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Rocky your body

Fandom: Veigh

Creado: 16/2/2026

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O Amanhecer e a Partida

O sol da manhã espreitava timidamente pelas frestas das cortinas pesadas do quarto de hotel, pintando o ambiente com tons dourados e acinzentados. Karine, aninhada sob os lençóis de seda, sentiu um calor reconfortante ao seu lado. Abriu os olhos lentamente, piscando algumas vezes para se acostumar com a claridade, e virou-se para encontrar o rosto adormecido de Veigh.

Um sorriso suave curvou seus lábios. Ele era ainda mais bonito dormindo, com a barba rala marcando o maxilar forte e os cabelos crespos espalhados pelo travesseiro. A imagem da noite anterior inundou sua mente como uma onda quente, reacendendo a chama da paixão que ainda ardia em seu corpo. Cada toque, cada beijo, cada sussurro… tudo parecia ter sido gravado em sua pele.

Passou os dedos levemente pela bochecha dele, traçando os contornos do rosto. Veigh resmungou algo inaudível e se moveu, puxando-a para mais perto. O corpo dele, ainda quente e macio contra o dela, era um convite para permanecerem ali, perdidos no tempo.

– Bom dia. – A voz rouca dele reverberou em seu peito, e Karine sentiu um arrepio gostoso.

– Bom dia. – Ela respondeu, a voz um pouco sonolenta, mas carregada de um carinho que a surpreendeu.

Ele abriu os olhos, revelando o brilho familiar e intenso que ela já conhecia. O olhar dele pousou nos dela, e por um instante, o mundo exterior parecia ter desaparecido. Havia apenas eles dois, naquele quarto, naquele momento.

– Dormiu bem? – Ele perguntou, a voz ainda um pouco grave pelo sono.

– Melhor impossível. – Karine confessou, apertando-o em um abraço.

Veigh riu baixinho, os braços envolvendo-a com firmeza. O cheiro dele, uma mistura inebriante de perfume masculino e o aroma natural da pele, preencheu suas narinas. Ela inalou profundamente, querendo guardar aquele cheiro, aquele momento, para sempre.

Ficaram ali por um tempo, apenas aproveitando a proximidade, o silêncio confortável que se instalara entre eles. Mas a realidade, como sempre, tinha o hábito de se intrometer nos melhores momentos. Um raio de sol mais forte atravessou a cortina, iluminando o relógio digital na mesa de cabeceira.

Karine sentiu um aperto no peito ao ver as horas. O dia já havia começado, e com ele, as responsabilidades e os compromissos.

– Acho que… – Ela começou, a voz um pouco embargada pela relutância. – Acho que precisamos levantar.

Veigh suspirou, o som ecoando no quarto. Ele a apertou ainda mais, como se quisesse adiar o inevitável.

– Não queria que esse momento acabasse nunca. – Ele murmurou, beijando o topo da cabeça dela.

– Eu também não. – Karine concordou, a tristeza tingindo suas palavras.

Ainda assim, a lógica prevaleceu sobre o desejo. Eles tinham suas vidas, suas carreiras, suas agendas. Aquela noite tinha sido um oásis, um escape da rotina, mas o mundo lá fora os esperava.

Com um último beijo demorado, eles se separaram. Karine sentou-se na cama, puxando o lençol para cobrir-se, enquanto Veigh se levantava, revelando a silhueta forte e atlética. Ela o observou enquanto ele caminhava até o banheiro, o corpo marcado pela noite de paixão.

Enquanto ele estava no banheiro, Karine pegou o celular e checou as mensagens. Uma enxurrada de notificações a aguardava: e-mails de trabalho, mensagens de sua equipe, lembretes de compromissos. O mundo real a chamava de volta com urgência.

Quando Veigh saiu do banheiro, já estava vestido, o cabelo ainda um pouco despenteado, mas o olhar determinado. A visão dele pronto para partir apertou o coração de Karine.

– Eu preciso ir. – Ele disse, a voz baixa, quase um sussurro.

– Eu sei. – Ela respondeu, sentindo um nó na garganta.

Ele se aproximou da cama e sentou-se na beirada, segurando a mão dela. O polegar dele acariciou a pele macia da mão de Karine, um gesto de carinho que a acalmou um pouco.

– Eu… – Ele hesitou, procurando as palavras certas. – Eu adorei a noite. Você é… incrível.

Karine sentiu as bochechas corarem.

– Você também. – Ela murmurou, o olhar fixo no dele.

Havia algo não dito entre eles, uma pergunta silenciosa pairando no ar. O que seria daquilo? Aquela noite, tão intensa e inesperada, seria apenas uma lembrança bonita ou o início de algo mais?

Veigh parecia ler os pensamentos dela.

– A gente se fala? – Ele perguntou, a voz um pouco incerta.

– Claro. – Karine respondeu, tentando soar casual, mas o coração batia forte no peito.

Ele se inclinou e a beijou suavemente, um beijo de despedida que prometia um reencontro.

– Eu te ligo. – Ele prometeu, antes de se levantar.

Karine observou enquanto ele pegava a mochila no chão e se dirigia à porta. Cada passo parecia ecoar no quarto, marcando a iminência da partida.

– Veigh. – Ela chamou, e ele se virou, a mão na maçaneta.

– Sim?

– Obrigada. – Ela disse, um sorriso genuíno surgindo em seus lábios.

Ele sorriu de volta, um sorriso que iluminou o rosto dele e fez o coração de Karine dar um salto.

– Eu que agradeço. – Ele respondeu, e então, com um último aceno, ele saiu, fechando a porta suavemente atrás de si.

O silêncio que se seguiu pareceu ensurdecedor. Karine permaneceu sentada na cama por um tempo, o cheiro dele ainda pairando no ar, a ausência dele pesando no ambiente. A cama, antes um ninho de paixão, agora parecia grande e vazia.

Ela se levantou, caminhando até a janela e afastando as cortinas. O sol já estava alto, e a cidade lá embaixo começava a fervilhar com a agitação do dia. Carros passavam, pessoas apressadas caminhavam pelas ruas. O mundo seguia em frente, e ela também precisava seguir.

Um suspiro escapou de seus lábios. A noite com Veigh tinha sido um turbilhão de emoções, uma experiência que ela não esperava e que, agora, não conseguia esquecer. Ele era diferente de qualquer homem que ela já havia conhecido: intenso, divertido, com uma energia contagiante e um talento inegável.

Ela se olhou no espelho, vendo o reflexo de uma mulher que parecia ter acabado de viver uma das noites mais memoráveis de sua vida. Os olhos castanhos brilhavam com um misto de cansaço e euforia, os lábios ainda um pouco inchados pelos beijos.

Um sorriso travesso curvou seus lábios. Sim, a noite tinha sido incrível. E a promessa dele de ligar… essa promessa ecoava em sua mente, enchendo-a de uma expectativa que ela não sentia há muito tempo.

Karine sabia que o mundo da fama e dos influenciadores era volátil, cheio de encontros efêmeros e promessas vazias. Mas com Veigh, algo parecia diferente. Havia uma conexão, uma química que ia além da atração física.

Ela começou a reunir suas coisas, arrumando a mala com uma nova energia. Precisava se arrumar, tomar café e seguir para o aeroporto. Mas, enquanto dobrava uma peça de roupa, seus pensamentos voltavam a ele.

Será que ele ligaria mesmo? Será que aquele encontro casual no evento da Volkswagen se transformaria em algo mais? Karine não tinha respostas, mas tinha esperança. E, por enquanto, isso era o suficiente.

Ao sair do quarto, ela jogou as chaves na recepção, um sorriso discreto nos lábios. O funcionário, alheio à tempestade de emoções que acabara de se desenrolar no quarto 507, apenas acenou educadamente.

Karine entrou no carro que a esperava, pronta para enfrentar o dia e o mundo. Mas, no fundo de sua mente, a melodia da voz de Veigh e o calor de seus braços ainda ressoavam, prometendo um futuro que ela mal podia esperar para descobrir. A jornada de volta para casa parecia mais leve, mais cheia de possibilidades. Afinal, a vida, como o rock, era cheia de surpresas, e ela estava mais do que pronta para o próximo solo.
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