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AWOO EPISODE 1 DEATHS
Fandom: A Wol Or Other Live Action: deaths
Creado: 24/2/2026
Etiquetas
TerrorOscuroTragediaViolencia GráficaMuerte de PersonajeMuerte del ProtagonistaNoir GóticoHistóricoMisterio
O Primeiro Uivo
A noite de 1853 era uma tapeçaria de veludo escuro, bordada com estrelas que cintilavam como diamantes frios no céu inglês. Um leve orvalho cobria as folhas e as flores, e o ar carregava o perfume doce e terroso da terra molhada. Alice, com seus vinte e três anos, movia-se com a graça silenciosa de uma ninfa entre os canteiros do Palácio dos Carlsons. A lamparina que segurava projetava sombras dançantes à sua volta, transformando os arbustos em criaturas fantásticas e as estátuas em sentinelas de pedra.
Desde 1849, quando fora contratada como jardineira real, Alice havia encontrado seu propósito e sua paz na beleza e na ordem dos jardins. Era uma alma gentil, com olhos que refletiam a profundidade de um lago sereno e um sorriso que podia derreter o inverno mais rigoroso. Amava as flores como se fossem seus filhos, e cada planta respondia ao seu toque com um vigor renovado. Naquela noite, seu foco estava nas magnólias, cujas pétalas brancas e rosadas pareciam brilhar sob a luz fraca de sua lamparina.
"Estão sedentas, pequeninas", murmurou ela, despejando água cuidadosamente da regadeira de metal. O som suave da água caindo nas folhas era o único ruído a quebrar o silêncio da noite, além do canto ocasional de um grilo distante.
De repente, um som. Não era o vento, nem o farfalhar de folhas. Era um baque surdo, seguido por um arrastar e um estalo, vindo da direção da biblioteca ao ar livre. Alice ergueu a cabeça, as sobrancelhas franzidas em preocupação. O Palácio dos Carlsons era um lugar de tranquilidade e ordem. Ruídos inesperados àquela hora da noite eram incomuns e, por vezes, prenunciavam problemas.
Seu coração deu um pequeno salto. Poderia ser um animal selvagem? Um cervo que se aventurou além dos limites da floresta? Ou talvez um dos jovens criados, furtivamente buscando um livro proibido à luz da lua? Sua bondade inata a impulsionou a investigar, a garantir que tudo estivesse bem.
"Olá?", chamou ela, sua voz um sussurro hesitante no ar frio. Nenhuma resposta. Apenas o silêncio pesado da noite que se seguiu, agora mais denso, mais opressor.
Com a lamparina erguida, Alice começou a se mover na direção do som. Seus passos eram leves sobre a grama úmida, mas o nervosismo a fazia sentir-se cada vez mais consciente de sua própria presença. A biblioteca ao ar livre era um pavilhão de pedra ornamentado, com estantes embutidas nas paredes e um teto aberto para o céu. Era um local de retiro e estudo durante o dia, mas à noite, sob a sombra das árvores antigas, adquiria uma aura um tanto misteriosa.
Ao se aproximar, o ar ficou mais frio, e um cheiro peculiar atingiu suas narinas – algo metálico e terroso, que ela não conseguia identificar de imediato. Um calafrio percorreu sua espinha. A luz da lamparina dançou sobre as estantes de livros, revelando volumes antigos e empoeirados. Foi então que ela viu.
No chão, perto de uma das estantes, havia um livro caído, suas páginas amassadas. E ao lado dele, uma mancha escura e úmida que parecia… sangue.
O coração de Alice acelerou, batendo descontroladamente contra suas costelas. Ela engasgou, a lamparina tremendo em suas mãos. Um medo primitivo e gelado começou a se espalhar por suas veias.
"Tem alguém aí?", perguntou ela, sua voz agora um fio fraco.
De repente, um rosnado baixo, gutural, ecoou das sombras mais profundas da biblioteca. Não era um rosnado de cachorro, nem de lobo que ela conhecia dos contos de fadas. Era algo mais profundo, mais selvagem, carregado de uma ferocidade que fez os pelos de seus braços se arrepiarem.
Alice recuou um passo, a respiração presa na garganta. Seus olhos, antes tão serenos, agora estavam arregalados de terror. A lamparina tremia tanto que ameaçava cair de suas mãos.
Uma figura emergiu das sombras, não humana, mas uma besta. Era enorme, peluda e esguia, com olhos que brilhavam como brasas na escuridão. Seus dentes eram longos e afiados, e suas garras, que ela podia ver mesmo na penumbra, pareciam lâminas de faca. O cheiro metálico era mais forte agora, misturado com o odor selvagem da criatura.
Era um lobisomem. Uma lenda, um pesadelo que se tornava realidade diante de seus olhos.
O rosnado da criatura intensificou-se, transformando-se em um uivo baixo e ameaçador. Alice soltou um grito abafado, o som morrendo em sua garganta antes mesmo de ser totalmente formado. Ela tentou correr, tentou se virar e fugir, mas o medo a paralisou. Seus pés pareciam presos ao chão.
O lobisomem avançou, seus olhos fixos nela. Não havia inteligência neles, apenas uma fome primal e uma fúria cega. Alice caiu, a lamparina espatifando-se no chão e apagando-se, mergulhando o pavilhão na escuridão quase total.
Agora, apenas o brilho distante das estrelas e a fraca luz da lua filtravam-se pelas árvores, insuficientes para dissipar as sombras opressoras. Alice estava no chão, encolhida, tentando se proteger com os braços, mas sabia que era inútil.
Ela sentiu o calor do hálito da criatura em seu rosto, o cheiro de sangue e terra. Um som agudo rasgou o ar quando as garras afiadas atingiram seu braço, rasgando a manga de seu vestido e a carne por baixo. A dor foi excruciante, um choque elétrico que percorreu seu corpo. Ela gritou, um grito agoniado que se perdeu na vastidão da noite, inaudível dentro dos muros do palácio adormecido.
A criatura não parou. Manteve-se sobre ela, arranhando-a repetidamente, uma fúria descontrolada em seus ataques. Alice sentiu a vida esvair-se de seu corpo a cada golpe, cada arranhão. O chão úmido sob ela tornou-se ainda mais úmido com seu próprio sangue. Seus pensamentos se tornaram fragmentados, imagens de flores, do sol, de risadas distantes.
Em algum momento, entre a dor e o terror, Alice sentiu um puxão violento, uma força brutal que a ergueu do chão e a jogou contra uma das estantes de pedra. O impacto foi esmagador, e ela sentiu algo se quebrar dentro dela. A criatura não recuou, não demonstrou piedade. Continuou sua selvageria, despedaçando o que restava de sua carne, de sua vida.
O último som que Alice ouviu foi o estalo de seus ossos, misturado com seus próprios soluços de dor e o rosnado furioso da besta. A escuridão final engoliu-a, e o mundo de Alice, das flores e da bondade, deixou de existir.
Quando o sol nasceu quatro dias depois, pintando o céu com tons de rosa e ouro, a tranquilidade dos jardins do Palácio dos Carlsons parecia intocada. Mas a ausência de Alice não passou despercebida. Sua ausência no café da manhã, nas tarefas matinais, nas conversas habituais. Preocupação começou a se espalhar entre os criados e a família Carlson.
A busca começou, primeiro de forma discreta, depois com mais urgência. Cada canto do palácio e dos jardins foi revistado. Foi o velho jardineiro-chefe, Thomas, que finalmente a encontrou. O cheiro, peculiar e insistente, levou-o à biblioteca ao ar livre.
O que ele encontrou chocou-o até a alma.
O corpo de Alice estava lá, irreconhecível em sua brutalidade. O vestido, antes tão limpo e simples, estava em trapos manchados de sangue seco. Seus olhos, que antes refletiam tanta bondade, agora estavam abertos, fixos e sem vida, refletindo o céu cinzento.
Mas o mais horrível de tudo era a mutilação. O braço esquerdo de Alice estava faltando, arrancado de seu corpo com uma força inimaginável. As feridas, profundas e irregulares, indicavam uma violência selvagem, impossível de ser causada por um animal comum.
O horror se espalhou como fogo selvagem pelo palácio. A polícia local foi chamada, mas eles não tinham respostas. O que poderia ter feito tal coisa? Um animal selvagem de proporções gigantescas? Um assassino com uma força desumana?
As teorias começaram a surgir, sussurradas em corredores escuros e por trás de portas fechadas. Alguns falavam de lobos, outros de ursos que haviam se perdido. Mas os mais antigos, aqueles que conheciam as lendas e os contos de terror, falavam em voz baixa sobre criaturas da noite, sobre bestas que se transformavam sob a lua cheia.
A história de Alice, a jardineira bondosa que encontrou um fim tão horrível na escuridão da noite, tornou-se o primeiro capítulo de uma lenda sombria que se espalharia pela região. Ela foi a primeira vítima, a precursora de um terror que viria a assombrar os Carlsons e a pequena vila ao redor do palácio.
Sua morte foi um grito silencioso, um uivo de advertência que ninguém compreendeu a tempo. O mistério permaneceu, um véu de medo e incerteza sobre o Palácio dos Carlsons. E nas noites de lua cheia, os moradores se encolhiam em suas casas, ouvindo o vento uivar e imaginando o que espreitava nas sombras, esperando por sua próxima vítima. O legado de Alice, a jardineira real, não seria de flores e beleza, mas sim o de um aviso sombrio, o primeiro uivo de um monstro que havia despertado.
Desde 1849, quando fora contratada como jardineira real, Alice havia encontrado seu propósito e sua paz na beleza e na ordem dos jardins. Era uma alma gentil, com olhos que refletiam a profundidade de um lago sereno e um sorriso que podia derreter o inverno mais rigoroso. Amava as flores como se fossem seus filhos, e cada planta respondia ao seu toque com um vigor renovado. Naquela noite, seu foco estava nas magnólias, cujas pétalas brancas e rosadas pareciam brilhar sob a luz fraca de sua lamparina.
"Estão sedentas, pequeninas", murmurou ela, despejando água cuidadosamente da regadeira de metal. O som suave da água caindo nas folhas era o único ruído a quebrar o silêncio da noite, além do canto ocasional de um grilo distante.
De repente, um som. Não era o vento, nem o farfalhar de folhas. Era um baque surdo, seguido por um arrastar e um estalo, vindo da direção da biblioteca ao ar livre. Alice ergueu a cabeça, as sobrancelhas franzidas em preocupação. O Palácio dos Carlsons era um lugar de tranquilidade e ordem. Ruídos inesperados àquela hora da noite eram incomuns e, por vezes, prenunciavam problemas.
Seu coração deu um pequeno salto. Poderia ser um animal selvagem? Um cervo que se aventurou além dos limites da floresta? Ou talvez um dos jovens criados, furtivamente buscando um livro proibido à luz da lua? Sua bondade inata a impulsionou a investigar, a garantir que tudo estivesse bem.
"Olá?", chamou ela, sua voz um sussurro hesitante no ar frio. Nenhuma resposta. Apenas o silêncio pesado da noite que se seguiu, agora mais denso, mais opressor.
Com a lamparina erguida, Alice começou a se mover na direção do som. Seus passos eram leves sobre a grama úmida, mas o nervosismo a fazia sentir-se cada vez mais consciente de sua própria presença. A biblioteca ao ar livre era um pavilhão de pedra ornamentado, com estantes embutidas nas paredes e um teto aberto para o céu. Era um local de retiro e estudo durante o dia, mas à noite, sob a sombra das árvores antigas, adquiria uma aura um tanto misteriosa.
Ao se aproximar, o ar ficou mais frio, e um cheiro peculiar atingiu suas narinas – algo metálico e terroso, que ela não conseguia identificar de imediato. Um calafrio percorreu sua espinha. A luz da lamparina dançou sobre as estantes de livros, revelando volumes antigos e empoeirados. Foi então que ela viu.
No chão, perto de uma das estantes, havia um livro caído, suas páginas amassadas. E ao lado dele, uma mancha escura e úmida que parecia… sangue.
O coração de Alice acelerou, batendo descontroladamente contra suas costelas. Ela engasgou, a lamparina tremendo em suas mãos. Um medo primitivo e gelado começou a se espalhar por suas veias.
"Tem alguém aí?", perguntou ela, sua voz agora um fio fraco.
De repente, um rosnado baixo, gutural, ecoou das sombras mais profundas da biblioteca. Não era um rosnado de cachorro, nem de lobo que ela conhecia dos contos de fadas. Era algo mais profundo, mais selvagem, carregado de uma ferocidade que fez os pelos de seus braços se arrepiarem.
Alice recuou um passo, a respiração presa na garganta. Seus olhos, antes tão serenos, agora estavam arregalados de terror. A lamparina tremia tanto que ameaçava cair de suas mãos.
Uma figura emergiu das sombras, não humana, mas uma besta. Era enorme, peluda e esguia, com olhos que brilhavam como brasas na escuridão. Seus dentes eram longos e afiados, e suas garras, que ela podia ver mesmo na penumbra, pareciam lâminas de faca. O cheiro metálico era mais forte agora, misturado com o odor selvagem da criatura.
Era um lobisomem. Uma lenda, um pesadelo que se tornava realidade diante de seus olhos.
O rosnado da criatura intensificou-se, transformando-se em um uivo baixo e ameaçador. Alice soltou um grito abafado, o som morrendo em sua garganta antes mesmo de ser totalmente formado. Ela tentou correr, tentou se virar e fugir, mas o medo a paralisou. Seus pés pareciam presos ao chão.
O lobisomem avançou, seus olhos fixos nela. Não havia inteligência neles, apenas uma fome primal e uma fúria cega. Alice caiu, a lamparina espatifando-se no chão e apagando-se, mergulhando o pavilhão na escuridão quase total.
Agora, apenas o brilho distante das estrelas e a fraca luz da lua filtravam-se pelas árvores, insuficientes para dissipar as sombras opressoras. Alice estava no chão, encolhida, tentando se proteger com os braços, mas sabia que era inútil.
Ela sentiu o calor do hálito da criatura em seu rosto, o cheiro de sangue e terra. Um som agudo rasgou o ar quando as garras afiadas atingiram seu braço, rasgando a manga de seu vestido e a carne por baixo. A dor foi excruciante, um choque elétrico que percorreu seu corpo. Ela gritou, um grito agoniado que se perdeu na vastidão da noite, inaudível dentro dos muros do palácio adormecido.
A criatura não parou. Manteve-se sobre ela, arranhando-a repetidamente, uma fúria descontrolada em seus ataques. Alice sentiu a vida esvair-se de seu corpo a cada golpe, cada arranhão. O chão úmido sob ela tornou-se ainda mais úmido com seu próprio sangue. Seus pensamentos se tornaram fragmentados, imagens de flores, do sol, de risadas distantes.
Em algum momento, entre a dor e o terror, Alice sentiu um puxão violento, uma força brutal que a ergueu do chão e a jogou contra uma das estantes de pedra. O impacto foi esmagador, e ela sentiu algo se quebrar dentro dela. A criatura não recuou, não demonstrou piedade. Continuou sua selvageria, despedaçando o que restava de sua carne, de sua vida.
O último som que Alice ouviu foi o estalo de seus ossos, misturado com seus próprios soluços de dor e o rosnado furioso da besta. A escuridão final engoliu-a, e o mundo de Alice, das flores e da bondade, deixou de existir.
Quando o sol nasceu quatro dias depois, pintando o céu com tons de rosa e ouro, a tranquilidade dos jardins do Palácio dos Carlsons parecia intocada. Mas a ausência de Alice não passou despercebida. Sua ausência no café da manhã, nas tarefas matinais, nas conversas habituais. Preocupação começou a se espalhar entre os criados e a família Carlson.
A busca começou, primeiro de forma discreta, depois com mais urgência. Cada canto do palácio e dos jardins foi revistado. Foi o velho jardineiro-chefe, Thomas, que finalmente a encontrou. O cheiro, peculiar e insistente, levou-o à biblioteca ao ar livre.
O que ele encontrou chocou-o até a alma.
O corpo de Alice estava lá, irreconhecível em sua brutalidade. O vestido, antes tão limpo e simples, estava em trapos manchados de sangue seco. Seus olhos, que antes refletiam tanta bondade, agora estavam abertos, fixos e sem vida, refletindo o céu cinzento.
Mas o mais horrível de tudo era a mutilação. O braço esquerdo de Alice estava faltando, arrancado de seu corpo com uma força inimaginável. As feridas, profundas e irregulares, indicavam uma violência selvagem, impossível de ser causada por um animal comum.
O horror se espalhou como fogo selvagem pelo palácio. A polícia local foi chamada, mas eles não tinham respostas. O que poderia ter feito tal coisa? Um animal selvagem de proporções gigantescas? Um assassino com uma força desumana?
As teorias começaram a surgir, sussurradas em corredores escuros e por trás de portas fechadas. Alguns falavam de lobos, outros de ursos que haviam se perdido. Mas os mais antigos, aqueles que conheciam as lendas e os contos de terror, falavam em voz baixa sobre criaturas da noite, sobre bestas que se transformavam sob a lua cheia.
A história de Alice, a jardineira bondosa que encontrou um fim tão horrível na escuridão da noite, tornou-se o primeiro capítulo de uma lenda sombria que se espalharia pela região. Ela foi a primeira vítima, a precursora de um terror que viria a assombrar os Carlsons e a pequena vila ao redor do palácio.
Sua morte foi um grito silencioso, um uivo de advertência que ninguém compreendeu a tempo. O mistério permaneceu, um véu de medo e incerteza sobre o Palácio dos Carlsons. E nas noites de lua cheia, os moradores se encolhiam em suas casas, ouvindo o vento uivar e imaginando o que espreitava nas sombras, esperando por sua próxima vítima. O legado de Alice, a jardineira real, não seria de flores e beleza, mas sim o de um aviso sombrio, o primeiro uivo de um monstro que havia despertado.
