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Oliver foi sequestrado !
Fandom: Fundamental paper education FPE
Creado: 19/5/2026
Etiquetas
UA (Universo Alternativo)AngustiaDolor/ConsueloPsicológicoOscuroTerrorSupervivenciaHorror CorporalExperimentación Humana
O Labirinto das Sombras e o Eco do Desespero
Oliver sentia o suor frio escorrer por sua testa, misturando-se à marca de "A+" em seu cabelo. O pânico, um sentimento que ele raramente experimentava enquanto intimidava os outros nos corredores da Paper School, agora era seu único companheiro. Ele estava suspenso, esticado contra aquele crucifixo bizarro, com os pulsos e tornozelos firmemente presos por cordas que pareciam ter vida própria. Onde antes havia aquela substância pegajosa rosa que o imobilizara, agora só restava o vazio do escuro, interrompido apenas pelo zumbido mecânico daquela câmera voadora que insistia em invadir sua privacidade, focando em partes de seu corpo que o faziam arder de vergonha.
Ele tentou forçar o braço de lápis contra as amarras, mas a madeira parecia prestes a estalar sob a pressão. Sua respiração estava ofegante, e sua língua bifurcada escapava entre os dentes em um tique nervoso. Foi quando, vindo de algum lugar além da escuridão absoluta, ele ouviu um gemido familiar. Não era apenas o som de alguém sofrendo; era um som abafado, rítmico e desesperado.
— Quem está aí? — gritou Oliver, sua voz falhando e ecoando pelas paredes invisíveis do lugar. — Edward? É você?
A poucos metros dele, emergindo das sombras como se o próprio cenário estivesse se moldando, Edward apareceu. Ele não estava em melhor situação. O valentão, que geralmente exibia uma confiança inabalável ao lado de Oliver, estava preso de forma similar, lutando contra correntes que tilintavam com um som metálico e agoniante. O rosto de Edward estava vermelho, as veias de seu pescoço saltadas pelo esforço inútil de se libertar.
— Oliver! — Edward exclamou, sua voz rouca. — Que droga de lugar é esse? Eu não consigo quebrar essas coisas!
— Eu também não! — Oliver retrucou, tentando girar o corpo no crucifixo, o que só fez a câmera voadora se aproximar mais de seu tronco, capturando cada detalhe de sua agitação. — Tem alguma coisa errada aqui. Isso não é uma brincadeira do pessoal da escola. Isso é... é diferente.
Antes que Edward pudesse responder, um som de impacto surdo ecoou pelo ambiente. Algo — ou melhor, alguém — foi arremessado para dentro do círculo de luz fraca onde eles estavam. O objeto rolou pelo chão frio até parar entre os dois.
Oliver arregalou os olhos. Era Zip.
Mas não era a Zip que eles conheciam, sempre pronta para uma travessura ou para rir da desgraça alheia. Ela estava envolta em uma camisa de força branca e rígida, suas asas presas e imobilizadas contra o corpo. Suas pernas estavam amarradas com cordas grossas, e uma mordaça de pano cobria sua boca, impedindo qualquer palavra articulada. Seus olhos estavam arregalados, transbordando um terror que Oliver nunca imaginou ver em sua amiga.
— Zip! — Edward tentou se esticar em direção a ela, mas as correntes o puxaram de volta violentamente.
Zip começou a se debater no chão, rolando de um lado para o outro de forma frenética. Ela emitia sons abafados e agudos através da mordaça, uma súplica desesperada por socorro que parecia arranhar os ouvidos de Oliver. Em seu desespero cego, ela acabou rolando para cima de Oliver e Edward, seus corpos colidindo enquanto ela tentava, de alguma forma, usar o contato físico para se libertar ou para sentir que não estava sozinha.
— Mmmph! Mmmmmmph! — Zip gemia, a voz sufocada pelo pano, enquanto seus olhos buscavam os de Oliver.
— Calma, Zip! Para de se mexer assim, você vai se machucar! — Oliver gritou, embora ele mesmo estivesse em um estado de histeria crescente.
A situação era um pesadelo vivo. Oliver sentia o peso de Zip contra suas pernas presas, e o calor do corpo de Edward logo ao lado. O silêncio do lugar foi substituído por uma cacofonia de pensamentos. De repente, as vozes deles começaram a ecoar. Mas não eram vozes externas.
*“Nós vamos morrer aqui...”* — A voz de Edward ressoou dentro da mente de Oliver, clara como se ele estivesse sussurrando em seu ouvido.
*“Alguém me tire daqui, dói, as cordas estão apertadas demais!”* — Era o pensamento de Zip, invadindo a consciência de Oliver de forma invasiva e dolorosa.
— Saiam da minha cabeça! — Oliver balançou a cabeça freneticamente, o rabo de cavalo chicoteando o ar. — Edward, você ouviu isso?
— Eu ouvi você, Oliver! — Edward respondeu, parecendo igualmente aterrorizado. — Eu ouvi você pensando que está com medo! Por que eu estou ouvindo o que você pensa?
A conexão mental parecia ser parte da tortura daquele lugar. Cada grama de estresse, cada centelha de vergonha que Oliver sentia por estar preso daquela forma, exposto diante daquela câmera invasiva, era transmitida diretamente para seus amigos. Ele podia sentir o pânico puro de Zip, um sentimento de claustrofobia terrível vindo da camisa de força, e a frustração impotente de Edward.
A câmera voadora, como se alimentando daquele caos emocional, desceu ainda mais baixo. Ela pairou a poucos centímetros da bermuda branca de Oliver, focando intensamente. Ele sentiu o rosto queimar, um rubor que se espalhava de suas bochechas até as orelhas.
— Sai daqui! — ele sibilou para o aparelho, sua língua bifurcada tremendo. — Pare de filmar!
— Oliver, o que ela está fazendo? — a voz mental de Zip ecoou, carregada de uma confusão infantil e assustada.
— Não olhe, Zip! — Oliver implorou, fechando os olhos com força.
A pressão das cordas em seus pulsos aumentou subitamente, puxando-o mais para cima no crucifixo. Ele soltou um gemido de dor, e Edward tentou chutar o ar na direção da câmera para afastá-la de Oliver, mas suas correntes eram curtas demais.
— Nós temos que sair daqui agora — disse Edward, tentando retomar o controle, embora sua voz mental estivesse tremendo. — Oliver, usa o seu braço de lápis! Tenta cortar as cordas da Zip!
— Eu não consigo alcançar! — Oliver respondeu, o desespero atingindo o ápice. — Eu estou esticado demais! O crucifixo está me puxando!
Zip, no chão, começou a soluçar por trás da mordaça. O som abafado era de partir o coração. Ela tentou se arrastar usando os ombros, aproximando-se dos pés de Oliver, que ainda estavam presos pela armadilha que agora parecia ter se fundido às cordas do crucifixo.
— Mmmph... mmmph... — Ela encostou a testa nos pés dele, uma tentativa muda de conforto ou talvez um pedido final de desculpas por todas as brincadeiras que os levaram até ali.
As vozes em suas cabeças começaram a se sobrepor, criando uma estática mental ensurdecedora. *“Sabonete... eu queria comer um sabonete agora...”* — o pensamento aleatório e faminto de Oliver surgiu involuntariamente, seguido pelo medo de Edward de que os professores os encontrassem naquela situação humilhante, e pelo terror puro de Zip de nunca mais poder voar.
— Silêncio! — Oliver gritou para o vazio, as lágrimas finalmente começando a arder em seus olhos. — Por favor, quem quer que esteja fazendo isso... pare!
A luz da câmera brilhou intensamente, cegando-os por um segundo. Quando a visão de Oliver clareou, ele percebeu que as cordas estavam começando a brilhar com uma tonalidade avermelhada, aquecendo-se contra sua pele. O crucifixo começou a vibrar, um som grave que reverberava em seus ossos.
— Está ficando quente! — Edward avisou, sua voz mental tornando-se um grito.
Zip começou a rolar para longe, tentando escapar do calor que emanava da base do crucifixo, mas a camisa de força a impedia de ter qualquer agilidade. Ela acabou batendo contra uma parede invisível, ficando encurralada entre a escuridão e o sofrimento de seus amigos.
Oliver olhou para baixo, vendo sua própria imagem refletida na lente da câmera que ainda o perseguia. Ele viu um valentão quebrado, um menino travesso que tinha perdido o controle de sua própria narrativa. A marca de "A+" em seu cabelo parecia zombar dele, um símbolo de perfeição em um momento de total degradação.
— Nós não vamos conseguir, vamos? — a pergunta de Edward ecoou na mente de todos, carregada de uma resignação sombria.
— Não diga isso! — Oliver rebateu, embora a força estivesse abandonando seus membros. — Nós somos os valentões da Paper School. Nós não nos rendemos.
Mas, enquanto a câmera subia novamente para filmar seu rosto banhado em suor e agonia, e enquanto Zip continuava sua luta silenciosa e abafada no chão, Oliver soube que aquele era apenas o começo de uma provação que nenhum deles estava preparado para enfrentar. O crucifixo o puxou mais uma vez, um solavanco violento que o fez perder o fôlego, e o labirinto de sombras pareceu se fechar ainda mais ao redor do trio, transformando seus gritos — reais e mentais — em um único eco de desespero.
Ele tentou forçar o braço de lápis contra as amarras, mas a madeira parecia prestes a estalar sob a pressão. Sua respiração estava ofegante, e sua língua bifurcada escapava entre os dentes em um tique nervoso. Foi quando, vindo de algum lugar além da escuridão absoluta, ele ouviu um gemido familiar. Não era apenas o som de alguém sofrendo; era um som abafado, rítmico e desesperado.
— Quem está aí? — gritou Oliver, sua voz falhando e ecoando pelas paredes invisíveis do lugar. — Edward? É você?
A poucos metros dele, emergindo das sombras como se o próprio cenário estivesse se moldando, Edward apareceu. Ele não estava em melhor situação. O valentão, que geralmente exibia uma confiança inabalável ao lado de Oliver, estava preso de forma similar, lutando contra correntes que tilintavam com um som metálico e agoniante. O rosto de Edward estava vermelho, as veias de seu pescoço saltadas pelo esforço inútil de se libertar.
— Oliver! — Edward exclamou, sua voz rouca. — Que droga de lugar é esse? Eu não consigo quebrar essas coisas!
— Eu também não! — Oliver retrucou, tentando girar o corpo no crucifixo, o que só fez a câmera voadora se aproximar mais de seu tronco, capturando cada detalhe de sua agitação. — Tem alguma coisa errada aqui. Isso não é uma brincadeira do pessoal da escola. Isso é... é diferente.
Antes que Edward pudesse responder, um som de impacto surdo ecoou pelo ambiente. Algo — ou melhor, alguém — foi arremessado para dentro do círculo de luz fraca onde eles estavam. O objeto rolou pelo chão frio até parar entre os dois.
Oliver arregalou os olhos. Era Zip.
Mas não era a Zip que eles conheciam, sempre pronta para uma travessura ou para rir da desgraça alheia. Ela estava envolta em uma camisa de força branca e rígida, suas asas presas e imobilizadas contra o corpo. Suas pernas estavam amarradas com cordas grossas, e uma mordaça de pano cobria sua boca, impedindo qualquer palavra articulada. Seus olhos estavam arregalados, transbordando um terror que Oliver nunca imaginou ver em sua amiga.
— Zip! — Edward tentou se esticar em direção a ela, mas as correntes o puxaram de volta violentamente.
Zip começou a se debater no chão, rolando de um lado para o outro de forma frenética. Ela emitia sons abafados e agudos através da mordaça, uma súplica desesperada por socorro que parecia arranhar os ouvidos de Oliver. Em seu desespero cego, ela acabou rolando para cima de Oliver e Edward, seus corpos colidindo enquanto ela tentava, de alguma forma, usar o contato físico para se libertar ou para sentir que não estava sozinha.
— Mmmph! Mmmmmmph! — Zip gemia, a voz sufocada pelo pano, enquanto seus olhos buscavam os de Oliver.
— Calma, Zip! Para de se mexer assim, você vai se machucar! — Oliver gritou, embora ele mesmo estivesse em um estado de histeria crescente.
A situação era um pesadelo vivo. Oliver sentia o peso de Zip contra suas pernas presas, e o calor do corpo de Edward logo ao lado. O silêncio do lugar foi substituído por uma cacofonia de pensamentos. De repente, as vozes deles começaram a ecoar. Mas não eram vozes externas.
*“Nós vamos morrer aqui...”* — A voz de Edward ressoou dentro da mente de Oliver, clara como se ele estivesse sussurrando em seu ouvido.
*“Alguém me tire daqui, dói, as cordas estão apertadas demais!”* — Era o pensamento de Zip, invadindo a consciência de Oliver de forma invasiva e dolorosa.
— Saiam da minha cabeça! — Oliver balançou a cabeça freneticamente, o rabo de cavalo chicoteando o ar. — Edward, você ouviu isso?
— Eu ouvi você, Oliver! — Edward respondeu, parecendo igualmente aterrorizado. — Eu ouvi você pensando que está com medo! Por que eu estou ouvindo o que você pensa?
A conexão mental parecia ser parte da tortura daquele lugar. Cada grama de estresse, cada centelha de vergonha que Oliver sentia por estar preso daquela forma, exposto diante daquela câmera invasiva, era transmitida diretamente para seus amigos. Ele podia sentir o pânico puro de Zip, um sentimento de claustrofobia terrível vindo da camisa de força, e a frustração impotente de Edward.
A câmera voadora, como se alimentando daquele caos emocional, desceu ainda mais baixo. Ela pairou a poucos centímetros da bermuda branca de Oliver, focando intensamente. Ele sentiu o rosto queimar, um rubor que se espalhava de suas bochechas até as orelhas.
— Sai daqui! — ele sibilou para o aparelho, sua língua bifurcada tremendo. — Pare de filmar!
— Oliver, o que ela está fazendo? — a voz mental de Zip ecoou, carregada de uma confusão infantil e assustada.
— Não olhe, Zip! — Oliver implorou, fechando os olhos com força.
A pressão das cordas em seus pulsos aumentou subitamente, puxando-o mais para cima no crucifixo. Ele soltou um gemido de dor, e Edward tentou chutar o ar na direção da câmera para afastá-la de Oliver, mas suas correntes eram curtas demais.
— Nós temos que sair daqui agora — disse Edward, tentando retomar o controle, embora sua voz mental estivesse tremendo. — Oliver, usa o seu braço de lápis! Tenta cortar as cordas da Zip!
— Eu não consigo alcançar! — Oliver respondeu, o desespero atingindo o ápice. — Eu estou esticado demais! O crucifixo está me puxando!
Zip, no chão, começou a soluçar por trás da mordaça. O som abafado era de partir o coração. Ela tentou se arrastar usando os ombros, aproximando-se dos pés de Oliver, que ainda estavam presos pela armadilha que agora parecia ter se fundido às cordas do crucifixo.
— Mmmph... mmmph... — Ela encostou a testa nos pés dele, uma tentativa muda de conforto ou talvez um pedido final de desculpas por todas as brincadeiras que os levaram até ali.
As vozes em suas cabeças começaram a se sobrepor, criando uma estática mental ensurdecedora. *“Sabonete... eu queria comer um sabonete agora...”* — o pensamento aleatório e faminto de Oliver surgiu involuntariamente, seguido pelo medo de Edward de que os professores os encontrassem naquela situação humilhante, e pelo terror puro de Zip de nunca mais poder voar.
— Silêncio! — Oliver gritou para o vazio, as lágrimas finalmente começando a arder em seus olhos. — Por favor, quem quer que esteja fazendo isso... pare!
A luz da câmera brilhou intensamente, cegando-os por um segundo. Quando a visão de Oliver clareou, ele percebeu que as cordas estavam começando a brilhar com uma tonalidade avermelhada, aquecendo-se contra sua pele. O crucifixo começou a vibrar, um som grave que reverberava em seus ossos.
— Está ficando quente! — Edward avisou, sua voz mental tornando-se um grito.
Zip começou a rolar para longe, tentando escapar do calor que emanava da base do crucifixo, mas a camisa de força a impedia de ter qualquer agilidade. Ela acabou batendo contra uma parede invisível, ficando encurralada entre a escuridão e o sofrimento de seus amigos.
Oliver olhou para baixo, vendo sua própria imagem refletida na lente da câmera que ainda o perseguia. Ele viu um valentão quebrado, um menino travesso que tinha perdido o controle de sua própria narrativa. A marca de "A+" em seu cabelo parecia zombar dele, um símbolo de perfeição em um momento de total degradação.
— Nós não vamos conseguir, vamos? — a pergunta de Edward ecoou na mente de todos, carregada de uma resignação sombria.
— Não diga isso! — Oliver rebateu, embora a força estivesse abandonando seus membros. — Nós somos os valentões da Paper School. Nós não nos rendemos.
Mas, enquanto a câmera subia novamente para filmar seu rosto banhado em suor e agonia, e enquanto Zip continuava sua luta silenciosa e abafada no chão, Oliver soube que aquele era apenas o começo de uma provação que nenhum deles estava preparado para enfrentar. O crucifixo o puxou mais uma vez, um solavanco violento que o fez perder o fôlego, e o labirinto de sombras pareceu se fechar ainda mais ao redor do trio, transformando seus gritos — reais e mentais — em um único eco de desespero.
