave que arrepiou os pelos da nuca dela. Ele esticou o braço pelo encosto do sofá, os dedos roçando levemente o ombro dela. — Onde está aquela língua afiada que você usa para nos humilhar nas aulas de cálculo?

Luana deu um sorriso de lado, um brilho desafiador nos olhos.

— Digamos que eu prefiro observar meus alvos antes de atacar — respondeu ela, virando o rosto para Garrett. — E vocês dois são alvos bem grandes.

Dean soltou uma risada rouca, inclinando-se para mais perto. O cheiro de seu perfume caro e de uísque era uma combinação inebriante.

— Oh, querida, você não tem ideia do tamanho do problema em que se meteu — disse Dean, a voz carregada de uma promessa perigosa. — Eu não sou de observar. Eu gosto de ação direta.

Ele levou a mão à coxa de Luana, os dedos subindo lentamente pela barra do vestido. A audácia de Dean era sua marca registrada, mas havia algo na forma como ele a tocava que não era apenas vulgar; era possessivo, carregado de uma pegada que ele sabia exatamente como usar.

— Dean, não a assuste — advertiu Garrett, embora seu olhar estivesse fixo na mão do amigo. — Ela não é como as outras garotas que caem aos seus pés só porque você sorri.

— Eu não estou assustada — interrompeu Luana, a voz firme apesar da eletricidade que percorria seu corpo. — Na verdade, eu estava me perguntando quanto tempo vocês dois iam levar para parar de medir forças e focar no que realmente importa.

Garrett arqueou uma sobrancelha, impressionado. Ele sempre soubera que Luana tinha fogo, mas vê-lo queimar tão de perto era outra história. Ele se aproximou, diminuindo o espaço até que seus rostos estivessem a centímetros de distância.

— E o que realmente importa agora, Lua? — perguntou Garrett, sua mão descendo do ombro para a nuca dela, puxando-a levemente para mais perto.

— Eu — respondeu ela, em um sussurro audacioso.

Dean não esperou por mais nenhum convite. Ele selou seus lábios aos dela em um beijo faminto, uma invasão que Luana correspondeu com a mesma intensidade. Era um beijo de Dean: urgente, habilidoso e cheio de uma malícia que a fazia derreter. Enquanto isso, as mãos de Garrett não ficaram paradas. Ele começou a beijar o pescoço de Luana, a barba rala arranhando sua pele sensível de uma forma que a fazia soltar gemidos baixos contra a boca de Dean.

— Você é deliciosa — murmurou Dean, afastando-se apenas o suficiente para respirar, seus olhos escuros de desejo. — Eu sabia que por baixo dessa fachada de santinha existia algo muito mais interessante.

— Santinha? — Luana riu, a respiração ofegante. — Dean, eu estudo anatomia. Eu sei exatamente como cada músculo do corpo de vocês funciona.

Garrett sorriu, aquele sorriso charmoso que derretia metade do campus, mas que agora era direcionado apenas a ela.

— Então por que não nos mostra na prática? — sugeriu Garrett, levantando-se e puxando-a pela mão, enquanto Dean se levantava logo atrás, como uma sombra persistente.

Eles caminharam até o quarto de Garrett, o silêncio da casa sendo quebrado apenas pelo som de seus passos e pela respiração pesada. Assim que a porta se fechou, a atmosfera mudou. Não havia mais espaço para provocações leves; o desejo era palpável, denso como a fumaça.

Garrett sentou-se na beira da cama e puxou Luana para o meio de suas pernas, as mãos grandes segurando sua cintura com firmeza. Dean postou-se atrás dela, as mãos deslizando pelos braços de Luana até alcançarem seus seios por cima do tecido fino do vestido.

— Você está tremendo — observou Dean, soprando o ouvido dela. — É medo ou antecipação?

— É a vontade de ver se vocês são tão bons quanto dizem nos vestiários — retrucou ela, inclinando a cabeça para trás no ombro de Dean, enquanto Garrett começava a desabotoar os botões do próprio jeans.

— Você não vai se decepcionar — prometeu Garrett, a voz rouca de desejo. — Eu jogo para ganhar, Lua. E eu nunca perco.

Garrett puxou Luana para um beijo profundo, um contraste perfeito com a agressividade de Dean. O beijo de Garrett era técnico, forte, mas carregado de uma ternura protetora que fazia Luana se sentir o centro do universo. Enquanto isso, Dean já tinha descido o zíper do vestido dela, deixando a seda escorregar pelo seu corpo até o chão, revelando a lingerie de renda que provava que ela tinha planejado cada segundo daquela noite.

— Puta merda — exclamou Dean, a voz falhando por um momento. — Garrett, olha para isso.

— Eu estou olhando — respondeu Garrett, os olhos percorrendo cada centímetro da pele de Luana. — Ela é perfeita.

Luana sentiu-se poderosa sob o olhar dos dois. Ela levou as mãos aos cabelos de Garrett, puxando-o para mais perto, enquanto sentia Dean se pressionar contra suas costas, a ereção dele evidente contra sua pele.

— Chega de falar — ordenou Luana, sua voz assumindo o comando. — Eu quero os dois. Agora.

Dean sorriu, aquela expressão de puro deleite que ele reservava para os momentos mais intensos.

— Como desejar, princesa — disse Dean, pegando-a no colo e jogando-a no centro da cama, enquanto Garrett se posicionava ao lado dela.

O que se seguiu foi uma sinfonia de toques, gemidos e uma intensidade que nenhum livro de anatomia poderia descrever. Garrett era a força, o ritmo constante e poderoso que a mantinha ancorada. Dean era o fogo, a pegada firme e os sussurros sujos que a levavam ao limite da sanidade.

Em um momento, Luana estava sob Garrett, sentindo o peso de seus músculos contra os dela, enquanto Dean explorava cada curva de seu corpo com a boca. Em outro, ela estava sentada no colo de Dean, sentindo a força de sua pegada, enquanto Garrett a beijava como se sua vida dependesse disso.

— Você é nossa, Lua — arfou Garrett, o suor brilhando em sua pele sob a luz fraca do quarto. — Só nossa hoje à noite.

— Eu não sou de ninguém, Garrett — disse ela, entre dentes, enquanto o prazer começava a atingir seu ápice. — Mas vocês... vocês definitivamente são meus agora.

Dean riu, uma risada de puro triunfo, enquanto aumentava o ritmo, levando-os todos para além do ponto de retorno. Naquele momento, não havia capitão de hóquei, não havia o herdeiro Di Laurentis, e não havia a nerd da Briar. Havia apenas a colisão de três forças da natureza, um encontro que deixaria marcas muito mais profundas do que qualquer arranhão nas costas.

Quando o silêncio finalmente retornou ao quarto, interrompido apenas pela respiração pesada e sincronizada dos três, Luana estava deitada entre eles, sentindo o calor de seus corpos. Garrett tinha um braço sobre ela, sua mão descansando protetoramente em seu abdômen. Dean estava do outro lado, brincando com uma mecha de cabelo dela, um sorriso satisfeito nos lábios.

— Então — começou Dean, quebrando o silêncio com seu tom habitual de deboche, embora houvesse um respeito novo em sua voz. — Como fomos no seu teste de anatomia?

Luana sorriu, fechando os olhos e aproveitando o conforto daquele momento improvável.

— Digamos que vocês passaram com louvor — respondeu ela. — Mas talvez precisemos de algumas aulas de reforço.

Garrett soltou uma risada baixa, beijando o topo da cabeça dela.

— Eu acho que posso abrir um espaço na minha agenda para isso — disse o capitão.

— Eu também — concordou Dean, puxando o lençol sobre eles. — Afinal, a prática leva à perfeição.

E ali, entre os dois homens mais desejados da universidade, a "santinha" Luana descobriu que a equação perfeita não estava nos livros, mas na química explosiva que acabara de incendiar a casa da Briar. Aquela era apenas a primeira de muitas noites onde o gelo do hóquei derreteria diante do fogo que eles criavam juntos.
Índice

¿Quieres crear tu propio fanfic?

Regístrate en Fanfy y crea tus propias historias.

Crear mi fanfic