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Seven
Fandom: Enhpeyn Nishimura riki
Creado: 7/1/2026
Etiquetas
RomanceDramaRecortes de VidaRealismoHistoria DomésticaAmbientación CanonEstudio de PersonajeAngustia
Sete Toques à Meia-Noite
O relógio digital na mesa de cabeceira cintilava em vermelho, marcando 23:59. Riki, com seu cabelo loiro despenteado e olhos escuros cheios de uma excitação contida, observava o tempo escorrer com uma ansiedade quase palpável. A adrenalina corria em suas veias, um zumbido elétrico que o impedia de ficar parado. Ele caminhava de um lado para o outro no pequeno espaço do seu quarto no dormitório, a ponta dos dedos tamborilando levemente na madeira da estante enquanto esperava.
O silêncio do dormitório era quebrado apenas pelo leve sussurro do ar condicionado e pelo som abafado da música que vinha do quarto ao lado – provavelmente Heeseung, que tinha o hábito de ouvir baladas até tarde. Mas hoje, aquele som familiar não conseguia acalmar o coração acelerado de Riki. Hoje era diferente.
Exatamente à meia-noite, o som esperado. Sete toques suaves, quase imperceptíveis, mas claramente distintos na madeira da porta. Um código. Um sinal.
*Tum-tum-tum-tum-tum-tum-tum.*
Riki congelou, um sorriso travesso e ao mesmo tempo aliviado se espalhando por seu rosto. Era ela. Sempre ela.
Ele abriu a porta com uma cautela que beirava a furtividade, espiando pelo corredor. Estava escuro, as luzes principais apagadas, apenas a iluminação fraca da luz de emergência no final do corredor lançando sombras longas e distorcidas. E lá estava ela, encostada na parede oposta, um capuz grande puxado sobre a cabeça, escondendo parte do rosto. Seus olhos, porém, brilhavam com a mesma intensidade que os dele.
Era S/N.
Ela não era uma idol, nem uma trainee. S/N era maquiadora, uma das mais jovens da equipe da BELIFT LAB, mas com um talento que a destacava. Seu trabalho era impecável, e sua presença, uma calma constante no caos dos bastidores. Mas para Riki, ela era muito mais do que isso. Era o seu segredo. O seu porto seguro. A sua aventura noturna.
Eles se conheceram nos primeiros dias de debut do Enhypen. Riki, ainda um adolescente recém-chegado ao estrelato, sentia-se muitas vezes deslocado, um japonês no meio de uma cultura diferente, com uma agenda exaustiva e a pressão de milhões de olhos sobre ele. S/N, brasileira, com seus olhos expressivos e um sorriso acolhedor, foi uma das primeiras a fazê-lo sentir-se verdadeiramente à vontade. Ela entendia o silêncio dele, a sua timidez inicial, e oferecia um espaço onde ele podia ser apenas Riki, e não Niki do Enhypen.
O que começou como uma amizade nos bastidores, cheia de brincadeiras e conversas sussurradas enquanto ela retocava sua maquiagem, evoluiu para algo mais. Uma troca de olhares que durava um pouco mais do que o necessário, toques acidentais que queimavam, e a descoberta de que ambos compartilhavam uma solidão silenciosa, apesar de estarem rodeados por tantas pessoas.
Os "sete toques à meia-noite" tornaram-se o ritual deles. A cada poucas semanas, quando a agenda permitia e os outros membros estavam dormindo profundamente ou em seus próprios mundos, S/N encontrava um jeito de sair de seu próprio dormitório (ela morava em um dormitório feminino da empresa, a algumas quadras de distância) e ir até o dele. Era arriscado, imprudente, mas a emoção do perigo só aumentava a intensidade dos sentimentos.
Ela deslizou para dentro do quarto de Riki como uma sombra, e ele fechou a porta silenciosamente, trancando-a com o trinco. O quarto era pequeno, mas aconchegante, com pôsteres de seus grupos de dança favoritos e alguns desenhos rabiscados em um quadro branco. A cama de solteiro ocupava a maior parte do espaço, coberta por um edredom macio.
"Você demorou," Riki sussurrou, a voz rouca de sono e excitação. Ele a puxou para um abraço apertado, inalando o cheiro doce e familiar do seu cabelo. Tinha um cheiro de baunilha e algo mais... algo que era só dela.
S/N riu baixinho, a voz abafada contra o ombro dele. "Tive que esperar o manager Kim tirar o último turno de café. Ele é um coruja."
Eles se separaram ligeiramente, e Riki puxou o capuz dela para baixo, revelando seu rosto. Seus olhos castanhos brilhavam, e um pequeno sorriso brincava em seus lábios. Ela estava vestindo um moletom oversized e calças de moletom, o que a fazia parecer ainda mais pequena ao lado dele. Riki, mesmo sendo o maknae do Enhypen, era alto para sua idade, com uma estrutura esguia, mas forte de dançarino.
"Senti sua falta," ele disse, a voz quase um sussurro. Seus dedos traçaram a linha do queixo dela, depois seu lábio inferior.
"Eu também," ela respondeu, e a sinceridade em sua voz fez o coração de Riki se apertar.
Naquele quarto, longe dos holofotes, das câmeras e das expectativas, eles podiam ser eles mesmos. Riki era apenas Nishimura Riki, o garoto de 18 anos que amava dançar e que estava perdidamente apaixonado. S/N era apenas S/N, a garota que o fazia rir e que entendia seus silêncios.
Eles se sentaram na cama, um ao lado do outro, em um silêncio confortável. A luz do luar filtrava pela janela, lançando um brilho prateado sobre o quarto. Riki pegou a mão dela, entrelaçando seus dedos. A pele dela era macia e quente.
"Como foi o dia?" S/N perguntou, quebrando o silêncio.
Riki suspirou. "Cansativo. Ensaios de dança o dia todo. E depois uma sessão de fotos que durou para sempre. Mas valeu a pena. A coreografia está ficando boa." Ele apertou a mão dela. "E agora você está aqui, então está tudo bem."
Ela sorriu, e o coração de Riki deu um pulo. Ele amava o sorriso dela, a maneira como seus olhos se curvavam e o calor que irradiava dela.
"E você? Muitos dramas nos bastidores hoje?"
S/N fez uma careta. "Uma das trainees derrubou café na roupa de palco do Sunghoon. Quase tivemos um ataque cardíaco coletivo. Mas conseguimos limpar a tempo." Ela balançou a cabeça. "Às vezes, nossa vida é mais dramática que um k-drama."
Riki riu. "É verdade. Mas é o nosso drama."
Eles ficaram ali, conversando baixinho, trocando histórias do dia, desabafando sobre as pequenas frustrações e compartilhando os pequenos triunfos. Era um espaço seguro, um refúgio da realidade exigente de suas vidas.
"Você tem dormido bem?" S/N perguntou, sua testa franzida em preocupação. "Você parece um pouco pálido."
Riki balançou a cabeça. "Não muito. A cabeça não para. Sempre pensando na próxima apresentação, na próxima coreografia. E em você." Ele apertou a mão dela novamente. "Sinto sua falta o tempo todo."
S/N se inclinou e beijou sua bochecha. "Tente descansar, Riki. Você se esforça demais."
Ele a puxou para mais perto, e seus braços a envolveram em um abraço. O corpo dela era macio e quente contra o seu. Ele inalou o cheiro dela novamente, encontrando conforto na familiaridade.
"Fique aqui," ele sussurrou, a voz abafada em seu cabelo. "Apenas por um tempo."
Ela não precisava dizer nada. Apenas se aconchegou mais perto, a cabeça repousando em seu peito, ouvindo o ritmo constante de seu coração.
Eles ficaram assim por um longo tempo, apenas aproveitando a presença um do outro. O mundo lá fora, com suas regras, suas proibições e seus perigos, parecia distante e irreal. Ali, na escuridão aconchegante do quarto de Riki, existia apenas eles dois.
Eventualmente, o sono começou a reivindicar seu corpo. Riki sentiu os olhos pesarem, o cansaço do dia finalmente o alcançando. Mas ele não queria dormir. Não queria que aquele momento terminasse.
S/N, sentindo o relaxamento em seus braços, levantou a cabeça. "Você precisa dormir, Riki."
"Não quero," ele murmurou, os olhos quase fechados. "Quero ficar com você."
Ela sorriu, um sorriso suave e carinhoso. "Eu sei, meu amor. Mas você tem que descansar. Amanhã é outro dia de ensaios."
Riki resmungou, mas não resistiu quando ela se afastou um pouco. Ele a observou enquanto ela se levantava da cama, sua silhueta esguia contra a luz da lua.
"Eu tenho que ir," ela disse, a voz cheia de relutância. "Não posso ficar muito tempo. É muito arriscado."
Ele sabia. O risco de serem descobertos era enorme. A empresa era rigorosa com relacionamentos, especialmente para idols recém-debutados. Se fossem pegos, as consequências seriam devastadoras para a carreira dele e para o emprego dela. Mas a cada vez que ela se ia, uma parte dele se quebrava.
"Quando posso te ver de novo?" ele perguntou, a voz baixa, quase inaudível.
S/N se aproximou da cama novamente, ajoelhando-se ao lado dele. Ela tocou seu rosto, seu polegar traçando a linha da sua bochecha. "Vou tentar vir na próxima semana. Fique de olho na minha mensagem. Sete toques no KakaoTalk."
Riki assentiu, pegando a mão dela e beijando a palma. "Vou esperar."
Ela se inclinou e o beijou, um beijo suave e demorado que carregava toda a ternura e a paixão que eles não podiam expressar em público. Os lábios dela eram macios e doces, e o beijo era a promessa de um futuro, por mais incerto que fosse.
Quando ela se afastou, Riki sentiu um vazio. Mas ele sabia que ela voltaria. Ela sempre voltava.
S/N colocou o capuz novamente, cobrindo o rosto. Ela lançou um último olhar para Riki, que agora estava deitado, os olhos fixos nela.
"Durma bem, Riki," ela sussurrou.
"Você também, S/N," ele respondeu, a voz carregada de um carinho profundo.
Ela abriu a porta com a mesma cautela que usou para entrar, espiando pelo corredor antes de desaparecer na escuridão. Riki ouviu o leve som da porta se fechando, e então o silêncio voltou a preencher o quarto.
Ele fechou os olhos, o cheiro dela ainda em suas narinas, o calor do toque dela em sua pele. Ele sabia que o sono viria mais fácil agora. A presença dela, mesmo que breve, era o suficiente para acalmar as tempestades em sua mente.
Riki virou-se de lado, puxando o travesseiro que S/N havia usado para perto, inalando o cheiro dela. A meia-noite havia chegado e se foi, levando com ela a magia de um encontro secreto. Mas a promessa de sete toques futuros permanecia, uma luz no fim do túnel da sua vida de idol. E por enquanto, isso era o suficiente para manter Nishimura Riki, o garoto apaixonado, sonhando.
