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Dono do morro cv
Fandom: CV
Creado: 16/3/2026
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CrimenAcciónDramaOscuroRealismoLenguaje ExplícitoViolencia GráficaThriller
Lei do Morro: Fogo e Sangue no Baile da Penha
O som do grave batia tão forte que parecia fazer o asfalto da favela pulsar. Era noite de baile, e a Penha estava em festa, mas o clima de celebração nunca mascarava a vigilância constante. No camarote mais alto, observando a multidão como deuses de um império de concreto, estavam os donos do asfalto. Victor, aos 26 anos, ostentava a postura de quem não apenas comandava o Comando Vermelho, mas de quem era a própria lei. Ao seu lado, Coringa, seu braço direito e sub de total confiança, mantinha o olhar afiado sob a luz dos refletores, pronto para agir a qualquer sinal de desordem.
A ordem da noite era clara: segurança máxima. Victor não tolerava falhas, especialmente quando se tratava de manter o controle sobre quem entrava e saía do seu território.
— Coringa, o movimento tá alto demais — comentou Victor, ajustando o fuzil no ombro enquanto observava a entrada principal. — Quero revista completa. Ninguém passa batido, principalmente as minas. O perigo muitas vezes vem de onde a gente menos espera.
— Já tá no esquema, chefe — respondeu Coringa, com um sorriso de canto que raramente indicava algo bom. — Pedro Henrique e João Vitor já estão lá embaixo. O Davi também tá na contenção. Ninguém entra sem ser revistado de cima a baixo.
Lá embaixo, na linha de frente da entrada do baile, o clima era tenso. Pedro Henrique e João Vitor, conhecidos pela frieza, dividiam as filas. Davi, um soldado de respeito e amigo pessoal da cúpula, coordenava os revistadores. Entre eles, Bruno Gabriel e Lorran, dois dos soldados mais leais de Victor, faziam o trabalho sujo de garantir que nenhuma arma ou droga não autorizada passasse pelas mãos das mulheres que chegavam.
Victor desceu do camarote, acompanhado por Coringa. Ele queria ver de perto. A presença do "01" fazia o baile silenciar por onde ele passava. Victor parou diante de Bruno Gabriel e Lorran.
— Escutem bem — disse Victor, a voz grave cortando o som da música. — Bruno, Lorran... Vocês dois são responsáveis por proteger e cuidar de todas as minas da favela hoje. Elas são nossa comunidade. Mas, se houver traição, se houver desrespeito à nossa hierarquia, a mão vai ser pesada. Entendido?
— Perfeitamente, chefe — respondeu Bruno Gabriel, batendo no peito.
— Sem erro, Victor — completou Lorran, com o olhar fixo na fila.
A revista continuou sob o olhar atento dos líderes. Foi quando uma figura conhecida surgiu na fila de Bruno. Era Tati, uma das ex-amantes de Bruno Gabriel, conhecida por seu temperamento difícil e por achar que, por ter tido um caso com um soldado, as regras não se aplicavam a ela. Ela tentou passar direto, empurrando uma das garotas da fila.
Bruno Gabriel a travou pelo braço, mas o olhar dele para Lorran foi de puro cansaço e desprezo. Durante semanas, Tati vinha criando problemas, difamando Bruno e tentando usar o nome do Comando para conseguir vantagens pessoais.
— Essa aqui não aprende, Lorran — disse Bruno, soltando o braço dela com força. — Ela acha que o morro é playground.
Bruno olhou para Lorran e deu o aval silencioso que o amigo esperava.
— Lorran, faz o que tu quiser. Dá a bronca que ela merece. Eu não quero mais saber dessa mulher no meu pé ou sujando meu nome.
Victor, que observava a cena a poucos metros de distância, aproximou-se. O silêncio se instalou ao redor. Tati empinou o nariz, achando que o chefe a pouparia.
— Algum problema aqui, Bruno? — perguntou Victor, a mão repousando calmamente sobre a coronha da arma.
— Ela desrespeita a fila, desrespeita os soldados e acha que é dona da Penha, chefe — explicou Bruno. — Já dei todas as chances.
Victor olhou para Lorran, que aguardava uma ordem direta. O líder do CV não tinha paciência para quem minava a autoridade de seus homens.
— Lorran — chamou Victor, a voz fria como o aço. — O Bruno te deu o aval, e eu tô te dando a autorização. Pode ter mão pesada. Se ela não entender com o grito, vai entender com o cano. Aqui a gente não tolera folgada. Se precisar de bala, tem bala. Resolve isso agora.
Lorran avançou um passo, o rosto fechado em uma máscara de autoridade. Ele segurou Tati pelo queixo, forçando-a a olhar para ele.
— Tu ouviu o homem, não ouviu? — rosnou Lorran. — Tu acha que o Bruno é teu degrau? Tu acha que a Penha é bagunça?
— Me solta, Lorran! — gritou ela, tentando se desvencilhar. — Eu conheço todo mundo aqui!
— Tu não conhece ninguém — interrompeu Coringa, aproximando-se por trás de Victor. — Tu só conhece a nossa paciência, e ela acabou de esgotar.
Lorran a arrastou para fora da luz do baile, em direção a um beco lateral onde a música era apenas um abalo sísmico distante. Pedro Henrique e João Vitor fecharam a retaguarda, garantindo que ninguém interferisse.
— Presta atenção, garota — disse Lorran, encostando-a na parede fria. — O Victor deu a ordem. O Bruno não quer nem ver tua sombra. Se eu te vir de novo tentando dar carteirada ou desrespeitando a revista, não vai ter conversa.
— Vocês não podem fazer nada comigo... — ela começou a dizer, mas a voz falhou quando Lorran sacou a pistola e a encostou na lateral de sua cabeça.
— Eu posso tudo — disse Lorran, em um sussurro mortal. — O chefe autorizou mão pesada. Tu quer testar se a bala entra ou se eu tô brincando?
Tati tremeu, a arrogância desaparecendo instantaneamente, substituída pelo medo puro que só o Comando conseguia impor.
— Some daqui — ordenou Lorran, guardando a arma. — E se eu ouvir teu nome em qualquer fofoca ou confusão no morro, eu mesmo vou te buscar em casa e o destino não vai ser o beco, vai ser o micro-ondas. Vaza!
Ela saiu correndo, tropeçando nos próprios pés, desaparecendo na escuridão das vielas. Lorran voltou para a frente do baile, limpando as mãos na calça. Victor e Coringa ainda estavam lá, observando tudo.
— Resolvido? — perguntou Victor.
— Recado dado, chefe — respondeu Lorran. — Se ela for esperta, nunca mais pisa aqui.
Victor assentiu, satisfeito. Ele olhou para Bruno Gabriel, que parecia aliviado por ter se livrado do fardo.
— Bom trabalho — disse Victor. — Bruno, Lorran, voltem para a revista. Quero todas as mulheres seguras, mas ninguém acima da lei. João Vitor, Pedro Henrique, fiquem de olho nos acessos. O baile continua, mas a guarda não baixa.
— É isso, chefe — disse João Vitor, fazendo um sinal para os outros soldados.
Coringa deu um tapinha no ombro de Victor.
— O morro tá em ordem, 01. Vamos subir e aproveitar o resto da noite. O recado foi dado: na Penha, quem manda é a gente, e o respeito é a única moeda que vale.
Victor deu uma última olhada na multidão que dançava lá embaixo. O poder era uma faca de dois gumes, mas naquela noite, ele sentia que a lâmina estava bem afiada em suas mãos.
— Vamos — disse Victor. — Mas avisa o Davi pra dobrar a atenção no portão 3. Sinto que a noite ainda vai render.
Os líderes subiram novamente para o camarote, enquanto o som do funk voltava a dominar o ar, uma trilha sonora de poder, medo e lealdade que definia a vida no Comando Vermelho. Sob o comando de Victor e a execução impecável de seus homens, a ordem era mantida a ferro e fogo. No morro, a paz tinha um preço, e eles eram os cobradores.
A ordem da noite era clara: segurança máxima. Victor não tolerava falhas, especialmente quando se tratava de manter o controle sobre quem entrava e saía do seu território.
— Coringa, o movimento tá alto demais — comentou Victor, ajustando o fuzil no ombro enquanto observava a entrada principal. — Quero revista completa. Ninguém passa batido, principalmente as minas. O perigo muitas vezes vem de onde a gente menos espera.
— Já tá no esquema, chefe — respondeu Coringa, com um sorriso de canto que raramente indicava algo bom. — Pedro Henrique e João Vitor já estão lá embaixo. O Davi também tá na contenção. Ninguém entra sem ser revistado de cima a baixo.
Lá embaixo, na linha de frente da entrada do baile, o clima era tenso. Pedro Henrique e João Vitor, conhecidos pela frieza, dividiam as filas. Davi, um soldado de respeito e amigo pessoal da cúpula, coordenava os revistadores. Entre eles, Bruno Gabriel e Lorran, dois dos soldados mais leais de Victor, faziam o trabalho sujo de garantir que nenhuma arma ou droga não autorizada passasse pelas mãos das mulheres que chegavam.
Victor desceu do camarote, acompanhado por Coringa. Ele queria ver de perto. A presença do "01" fazia o baile silenciar por onde ele passava. Victor parou diante de Bruno Gabriel e Lorran.
— Escutem bem — disse Victor, a voz grave cortando o som da música. — Bruno, Lorran... Vocês dois são responsáveis por proteger e cuidar de todas as minas da favela hoje. Elas são nossa comunidade. Mas, se houver traição, se houver desrespeito à nossa hierarquia, a mão vai ser pesada. Entendido?
— Perfeitamente, chefe — respondeu Bruno Gabriel, batendo no peito.
— Sem erro, Victor — completou Lorran, com o olhar fixo na fila.
A revista continuou sob o olhar atento dos líderes. Foi quando uma figura conhecida surgiu na fila de Bruno. Era Tati, uma das ex-amantes de Bruno Gabriel, conhecida por seu temperamento difícil e por achar que, por ter tido um caso com um soldado, as regras não se aplicavam a ela. Ela tentou passar direto, empurrando uma das garotas da fila.
Bruno Gabriel a travou pelo braço, mas o olhar dele para Lorran foi de puro cansaço e desprezo. Durante semanas, Tati vinha criando problemas, difamando Bruno e tentando usar o nome do Comando para conseguir vantagens pessoais.
— Essa aqui não aprende, Lorran — disse Bruno, soltando o braço dela com força. — Ela acha que o morro é playground.
Bruno olhou para Lorran e deu o aval silencioso que o amigo esperava.
— Lorran, faz o que tu quiser. Dá a bronca que ela merece. Eu não quero mais saber dessa mulher no meu pé ou sujando meu nome.
Victor, que observava a cena a poucos metros de distância, aproximou-se. O silêncio se instalou ao redor. Tati empinou o nariz, achando que o chefe a pouparia.
— Algum problema aqui, Bruno? — perguntou Victor, a mão repousando calmamente sobre a coronha da arma.
— Ela desrespeita a fila, desrespeita os soldados e acha que é dona da Penha, chefe — explicou Bruno. — Já dei todas as chances.
Victor olhou para Lorran, que aguardava uma ordem direta. O líder do CV não tinha paciência para quem minava a autoridade de seus homens.
— Lorran — chamou Victor, a voz fria como o aço. — O Bruno te deu o aval, e eu tô te dando a autorização. Pode ter mão pesada. Se ela não entender com o grito, vai entender com o cano. Aqui a gente não tolera folgada. Se precisar de bala, tem bala. Resolve isso agora.
Lorran avançou um passo, o rosto fechado em uma máscara de autoridade. Ele segurou Tati pelo queixo, forçando-a a olhar para ele.
— Tu ouviu o homem, não ouviu? — rosnou Lorran. — Tu acha que o Bruno é teu degrau? Tu acha que a Penha é bagunça?
— Me solta, Lorran! — gritou ela, tentando se desvencilhar. — Eu conheço todo mundo aqui!
— Tu não conhece ninguém — interrompeu Coringa, aproximando-se por trás de Victor. — Tu só conhece a nossa paciência, e ela acabou de esgotar.
Lorran a arrastou para fora da luz do baile, em direção a um beco lateral onde a música era apenas um abalo sísmico distante. Pedro Henrique e João Vitor fecharam a retaguarda, garantindo que ninguém interferisse.
— Presta atenção, garota — disse Lorran, encostando-a na parede fria. — O Victor deu a ordem. O Bruno não quer nem ver tua sombra. Se eu te vir de novo tentando dar carteirada ou desrespeitando a revista, não vai ter conversa.
— Vocês não podem fazer nada comigo... — ela começou a dizer, mas a voz falhou quando Lorran sacou a pistola e a encostou na lateral de sua cabeça.
— Eu posso tudo — disse Lorran, em um sussurro mortal. — O chefe autorizou mão pesada. Tu quer testar se a bala entra ou se eu tô brincando?
Tati tremeu, a arrogância desaparecendo instantaneamente, substituída pelo medo puro que só o Comando conseguia impor.
— Some daqui — ordenou Lorran, guardando a arma. — E se eu ouvir teu nome em qualquer fofoca ou confusão no morro, eu mesmo vou te buscar em casa e o destino não vai ser o beco, vai ser o micro-ondas. Vaza!
Ela saiu correndo, tropeçando nos próprios pés, desaparecendo na escuridão das vielas. Lorran voltou para a frente do baile, limpando as mãos na calça. Victor e Coringa ainda estavam lá, observando tudo.
— Resolvido? — perguntou Victor.
— Recado dado, chefe — respondeu Lorran. — Se ela for esperta, nunca mais pisa aqui.
Victor assentiu, satisfeito. Ele olhou para Bruno Gabriel, que parecia aliviado por ter se livrado do fardo.
— Bom trabalho — disse Victor. — Bruno, Lorran, voltem para a revista. Quero todas as mulheres seguras, mas ninguém acima da lei. João Vitor, Pedro Henrique, fiquem de olho nos acessos. O baile continua, mas a guarda não baixa.
— É isso, chefe — disse João Vitor, fazendo um sinal para os outros soldados.
Coringa deu um tapinha no ombro de Victor.
— O morro tá em ordem, 01. Vamos subir e aproveitar o resto da noite. O recado foi dado: na Penha, quem manda é a gente, e o respeito é a única moeda que vale.
Victor deu uma última olhada na multidão que dançava lá embaixo. O poder era uma faca de dois gumes, mas naquela noite, ele sentia que a lâmina estava bem afiada em suas mãos.
— Vamos — disse Victor. — Mas avisa o Davi pra dobrar a atenção no portão 3. Sinto que a noite ainda vai render.
Os líderes subiram novamente para o camarote, enquanto o som do funk voltava a dominar o ar, uma trilha sonora de poder, medo e lealdade que definia a vida no Comando Vermelho. Sob o comando de Victor e a execução impecável de seus homens, a ordem era mantida a ferro e fogo. No morro, a paz tinha um preço, e eles eram os cobradores.
