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O dono do morro

Fandom: Não tem

Criado: 03/05/2026

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RomanceCrimeHistória DomésticaLinguagem ExplícitaCiúmesAçãoRealismo
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Dono da Porra Toda

O sol do Rio de Janeiro não pedia licença, ele simplesmente invadia a mansão no topo da Rocinha, refletindo nos vidros blindados e aquecendo a pedra de mármore da varanda. Guilherme Allegretti, o homem que comandava aquela porra toda com punho de ferro, estava sentado em sua poltrona de couro no escritório, observando as câmeras de segurança. Ele tinha 1,92m de puro músculo, o corpo fechado em tatuagens que contavam sua história, e o semblante fechado que fazia qualquer marmanjo tremer as bases. O cavanhaque estava impecável, como sempre, e os olhos verdes analisavam cada movimento no pé do morro.

A porta do escritório se abriu sem bater. Ninguém tinha essa audácia, exceto uma pessoa.

— Caralho, amor, já tá aqui trancado com esse cheiro de pólvora e charuto? — Letícia entrou, fazendo o ar do ambiente mudar instantaneamente.

Guilherme relaxou os ombros na mesma hora. O olhar duro derreteu. Letícia estava divina num conjunto de seda que valorizava cada curva daquele corpo que, mesmo após três filhos, continuava sendo a perdição dele. A pele branquíssima contrastava com o cabelo preto liso.

— Vem cá, coração — Guilherme murmurou, a voz rouca e carregada de desejo. Ele deu um tapa na própria coxa, chamando-a. — O plantão foi foda, os canas tavam rondando a 15, tive que organizar o arsenal.

Letícia sentou no colo dele, sentindo a firmeza dos músculos do marido. Ela passou a mão pelo pescoço dele, ignorando a pistola Glock em cima da mesa.

— Você se estressa demais, meu bem — ela disse, dando um selinho demorado nele. — Os meninos já estão lá embaixo com as meninas. A Stella acordou querendo o pai.

— Aquela pequena é meu ponto fraco — Guilherme sorriu, o que era uma raridade. — Vou descer. Mas antes...

Ele apertou a cintura dela com força, puxando-a para um beijo profundo, daqueles que faziam o estômago dela dar voltas. A mão de Guilherme desceu, apertando a bunda farta de Letícia por cima do tecido fino.

— Tá querendo me foder logo cedo, é? — ela sussurrou contra os lábios dele, com um sorriso travesso.

— Se eu pudesse, te jogava nessa mesa agora e não saía daqui até amanhã. Tu sabe que é a dona dessa porra toda, Letícia. Minha mulher, minha vida.

No andar de baixo, o clima era outro, mas igualmente intenso. A sala de estar, imensa e luxuosa, parecia pequena para a energia dos gêmeos. Bernardo e Kael estavam jogados no sofá, ambos de bermuda de tactel, sem camisa, exibindo os corpos de atleta que claramente herdaram do pai. Ragnar, o imenso Cane Corso, estava deitado aos pés de Bernardo, enquanto o pequeno Theodoro, o Golden Retriever filhote, tentava morder a orelha de Ragnar sem sucesso.

Bernardo Henrique estava com o braço em volta do pescoço de Merllya. A loira, de olhos azuis penetrantes, estava encostada no peito dele, mexendo no brinco de argola da orelha do namorado.

— Qual foi, gatinha? Tá quietinha hoje — Bernardo disse, a voz grave, típica de quem tinha acabado de acordar. Ele deu um beijo no topo da cabeça dela.

— Só tô curtindo o ar-condicionado, Bê. Tá um calor de matar lá fora — Mell respondeu, subindo a mão pelo abdômen definido dele. — E você tá muito tenso. O que foi?

— Nada que tu precise se preocupar, amor. Só uns papos de negócio com o coroa e o Kael. Coisa de família — Bernardo desconversou, sendo o marrento de sempre. Ele odiava que ela se envolvesse na parte pesada do morro.

Do outro lado do sofá grande, o clima era de puro dengo. Kaelton Matheus — ou apenas Kael, porque se alguém o chamasse pelo nome completo o clima azedava — estava praticamente fundido a Lua. A menina, com seus traços orientais e corpo de dar nó na cabeça de qualquer um, era o porto seguro do gêmeo mais estressado.

Kael era o reflexo do pai no quesito ciúme e possessividade. Ele segurava Lua pela cintura, com a mão possessiva sobre a coxa dela, enquanto ela brincava com os fios platinados do cabelo dele.

— Vida, você tá me apertando — Lua disse com uma voz doce, parecendo um mochi de tão delicada.

— Foi mal, docinho — Kael relaxou a mão, mas não a soltou. — É que eu fico louco de ver tu com esse shortinho, sabia? Dá vontade de te trancar no quarto e não deixar ninguém mais olhar.

— Deixa de ser maluco, meu ursinho — Lua riu, dando um beijo no nariz dele. — Você sabe que eu sou só sua.

— É bom mesmo, porque se eu pegar algum otário te olhando torto, o papo vai ser na base do chumbo — Kael resmungou, mas amoleceu quando ela começou a fazer carinho na sua nuca.

A paz foi interrompida pelo som de passos pequenos e rápidos. Stella Lyara, a "Estrelinha" da casa, apareceu correndo na sala, vestindo um vestidinho rosa e com os cabelos pretos presos em dois pompons.

— Papá! Papá! — a pequena gritou, ignorando os irmãos e indo direto para a escada, onde Guilherme e Letícia desciam.

Guilherme praticamente voou os últimos degraus para pegar a filha no colo. O "Dono do Morro", o homem que decidia quem vivia e quem morria na Rocinha, agora estava fazendo vozes finas e enchendo a bochecha da bebê de beijos.

— Oi, minha princesa! Coisa linda do pai! — Guilherme a apertou. — O Theodoro tá cuidando de você?

— Theo! — ela apontou para o filhote, que correu até eles abanando o rabo.

Letícia olhou para a cena com o coração transbordando. Ela se aproximou dos filhos no sofá.

— E aí, seus desocupados? Já tomaram café ou vão ficar aí se pegando o dia todo? — Letícia perguntou, brincalhona.

— Pô, mãe, a gente tá relaxando — Kael respondeu, sem soltar Lua. — E aí, tia Lua, tia Mell? Tudo certo?

— Tudo certo, tia Lê — as duas responderam em coro, sorrindo. Elas amavam a sogra, que as tratava como filhas.

Guilherme se aproximou do grupo, ainda com Stella no colo. Ele olhou para os filhos, a expressão voltando a ficar séria, mas não agressiva.

— Bernardo, Kael. Mais tarde a gente desce pro depósito. Chegou carga nova e eu quero que vocês confiram tudo. Sem erro, entenderam?

— Visão, pai — Bernardo respondeu, levantando-se e alongando os braços. — Vou só deixar a Mell em casa e a gente desce.

— Eu também — Kael completou. — Vou levar o docinho e já volto.

— Nada disso — Letícia interveio, cruzando os braços. — As meninas vão almoçar aqui. Fiz feijoada e ninguém sai dessa casa de estômago vazio. Depois vocês resolvem essas coisas de homem.

Guilherme deu um sorriso de canto, olhando para a esposa.

— Mandou, tá mandado. Quem manda nessa porra é ela, eu só obedeço — Guilherme disse, fazendo os meninos rirem.

O almoço na mansão Allegretti era sempre uma zona. Stella tentava dar comida para o Theodoro escondida, Bernardo e Mell trocavam carícias por baixo da mesa, e Kael não tirava os olhos de Lua, servindo o prato dela como se ela fosse uma rainha.

— Tá gostoso, amor? — Kael perguntou no ouvido de Lua, a mão subindo perigosamente pela parte interna da coxa dela, por baixo da mesa.

Lua sentiu um arrepio e quase derrubou o garfo. Ela olhou para Kael, vendo aquele brilho safado nos olhos verdes dele.

— Tá... tá sim, vida — ela sussurrou, tentando manter a compostura na frente dos sogros.

— Depois do almoço, a gente vai lá em cima "descansar" um pouco, o que acha? — Kael provocou, a voz baixa e rouca.

— Kaelton Matheus! — Letícia chamou a atenção, mesmo sem ouvir o que ele disse, mas conhecendo bem a peça que tinha em casa. — Comporta esse fogo aí, que a gente tá na mesa.

— Ih, mãe, tá lendo mente agora? — Kael riu, mas parou com a mão, dando apenas um aperto final na coxa de Lua antes de voltar a comer.

Após o almoço, o clima na casa deu uma esfriada necessária. Guilherme foi para a varanda com os filhos para fumar um charuto e discutir os próximos passos da segurança do morro.

— Escuta aqui — Guilherme começou, encostado no parapeito, olhando a imensidão da Rocinha abaixo deles. — O clima tá meio estranho na divisa com o Vidigal. Quero vocês dois atentos. Bernardo, tu fica na contenção da entrada. Kael, tu circula com os moleques. Não quero ninguém vacilando com as namoradas na rua hoje, entenderam?

— Pode deixar, coroa — Bernardo falou, a postura agora totalmente séria. — Vou deixar a Mell no quarto assistindo filme e aviso os moleques da contenção. Ninguém passa sem o aval.

— É isso — Kael concordou. — Se algum otário tentar crescer o olho pro nosso lado, vai voltar em pedaço.

Guilherme assentiu, orgulhoso. Ele tinha criado dois leões.

— Agora vão lá ficar com as mulheres de vocês. Mais tarde o bicho pega.

Bernardo e Kael entraram. No corredor, os irmãos se olharam. Eles não precisavam de muitas palavras; a conexão de gêmeos era absoluta.

— Tu leva a Lua pro teu quarto, eu levo a Mell pro meu — Bernardo disse. — Aquela loira tá me deixando doido desde que acordou.

— Nem me fala, Bê. A Lua com aquele cheirinho de baunilha... vou foder aquela pequena até ela esquecer o próprio nome — Kael respondeu com um sorriso perverso.

Cada um seguiu para um lado. No quarto de Kael, o ar-condicionado já estava no máximo. Lua estava sentada na cama, mexendo no celular. Quando Kael entrou e trancou a porta, o estalo da fechadura fez o coração dela acelerar.

— Vem cá, vida — Kael disse, caminhando até ela com aquela ginga de quem sabia exatamente o que queria.

Ele a puxou pela cintura, fazendo-a ficar de pé entre suas pernas. Kael enterrou o rosto no pescoço dela, inspirando o perfume.

— Tu é linda pra caralho, sabia? — ele murmurou, as mãos descendo para a bunda farta dela, apertando com vontade. — Fico doido só de pensar que tu é minha.

— Eu sou sua, Kael... toda sua — Lua respondeu, passando os braços pelo pescoço dele, sentindo os músculos das costas do namorado.

Kael a jogou na cama com cuidado, mas com a urgência de quem estava no limite. Ele se posicionou entre as pernas dela, olhando fixamente naqueles olhos puxados que ele tanto amava.

— Vou te dar o mundo, docinho. Mas agora, eu só quero te foder até tu não aguentar mais.

Enquanto isso, no quarto principal, Guilherme entrava e encontrava Letícia terminando de colocar Stella para tirar um cochilo no berço que ficava no anexo do quarto. Ela fechou a porta divisória e se virou para o marido.

Guilherme não disse nada. Ele apenas caminhou até ela, a pegou pela cintura e a prensou contra a parede.

— Coração, tu não tem noção do que eu vou fazer contigo agora — ele disse, a voz num tom que prometia tudo.

— Menos conversa e mais ação, meu rabugento — Letícia desafiou, puxando a camisa dele para cima.

Naquela casa, o amor era bruto, a lealdade era absoluta e o desejo era o combustível que mantinha o império dos Allegretti de pé. No topo da Rocinha, eles eram os reis, e ninguém ousaria desafiar aquela família. O Rio de Janeiro podia ser um caos lá fora, mas dentro daquelas paredes, Guilherme era apenas um homem louco por sua mulher, e seus filhos seguiam exatamente o mesmo caminho.

A tarde estava apenas começando, e o calor do morro não era nada comparado ao fogo que ardia dentro da mansão. Entre armas, negócios e o peso da responsabilidade, havia um porto seguro feito de toques, sussurros e a certeza de que, acontecesse o que acontecesse, eles estariam juntos. Porque no final das contas, para Guilherme Allegretti, a única coisa que importava mais que o poder, era o sangue e o amor que corriam em suas veias.
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