
← Voltar à lista de fanfics
0 curtida
O dono do morro
Fandom: Personagens aleatório
Criado: 02/05/2026
Tags
RomanceDramaFatias de VidaHistória DomésticaCrimeLinguagem ExplícitaUso de DrogasCiúmesAngústiaPWP (Enredo? Que enredo?)RealismoDor/ConfortoFofuraSombrioAção
Herança e Caos na Rocinha
O sol do Rio de Janeiro não pedia licença, ele simplesmente invadia. No topo da Rocinha, a mansão dos Allegretti brilhava sob o calor de quarenta graus, um verdadeiro forte de luxo cercado por muros altos e segurança pesada. Dentro do escritório, o ar-condicionado trabalhava no talo, mantendo a temperatura amena enquanto Guilherme Allegretti encarava o monitor de segurança. Com seus 1,92m de puro músculo e uma postura que exalava autoridade, ele era a definição de quem mandava no pedaço. O cavanhaque estava impecável, e os olhos verdes, herdados pelos filhos, brilhavam com uma mistura de cansaço e satisfação.
Na parede atrás dele, um arsenal de armas de grosso calibre estava exposto em vitrines de vidro blindado, organizadas por modelo e ano. Aos seus pés, Ragnar, o Cane Corso negro e imponente, roncava baixo, enquanto Theodoro, o filhote de Golden Retriever, tentava morder a orelha do cão maior sem sucesso.
A porta do escritório abriu sem bater. Só uma pessoa no mundo tinha essa audácia.
— Meu bem, se você ficar trancado nesse escritório mais dez minutos, eu vou tacar fogo nessa papelada toda — Letícia anunciou, cruzando os braços.
Aos 35 anos, ela parecia uma visão. A pele alva contrastava com os cabelos pretos lisos e o vestido leve que acentuava cada curva que, segundo Guilherme, era o seu maior vício. Ele deu um sorriso de canto, aquele sorriso de quem sabia que estava perdido.
— Já vou, amor. Só terminando de conferir a carga que chegou na base — Guilherme se levantou, a presença dele preenchendo o cômodo. Ele caminhou até ela e envolveu sua cintura, puxando-a para perto. — Você tá muito estressada pra quem acabou de acordar, coração.
— Estressada? Guilherme, teus filhos estão lá embaixo parecendo dois bicho solto. O Kaelton já discutiu com o Bernardo por causa de um par de tênis e a Lua e a Mell estão tentando acalmar os dois antes que eles quebrem a sala — Letícia bufou, mas relaxou quando sentiu as mãos grandes do marido em sua nora. — Meu rabugento, você mima demais esses meninos.
— Eles são Allegretti, coração. O sangue é quente — ele sussurrou, deixando um beijo no pescoço dela. — Mas se eles quebrarem um vaso teu, eu desço o sarrafo nos dois.
No andar de baixo, o clima era exatamente como Letícia descrevera. Na área da piscina, o som de funk tocava baixo, e o cheiro de churrasco já começava a subir. Bernardo, com seu corte mullet e as luzes brilhando sob o sol, estava sentado na beira da água, usando apenas um short de tactel preto. Ele limpava o suor da testa, o semblante sério de quem não estava para brincadeira.
— Qual foi, Kael? Tu pegou a porra do meu Jordan e ainda quer ter razão? — Bernardo rosnou, a voz rouca. — Sabe que eu odeio que mexam nas minhas paradas, caralho.
Kaelton, ou simplesmente Kael para os íntimos, nem se deu ao trabalho de olhar para o irmão. Com o cabelo platinado impecável e a pele bronzeada, ele dava um trago em um baseado, escondido atrás de uma das pilastras da varanda gourmet.
— Tá chapando, Bernardo? O tênis tava no meio do closet, achei que era o meu — Kael soltou a fumaça lentamente, os olhos verdes semicerrados. — Tu é muito estressado, moleque. Relaxa o cu aí.
— Relaxa é o caralho. Tu sabe que a gente divide tudo, mas tênis novo não, porra.
— Ai, meu Deus, vocês dois não cansam? — Merllya apareceu na porta da varanda, ajeitando o biquíni que ressaltava seu corpo curvilíneo. A loira de olhos azuis caminhou até Bernardo e sentou no colo dele, ignorando o suor. — Deixa de ser chato, meu bebê. É só um tênis.
Bernardo mudou a expressão instantaneamente. A mão dele subiu para a cintura de Merllya, apertando com firmeza.
— Tu me quebra, anjo. Mas avisa esse maluco que na próxima eu vou sumir com as joias dele — Bernardo resmungou, mas já estava beijando o pescoço da namorada.
Do outro lado, Luanara, a Lua, saía da cozinha com uma bandeja de suco. Ela era pequena, delicada, com traços orientais que a faziam parecer uma boneca, mas o corpo de "pera" atraía olhares por onde passava. Kael, ao vê-la, imediatamente jogou a ponta do baseado fora e mudou a postura. O ciúme dele era lendário na Rocinha.
— Vem cá, docinho — Kael chamou, a voz autoritária, mas carregada de afeto.
Lua se aproximou, deixando a bandeja na mesa.
— Oi, meu ursinho. Tá brigando com o Bê de novo? — Ela perguntou, passando as mãos pequenas pelos ombros largos de Kael.
— Esse moleque é um fodido, vive reclamando — Kael a puxou pela cintura, colando o corpo dela ao seu. Ele olhou para os lados, garantindo que nenhum segurança ou vapor estivesse olhando demais. — Tu tá muito linda nesse biquíni, Luanara. Tá me deixando puto já.
— Deixa de ser ciumento, vida — Lua riu, dando um selinho demorado nele. — A gente tá em casa. Os tios estão lá em cima.
— Não importa. Tu é minha, e eu não gosto de ninguém manjando o que é meu — Kael sussurrou no ouvido dela, a mão descendo perigosamente para a curva do quadril dela. — Mais tarde a gente vai pro meu quarto e eu vou te foder até tu esquecer como se chama, entendeu?
Lua sentiu um arrepio percorrer a espinha. Ela amava a intensidade de Kael, o jeito possessivo que só ele tinha.
— Tá bom, meu amor. Mas agora vamos nadar — ela pediu, manhosa.
Nesse momento, Guilherme e Letícia desceram as escadas. Guilherme já tinha trocado a calça social por um short de banho e uma camisa de linho aberta, exibindo o corpo malhado que não denunciava os 37 anos.
— Se eu sentir cheiro de marola de novo, eu vou quebrar o estoque de vocês dois! — Guilherme gritou da varanda, fazendo Kael e Bernardo trocarem um olhar cúmplice. — Estão achando que aqui é o quê? Casa de tolerância?
— Qual foi, pai? Mó paz — Bernardo respondeu, rindo.
— Mó paz é o caralho, Bernardo Henrique. Respeita tua mãe — Guilherme desceu os degraus e cumprimentou as noras com um aceno de cabeça. — Tudo bem, meninas? Se esses dois derem trabalho, me avisem que eu mando eles irem contar fuzil lá na boca.
— Tá tudo bem, tio — Mell respondeu com um sorriso doce. — O Bernardo só está sendo o rabugento de sempre.
Letícia se aproximou das meninas, abraçando Lua.
— Lua, querida, se o Kael te encher o saco com ciúme bobo, me avisa. Eu dou um corretivo nele que ele volta a ser gente — Letícia piscou, fazendo a menina rir.
A tarde seguiu com o ritmo típico da família Allegretti. Churrasco, música alta e o som das risadas misturado com os latidos de Theodoro correndo atrás de Ragnar. Guilherme não tirava os olhos de Letícia, que retribuía com olhares carregados de segundas intenções.
Quando o sol começou a se pôr, pintando o céu do Rio de laranja e roxo, os casais começaram a se dispersar. Guilherme puxou Letícia para o canto da piscina, longe dos ouvidos dos filhos.
— Coração, eu vou subir pra tomar um banho. Se você não aparecer lá em dez minutos, eu desço e te levo no ombro — ele disse, a voz grave vibrando contra o ouvido dela.
— É uma ameaça, querido? — Letícia provocou, passando a mão pelo peito bronzeado dele.
— É uma promessa. Quero te foder até a exaustão hoje. Esse morro pode estar caindo, mas lá dentro daquele quarto, o mundo é só nosso.
Letícia sorriu, mordendo o lábio inferior.
— Vai indo, meu bem. Só vou ver se as meninas precisam de alguma coisa e já subo.
Enquanto isso, no andar de cima, as portas dos quartos dos gêmeos já estavam fechadas. No quarto de Kael, o clima já tinha esquentado. Ele havia prensado Lua contra a porta assim que entraram.
— Agora é só eu e você, tempestade — Kael murmurou, as mãos grandes explorando o corpo dela por baixo da saída de praia. — Eu passei a tarde toda querendo tirar essa roupa de você.
— Então tira, amor — Lua desafiou, os olhos negros brilhando. — Mostra que você é o dono da porra toda.
Kael não precisou ouvir duas vezes. Ele a pegou no colo, as pernas dela enroscando na cintura dele, e a levou para a cama. O som dos beijos e dos sussurros abafados preenchia o quarto, enquanto o herdeiro mais velho dos Allegretti deixava claro que, apesar da marra, seu coração pertencia totalmente àquela menina.
No quarto ao lado, Bernardo e Merllya não estavam diferentes. Bernardo era mais bruto, mais direto, mas com Merllya, ele se transformava. Ele a deitou na cama com cuidado, admirando a beleza da loira.
— Tu é um anjo, Mell. Meu anjo — ele disse, a voz carregada de desejo. — Vou te foder com tanto carinho que tu vai flutuar.
— Só faz, meu bebê — ela pediu, puxando-o para cima de si. — Sou toda sua.
A noite na Rocinha estava apenas começando. Lá fora, o movimento do crime e da vida real continuava, mas dentro da mansão Allegretti, o que reinava era a paixão, a lealdade e o sangue quente de uma família que sabia viver intensamente, entre o luxo da mansão e a realidade do asfalto. Guilherme, do seu quarto, ouvia o silêncio da casa e sorria. Ele tinha tudo o que um homem poderia desejar: poder, respeito e, acima de tudo, o amor de sua vida nos braços.
— Você tá pensando em quê, meu rabugento? — Letícia perguntou, deitada sobre o peito dele após a primeira rodada.
— No quanto eu sou um homem fodido de sortudo, amor — Guilherme respondeu, beijando o topo da cabeça dela. — No quanto eu amo essa vida de merda que a gente construiu.
— Eu também, meu bem. Eu também.
Na parede atrás dele, um arsenal de armas de grosso calibre estava exposto em vitrines de vidro blindado, organizadas por modelo e ano. Aos seus pés, Ragnar, o Cane Corso negro e imponente, roncava baixo, enquanto Theodoro, o filhote de Golden Retriever, tentava morder a orelha do cão maior sem sucesso.
A porta do escritório abriu sem bater. Só uma pessoa no mundo tinha essa audácia.
— Meu bem, se você ficar trancado nesse escritório mais dez minutos, eu vou tacar fogo nessa papelada toda — Letícia anunciou, cruzando os braços.
Aos 35 anos, ela parecia uma visão. A pele alva contrastava com os cabelos pretos lisos e o vestido leve que acentuava cada curva que, segundo Guilherme, era o seu maior vício. Ele deu um sorriso de canto, aquele sorriso de quem sabia que estava perdido.
— Já vou, amor. Só terminando de conferir a carga que chegou na base — Guilherme se levantou, a presença dele preenchendo o cômodo. Ele caminhou até ela e envolveu sua cintura, puxando-a para perto. — Você tá muito estressada pra quem acabou de acordar, coração.
— Estressada? Guilherme, teus filhos estão lá embaixo parecendo dois bicho solto. O Kaelton já discutiu com o Bernardo por causa de um par de tênis e a Lua e a Mell estão tentando acalmar os dois antes que eles quebrem a sala — Letícia bufou, mas relaxou quando sentiu as mãos grandes do marido em sua nora. — Meu rabugento, você mima demais esses meninos.
— Eles são Allegretti, coração. O sangue é quente — ele sussurrou, deixando um beijo no pescoço dela. — Mas se eles quebrarem um vaso teu, eu desço o sarrafo nos dois.
No andar de baixo, o clima era exatamente como Letícia descrevera. Na área da piscina, o som de funk tocava baixo, e o cheiro de churrasco já começava a subir. Bernardo, com seu corte mullet e as luzes brilhando sob o sol, estava sentado na beira da água, usando apenas um short de tactel preto. Ele limpava o suor da testa, o semblante sério de quem não estava para brincadeira.
— Qual foi, Kael? Tu pegou a porra do meu Jordan e ainda quer ter razão? — Bernardo rosnou, a voz rouca. — Sabe que eu odeio que mexam nas minhas paradas, caralho.
Kaelton, ou simplesmente Kael para os íntimos, nem se deu ao trabalho de olhar para o irmão. Com o cabelo platinado impecável e a pele bronzeada, ele dava um trago em um baseado, escondido atrás de uma das pilastras da varanda gourmet.
— Tá chapando, Bernardo? O tênis tava no meio do closet, achei que era o meu — Kael soltou a fumaça lentamente, os olhos verdes semicerrados. — Tu é muito estressado, moleque. Relaxa o cu aí.
— Relaxa é o caralho. Tu sabe que a gente divide tudo, mas tênis novo não, porra.
— Ai, meu Deus, vocês dois não cansam? — Merllya apareceu na porta da varanda, ajeitando o biquíni que ressaltava seu corpo curvilíneo. A loira de olhos azuis caminhou até Bernardo e sentou no colo dele, ignorando o suor. — Deixa de ser chato, meu bebê. É só um tênis.
Bernardo mudou a expressão instantaneamente. A mão dele subiu para a cintura de Merllya, apertando com firmeza.
— Tu me quebra, anjo. Mas avisa esse maluco que na próxima eu vou sumir com as joias dele — Bernardo resmungou, mas já estava beijando o pescoço da namorada.
Do outro lado, Luanara, a Lua, saía da cozinha com uma bandeja de suco. Ela era pequena, delicada, com traços orientais que a faziam parecer uma boneca, mas o corpo de "pera" atraía olhares por onde passava. Kael, ao vê-la, imediatamente jogou a ponta do baseado fora e mudou a postura. O ciúme dele era lendário na Rocinha.
— Vem cá, docinho — Kael chamou, a voz autoritária, mas carregada de afeto.
Lua se aproximou, deixando a bandeja na mesa.
— Oi, meu ursinho. Tá brigando com o Bê de novo? — Ela perguntou, passando as mãos pequenas pelos ombros largos de Kael.
— Esse moleque é um fodido, vive reclamando — Kael a puxou pela cintura, colando o corpo dela ao seu. Ele olhou para os lados, garantindo que nenhum segurança ou vapor estivesse olhando demais. — Tu tá muito linda nesse biquíni, Luanara. Tá me deixando puto já.
— Deixa de ser ciumento, vida — Lua riu, dando um selinho demorado nele. — A gente tá em casa. Os tios estão lá em cima.
— Não importa. Tu é minha, e eu não gosto de ninguém manjando o que é meu — Kael sussurrou no ouvido dela, a mão descendo perigosamente para a curva do quadril dela. — Mais tarde a gente vai pro meu quarto e eu vou te foder até tu esquecer como se chama, entendeu?
Lua sentiu um arrepio percorrer a espinha. Ela amava a intensidade de Kael, o jeito possessivo que só ele tinha.
— Tá bom, meu amor. Mas agora vamos nadar — ela pediu, manhosa.
Nesse momento, Guilherme e Letícia desceram as escadas. Guilherme já tinha trocado a calça social por um short de banho e uma camisa de linho aberta, exibindo o corpo malhado que não denunciava os 37 anos.
— Se eu sentir cheiro de marola de novo, eu vou quebrar o estoque de vocês dois! — Guilherme gritou da varanda, fazendo Kael e Bernardo trocarem um olhar cúmplice. — Estão achando que aqui é o quê? Casa de tolerância?
— Qual foi, pai? Mó paz — Bernardo respondeu, rindo.
— Mó paz é o caralho, Bernardo Henrique. Respeita tua mãe — Guilherme desceu os degraus e cumprimentou as noras com um aceno de cabeça. — Tudo bem, meninas? Se esses dois derem trabalho, me avisem que eu mando eles irem contar fuzil lá na boca.
— Tá tudo bem, tio — Mell respondeu com um sorriso doce. — O Bernardo só está sendo o rabugento de sempre.
Letícia se aproximou das meninas, abraçando Lua.
— Lua, querida, se o Kael te encher o saco com ciúme bobo, me avisa. Eu dou um corretivo nele que ele volta a ser gente — Letícia piscou, fazendo a menina rir.
A tarde seguiu com o ritmo típico da família Allegretti. Churrasco, música alta e o som das risadas misturado com os latidos de Theodoro correndo atrás de Ragnar. Guilherme não tirava os olhos de Letícia, que retribuía com olhares carregados de segundas intenções.
Quando o sol começou a se pôr, pintando o céu do Rio de laranja e roxo, os casais começaram a se dispersar. Guilherme puxou Letícia para o canto da piscina, longe dos ouvidos dos filhos.
— Coração, eu vou subir pra tomar um banho. Se você não aparecer lá em dez minutos, eu desço e te levo no ombro — ele disse, a voz grave vibrando contra o ouvido dela.
— É uma ameaça, querido? — Letícia provocou, passando a mão pelo peito bronzeado dele.
— É uma promessa. Quero te foder até a exaustão hoje. Esse morro pode estar caindo, mas lá dentro daquele quarto, o mundo é só nosso.
Letícia sorriu, mordendo o lábio inferior.
— Vai indo, meu bem. Só vou ver se as meninas precisam de alguma coisa e já subo.
Enquanto isso, no andar de cima, as portas dos quartos dos gêmeos já estavam fechadas. No quarto de Kael, o clima já tinha esquentado. Ele havia prensado Lua contra a porta assim que entraram.
— Agora é só eu e você, tempestade — Kael murmurou, as mãos grandes explorando o corpo dela por baixo da saída de praia. — Eu passei a tarde toda querendo tirar essa roupa de você.
— Então tira, amor — Lua desafiou, os olhos negros brilhando. — Mostra que você é o dono da porra toda.
Kael não precisou ouvir duas vezes. Ele a pegou no colo, as pernas dela enroscando na cintura dele, e a levou para a cama. O som dos beijos e dos sussurros abafados preenchia o quarto, enquanto o herdeiro mais velho dos Allegretti deixava claro que, apesar da marra, seu coração pertencia totalmente àquela menina.
No quarto ao lado, Bernardo e Merllya não estavam diferentes. Bernardo era mais bruto, mais direto, mas com Merllya, ele se transformava. Ele a deitou na cama com cuidado, admirando a beleza da loira.
— Tu é um anjo, Mell. Meu anjo — ele disse, a voz carregada de desejo. — Vou te foder com tanto carinho que tu vai flutuar.
— Só faz, meu bebê — ela pediu, puxando-o para cima de si. — Sou toda sua.
A noite na Rocinha estava apenas começando. Lá fora, o movimento do crime e da vida real continuava, mas dentro da mansão Allegretti, o que reinava era a paixão, a lealdade e o sangue quente de uma família que sabia viver intensamente, entre o luxo da mansão e a realidade do asfalto. Guilherme, do seu quarto, ouvia o silêncio da casa e sorria. Ele tinha tudo o que um homem poderia desejar: poder, respeito e, acima de tudo, o amor de sua vida nos braços.
— Você tá pensando em quê, meu rabugento? — Letícia perguntou, deitada sobre o peito dele após a primeira rodada.
— No quanto eu sou um homem fodido de sortudo, amor — Guilherme respondeu, beijando o topo da cabeça dela. — No quanto eu amo essa vida de merda que a gente construiu.
— Eu também, meu bem. Eu também.
