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Heithor Potter

Fandom: Harry Potter

Creado: 11/3/2026

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O Primeiro Acordo e um Segredo Sombrio

A brisa fria de setembro acariciava os terrenos de Hogwarts, trazendo consigo o cheiro de grama úmida e a promessa de um novo ano letivo. Para Heitor, Pietro, Felipe e Rhuan, essa era uma promessa duplamente emocionante. Eles não eram apenas novatos em Hogwarts; eram novatos juntos, um quarteto inseparável desde que se conheceram na plataforma 9 ¾, unidos por uma mistura de nervosismo e excitação.

O Grande Salão estava vibrante com a algazarra dos alunos. O teto encantado exibia um céu noturno salpicado de estrelas, e as velas flutuantes lançavam um brilho dourado sobre as quatro longas mesas das casas. Heitor, com sua estatura mediana e olhos astutos, observava tudo com uma curiosidade insaciável. Ao seu lado, Pietro, o mais baixo do grupo, ria de algo que Felipe, o mais alto e magro, sussurrava em seu ouvido. Rhuan, o segundo mais baixo, balançava as pernas impacientemente, ansioso para que a cerimônia de seleção começasse.

"Será que a gente vai pra mesma casa?", Pietro perguntou, com a voz carregada de uma ansiedade cômica. "Não consigo imaginar a gente separado. Quem vai me ajudar a pegar os livros das prateleiras de cima?"

Felipe, que mesmo magro possuía uma força surpreendente, sorriu. "Eu te ajudo, baixinho. Mas espero que a gente vá para a Grifinória. Parece a mais legal."

Heitor assentiu. "A Grifinória seria bom. Mas eu não me importaria com a Corvinal. Eles valorizam a inteligência, e eu gosto de pensar."

Rhuan deu um soco leve no braço de Heitor. "Pensar demais te deixa lento, Heitor. Eu quero uma casa onde eu possa correr e me divertir!"

A Professora Minerva McGonagall, com sua postura austera e vestes esmeralda, chamou a atenção de todos. A cerimônia de seleção começou, e um por um, os alunos foram chamados. O nervosismo aumentou à medida que os nomes deles se aproximavam na lista.

"Heitor!"

Heitor sentiu um frio na barriga, mas caminhou com confiança até o banquinho. O Chapéu Seletor foi colocado em sua cabeça, e uma voz antiga ecoou em seus pensamentos.

"Ah, um garoto interessante... Coragem, sim, muita coragem... Lealdade também... E uma mente muito rápida, oh sim... Astúcia, não falta... Onde devo colocá-lo?"

Heitor pensou em seus amigos, na promessa silenciosa de permanecerem juntos. "Grifinória", ele sussurrou em sua mente, embora soubesse que o chapéu ouvia mais do que sussurros.

"Grifinória, você diz? Hmm, sim, Grifinória pode ser... Mas há um caminho para a Sonserina em você, jovem... um caminho para a grandeza... Ah, mas a lealdade prevalece. Que seja... GRIFINÓRIA!"

Um rugido de aplausos irrompeu da mesa da Grifinória, e Heitor, com um sorriso aliviado, correu para se juntar aos seus novos colegas de casa.

Logo depois, foi a vez de Felipe. O Chapéu Seletor ponderou por mais tempo. "Inteligência notável... uma mente estratégica... e uma força interior que surpreende... Sonserina seria um bom lar para você prosperar... mas a ambição é temperada por uma bondade genuína... Hufflepuff? Não... Grifinória, sim, Grifinória!"

Felipe, com um alívio visível, juntou-se a Heitor.

Rhuan foi o próximo. O chapéu mal tocou sua cabeça antes de gritar: "GRIFINÓRIA!" Rhuan, com um sorriso vitorioso, correu para a mesa, abraçando os amigos.

Por último, Pietro. Ele cambaleou até o banquinho, visivelmente nervoso. O chapéu Seletor levou um bom tempo, ponderando sobre a natureza alegre e a falta de pretensão de Pietro. "Um coração gentil... lealdade inabalável... mas onde está a coragem? Ah, sim, está lá, escondida sob a risada... Hufflepuff seria uma boa opção para você, jovem Pietro... mas você anseia por algo mais... por aventura... Por seus amigos... Muito bem, então... GRIFINÓRIA!"

Um coro de "Uhu!" ecoou da mesa da Grifinória. Os quatro amigos estavam juntos! Eles se abraçaram, rindo, enquanto o resto da cerimônia continuava. Aquele era o começo perfeito.

Os primeiros dias em Hogwarts foram um turbilhão de novas experiências. Aulas de Poções com o carrancudo Professor Snape, que parecia ter uma antipatia particular por Heitor e Rhuan, que não conseguiam parar de rir de seus cabelos oleosos; as empolgantes aulas de Transfiguração com a Professora McGonagall; os voos de vassoura, onde Heitor e Rhuan brilharam com sua agilidade natural, enquanto Pietro lutava para manter o equilíbrio e Felipe, apesar de alto, se mostrava surpreendentemente gracioso.

Eles exploravam os corredores, descobriam passagens secretas e se metiam em pequenas encrencas, como ser pegos por Filch tentando entrar na seção proibida da biblioteca (uma ideia de Heitor, é claro). A amizade deles se fortaleceu a cada risada compartilhada, a cada dever de casa feito juntos e a cada refeição no Grande Salão.

Uma noite, enquanto estavam no salão comunal da Grifinória, jogando snap explosivo, Heitor notou algo estranho. Um aluno mais velho, do sétimo ano, da Sonserina, passava pela entrada do salão comunal com uma frequência incomum. Ele tinha um olhar evasivo e parecia carregar algo escondido sob suas vestes.

"Vocês viram aquele cara da Sonserina?", Heitor sussurrou para os amigos. "Ele está agindo estranho."

Felipe, sempre o mais observador, assentiu. "Sim, notei. Ele tem feito isso nas últimas noites. Parece que está indo para algum lugar em particular."

Pietro, distraído com as cartas que explodiam, balançou a cabeça. "Ah, ele deve estar indo encontrar uma garota. Sonserinos também se apaixonam, né?"

Rhuan, sempre em busca de uma aventura, sorriu. "Ou ele está aprontando alguma coisa. Que tal a gente seguir ele amanhã?"

Heitor, com um brilho nos olhos, concordou. "Boa ideia, Rhuan. Mas temos que ser cuidadosos. Ele parece o tipo que não gosta de ser seguido."

Na noite seguinte, armados com a Capa da Invisibilidade que Heitor convenientemente "encontrara" (na verdade, ele a havia "emprestado" da sala de troféus, com a promessa de devolvê-la antes que alguém sentisse falta), os quatro amigos se postaram na entrada do salão comunal, esperando o Sonserino.

Pontualmente, o aluno apareceu. Ele se esgueirou para fora do salão comunal, olhando para os lados antes de se apressar pelos corredores. Heitor, com sua agilidade natural, liderava o grupo sob a capa, enquanto Felipe, com sua altura, garantia que a capa cobrisse todos. Pietro, o mais baixo, resmungava sobre a falta de visão, e Rhuan, o mais rápido, estava empolgado.

Eles seguiram o Sonserino por vários corredores, descendo escadas e virando em passagens escuras. O garoto parecia estar se dirigindo aos andares inferiores, onde as masmorras e as salas de aula de Poções estavam localizadas.

"Para onde ele está indo?", Pietro sussurrou, a voz tensa.

"Não sei", Heitor respondeu, os olhos fixos na figura à frente. "Mas não parece ser para uma aula."

O Sonserino finalmente parou em frente a uma parede de pedra que parecia não ter nada de especial. Ele tirou algo de dentro das vestes – um pequeno anel de prata com uma pedra escura incrustada. Ele tocou a pedra na parede, e para o espanto dos amigos, a parede começou a se mover, revelando uma passagem escura e estreita.

O Sonserino entrou na passagem, e a parede se fechou atrás dele.

"Uau!", Rhuan exclamou, com os olhos arregalados. "Uma passagem secreta!"

"Temos que ir atrás dele", Heitor disse, já se movendo em direção à parede.

Felipe o deteve. "Espera, Heitor. Isso pode ser perigoso. Não sabemos para onde essa passagem leva."

Pietro balançou a cabeça. "E se for uma armadilha? E se for um vilão de verdade?"

Heitor olhou para os amigos, seu olhar determinado. "É por isso que temos que ir. Juntos. Se ele está escondendo algo, precisamos descobrir o que é. Pelo poder da amizade, certo?"

Os outros se entreolharam e, apesar do medo, assentiram. Eles eram um time.

Heitor tocou o anel mágico que o Sonserino havia deixado cair (ele o havia apanhado habilmente enquanto o garoto entrava na passagem). A parede se abriu novamente, e eles se espremeram para dentro da passagem escura.

O túnel era estreito e úmido, com um cheiro de mofo e terra. Eles caminharam por alguns minutos, o som de seus próprios passos ecoando no silêncio. De repente, uma luz fraca apareceu à frente.

Eles se aproximaram com cautela e espiaram por uma fresta na parede. O que viram os deixou chocados.

Eles estavam em uma câmara subterrânea, iluminada por tochas. No centro da câmara, o Sonserino estava de pé, de costas para eles, diante de uma figura encapuzada e sombria. A figura estava sentada em um trono de pedra, e sua voz, quando falou, era um sussurro gélido que parecia penetrar até os ossos.

"Você trouxe o que eu pedi, jovem Lestrange?"

Heitor sentiu um arrepio. Lestrange. Um nome infame, associado a Comensais da Morte e magia das trevas.

O Sonserino, que agora eles reconheciam como um dos irmãos Lestrange, tirou um pequeno pacote de suas vestes e o entregou à figura encapuzada.

"Aqui está, Mestre. A última peça."

A figura encapuzada pegou o pacote e o abriu. Lá dentro, havia um medalhão antigo, com um símbolo estranho gravado nele.

"Excelente", a figura sussurrou. "Com isso, meu poder será completo. E você, jovem Lestrange, será recompensado por sua lealdade."

Os amigos se entreolharam, seus rostos pálidos de medo. Eles haviam tropeçado em algo muito maior do que esperavam. Um vilão de verdade, tramando algo sombrio.

"O que a gente faz agora?", Pietro sussurrou, tremendo.

"Não podemos deixar isso acontecer", Heitor disse, sua voz firme apesar do medo. "Temos que avisar alguém."

Felipe, com sua mente estratégica, começou a pensar. "Precisamos de mais informações. O que é aquele medalhão? O que ele quer fazer?"

Rhuan, sempre impulsivo, já estava pronto para agir. "Vamos atacar! Somos quatro contra um!"

"Não!", Heitor sussurrou. "Somos quatro contra dois, e um deles é um Lestrange. Precisamos ser espertos. Vamos voltar, contar a Dumbledore."

Eles recuaram silenciosamente, os corações batendo forte. A Capa da Invisibilidade foi sua salvação. Eles se espremeram de volta pela passagem, a adrenalina correndo em suas veias.

De volta ao salão comunal da Grifinória, a luz e o calor pareciam um alívio bem-vindo após a escuridão da câmara. Eles se sentaram em um canto isolado, os rostos ainda pálidos.

"Isso é loucura", Pietro disse, esfregando as mãos nervosamente. "Um Lestrange. E um vilão encapuzado. O que eles estão tramando?"

"Parecia um medalhão", Felipe ponderou. "E a figura disse que seu poder seria completo com ele."

Heitor, com sua mente rápida, começou a conectar os pontos. "Medalhão... poder... magia das trevas... Alguém está tentando se tornar poderoso. E o Lestrange está ajudando."

Rhuan, que havia se acalmado um pouco, perguntou: "Mas quem é o cara encapuzado? Será que é... você-sabe-quem?"

A menção do nome fez todos se encolherem.

"Não sei", Heitor admitiu. "Mas temos que descobrir. E temos que avisar Dumbledore."

Na manhã seguinte, os quatro amigos foram ao escritório de Dumbledore. Eles contaram tudo o que viram, desde o comportamento estranho do Lestrange até a câmara subterrânea e a figura encapuzada. Dumbledore os ouviu com atenção, seus olhos azuis brilhando por cima de seus óculos de meia-lua.

"Vocês fizeram bem em vir a mim, meus jovens", Dumbledore disse, a voz calma e sábia. "Essa é uma informação muito séria."

Ele pediu a Heitor para descrever o anel que o Lestrange usou para abrir a passagem. Heitor o descreveu em detalhes, e Dumbledore assentiu pensativamente.

"Este é um anel antigo, com um encantamento de abertura. E o medalhão... hmm. Preciso investigar isso. Mas vocês devem ter muito cuidado. Não tentem se envolver mais nisso sozinhos. Esta é uma tarefa para os adultos."

Os amigos acenaram com a cabeça, mas Heitor sabia que eles não ficariam parados. Eles haviam se envolvido demais para simplesmente recuar.

"Nós vamos ajudar, Professor", Heitor disse, com um brilho de determinação em seus olhos. "Juntos. Pelo poder da amizade."

Dumbledore sorriu, um brilho de aprovação em seus olhos. "Ah, a amizade. Uma das maiores magias que existem. Mas lembrem-se, meus jovens, a amizade também pode ser uma fraqueza se for imprudente. Sejam sábios."

Ao sair do escritório de Dumbledore, os quatro amigos se entreolharam. Eles sabiam que a aventura estava apenas começando. Eles haviam feito um acordo silencioso: proteger Hogwarts, proteger uns aos outros, e desvendar o segredo sombrio que haviam descoberto. E para isso, eles teriam que confiar no poder inquebrável de sua amizade. O jogo havia começado.
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