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*ENTRE GRITOS,... FAÍSCAS E LENÇÓIS BAGUNÇADOS*
Fandom: Sla
Creado: 21/5/2026
Etiquetas
RomanceFantasíaDolor/ConsueloAngustiaDramaUso de DrogasHistoria DomésticaEstudio de Personaje
O Gosto Amargo do Cuidado
A luz do corredor piscava, refletindo nas escamas avermelhadas que adornavam os braços de Akira. Ele estava encostado na parede, um sorriso torto e preguiçoso brincando em seus lábios, embora seus olhos — um deles marcado por uma cicatriz que parecia uma queimadura eterna — estivessem levemente nublados pelo efeito colateral dos supressores. Ele era uma montanha de músculos de quase dois metros, um dragão que carregava o peso de sua própria força como se fosse uma piada de mau gosto.
— Eu já disse, Raio de Sol, eu estou ótimo. Aquele treino não foi nada. Eu poderia ter derrubado mais dez daqueles caras sem nem suar — Akira soltou uma risada rouca, balançando a cauda enorme, que chicoteou o ar, derrubando um pequeno vaso decorativo no processo.
Ravi parou abruptamente, os ombros tensos sob a camisa que, claramente, era três vezes o seu tamanho original. Os cabelos dourados pareciam brilhar com a eletricidade estática que emanava de seu corpo. Ele se virou, os olhos vermelhos faiscando com uma fúria que poderia incendiar o prédio inteiro.
— Cale a boca, Akira! — Ravi gritou, a voz falhando pelo estresse. — Você mentiu! Você disse que não tinha tomado aquela porcaria antes de entrar em campo. Eu vi suas mãos tremendo. Eu vi você vacilar quando aquele golpe te atingiu. Você se faz de invencível, mas está se entupindo de remédio para esconder que está quebrado!
— É para o seu bem, pequeno — Akira deu um passo à frente, as asas pequenas em suas costas se agitando levemente, um tique nervoso que ele não conseguia controlar. — Eu sou o forte aqui, lembra? Você não precisa se preocupar com um viciado como eu. Eu aguento o tranco.
— Eu odeio quando você faz isso! — Ravi avançou, um estalo elétrico saltando de seus dedos e atingindo o peito nu de Akira. O dragão nem piscou, apenas manteve o sorriso, o que irritou Ravi ainda mais. — Eu odeio que você finja ser forte na minha frente. Eu não sou um estranho, seu idiota escamoso! Eu sou quem tem que te catar do chão quando essa merda de efeito passa!
Sem esperar por uma resposta, Ravi girou nos calcanhares e marchou em direção ao quarto, batendo a porta com tanta força que o som ecoou como um trovão pelo apartamento.
Akira suspirou, o sorriso finalmente vacilando. Ele olhou para as próprias mãos, onde as manchas vermelhas de sua pele pareciam arder. Ele sabia que tinha passado dos limites. O problema de ser um dragão com tendências autodestrutivas era que ele adorava a adrenalina, adorava a dor, e adorava ainda mais ver Ravi perder o controle por causa dele. Mas ver Ravi sofrer... isso era a única coisa que realmente o incomodava.
Ele esperou. Dez minutos. Vinte minutos. Ele conhecia a rotina. Ravi era um saco de estresse ambulante, mas ele tinha seus rituais de descompressão.
Quando a porta do quarto se abriu novamente, Ravi saiu com passos pesados, indo direto para a cozinha. Ele parecia exausto, a cicatriz de raio em seu olho destacando-se contra a pele pálida. Ele abriu a geladeira e pegou uma lata de energético, o metal estalando sob a pressão de seus dedos nervosos.
— Sabe, um copo de água seria muito melhor para o seu sistema nervoso — a voz de Akira surgiu das sombras da cozinha, baixa e aveludada.
— Cala a boca, Akira — Ravi rebateu sem olhar para trás, levando a lata aos lábios. — Não ouse me dar lição de moral sobre saúde quando você mal consegue ficar de pé sem ajuda química.
Akira se aproximou silenciosamente, sua presença preenchendo o espaço pequeno da cozinha. Ele era maciço, uma força da natureza que agora se movia com uma delicadeza predatória. Ele parou logo atrás de Ravi, sentindo o calor emanando do menor.
— Eu só não quero que você tenha um colapso — Akira murmurou, inclinando-se para que seu hálito quente atingisse a nuca de Ravi. — Você já carrega demais, Raio de Sol.
Ravi se virou bruscamente, a lata de energético esquecida sobre o balcão. Ele estava encurralado entre o mármore frio e o corpo escaldante do dragão. Seus olhos vermelhos encontraram os de Akira, e por um momento, a raiva deu lugar a uma vulnerabilidade crua.
— Eu odeio você — Ravi sussurrou, embora suas mãos, agindo por vontade própria, subissem para o peito despido de Akira. — Eu odeio que você tente manter essa fachada de força onde não existe mais nada. Você não precisa ser um herói para mim. Eu só preciso que você esteja aqui. Inteiro.
Akira sentiu os dedos frios de Ravi contra sua pele quente e marcada. Era um contraste que ele amava. Ele adorava como Ravi, mesmo sendo tão pequeno comparado a ele, era o único capaz de domá-lo.
— Desculpa — Akira disse, e desta vez o sorriso era genuíno, triste e carregado de uma adoração perigosa. — Eu sei que não é fácil sustentar alguém como eu. Um viciado, um idiota que só sabe lutar e se dopar para não sentir o peso das próprias escamas.
Ravi apertou o tecido da calça de Akira, puxando-o para mais perto.
— Não, não é fácil — Ravi concordou, a voz rouca. — É exaustivo. É um inferno. E é por isso que você me deve, Akira. Eu preciso de um certo... carinho. Agora.
Akira soltou uma risada baixa, um som que vibrou no peito de Ravi. Com um movimento ágil e poderoso, ele segurou Ravi pela cintura e o ergueu, sentando-o na bancada da cozinha. Ele se encaixou entre as pernas do garoto, as mãos grandes segurando as coxas de Ravi com uma posse que beirava a agressividade.
— Seus desejos são ordens, meu pequeno esquentadinho — Akira murmurou, aproximando o rosto do dele.
Ravi não esperou. Ele avançou, selando seus lábios nos de Akira em um beijo que era uma mistura de punição e desespero. O gosto dos remédios ainda estava lá, um travo químico e amargo que Akira tentava esconder, mas Ravi o buscava deliberadamente. Ele queria sugar aquela amargura para fora dele, queria substituir o efeito das drogas pelo efeito de sua própria eletricidade.
As mãos de Akira subiram pelas costas de Ravi, por baixo da camisa larga, as garras curtas arranhando levemente a pele, provocando arrepios que não tinham nada a ver com o frio. Ravi soltou um gemido baixo contra a boca do dragão, suas pernas se fechando ao redor da cintura larga de Akira, prendendo-o ali.
— Você é um idiota — Ravi arfou entre os beijos, as mãos agora enterradas nos cabelos de Akira, puxando-os com força.
— E você é louco por esse idiota — Akira rebateu, distribuindo beijos pelo pescoço de Ravi, encontrando o ponto sensível perto da orelha que sempre o fazia desarmar. — Admite. Você não consegue viver sem o seu dragão irritante.
— Eu vou te eletrocutar se você não calar a boca e continuar o que estava fazendo — Ravi ameaçou, embora seu corpo estivesse relaxando sob o toque de Akira, a tensão da briga sendo substituída por um tipo diferente de urgência.
Akira sorriu contra a pele de Ravi. Ele adorava aquela dinâmica. O caos, a dor, o prazer e a dependência mútua. Eles eram dois seres quebrados que encontravam um encaixe perfeito em suas arestas afiadas. Se a discussão era o veneno, aquele momento era o único antídoto que realmente funcionava.
Naquela cozinha, entre o cheiro de ozônio e o calor das escamas, o mundo exterior e as mentiras dos treinos não importavam mais. Só existia o gosto amargo do remédio sendo substituído pelo sabor metálico e viciante daquela paixão destrutiva.
— Me faz esquecer, Ravi — Akira pediu, a voz agora séria, enterrando o rosto no ombro do outro. — Me faz esquecer de tudo, menos de você.
Ravi o abraçou com força, as unhas cravando-se nas costas do dragão, aceitando o desafio. Eles se perderiam um no outro, como sempre faziam, transformando a raiva em algo que nenhum remédio no mundo seria capaz de replicar.
— Eu já disse, Raio de Sol, eu estou ótimo. Aquele treino não foi nada. Eu poderia ter derrubado mais dez daqueles caras sem nem suar — Akira soltou uma risada rouca, balançando a cauda enorme, que chicoteou o ar, derrubando um pequeno vaso decorativo no processo.
Ravi parou abruptamente, os ombros tensos sob a camisa que, claramente, era três vezes o seu tamanho original. Os cabelos dourados pareciam brilhar com a eletricidade estática que emanava de seu corpo. Ele se virou, os olhos vermelhos faiscando com uma fúria que poderia incendiar o prédio inteiro.
— Cale a boca, Akira! — Ravi gritou, a voz falhando pelo estresse. — Você mentiu! Você disse que não tinha tomado aquela porcaria antes de entrar em campo. Eu vi suas mãos tremendo. Eu vi você vacilar quando aquele golpe te atingiu. Você se faz de invencível, mas está se entupindo de remédio para esconder que está quebrado!
— É para o seu bem, pequeno — Akira deu um passo à frente, as asas pequenas em suas costas se agitando levemente, um tique nervoso que ele não conseguia controlar. — Eu sou o forte aqui, lembra? Você não precisa se preocupar com um viciado como eu. Eu aguento o tranco.
— Eu odeio quando você faz isso! — Ravi avançou, um estalo elétrico saltando de seus dedos e atingindo o peito nu de Akira. O dragão nem piscou, apenas manteve o sorriso, o que irritou Ravi ainda mais. — Eu odeio que você finja ser forte na minha frente. Eu não sou um estranho, seu idiota escamoso! Eu sou quem tem que te catar do chão quando essa merda de efeito passa!
Sem esperar por uma resposta, Ravi girou nos calcanhares e marchou em direção ao quarto, batendo a porta com tanta força que o som ecoou como um trovão pelo apartamento.
Akira suspirou, o sorriso finalmente vacilando. Ele olhou para as próprias mãos, onde as manchas vermelhas de sua pele pareciam arder. Ele sabia que tinha passado dos limites. O problema de ser um dragão com tendências autodestrutivas era que ele adorava a adrenalina, adorava a dor, e adorava ainda mais ver Ravi perder o controle por causa dele. Mas ver Ravi sofrer... isso era a única coisa que realmente o incomodava.
Ele esperou. Dez minutos. Vinte minutos. Ele conhecia a rotina. Ravi era um saco de estresse ambulante, mas ele tinha seus rituais de descompressão.
Quando a porta do quarto se abriu novamente, Ravi saiu com passos pesados, indo direto para a cozinha. Ele parecia exausto, a cicatriz de raio em seu olho destacando-se contra a pele pálida. Ele abriu a geladeira e pegou uma lata de energético, o metal estalando sob a pressão de seus dedos nervosos.
— Sabe, um copo de água seria muito melhor para o seu sistema nervoso — a voz de Akira surgiu das sombras da cozinha, baixa e aveludada.
— Cala a boca, Akira — Ravi rebateu sem olhar para trás, levando a lata aos lábios. — Não ouse me dar lição de moral sobre saúde quando você mal consegue ficar de pé sem ajuda química.
Akira se aproximou silenciosamente, sua presença preenchendo o espaço pequeno da cozinha. Ele era maciço, uma força da natureza que agora se movia com uma delicadeza predatória. Ele parou logo atrás de Ravi, sentindo o calor emanando do menor.
— Eu só não quero que você tenha um colapso — Akira murmurou, inclinando-se para que seu hálito quente atingisse a nuca de Ravi. — Você já carrega demais, Raio de Sol.
Ravi se virou bruscamente, a lata de energético esquecida sobre o balcão. Ele estava encurralado entre o mármore frio e o corpo escaldante do dragão. Seus olhos vermelhos encontraram os de Akira, e por um momento, a raiva deu lugar a uma vulnerabilidade crua.
— Eu odeio você — Ravi sussurrou, embora suas mãos, agindo por vontade própria, subissem para o peito despido de Akira. — Eu odeio que você tente manter essa fachada de força onde não existe mais nada. Você não precisa ser um herói para mim. Eu só preciso que você esteja aqui. Inteiro.
Akira sentiu os dedos frios de Ravi contra sua pele quente e marcada. Era um contraste que ele amava. Ele adorava como Ravi, mesmo sendo tão pequeno comparado a ele, era o único capaz de domá-lo.
— Desculpa — Akira disse, e desta vez o sorriso era genuíno, triste e carregado de uma adoração perigosa. — Eu sei que não é fácil sustentar alguém como eu. Um viciado, um idiota que só sabe lutar e se dopar para não sentir o peso das próprias escamas.
Ravi apertou o tecido da calça de Akira, puxando-o para mais perto.
— Não, não é fácil — Ravi concordou, a voz rouca. — É exaustivo. É um inferno. E é por isso que você me deve, Akira. Eu preciso de um certo... carinho. Agora.
Akira soltou uma risada baixa, um som que vibrou no peito de Ravi. Com um movimento ágil e poderoso, ele segurou Ravi pela cintura e o ergueu, sentando-o na bancada da cozinha. Ele se encaixou entre as pernas do garoto, as mãos grandes segurando as coxas de Ravi com uma posse que beirava a agressividade.
— Seus desejos são ordens, meu pequeno esquentadinho — Akira murmurou, aproximando o rosto do dele.
Ravi não esperou. Ele avançou, selando seus lábios nos de Akira em um beijo que era uma mistura de punição e desespero. O gosto dos remédios ainda estava lá, um travo químico e amargo que Akira tentava esconder, mas Ravi o buscava deliberadamente. Ele queria sugar aquela amargura para fora dele, queria substituir o efeito das drogas pelo efeito de sua própria eletricidade.
As mãos de Akira subiram pelas costas de Ravi, por baixo da camisa larga, as garras curtas arranhando levemente a pele, provocando arrepios que não tinham nada a ver com o frio. Ravi soltou um gemido baixo contra a boca do dragão, suas pernas se fechando ao redor da cintura larga de Akira, prendendo-o ali.
— Você é um idiota — Ravi arfou entre os beijos, as mãos agora enterradas nos cabelos de Akira, puxando-os com força.
— E você é louco por esse idiota — Akira rebateu, distribuindo beijos pelo pescoço de Ravi, encontrando o ponto sensível perto da orelha que sempre o fazia desarmar. — Admite. Você não consegue viver sem o seu dragão irritante.
— Eu vou te eletrocutar se você não calar a boca e continuar o que estava fazendo — Ravi ameaçou, embora seu corpo estivesse relaxando sob o toque de Akira, a tensão da briga sendo substituída por um tipo diferente de urgência.
Akira sorriu contra a pele de Ravi. Ele adorava aquela dinâmica. O caos, a dor, o prazer e a dependência mútua. Eles eram dois seres quebrados que encontravam um encaixe perfeito em suas arestas afiadas. Se a discussão era o veneno, aquele momento era o único antídoto que realmente funcionava.
Naquela cozinha, entre o cheiro de ozônio e o calor das escamas, o mundo exterior e as mentiras dos treinos não importavam mais. Só existia o gosto amargo do remédio sendo substituído pelo sabor metálico e viciante daquela paixão destrutiva.
— Me faz esquecer, Ravi — Akira pediu, a voz agora séria, enterrando o rosto no ombro do outro. — Me faz esquecer de tudo, menos de você.
Ravi o abraçou com força, as unhas cravando-se nas costas do dragão, aceitando o desafio. Eles se perderiam um no outro, como sempre faziam, transformando a raiva em algo que nenhum remédio no mundo seria capaz de replicar.
