Fanfy
.studio
Cargando...
Imagen de fondo

Stranger things omegaverso

Fandom: Stranger things

Creado: 22/12/2025

Etiquetas

OmegaversoTerrorMisterioAventuraDramaOscuroIsekai / Fantasía PortalAngustiaCiencia FicciónExperimentación HumanaMuerte de PersonajeThrillerDolor/Consuelo
Índice

O Desaparecimento de um Ômega e o Início do Caos


A brisa fria de Hawkins, Indiana, cortava o ar de outubro de 1983, carregando consigo o cheiro úmido de folhas caídas e a promessa de um inverno rigoroso. Para a maioria dos habitantes da pacata cidade, as noites eram sinônimo de aconchego familiar e sonhos tranquilos. Mas para um grupo de quatro amigos, aquela noite era o prelúdio de algo muito maior, algo que viraria o mundo deles de cabeça para baixo e revelaria segredos ocultos nas sombras.

Will Byers, um ômega de doze anos com uma beleza etérea que o diferenciava desde a infância, pedalava sua BMX com um entusiasmo contagiante. Seus cabelos castanhos, um pouco compridos para a idade, balançavam ao vento, e seus olhos grandes e expressivos, de um castanho profundo, brilhavam com a adrenalina da competição. Ele era, sem sombra de dúvidas, uma visão. Mesmo em sua juventude, já se destacava por uma delicadeza natural, uma aura suave que atraía olhares, muitas vezes curiosos, às vezes admirados, mas sempre notórios. Sua natureza ômega, embora ainda em desenvolvimento, já se manifestava em sua sensibilidade aguçada e em uma certa doçura inata que o tornava querido por todos.

Ao seu lado, Mike Wheeler, um alfa em ascensão, com a liderança estampada em cada gesto, pedalava com a mesma intensidade. Lucas Sinclair, um beta prático e realista, vinha logo atrás, sua voz grave ressoando no ar enquanto provocava Dustin Henderson, um beta com um senso de humor peculiar e uma paixão inabalável por doces. Os quatro estavam no auge de uma sessão de Dungeons & Dragons, a campanha "Vale das Sombras", e a emoção de derrotar o Demogorgon, um monstro temível que assombrava suas imaginações, era palpável.

"Eu sou o Mago! Eu lanço a bola de fogo!" Mike bradou, sua voz ecoando pela floresta escura que margeava a estrada.

"Não! Você não pode! O Demogorgon é imune à magia!" Lucas retrucou, acelerando para alcançar Mike.

"Ah, é? Então o que a gente faz?" Dustin perguntou, sua respiração ofegante.

Will, com sua criatividade inata, tinha a resposta. "Eu uso a magia de proteção! Eu protejo a todos nós enquanto o Mago encontra uma forma de atacá-lo!" Sua voz, um pouco mais suave que a dos amigos, mas cheia de determinação, carregava a doçura característica de sua essência ômega. Era um som que, para Mike, era mais do que agradável; era um conforto, um chamado sutil que ele ainda não sabia decifrar completamente.

Eles estavam na casa de Mike, no porão, o santuário deles. A mesa de carteado estava coberta com mapas, dados e miniaturas de monstros. A atmosfera era densa com a expectativa da batalha final. Mike, no papel de Mestre, sorria, orgulhoso da dedicação de seus amigos. Ele observava Will, que estava totalmente imerso no jogo, seus olhos brilhando com uma intensidade que o fascinava. Havia algo no ômega que sempre o atraía, uma gentileza, uma inteligência, um espírito artístico que o diferenciava dos outros.

A campanha terminou com a derrota gloriosa do Demogorgon, e a euforia preencheu o porão. "A gente conseguiu! A gente derrotou o Demogorgon!" Dustin gritou, batendo na mesa.

"Foi o Will que salvou a gente com a magia de proteção!" Lucas reconheceu, dando um tapinha nas costas do ômega.

Will corou levemente, um rubor delicado que subiu por seu pescoço. "A gente fez isso juntos", ele disse, sua voz quase um sussurro.

Mike, no entanto, sentiu um calor diferente ao ver o reconhecimento direcionado a Will. Uma pontada de algo que ele não conseguia nomear, mas que era agradável, confortante. Ele sabia que Will era especial, que sua sensibilidade e sua forma de ver o mundo eram únicas. E, de alguma forma, ele sentia um instinto de protegê-lo, de mantê-lo seguro.

A noite avançava, e a mãe de Lucas, Sue Sinclair, buzinou do lado de fora. "É a sua vez, Dustin", Lucas anunciou.

"Não acredito que a gente vai ter que ir embora", Dustin lamentou, já pegando sua mochila. "A gente podia ter jogado a noite toda!"

"A gente pode continuar amanhã", Mike sugeriu, já pensando no que faria para que Will ficasse mais um pouco.

Mas era tarde. A mãe de Dustin, Claudia Henderson, também buzinou logo em seguida. "Até amanhã, gente!" Dustin se despediu, correndo para a porta.

Will pegou sua mochila e sua BMX. "Até amanhã, Mike. Foi muito legal."

Mike o acompanhou até a porta, sentindo um desejo inexplicável de prolongar a despedida. "Você quer um pedaço de pizza? Minha mãe fez umas sobras."

Will hesitou por um segundo, seus olhos procurando os de Mike. "Eu adoraria, mas minha mãe vai ficar preocupada. Eu preciso ir."

"Tem certeza?" Mike insistiu, sentindo um leve desapontamento. "A gente pode jogar mais um pouco de D&D, só nós dois."

O coração de Will deu um salto. A ideia de passar mais tempo com Mike, sozinho, era tentadora. Mas a disciplina que sua mãe, Joyce, incutira nele era forte. "Eu realmente preciso ir, Mike. Mas amanhã a gente se vê."

Mike assentiu, resignado. "Tudo bem. Até amanhã, Will." Ele observou o ômega desaparecer na escuridão da noite, sentindo um vazio estranho.

Will pedalou sua BMX pela estrada pouco iluminada, a adrenalina da partida de D&D ainda correndo em suas veias. O silêncio da noite era reconfortante, a brisa fria um lembrete da estação. Ele gostava da solidão, da oportunidade de refletir sobre o dia, sobre os amigos, sobre sua própria natureza. Ser um ômega em uma cidade pequena como Hawkins não era algo que ele pensava muito, mas sabia que era uma parte intrínseca de quem ele era. Sua sensibilidade, sua intuição, sua habilidade de perceber as emoções dos outros eram dons que ele valorizava.

De repente, um som estranho cortou o silêncio. Um rosnado baixo, gutural, vindo da floresta que margeava a estrada. Will freou, o coração batendo forte no peito. Ele olhou para os lados, tentando identificar a origem do som. O ar ficou mais frio, e um cheiro estranho, metálico e putrefato, invadiu suas narinas. Um arrepio percorreu sua espinha.

"Olá?" ele chamou, sua voz um pouco trêmula.

O rosnado se intensificou, acompanhado por um farfalhar de folhas na floresta. Will sentiu um medo primitivo, um instinto ômega de fuga, de se esconder. Ele se virou para pedalar de volta, mas uma figura escura e disforme emergiu das árvores, bloqueando seu caminho. Seus olhos se arregalaram. A criatura era alta, magra, com membros desproporcionais e uma cabeça que parecia se abrir em pétalas. Não era um animal, não era um humano. Era algo... de outro mundo.

O cheiro metálico e putrefato se tornou insuportável. Will sentiu suas entranhas revirarem. Ele tentou gritar, mas sua voz falhou. O medo o paralisou. Ele jogou a BMX no chão e começou a correr, desesperado, os pulmões ardendo, o som dos passos da criatura atrás dele, cada vez mais próximos.

Ele correu pela floresta, tropeçando em raízes e galhos, o coração batendo como um tambor. A criatura parecia brincar com ele, permitindo que ele corresse por um tempo antes de se aproximar novamente. A cada rosnado, Will sentia um frio gélido percorrer sua alma. Ele não sabia o que era aquilo, mas sabia que era perigoso, que era uma ameaça que ele nunca havia enfrentado.

Ele avistou a luz de sua casa, uma pequena esperança acendendo em seu peito. Ele correu com todas as suas forças, os olhos marejados de lágrimas de terror. Ele alcançou a porta, a mão trêmula no trinco. Mas antes que pudesse abri-la, a criatura estava lá. Uma sombra imensa, com garras afiadas e uma boca que se abria em um abismo de dentes. O cheiro era insuportável, o som um rugido que parecia rasgar o próprio tecido da realidade.

Will gritou, um grito agudo que se perdeu na noite. Seus olhos se fecharam no momento em que a criatura o envolveu, arrastando-o para as profundezas da escuridão.

Na manhã seguinte, a casa dos Byers estava mergulhada em um silêncio assustador. Joyce Byers, uma beta forte e resiliente, acordou com a sensação de que algo estava errado. O quarto de Will estava vazio, a cama desfeita, mas sem sinal dele. Seu coração se apertou. Ela chamou por ele, mas apenas o eco de sua própria voz respondeu.

Jonathan Byers, o irmão mais velho de Will, um alfa silencioso e observador, notou a inquietude da mãe. Ele viu o pânico em seus olhos, a preocupação que se instalava em seu semblante. "O que foi, mãe?"

"O Will não está aqui, Jonathan", Joyce disse, sua voz embargada. "Ele não está em lugar nenhum."

O pânico se espalhou como um incêndio. Joyce ligou para os amigos de Will, para as casas dos vizinhos. Ninguém o tinha visto desde a noite anterior. O telefone tocou na casa dos Wheeler, e Mike atendeu.

"Mike, é a Joyce Byers. O Will está aí?" A voz de Joyce estava cheia de uma urgência que assustou Mike.

"Não, senhora Byers. Ele foi embora ontem à noite, depois do D&D. Por quê?" Mike perguntou, sentindo um frio na barriga.

"Ele não voltou para casa, Mike. Ele desapareceu."

A notícia atingiu Mike como um raio. Will. Desaparecido. A imagem do ômega, com seus olhos brilhantes e seu sorriso gentil, inundou sua mente. Uma sensação de pavor se apoderou dele. Ele se lembrou da última vez que o viu, pedalando na escuridão, e uma culpa estranha o invadiu. Ele deveria ter insistido para que ele ficasse.

A notícia do desaparecimento de Will se espalhou rapidamente por Hawkins. O xerife Jim Hopper, um alfa com um senso de dever inabalável, foi chamado para investigar. Ele era um homem cético, acostumado a lidar com casos triviais de uma cidade pequena. Mas o desaparecimento de uma criança, de um ômega, era diferente. Havia uma vulnerabilidade intrínseca à sua natureza que tornava o caso ainda mais delicado.

Joyce estava desesperada. Ela sentia a ausência do filho em cada canto da casa, em cada objeto que ele havia tocado. Ela se agarrou à esperança, à crença de que Will estava em algum lugar, e que ela o encontraria. Ela sabia que seu filho ômega era especial, que havia uma pureza nele que a tornava ainda mais protetora.

Jonathan, apesar de sua natureza reservada, estava igualmente abalado. Ele se sentia responsável por Will, como o irmão mais velho. Ele se lembrou das vezes em que o protegera dos valentões da escola, das vezes em que o ajudara a desenhar, a expressar sua arte. A ausência de Will era um buraco em sua própria alma.

Enquanto Hopper e seus homens vasculhavam a floresta, a casa dos Byers se tornou um centro de atividade febril. Joyce, com a ajuda de amigos e vizinhos, colava cartazes com a foto de Will por toda a cidade. Sua beleza, seu rosto angelical, seus olhos expressivos, eram agora um apelo silencioso para que ele voltasse.

A ausência de Will, um ômega querido e conhecido por sua natureza doce, ressoou em toda a comunidade. Havia uma preocupação especial, um instinto coletivo de proteção que se ativava diante da vulnerabilidade de um ômega. As pessoas se mobilizaram, oferecendo ajuda, compartilhando informações, rezando por seu retorno.

Mike, Lucas e Dustin se sentiam impotentes. Eles eram apenas crianças, mas a ideia de que seu amigo estava em perigo os atormentava. Mike, em particular, sentia um peso em seu peito. Ele havia sido o último a vê-lo, o último a falar com ele. E se algo tivesse acontecido a Will, ele se sentiria para sempre culpado.

Naquela noite, enquanto a chuva fina caía sobre Hawkins, os amigos se reuniram no porão de Mike. A mesa de Dungeons & Dragons, que antes era palco de aventuras e risadas, agora parecia vazia, desolada.

"A gente tem que fazer alguma coisa", Mike disse, sua voz cheia de determinação. "A gente não pode só esperar."

"Mas o que a gente pode fazer, Mike?" Lucas perguntou, sua voz um pouco desanimada. "Os policiais estão procurando por ele."

"Eles não sabem o que a gente sabe", Dustin interveio, sua mente trabalhando. "Eles não conhecem o Demogorgon."

Mike olhou para os amigos, seus olhos fixos. "A gente vai encontrar o Will. A gente vai encontrá-lo, não importa o que aconteça."

A determinação de Mike era contagiante. Eles eram apenas crianças, mas o vínculo que os unia era forte. E a promessa de encontrar Will, de trazê-lo de volta para casa, era um juramento que eles estavam dispostos a cumprir, mesmo que isso significasse enfrentar os perigos mais sombrios que Hawkins pudesse esconder. Mal sabiam eles que o desaparecimento de Will era apenas o começo, o primeiro elo em uma cadeia de eventos que desvendaria segredos governamentais, dimensões paralelas e criaturas aterrorizantes, tudo isso enquanto o destino de um ômega e a beleza de sua essência se tornavam o centro de uma batalha épica. O cheiro metálico e putrefato, que Will havia sentido na noite de seu desaparecimento, era apenas o prelúdio de um mundo invertido que estava prestes a colidir com o deles. E no meio do caos, o laço entre Mike e Will, um laço de amizade que começava a se transformar em algo mais profundo, seria testado e forjado no fogo da adversidade.
Índice

¿Quieres crear tu propio fanfic?

Regístrate en Fanfy y crea tus propias historias.

Crear mi fanfic