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Ivan x andrew
Fandom: Bad Things (Roblox)
Creado: 15/1/2026
Etiquetas
RomanceRecortes de VidaDolor/ConsueloHistoria DomésticaRealismoEstudio de PersonajeFluffAlmas Gemelas
Meu Coração em Suas Mãos
O silêncio do apartamento era pesado, mas não desagradável. Ivan estava sentado no sofá, os joelhos recolhidos ao peito, um moletom grande e rosa choque, levemente desbotado, envolvendo-o como um abraço. Era o moletom de Andrew, e o cheiro dele — uma mistura sutil de sabão, temperos de cozinha e algo inconfundivelmente "Andrew" — era um bálsamo para a alma ansiosa de Ivan. Seus olhos negros, geralmente tão expressivos em sua quietude, estavam fixos na televisão desligada, refletindo sua própria imagem pálida.
Andrew estava na cozinha, o som suave de facas cortando legumes quebrando a quietude. Ele estava preparando o jantar, como fazia quase todas as noites. Era uma de suas muitas linguagens de amor, uma forma de nutrir e cuidar quando as palavras falhavam. Ivan observava, de soslaio, a silhueta alta e forte de Andrew através da abertura da sala de estar. O cabelo loiro caramelizado caía levemente sobre a testa enquanto ele se concentrava, os ombros largos movendo-se ritmicamente. Andrew era uma torre de força silenciosa, e essa presença era o que Ivan mais desejava, especialmente nas noites em que os pesadelos ameaçavam retornar.
Naquela noite, porém, a quietude parecia carregar uma tensão diferente, um fio invisível que os conectava e os repelia ao mesmo tempo. Há semanas que essa tensão crescia, alimentada por olhares furtivos, toques acidentais que duravam um pouco mais do que o necessário, e a inegável atração que pairava no ar entre eles.
Ivan suspirou, apertando o tecido macio do moletom. Ele amava Andrew, amava a forma como ele se preocupava, a maneira como ele sempre se certificava de que Ivan estava confortável, alimentado. Amava a sua quietude, que não era frieza, mas sim uma profundidade de sentimentos que Ivan conseguia vislumbrar. Mas o medo era um monstro persistente em seu peito. O medo de que Andrew não sentisse o mesmo, o medo de arruinar a amizade preciosa que tinham.
Andrew, por sua vez, sentia a presença de Ivan na sala como um calor constante. Ele sabia que Ivan estava usando seu moletom, e um pequeno sorriso quase imperceptível tocou seus lábios. Ele adorava quando Ivan pegava suas roupas; era uma confirmação silenciosa de que Ivan se sentia seguro com ele, que ele era importante. Andrew não era bom com palavras. Sua infância e adolescência foram marcadas por explosões de raiva que ele só conseguia controlar através do boxe, canalizando a energia para algo físico. Agora, a cozinha era seu ringue, e cozinhar era sua forma de expressar o que seu coração sentia.
Ele terminou de cortar os legumes e começou a refogá-los, o aroma de alho e cebola enchendo o apartamento. Andrew sentiu o olhar de Ivan sobre ele e, por um instante, hesitou. Virou-se lentamente, apoiando-se na bancada da cozinha. Os olhos escuros de Ivan estavam fixos nele, e a palidez de sua pele parecia mais acentuada sob a luz da cozinha.
"Tudo bem?", Andrew perguntou, a voz um pouco mais grave do que o normal.
Ivan assentiu, mas não desviou o olhar. "Sim. Só... pensando."
Andrew esperou. Ele sabia que Ivan, apesar de tímido, era direto quando sentia necessidade. Ele também sabia que Ivan era propenso a pesadelos quando dormia sozinho, e essa era uma das razões pelas quais Andrew sempre se certificava de que o quarto de hóspedes estivesse pronto, ou que ele estivesse por perto se Ivan precisasse de companhia. Mas havia algo mais ali, algo que Ivan estava lutando para articular.
"Sobre o quê?", Andrew perguntou, dando um passo em direção à sala. Ele parou a alguns metros de Ivan, o olhar firme, mas paciente.
Ivan respirou fundo, puxando o moletom ainda mais para si. O cheiro de Andrew era reconfortante, mas também intensificava a batida de seu coração. "Sobre nós", ele finalmente disse, a voz quase um sussurro.
Andrew piscou, surpreso pela franqueza. Ele não esperava que Ivan fosse o primeiro a abordar o assunto. Uma onda de nervosismo percorreu-o, mas ele se forçou a permanecer calmo. "Nós?", ele repetiu, incentivando Ivan a continuar.
Ivan levantou os olhos, finalmente encontrando os de Andrew. Havia uma vulnerabilidade crua neles que partiu o coração de Andrew. "Eu... eu gosto de você, Andrew. Não só como amigo."
O ar na sala pareceu se adensar. Andrew sentiu um calor se espalhar por seu peito, uma mistura de alívio e excitação. Ele sempre soubera, ou pelo menos esperara, que Ivan sentisse algo. Mas ouvir era diferente. Era real.
"Eu sei", Andrew disse, sua voz suave. Ele deu mais um passo, diminuindo a distância entre eles. "Eu também sinto."
Ivan sentiu um nó na garganta afrouxar. Uma pequena esperança floresceu em seu peito. "Você... você sente?"
Andrew assentiu, e pela primeira vez, Ivan viu um vislumbre de algo mais profundo nos olhos escuros de Andrew – uma emoção intensa, quase avassaladora. Andrew estendeu uma mão, hesitante, e tocou o joelho de Ivan, o contato suave, mas elétrico. Era a sua linguagem.
"Eu sempre senti, Ivan", Andrew confessou, a voz um pouco rouca. "Eu só... não sei como dizer essas coisas." Ele apertou levemente o joelho de Ivan. "Você me entende, não entende?"
Ivan assentiu, os olhos marejados. Ele entendia perfeitamente. A quietude de Andrew não era falta de sentimento, mas uma abundância que ele lutava para expressar.
"Eu tenho medo", Ivan admitiu, a voz embargada. "Medo de estragar tudo. Medo de que você não me queira de verdade."
Andrew se ajoelhou na frente de Ivan, de modo que seus olhos ficassem no mesmo nível. Ele tirou a mão do joelho de Ivan e a moveu para o seu rosto, o polegar roçando suavemente a pele pálida. O toque era gentil, reconfortante.
"Nunca", Andrew sussurrou, a intensidade de suas palavras transmitida através do toque. "Nunca pense isso. Eu quero você, Ivan. Mais do que você pode imaginar."
Aproxime-se, Ivan. Andrew não precisou usar palavras. A mensagem estava clara em seus olhos, em seu toque, na forma como seu corpo se inclinou.
Ivan não hesitou. Ele jogou os braços em volta do pescoço de Andrew, enterrando o rosto em seu ombro. O cheiro de Andrew era mais forte agora, e Ivan o inalou profundamente, sentindo-se seguro, em casa. Andrew o abraçou de volta com força, as mãos grandes em suas costas, puxando-o para mais perto.
Por um longo momento, eles apenas se abraçaram, a tensão dos últimos meses se dissipando no calor do contato. Ivan sentiu as lágrimas escorrerem por suas bochechas, mas eram lágrimas de alívio, de alegria.
Andrew se afastou um pouco, apenas o suficiente para olhar nos olhos de Ivan novamente. Ele viu a vulnerabilidade, a esperança, e o amor ali. Sem palavras, Andrew inclinou a cabeça, os olhos fixos nos lábios de Ivan. Era um pedido silencioso, um convite.
Ivan fechou os olhos, respirando fundo. Ele podia sentir o calor do hálito de Andrew em seu rosto, a antecipação crescendo em seu peito. Ele inclinou-se para a frente, diminuindo a última distância entre eles.
E então, seus lábios se encontraram.
Foi um beijo suave no início, hesitante, como se estivessem testando as águas. Os lábios de Andrew eram macios e quentes, e Ivan sentiu uma onda de sensações percorrer seu corpo. Ele respondeu com a mesma delicadeza, seus próprios lábios movendo-se em sincronia com os de Andrew.
Mas a hesitação rapidamente deu lugar à paixão. Andrew aprofundou o beijo, sua mão subindo para o cabelo de Ivan, os dedos entrelaçando-se nos fios macios. Ivan gemeu baixinho no beijo, suas mãos apertando as costas de Andrew. Era um beijo que falava de todos os sentimentos não ditos, de todos os olhares furtivos, de todos os medos e esperanças. Era um beijo que prometia um futuro, um beijo de entrega e aceitação.
O mundo ao redor deles desapareceu. Havia apenas o toque de seus lábios, o calor de seus corpos, o som ofegante de suas respirações. Ivan sentiu-se flutuar, como se todo o peso do mundo tivesse sido tirado de seus ombros. O moletom de Andrew o envolvia, e ele sentiu como se estivesse sendo envolvido pelo próprio Andrew.
Andrew se afastou um pouco, quebrando o beijo, mas mantendo seus rostos próximos. Seus olhos escuros brilhavam com uma emoção que Ivan nunca tinha visto antes. "Ivan", ele sussurrou, o nome saindo de seus lábios como uma oração.
Ivan sorriu, um sorriso genuíno e radiante que iluminou seu rosto pálido. "Andrew", ele respondeu, sua voz embargada pela emoção.
Andrew tocou a testa de Ivan com a sua, e eles ficaram assim por um momento, apenas respirando um no outro. O cheiro de temperos da cozinha misturava-se com o cheiro de Andrew, criando uma fragrância que Ivan associaria para sempre àquele momento.
"Você está com fome?", Andrew perguntou, a voz rouca, mas com um tom divertido.
Ivan riu, uma risada leve e feliz. "Um pouco. Mas eu preferia ficar assim."
Andrew sorriu, um sorriso raro e lindo que Ivan adorava. "Nós podemos fazer os dois." Ele se levantou, puxando Ivan com ele. "Vem. Jantar e depois... podemos conversar mais."
Ivan assentiu, sentindo um calor se espalhar por seu corpo. Ele ainda estava usando o moletom de Andrew, e agora, ele sabia que não era apenas por segurança ou conforto, mas porque era um símbolo do amor que eles compartilhavam.
Enquanto Andrew terminava o jantar, Ivan sentou-se à mesa, observando-o. A tensão se foi, substituída por uma leveza e uma alegria que Ivan não sentia há muito tempo. A quietude de Andrew não era mais um mistério, mas uma linguagem que Ivan estava aprendendo a ler.
E enquanto Andrew servia o jantar, Ivan sabia que seus pesadelos seriam menos frequentes agora. Ele não estaria mais sozinho. Ele tinha Andrew, e Andrew o tinha. E isso era tudo o que importava. Aquele beijo, em meio ao aroma de temperos e à quietude do apartamento, havia selado o início de algo novo, algo precioso e duradouro.
Andrew estava na cozinha, o som suave de facas cortando legumes quebrando a quietude. Ele estava preparando o jantar, como fazia quase todas as noites. Era uma de suas muitas linguagens de amor, uma forma de nutrir e cuidar quando as palavras falhavam. Ivan observava, de soslaio, a silhueta alta e forte de Andrew através da abertura da sala de estar. O cabelo loiro caramelizado caía levemente sobre a testa enquanto ele se concentrava, os ombros largos movendo-se ritmicamente. Andrew era uma torre de força silenciosa, e essa presença era o que Ivan mais desejava, especialmente nas noites em que os pesadelos ameaçavam retornar.
Naquela noite, porém, a quietude parecia carregar uma tensão diferente, um fio invisível que os conectava e os repelia ao mesmo tempo. Há semanas que essa tensão crescia, alimentada por olhares furtivos, toques acidentais que duravam um pouco mais do que o necessário, e a inegável atração que pairava no ar entre eles.
Ivan suspirou, apertando o tecido macio do moletom. Ele amava Andrew, amava a forma como ele se preocupava, a maneira como ele sempre se certificava de que Ivan estava confortável, alimentado. Amava a sua quietude, que não era frieza, mas sim uma profundidade de sentimentos que Ivan conseguia vislumbrar. Mas o medo era um monstro persistente em seu peito. O medo de que Andrew não sentisse o mesmo, o medo de arruinar a amizade preciosa que tinham.
Andrew, por sua vez, sentia a presença de Ivan na sala como um calor constante. Ele sabia que Ivan estava usando seu moletom, e um pequeno sorriso quase imperceptível tocou seus lábios. Ele adorava quando Ivan pegava suas roupas; era uma confirmação silenciosa de que Ivan se sentia seguro com ele, que ele era importante. Andrew não era bom com palavras. Sua infância e adolescência foram marcadas por explosões de raiva que ele só conseguia controlar através do boxe, canalizando a energia para algo físico. Agora, a cozinha era seu ringue, e cozinhar era sua forma de expressar o que seu coração sentia.
Ele terminou de cortar os legumes e começou a refogá-los, o aroma de alho e cebola enchendo o apartamento. Andrew sentiu o olhar de Ivan sobre ele e, por um instante, hesitou. Virou-se lentamente, apoiando-se na bancada da cozinha. Os olhos escuros de Ivan estavam fixos nele, e a palidez de sua pele parecia mais acentuada sob a luz da cozinha.
"Tudo bem?", Andrew perguntou, a voz um pouco mais grave do que o normal.
Ivan assentiu, mas não desviou o olhar. "Sim. Só... pensando."
Andrew esperou. Ele sabia que Ivan, apesar de tímido, era direto quando sentia necessidade. Ele também sabia que Ivan era propenso a pesadelos quando dormia sozinho, e essa era uma das razões pelas quais Andrew sempre se certificava de que o quarto de hóspedes estivesse pronto, ou que ele estivesse por perto se Ivan precisasse de companhia. Mas havia algo mais ali, algo que Ivan estava lutando para articular.
"Sobre o quê?", Andrew perguntou, dando um passo em direção à sala. Ele parou a alguns metros de Ivan, o olhar firme, mas paciente.
Ivan respirou fundo, puxando o moletom ainda mais para si. O cheiro de Andrew era reconfortante, mas também intensificava a batida de seu coração. "Sobre nós", ele finalmente disse, a voz quase um sussurro.
Andrew piscou, surpreso pela franqueza. Ele não esperava que Ivan fosse o primeiro a abordar o assunto. Uma onda de nervosismo percorreu-o, mas ele se forçou a permanecer calmo. "Nós?", ele repetiu, incentivando Ivan a continuar.
Ivan levantou os olhos, finalmente encontrando os de Andrew. Havia uma vulnerabilidade crua neles que partiu o coração de Andrew. "Eu... eu gosto de você, Andrew. Não só como amigo."
O ar na sala pareceu se adensar. Andrew sentiu um calor se espalhar por seu peito, uma mistura de alívio e excitação. Ele sempre soubera, ou pelo menos esperara, que Ivan sentisse algo. Mas ouvir era diferente. Era real.
"Eu sei", Andrew disse, sua voz suave. Ele deu mais um passo, diminuindo a distância entre eles. "Eu também sinto."
Ivan sentiu um nó na garganta afrouxar. Uma pequena esperança floresceu em seu peito. "Você... você sente?"
Andrew assentiu, e pela primeira vez, Ivan viu um vislumbre de algo mais profundo nos olhos escuros de Andrew – uma emoção intensa, quase avassaladora. Andrew estendeu uma mão, hesitante, e tocou o joelho de Ivan, o contato suave, mas elétrico. Era a sua linguagem.
"Eu sempre senti, Ivan", Andrew confessou, a voz um pouco rouca. "Eu só... não sei como dizer essas coisas." Ele apertou levemente o joelho de Ivan. "Você me entende, não entende?"
Ivan assentiu, os olhos marejados. Ele entendia perfeitamente. A quietude de Andrew não era falta de sentimento, mas uma abundância que ele lutava para expressar.
"Eu tenho medo", Ivan admitiu, a voz embargada. "Medo de estragar tudo. Medo de que você não me queira de verdade."
Andrew se ajoelhou na frente de Ivan, de modo que seus olhos ficassem no mesmo nível. Ele tirou a mão do joelho de Ivan e a moveu para o seu rosto, o polegar roçando suavemente a pele pálida. O toque era gentil, reconfortante.
"Nunca", Andrew sussurrou, a intensidade de suas palavras transmitida através do toque. "Nunca pense isso. Eu quero você, Ivan. Mais do que você pode imaginar."
Aproxime-se, Ivan. Andrew não precisou usar palavras. A mensagem estava clara em seus olhos, em seu toque, na forma como seu corpo se inclinou.
Ivan não hesitou. Ele jogou os braços em volta do pescoço de Andrew, enterrando o rosto em seu ombro. O cheiro de Andrew era mais forte agora, e Ivan o inalou profundamente, sentindo-se seguro, em casa. Andrew o abraçou de volta com força, as mãos grandes em suas costas, puxando-o para mais perto.
Por um longo momento, eles apenas se abraçaram, a tensão dos últimos meses se dissipando no calor do contato. Ivan sentiu as lágrimas escorrerem por suas bochechas, mas eram lágrimas de alívio, de alegria.
Andrew se afastou um pouco, apenas o suficiente para olhar nos olhos de Ivan novamente. Ele viu a vulnerabilidade, a esperança, e o amor ali. Sem palavras, Andrew inclinou a cabeça, os olhos fixos nos lábios de Ivan. Era um pedido silencioso, um convite.
Ivan fechou os olhos, respirando fundo. Ele podia sentir o calor do hálito de Andrew em seu rosto, a antecipação crescendo em seu peito. Ele inclinou-se para a frente, diminuindo a última distância entre eles.
E então, seus lábios se encontraram.
Foi um beijo suave no início, hesitante, como se estivessem testando as águas. Os lábios de Andrew eram macios e quentes, e Ivan sentiu uma onda de sensações percorrer seu corpo. Ele respondeu com a mesma delicadeza, seus próprios lábios movendo-se em sincronia com os de Andrew.
Mas a hesitação rapidamente deu lugar à paixão. Andrew aprofundou o beijo, sua mão subindo para o cabelo de Ivan, os dedos entrelaçando-se nos fios macios. Ivan gemeu baixinho no beijo, suas mãos apertando as costas de Andrew. Era um beijo que falava de todos os sentimentos não ditos, de todos os olhares furtivos, de todos os medos e esperanças. Era um beijo que prometia um futuro, um beijo de entrega e aceitação.
O mundo ao redor deles desapareceu. Havia apenas o toque de seus lábios, o calor de seus corpos, o som ofegante de suas respirações. Ivan sentiu-se flutuar, como se todo o peso do mundo tivesse sido tirado de seus ombros. O moletom de Andrew o envolvia, e ele sentiu como se estivesse sendo envolvido pelo próprio Andrew.
Andrew se afastou um pouco, quebrando o beijo, mas mantendo seus rostos próximos. Seus olhos escuros brilhavam com uma emoção que Ivan nunca tinha visto antes. "Ivan", ele sussurrou, o nome saindo de seus lábios como uma oração.
Ivan sorriu, um sorriso genuíno e radiante que iluminou seu rosto pálido. "Andrew", ele respondeu, sua voz embargada pela emoção.
Andrew tocou a testa de Ivan com a sua, e eles ficaram assim por um momento, apenas respirando um no outro. O cheiro de temperos da cozinha misturava-se com o cheiro de Andrew, criando uma fragrância que Ivan associaria para sempre àquele momento.
"Você está com fome?", Andrew perguntou, a voz rouca, mas com um tom divertido.
Ivan riu, uma risada leve e feliz. "Um pouco. Mas eu preferia ficar assim."
Andrew sorriu, um sorriso raro e lindo que Ivan adorava. "Nós podemos fazer os dois." Ele se levantou, puxando Ivan com ele. "Vem. Jantar e depois... podemos conversar mais."
Ivan assentiu, sentindo um calor se espalhar por seu corpo. Ele ainda estava usando o moletom de Andrew, e agora, ele sabia que não era apenas por segurança ou conforto, mas porque era um símbolo do amor que eles compartilhavam.
Enquanto Andrew terminava o jantar, Ivan sentou-se à mesa, observando-o. A tensão se foi, substituída por uma leveza e uma alegria que Ivan não sentia há muito tempo. A quietude de Andrew não era mais um mistério, mas uma linguagem que Ivan estava aprendendo a ler.
E enquanto Andrew servia o jantar, Ivan sabia que seus pesadelos seriam menos frequentes agora. Ele não estaria mais sozinho. Ele tinha Andrew, e Andrew o tinha. E isso era tudo o que importava. Aquele beijo, em meio ao aroma de temperos e à quietude do apartamento, havia selado o início de algo novo, algo precioso e duradouro.
