
← Volver a la lista de fanfics
0 me gusta
Abbie ~
Fandom: Fundamental paper education FPE
Creado: 20/5/2026
Etiquetas
RomanceDramaAngustiaDolor/ConsueloOscuroPsicológicoAmbientación CanonSupervivencia
O Refúgio de Papel e o Predador de Tinta
O corredor da Paper School parecia se estender infinitamente, um labirinto de paredes brancas e cinzas que ecoavam o som frenético dos sapatos de Abbie contra o chão. O ar fugia de seus pulmões, e o pequeno caule de maçã em sua cabeça balançava violentamente conforme ele dobrava as esquinas com desespero. Seus olhos, arregalados e úmidos de pavor, buscavam qualquer sinal de saída ou esconderijo. Ele sabia que estava sendo caçado. Não por um monstro de tinta qualquer, mas por Oliver.
— Por favor... por favor, não agora... — murmurou Abbie para si mesmo, a voz falhando enquanto ele tropeçava nos próprios pés.
Ele alcançou a porta de um dos dormitórios vazios e a escancarou, entrando e trancando-a logo em seguida com as mãos trêmulas. O silêncio do quarto era quase ensurdecedor comparado ao martelar de seu coração. Abbie estava em pânico total. Em um impulso irracional, movido pelo calor do medo e pelo suor que grudava sua camisa branca ao corpo, ele começou a se despir freneticamente. Ele precisava se esconder, precisava se sentir protegido por algo, qualquer coisa.
Ele jogou o colete preto e a camisa de lado, sentindo o ar frio da sala tocar sua pele pálida. Com as mãos ainda agitadas, ele se jogou na cama e puxou o edredom pesado sobre si, cobrindo-se até o nariz. Ali, encolhido como uma pequena fruta caída, ele tentou controlar a respiração. Seu rosto estava num tom de vermelho profundo, uma mistura de esforço físico e a vergonha de estar naquela situação vulnerável.
— Ele não vai me achar... ele não pode me achar... — Abbie sussurrava, fechando os olhos com força.
Mas o silêncio durou pouco. Um estalo seco veio da fechadura. Abbie congelou. Ele esqueceu que, naquela escola, as regras e as trancas eram meras sugestões para alguém como Oliver. A porta rangeu ao abrir, e o som de passos lentos e pesados preencheu o ambiente.
— Ora, ora... Onde será que a maçãzinha se meteu? — A voz de Oliver era carregada de um sarcasmo cruel, deliciando-se com o medo que ele sabia estar provocando.
Abbie se encolheu ainda mais sob as cobertas, tentando se tornar invisível. Ele podia ouvir Oliver caminhando pelo quarto, chutando levemente suas roupas descartadas no chão. O valentão soltou uma risada baixa, um som que fez os pelos da nuca de Abbie se arrepiarem.
— Você deixou um rastro, Abbie. Que descuido o seu.
De repente, o peso do corpo de Oliver afundou o colchão. Abbie sentiu a presença opressora logo acima dele. Antes que pudesse reagir, Oliver estendeu a mão e, com uma força desnecessária, apertou o peito de Abbie por cima do edredom grosso.
— Ai!!! — gritou Abbie, o som escapando como um guincho agudo de dor e surpresa.
O choque do toque fez o sangue de Abbie ferver. Ele sentiu uma onda de calor percorrer seu corpo, e o medo, que antes era paralisante, transformou-se em algo confuso e intenso. Ele abriu a coberta bruscamente, revelando seu rosto suado e seus olhos brilhantes, encarando Oliver diretamente.
Oliver não recuou. Pelo contrário, ele se inclinou para frente, seus olhos fixos nos de Abbie com uma expressão que o garoto nunca tinha visto antes. Não era apenas malícia; havia algo mais profundo, um brilho de desejo que fez o coração de Abbie dar um salto violento.
— Você é muito barulhento para quem está tentando se esconder — disse Oliver, sua voz agora mais baixa, quase um sussurro rouco.
Abbie sentiu sua respiração falhar. A proximidade de Oliver era intimidante, mas, naquele momento, o medo de ser machucado foi substituído por uma necessidade desesperada de não estar mais sozinho naquela escuridão. O olhar de Oliver, agora claramente apaixonado e possessivo, desarmou qualquer resistência que Abbie ainda tivesse.
— Oliver... eu... — Abbie começou, mas as palavras morreram em sua garganta.
Em um movimento impetuoso, Abbie agarrou a gola da camisa de Oliver e o puxou com força para baixo, para dentro do casulo das cobertas. Oliver, pego de surpresa pela audácia do garoto tímido, não ofereceu resistência. O edredom caiu sobre os dois, criando um pequeno mundo isolado do resto da escola cruel.
— Fica aqui — sussurrou Abbie, a voz trêmula, mas carregada de uma urgência nova. — Só... fica aqui.
Oliver sorriu, um sorriso que não era mais de um valentão, mas de alguém que finalmente tinha capturado seu prêmio mais precioso.
— Eu não pretendo ir a lugar nenhum, Abbie.
Sob a proteção do tecido, o silêncio voltou a reinar, mas desta vez, não havia medo. Apenas o som sincronizado de dois corações batendo rápido e a promessa de que, naquele esconderijo, as regras da Paper School não podiam alcançá-los.
— Por favor... por favor, não agora... — murmurou Abbie para si mesmo, a voz falhando enquanto ele tropeçava nos próprios pés.
Ele alcançou a porta de um dos dormitórios vazios e a escancarou, entrando e trancando-a logo em seguida com as mãos trêmulas. O silêncio do quarto era quase ensurdecedor comparado ao martelar de seu coração. Abbie estava em pânico total. Em um impulso irracional, movido pelo calor do medo e pelo suor que grudava sua camisa branca ao corpo, ele começou a se despir freneticamente. Ele precisava se esconder, precisava se sentir protegido por algo, qualquer coisa.
Ele jogou o colete preto e a camisa de lado, sentindo o ar frio da sala tocar sua pele pálida. Com as mãos ainda agitadas, ele se jogou na cama e puxou o edredom pesado sobre si, cobrindo-se até o nariz. Ali, encolhido como uma pequena fruta caída, ele tentou controlar a respiração. Seu rosto estava num tom de vermelho profundo, uma mistura de esforço físico e a vergonha de estar naquela situação vulnerável.
— Ele não vai me achar... ele não pode me achar... — Abbie sussurrava, fechando os olhos com força.
Mas o silêncio durou pouco. Um estalo seco veio da fechadura. Abbie congelou. Ele esqueceu que, naquela escola, as regras e as trancas eram meras sugestões para alguém como Oliver. A porta rangeu ao abrir, e o som de passos lentos e pesados preencheu o ambiente.
— Ora, ora... Onde será que a maçãzinha se meteu? — A voz de Oliver era carregada de um sarcasmo cruel, deliciando-se com o medo que ele sabia estar provocando.
Abbie se encolheu ainda mais sob as cobertas, tentando se tornar invisível. Ele podia ouvir Oliver caminhando pelo quarto, chutando levemente suas roupas descartadas no chão. O valentão soltou uma risada baixa, um som que fez os pelos da nuca de Abbie se arrepiarem.
— Você deixou um rastro, Abbie. Que descuido o seu.
De repente, o peso do corpo de Oliver afundou o colchão. Abbie sentiu a presença opressora logo acima dele. Antes que pudesse reagir, Oliver estendeu a mão e, com uma força desnecessária, apertou o peito de Abbie por cima do edredom grosso.
— Ai!!! — gritou Abbie, o som escapando como um guincho agudo de dor e surpresa.
O choque do toque fez o sangue de Abbie ferver. Ele sentiu uma onda de calor percorrer seu corpo, e o medo, que antes era paralisante, transformou-se em algo confuso e intenso. Ele abriu a coberta bruscamente, revelando seu rosto suado e seus olhos brilhantes, encarando Oliver diretamente.
Oliver não recuou. Pelo contrário, ele se inclinou para frente, seus olhos fixos nos de Abbie com uma expressão que o garoto nunca tinha visto antes. Não era apenas malícia; havia algo mais profundo, um brilho de desejo que fez o coração de Abbie dar um salto violento.
— Você é muito barulhento para quem está tentando se esconder — disse Oliver, sua voz agora mais baixa, quase um sussurro rouco.
Abbie sentiu sua respiração falhar. A proximidade de Oliver era intimidante, mas, naquele momento, o medo de ser machucado foi substituído por uma necessidade desesperada de não estar mais sozinho naquela escuridão. O olhar de Oliver, agora claramente apaixonado e possessivo, desarmou qualquer resistência que Abbie ainda tivesse.
— Oliver... eu... — Abbie começou, mas as palavras morreram em sua garganta.
Em um movimento impetuoso, Abbie agarrou a gola da camisa de Oliver e o puxou com força para baixo, para dentro do casulo das cobertas. Oliver, pego de surpresa pela audácia do garoto tímido, não ofereceu resistência. O edredom caiu sobre os dois, criando um pequeno mundo isolado do resto da escola cruel.
— Fica aqui — sussurrou Abbie, a voz trêmula, mas carregada de uma urgência nova. — Só... fica aqui.
Oliver sorriu, um sorriso que não era mais de um valentão, mas de alguém que finalmente tinha capturado seu prêmio mais precioso.
— Eu não pretendo ir a lugar nenhum, Abbie.
Sob a proteção do tecido, o silêncio voltou a reinar, mas desta vez, não havia medo. Apenas o som sincronizado de dois corações batendo rápido e a promessa de que, naquele esconderijo, as regras da Paper School não podiam alcançá-los.
