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Dentro do carro

Fandom: Teen Wolf

Creado: 4/4/2026

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RomancePWP (¿Trama? ¿Qué trama?)Ambientación CanonHumorLenguaje Explícito
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O Ritmo da Chuva e do Desejo

O tamborilar da chuva contra o teto de metal do Jeep era o único som que preenchia o silêncio da rua deserta em frente à casa do Xerife Stilinski. Gotas pesadas escorriam pelo para-brisa, distorcendo as luzes distantes dos postes e criando um casulo de isolamento e umidade. Dentro do veículo, porém, o frio da noite de Beacon Hills não tinha chance contra o calor que emanava de dois corpos em combustão.

Stiles não conseguia manter as mãos paradas. Elas viajavam freneticamente pelas costas de Angel, puxando-a para mais perto, como se os poucos milímetros de roupas que ainda os separavam fossem uma barreira intolerável. Angel, com seus longos cabelos castanhos levemente úmidos e o rosto que exalava uma beleza magnética e clássica, estava montada em seu colo, ignorando o câmbio desconfortável e o espaço limitado.

— Stiles... — ela sussurrou contra os lábios dele, um som que foi metade nome, metade gemido.

— Eu tentei... eu juro que tentei esperar a chuva passar para te levar até a porta — disse Stiles, a voz rouca e falha, enquanto suas mãos desciam para a curva do quadril dela, apertando com urgência. — Mas você me olha desse jeito e... meu cérebro simplesmente desliga.

Angel soltou uma risada baixa, um som vibrante que reverberou no peito de Stiles. Ela inclinou a cabeça para trás, expondo a linha pálida de seu pescoço, e Stiles não perdeu tempo. Ele atacou a pele macia com beijos famintos e mordidas leves, subindo até a mandíbula dela.

— Não pare — ordenou ela, cravando as unhas nos ombros dele por cima da jaqueta de flanela. — Não ouse parar agora.

O beijo que se seguiu foi desesperado. Suas línguas se encontraram em uma dança frenética, um duelo de desejo que já vinha sendo alimentado por semanas de flertes e olhares carregados. Stiles sentia o coração batendo contra as costelas, um ritmo acelerado que competia com a tempestade lá fora. Ele puxou a barra da blusa dela, querendo sentir a pele nua, e Angel colaborou, erguendo os braços para que ele se livrasse da peça de uma vez por todas.

Quando a pele dela finalmente encontrou o ar frio do carro, apenas para ser imediatamente aquecida pelas mãos grandes de Stiles, Angel soltou um suspiro profundo. Ela se inclinou para a frente, pressionando os seios contra o peito dele, sentindo cada batida do coração de Stiles.

— Você é tão linda que chega a doer — murmurou ele, os olhos cor de mel brilhando na penumbra, fixos no rosto dela.

— Menos conversa, Stilinski — respondeu ela com um sorriso travesso, antes de puxar o rosto dele de volta para o seu.

O espaço apertado do Jeep tornava tudo mais intenso. O cheiro de couro antigo, chuva e o perfume doce de Angel criavam uma atmosfera inebriante. Stiles conseguiu, com certa dificuldade, reclinar um pouco o banco, ganhando o espaço necessário para que Angel pudesse se acomodar melhor sobre ele. Suas mãos desceram para o zíper da calça dela, os dedos tremendo levemente pela antecipação.

— Tem certeza? — Stiles perguntou, parando por um segundo apenas para olhar nos olhos dela, buscando confirmação. Mesmo em meio ao frenesi, o instinto protetor dele nunca desaparecia.

Angel acariciou o rosto dele, o polegar traçando a linha do lábio inferior de Stiles, que estava inchado pelos beijos.

— Eu nunca tive tanta certeza de nada na minha vida — afirmou ela com a voz firme e carregada de luxúria.

Ela mesma terminou de abrir o zíper, livrando-se da calça e das peças íntimas com uma agilidade que deixou Stiles sem fôlego. Ele fez o mesmo, sentindo o alívio da liberdade enquanto a pele deles finalmente se encontrava sem barreiras. O calor era quase insuportável, um contraste delicioso com as gotas de chuva fria que ainda batiam no vidro, agora embaçado pela respiração de ambos.

Quando Stiles entrou nela, o mundo lá fora deixou de existir. Não havia lobisomens, não havia caçadores, não havia o medo constante de Beacon Hills. Havia apenas Angel.

— Oh, Deus... — Stiles exclamou, fechando os olhos enquanto enterrava o rosto no pescoço dela.

Angel arqueou as costas, sentindo a plenitude do momento. Ela se moveu com ele, um ritmo lento e profundo que logo se acelerou conforme a necessidade aumentava. Suas mãos se perderam nos cabelos curtos de Stiles, puxando-os levemente enquanto ela gemia o nome dele, um mantra sagrado no silêncio da noite.

— Stiles, por favor... — ela implorou, as unhas agora marcando as costas dele.

Ele a segurou pela cintura, os dedos se enterrando na carne macia de seus quadris, guiando o movimento. Cada estocada era carregada de uma conexão que ia além do físico; era como se estivessem fundindo suas almas no banco de trás de um carro velho sob uma tempestade. O suor brilhava em suas peles, refletindo a pouca luz que entrava pelos vidros opacos.

O prazer subia em ondas, uma maré crescente que ameaçava transbordar. Stiles sentia que estava prestes a perder o controle, e o modo como Angel o olhava, com os olhos nublados de desejo e os lábios entreabertos, só acelerava o processo.

— Eu te amo — sussurrou Stiles, quase sem perceber, as palavras escapando em meio ao esforço físico e à entrega total.

Angel não respondeu com palavras, mas com um beijo profundo e um aperto mais forte com as pernas ao redor da cintura dele. O ápice veio como uma explosão, um clarão de sensações que os deixou trêmulos e sem fôlego. Eles se seguraram um ao outro enquanto o mundo voltava lentamente ao foco, os corações batendo em uníssono contra o peito um do outro.

A chuva, que antes caía com violência, agora havia diminuído para um chuvisco leve e rítmico. O silêncio voltou a reinar, quebrado apenas pela respiração pesada dos dois.

Stiles descansou a testa contra a dela, ainda sentindo os tremores pós-orgasmo percorrerem seu corpo. Ele soltou uma risada baixa, incrédula.

— O que foi? — perguntou Angel, a voz ainda suave e rouca, um sorriso preguiçoso brincando em seus lábios.

— Nada... é só que... eu acho que acabei de quebrar o banco do meu Jeep — brincou ele, fazendo-a rir de verdade. — E, honestamente? Valeu cada centavo do conserto.

Angel se inclinou e deu um beijo casto na ponta do nariz dele.

— Você é um idiota, Stilinski. Mas é o meu idiota.

Eles ficaram ali por um longo tempo, envoltos no calor um do outro, enquanto a chuva finalmente parava de cair. O vidro embaçado escondia o mundo deles, um pequeno santuário de paixão que nem mesmo o caos de Beacon Hills poderia tocar naquela noite.

— Acho que a chuva parou — comentou ela, embora não fizesse menção de se mover.

— É — concordou Stiles, acariciando os cabelos dela. — Mas quem disse que eu quero sair daqui?

— Seu pai vai chegar em casa em dez minutos — lembrou Angel com um brilho divertido nos olhos.

Stiles arregalou os olhos, a realidade voltando com força total.

— Certo. Emergência. Operação "limpar o Jeep antes que o Xerife me prenda por atentado ao pudor" começando agora.

Angel riu, começando a se vestir enquanto Stiles tentava, desajeitadamente, encontrar suas próprias roupas no escuro do carro. Apesar da pressa e da situação cômica, o olhar que trocaram antes de ela sair do carro e correr para casa foi carregado de uma promessa silenciosa: aquilo era apenas o começo.
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