
← Voltar à lista de fanfics
0 curtida
sixxlee
Fandom: Mötley crüe
Criado: 11/04/2026
Tags
RomanceCrack / Humor ParódicoSombrioEstudo de PersonagemUso de DrogasAbuso de ÁlcoolHorror CorporalHistória DomésticaLinguagem ExplícitaDramaAngústiaFatias de VidaHumorMpregCenário Canônico
Líquido Sagrado e Pecados de Verão
O asfalto da Califórnia parecia derreter sob os pneus do Cadillac, e o humor dentro do carro não estava muito diferente. Se o Mötley Crüe fosse uma bomba-relógio, a fome era o pavio curto que Tommy Lee tinha acabado de acender. A viagem de Los Angeles até a casa de praia deveria ter sido regada a Jack Daniel’s e risadas, mas o silêncio só era quebrado pelo ronco cavernoso do estômago de Vince Neil.
— Eu juro por Deus, T-Bone, se eu desmaiar de hipoglicemia, eu vou escrever no meu testamento que você é um idiota completo — resmungou Vince, afundado no banco de trás, os cabelos loiros grudados na testa pelo suor.
— Cara, eu juro que coloquei a sacola no porta-malas! — Tommy protestou, apertando o volante com as mãos tatuadas, os olhos arregalados de nervoso. — Ela deve ter... sei lá, evaporado!
— Comida não evapora, Tommy. Você esqueceu na bancada da cozinha enquanto tentava decidir qual tênis combinava com a sua bateria — Nikki rebateu do banco do carona, a voz carregada de um sarcasmo cortante. Ele ajustou os óculos escuros, tentando ignorar a própria fome que começava a dar pontadas em suas costelas. — Se o motor desse carro fizesse metade do barulho que a barriga do Vince tá fazendo, a gente já teria sido parado pela polícia por poluição sonora.
Mick Mars, no canto dele, apenas soltou um suspiro seco, parecendo uma estátua de porcelana gótica que preferia a morte a ter que ouvir aquela discussão por mais um minuto.
Quando finalmente avistaram a casa de praia, a cena que se seguiu foi digna de um documentário sobre predadores selvagens. Assim que a porta foi aberta, os quatro se jogaram na cozinha. Tommy e Vince praticamente mergulharam na despensa, devorando pacotes de salgadinhos vencidos e latas de conserva como se fossem banquetes de cinco estrelas. Nikki, mantendo um pouco mais de sua dignidade de rockstar, focou em encontrar algo que não estivesse coberto de poeira.
Depois do massacre alimentar, o clima mudou drasticamente. Com a barriga cheia, o sol da tarde e a brisa do mar transformaram os quatro demônios em anjos preguiçosos. A praia estava deslumbrante, a areia branca refletindo um sol que parecia abraçar cada tatuagem e cada centímetro de couro que eles insistiam em usar. Eles passaram horas na água, rindo como adolescentes, esquecendo por um momento as pressões das turnês e o caos de Hollywood.
No entanto, para Nikki Sixx, o caos nunca estava longe. Ele e Tommy mantinham aquele segredo — aquele fogo proibido que queimava entre eles nos bastidores, em quartos de hotel trancados e trocas de olhares que duravam tempo demais. Nikki amava Tommy, de um jeito possessivo e estranho, mas sua mente era um labirinto de paranoias alimentadas por substâncias e uma criatividade mórbida.
A noite caiu, e com ela, o silêncio da casa de praia. Enquanto os outros dormiam ou desmaiavam de exaustão, Nikki se trancou no banheiro social. Ele tinha uma revista Playboy em mãos, mas seus pensamentos estavam em Tommy. O desejo era uma força física, uma pressão no peito que ele precisava aliviar.
Mas Nikki tinha suas teorias. Ele sempre foi o arquiteto do Mötley, o homem que criava mundos. Em sua mente febril, ele desenvolveu a ideia de que cada gota de seu sêmen era uma extensão de sua essência, pequenos fragmentos de Nikki Sixx que não podiam simplesmente ser descartados em um pedaço de papel higiênico ou descarga abaixo. Eram seus "filhinhos", o legado genético do baixista mais perigoso do mundo.
— Vocês não vão pro lixo — sussurrou ele para as paredes do banheiro, a respiração ainda pesada.
Ele encontrou um copo de vidro limpo no armário e, com um cuidado quase ritualístico, depositou ali o resultado de seu alívio. Era um líquido espesso, opalescente. Nikki olhou para o copo com uma mistura de orgulho e loucura. Ele precisava preservar aquilo. O calor da Califórnia estragaria tudo, faria seus "pequenos Sixxs" federem.
Caminhando na ponta dos pés pelo corredor escuro, ele chegou à cozinha e guardou o copo no fundo da geladeira, atrás de uma garrafa de vodca barata. Satisfeito, ele voltou para o quarto, sentindo-se estranhamente em paz.
Cerca de duas horas depois, o silêncio da madrugada foi quebrado pelo som da porta da geladeira se abrindo.
Tommy Lee estava em seu estado natural: faminto e meio zonzo de sono. Ele precisava de algo para molhar a garganta, algo que cortasse o gosto de cigarro e salgadinho de milho. Seus olhos brilharam quando ele viu, bem ali na frente, um copo cheio de um líquido branco e gelado.
— Pô, valeu, Nikki... — murmurou Tommy para si mesmo, achando que o amigo tinha deixado um copo de leite fresco para ele. — O cara é um gênio.
Ele pegou o copo e levou aos lábios, sentindo o frescor do vidro.
No corredor, Nikki acordou com um sobressalto. Um instinto protetor — ou talvez apenas o terror de ser descoberto em sua excentricidade — o fez pular da cama. Ele correu para a cozinha, o coração batendo contra as costelas.
— Tommy! Não! — gritou Nikki, surgindo na penumbra da cozinha como um fantasma de cabelos espetados.
Tommy parou com o copo a milímetros da boca, piscando os olhos grandes e confusos.
— O que foi, cara? Tá querendo um gole? — Tommy perguntou, com a voz rouca.
— Não bebe isso, porra! — Nikki se aproximou, estendendo a mão, o pânico evidente em seu rosto. — São meus filhinhos, Tommy! Meus pequenos Sixxs! Eu guardei eles pra não federem!
Houve um segundo de silêncio absoluto, onde apenas o som das ondas lá fora podia ser ouvido. Tommy olhou para o conteúdo do copo, depois para Nikki, e então de volta para o copo. Uma compreensão lenta e bizarra passou por seus olhos, mas Tommy Lee nunca foi um homem de seguir regras ou de ter nojo de qualquer coisa que viesse de Nikki Sixx.
— Filhinhos, é? — Tommy deu um sorriso torto, um brilho travesso e desafiador surgindo em seu olhar.
Sem desviar os olhos de Nikki, Tommy inclinou a cabeça para trás e, em uma única e longa golada, virou o copo inteiro.
Nikki ficou paralisado. Ele assistiu, boquiaberto, enquanto o pomo de adão de Tommy subia e descia, processando o "legado" de Nikki. Quando o copo ficou vazio, Tommy soltou um suspiro de satisfação, limpou o canto da boca com as costas da mão e deu um tapinha leve no estômago.
— Saborosos — disse Tommy, soltando uma piscadela para o baixista estupefato. — Agora meu estômago tá satisfeito de verdade.
Tommy passou por Nikki no corredor, esbarrando propositalmente em seu ombro, deixando para trás o cheiro de suor, mar e uma audácia que beirava o insano.
Nikki permaneceu ali, imóvel na cozinha escura. O silêncio retornou, mas sua mente estava em chamas. Ele sentiu um arrepio percorrer sua espinha que não tinha nada a ver com o frio da geladeira aberta. O choque inicial de ver sua "prole" ser devorada foi rapidamente substituído por uma onda de calor visceral.
Ele olhou para o copo vazio na bancada.
— Que porra foi essa? — sussurrou para o nada, mas havia um sorriso involuntário surgindo em seus lábios.
Ele sentia o coração martelar. Ver Tommy aceitar algo tão íntimo, de uma forma tão crua e sem hesitação, despertou algo sombrio e excitante em Nikki. Seria o efeito do uísque que ele tomou mais cedo? Seria o calor do verão californiano fritando seus neurônios? Ou Nikki estava, finalmente, admitindo para si mesmo que estava completamente, perdidamente apaixonado por aquele baterista lunático?
Ele caminhou de volta para o quarto, mas não foi para a sua cama. Ele parou diante da porta de Tommy, ouvindo a respiração pesada do amigo lá dentro.
— Você é um doente, Lee — Nikki murmurou, encostando a testa na madeira da porta.
— E você adora isso, Sixx! — a voz de Tommy veio de dentro do quarto, abafada, mas carregada de diversão.
Nikki fechou os olhos. Sim, ele adorava. Ele adorava cada pedaço daquele caos. E enquanto o sol começava a dar os primeiros sinais de que logo surgiria no horizonte, Nikki soube que aquela viagem de praia tinha acabado de se tornar muito mais interessante do que qualquer um deles poderia ter previsto.
— Amanhã você vai me pagar um café da manhã de verdade — Nikki disse, abrindo a porta e entrando no quarto escuro.
— Só se você prometer que não vai colocar nenhum "filhinho" no meu café — Tommy riu, sentindo o peso de Nikki se sentar na beirada da cama.
— Cala a boca, Tommy.
— Vem calar.
Naquela escuridão, entre o cheiro de sal e o som do mar, Nikki percebeu que não importava o quão estranhas fossem suas paranoias, Tommy sempre estaria lá para devorá-las. E, de alguma forma, isso era a coisa mais romântica que Nikki Sixx já tinha sentido. Ele se inclinou sobre Tommy, o sarcasmo morrendo na garganta para dar lugar a um beijo que selou o destino de ambos naquela casa de praia, longe dos olhos do mundo, mas perfeitamente sintonizados na loucura um do outro.
— Eu juro por Deus, T-Bone, se eu desmaiar de hipoglicemia, eu vou escrever no meu testamento que você é um idiota completo — resmungou Vince, afundado no banco de trás, os cabelos loiros grudados na testa pelo suor.
— Cara, eu juro que coloquei a sacola no porta-malas! — Tommy protestou, apertando o volante com as mãos tatuadas, os olhos arregalados de nervoso. — Ela deve ter... sei lá, evaporado!
— Comida não evapora, Tommy. Você esqueceu na bancada da cozinha enquanto tentava decidir qual tênis combinava com a sua bateria — Nikki rebateu do banco do carona, a voz carregada de um sarcasmo cortante. Ele ajustou os óculos escuros, tentando ignorar a própria fome que começava a dar pontadas em suas costelas. — Se o motor desse carro fizesse metade do barulho que a barriga do Vince tá fazendo, a gente já teria sido parado pela polícia por poluição sonora.
Mick Mars, no canto dele, apenas soltou um suspiro seco, parecendo uma estátua de porcelana gótica que preferia a morte a ter que ouvir aquela discussão por mais um minuto.
Quando finalmente avistaram a casa de praia, a cena que se seguiu foi digna de um documentário sobre predadores selvagens. Assim que a porta foi aberta, os quatro se jogaram na cozinha. Tommy e Vince praticamente mergulharam na despensa, devorando pacotes de salgadinhos vencidos e latas de conserva como se fossem banquetes de cinco estrelas. Nikki, mantendo um pouco mais de sua dignidade de rockstar, focou em encontrar algo que não estivesse coberto de poeira.
Depois do massacre alimentar, o clima mudou drasticamente. Com a barriga cheia, o sol da tarde e a brisa do mar transformaram os quatro demônios em anjos preguiçosos. A praia estava deslumbrante, a areia branca refletindo um sol que parecia abraçar cada tatuagem e cada centímetro de couro que eles insistiam em usar. Eles passaram horas na água, rindo como adolescentes, esquecendo por um momento as pressões das turnês e o caos de Hollywood.
No entanto, para Nikki Sixx, o caos nunca estava longe. Ele e Tommy mantinham aquele segredo — aquele fogo proibido que queimava entre eles nos bastidores, em quartos de hotel trancados e trocas de olhares que duravam tempo demais. Nikki amava Tommy, de um jeito possessivo e estranho, mas sua mente era um labirinto de paranoias alimentadas por substâncias e uma criatividade mórbida.
A noite caiu, e com ela, o silêncio da casa de praia. Enquanto os outros dormiam ou desmaiavam de exaustão, Nikki se trancou no banheiro social. Ele tinha uma revista Playboy em mãos, mas seus pensamentos estavam em Tommy. O desejo era uma força física, uma pressão no peito que ele precisava aliviar.
Mas Nikki tinha suas teorias. Ele sempre foi o arquiteto do Mötley, o homem que criava mundos. Em sua mente febril, ele desenvolveu a ideia de que cada gota de seu sêmen era uma extensão de sua essência, pequenos fragmentos de Nikki Sixx que não podiam simplesmente ser descartados em um pedaço de papel higiênico ou descarga abaixo. Eram seus "filhinhos", o legado genético do baixista mais perigoso do mundo.
— Vocês não vão pro lixo — sussurrou ele para as paredes do banheiro, a respiração ainda pesada.
Ele encontrou um copo de vidro limpo no armário e, com um cuidado quase ritualístico, depositou ali o resultado de seu alívio. Era um líquido espesso, opalescente. Nikki olhou para o copo com uma mistura de orgulho e loucura. Ele precisava preservar aquilo. O calor da Califórnia estragaria tudo, faria seus "pequenos Sixxs" federem.
Caminhando na ponta dos pés pelo corredor escuro, ele chegou à cozinha e guardou o copo no fundo da geladeira, atrás de uma garrafa de vodca barata. Satisfeito, ele voltou para o quarto, sentindo-se estranhamente em paz.
Cerca de duas horas depois, o silêncio da madrugada foi quebrado pelo som da porta da geladeira se abrindo.
Tommy Lee estava em seu estado natural: faminto e meio zonzo de sono. Ele precisava de algo para molhar a garganta, algo que cortasse o gosto de cigarro e salgadinho de milho. Seus olhos brilharam quando ele viu, bem ali na frente, um copo cheio de um líquido branco e gelado.
— Pô, valeu, Nikki... — murmurou Tommy para si mesmo, achando que o amigo tinha deixado um copo de leite fresco para ele. — O cara é um gênio.
Ele pegou o copo e levou aos lábios, sentindo o frescor do vidro.
No corredor, Nikki acordou com um sobressalto. Um instinto protetor — ou talvez apenas o terror de ser descoberto em sua excentricidade — o fez pular da cama. Ele correu para a cozinha, o coração batendo contra as costelas.
— Tommy! Não! — gritou Nikki, surgindo na penumbra da cozinha como um fantasma de cabelos espetados.
Tommy parou com o copo a milímetros da boca, piscando os olhos grandes e confusos.
— O que foi, cara? Tá querendo um gole? — Tommy perguntou, com a voz rouca.
— Não bebe isso, porra! — Nikki se aproximou, estendendo a mão, o pânico evidente em seu rosto. — São meus filhinhos, Tommy! Meus pequenos Sixxs! Eu guardei eles pra não federem!
Houve um segundo de silêncio absoluto, onde apenas o som das ondas lá fora podia ser ouvido. Tommy olhou para o conteúdo do copo, depois para Nikki, e então de volta para o copo. Uma compreensão lenta e bizarra passou por seus olhos, mas Tommy Lee nunca foi um homem de seguir regras ou de ter nojo de qualquer coisa que viesse de Nikki Sixx.
— Filhinhos, é? — Tommy deu um sorriso torto, um brilho travesso e desafiador surgindo em seu olhar.
Sem desviar os olhos de Nikki, Tommy inclinou a cabeça para trás e, em uma única e longa golada, virou o copo inteiro.
Nikki ficou paralisado. Ele assistiu, boquiaberto, enquanto o pomo de adão de Tommy subia e descia, processando o "legado" de Nikki. Quando o copo ficou vazio, Tommy soltou um suspiro de satisfação, limpou o canto da boca com as costas da mão e deu um tapinha leve no estômago.
— Saborosos — disse Tommy, soltando uma piscadela para o baixista estupefato. — Agora meu estômago tá satisfeito de verdade.
Tommy passou por Nikki no corredor, esbarrando propositalmente em seu ombro, deixando para trás o cheiro de suor, mar e uma audácia que beirava o insano.
Nikki permaneceu ali, imóvel na cozinha escura. O silêncio retornou, mas sua mente estava em chamas. Ele sentiu um arrepio percorrer sua espinha que não tinha nada a ver com o frio da geladeira aberta. O choque inicial de ver sua "prole" ser devorada foi rapidamente substituído por uma onda de calor visceral.
Ele olhou para o copo vazio na bancada.
— Que porra foi essa? — sussurrou para o nada, mas havia um sorriso involuntário surgindo em seus lábios.
Ele sentia o coração martelar. Ver Tommy aceitar algo tão íntimo, de uma forma tão crua e sem hesitação, despertou algo sombrio e excitante em Nikki. Seria o efeito do uísque que ele tomou mais cedo? Seria o calor do verão californiano fritando seus neurônios? Ou Nikki estava, finalmente, admitindo para si mesmo que estava completamente, perdidamente apaixonado por aquele baterista lunático?
Ele caminhou de volta para o quarto, mas não foi para a sua cama. Ele parou diante da porta de Tommy, ouvindo a respiração pesada do amigo lá dentro.
— Você é um doente, Lee — Nikki murmurou, encostando a testa na madeira da porta.
— E você adora isso, Sixx! — a voz de Tommy veio de dentro do quarto, abafada, mas carregada de diversão.
Nikki fechou os olhos. Sim, ele adorava. Ele adorava cada pedaço daquele caos. E enquanto o sol começava a dar os primeiros sinais de que logo surgiria no horizonte, Nikki soube que aquela viagem de praia tinha acabado de se tornar muito mais interessante do que qualquer um deles poderia ter previsto.
— Amanhã você vai me pagar um café da manhã de verdade — Nikki disse, abrindo a porta e entrando no quarto escuro.
— Só se você prometer que não vai colocar nenhum "filhinho" no meu café — Tommy riu, sentindo o peso de Nikki se sentar na beirada da cama.
— Cala a boca, Tommy.
— Vem calar.
Naquela escuridão, entre o cheiro de sal e o som do mar, Nikki percebeu que não importava o quão estranhas fossem suas paranoias, Tommy sempre estaria lá para devorá-las. E, de alguma forma, isso era a coisa mais romântica que Nikki Sixx já tinha sentido. Ele se inclinou sobre Tommy, o sarcasmo morrendo na garganta para dar lugar a um beijo que selou o destino de ambos naquela casa de praia, longe dos olhos do mundo, mas perfeitamente sintonizados na loucura um do outro.
