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Sem pressa

Fandom: Outer banks

Criado: 06/05/2026

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RomanceDramaAngústiaGótico SulistaEstudo de PersonagemCiúmesCenário Canônico
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O Fantasma da Rua Figure Eight

O ar de Outer Banks tem um cheiro específico. É uma mistura de salitre, protetor solar caro e aquele cheiro de pântano que fica impregnado na pele depois de dez minutos fora do ar-condicionado. Eu costumava amar esse cheiro. Agora, enquanto o carro do meu pai cruzava a ponte que nos trazia de volta à ilha, aquele aroma parecia estar tentando me sufocar.

Eu estava encostada na janela traseira, com os fones de ouvido no volume máximo, tentando ignorar a empolgação forçada dos meus pais no banco da frente. Eles falavam sobre o novo contrato de logística, sobre como a casa estaria depois de um ano e meio fechada, sobre como seria bom "voltar para as raízes". Raízes. Que piada. Minhas raízes aqui foram arrancadas com tanta força que eu ainda sentia o buraco no peito.

Eu tinha quatorze anos quando saí daqui. Era só uma garota que achava que o mundo girava em torno de festas no Figure Eight e de um par de olhos azuis-gelo que me olhavam como se eu fosse a única coisa real naquele pântano de aparências. Agora eu tenho dezesseis. Quase dezessete. E sinto que envelheci uma década nesse intervalo.

— Amber, querida, você ouviu? — Minha mãe se virou, tirando um dos meus fones. — Eu disse que a Sra. Ward ligou ontem. Ela quer organizar um jantar de boas-vindas assim que estivermos instalados. Rose disse que a Sarah e o Rafe estão ansiosos para te ver.

Meu estômago deu um solavanco. Senti o gosto amargo do café que tomei no caminho subir pela garganta.

— Tenho certeza que eles estão morrendo de vontade — murmurei, pegando o fone de volta. — Especialmente o Rafe.

Minha mãe suspirou, trocando um olhar cúmplice com meu pai. Eles nunca gostaram dele. Chamavam o Rafe de "instável", "má influência", "o tipo de garoto que acaba com a reputação de uma família". Eles não sabiam da metade. Não sabiam das noites que eu escapei pela janela para encontrá-lo no píer, nem das brigas homéricas que terminavam com a gente sem fôlego, nem da última discussão. A discussão que quebrou tudo.

— Amber, tente ser gentil — meu pai disse, olhando pelo retrovisor. — Sabemos que as coisas ficaram estranhas quando partimos, mas é um novo começo.

Um novo começo na mesma casa. Que genial.

Quando o carro entrou na nossa garagem, o sol estava começando a se pôr, pintando o céu de um laranja violento, quase da cor do cabelo da Sarah. A casa parecia a mesma. Grande, branca, imponente, perfeitamente Kook. Mas, para mim, ela parecia um mausoléu. Cada centímetro daquele gramado me lembrava de algo que eu queria esquecer.

Desci do carro e o calor me atingiu como um tapa. Peguei minha mala principal e caminhei em direção à entrada, ignorando os homens da mudança que já começavam a descarregar o caminhão. Eu não avisei a ninguém que estava voltando. Nem para a Sarah.

Nós éramos carne e unha. Ela era a irmã que eu nunca tive, e eu era a pessoa que segurava a mão dela quando o pai dela agia como um louco ou quando o Rafe passava dos limites. Mas o tempo é um desgraçado. No começo, a gente se falava todo dia. Depois, toda semana. Depois, apenas curtidas em fotos no Instagram e mensagens de aniversário protocolares. A Sarah ficou brava, e com razão. Eu fugi. Eu não disse adeus. Eu simplesmente apaguei meu rastro porque, se eu desse um tchau que fosse, eu sabia que não conseguiria ir. E se eu ficasse, aquele relacionamento com o Rafe ia acabar me destruindo por completo. Ou ele me destruiria, ou eu o destruiria.

Subi para o meu quarto. Estava tudo coberto por lençóis brancos, como se a mobília estivesse morta. Joguei minha mala na cama e caminhei até a varanda. A vista dava para a baía. Do outro lado da água, eu conseguia ver as luzes de Tannyhill começando a acender.

Onde ele estaria agora?

Rafe Cameron aos dezenove anos. Eu tinha visto algumas fotos perdidas no feed de outras pessoas. O cabelo estava mais longo, o rosto mais marcado, menos "menino de ouro" e mais... perigoso. Ele sempre teve aquela faísca de caos nos olhos, mas agora parecia um incêndio fora de controle. Eu soube, por alto, que ele estava saindo com uma tal de Sofia. Uma qualquer que, segundo os comentários maldosos que eu ainda acompanhava, era apenas um tapa-buraco.

— Você é uma idiota, Amber — sussurrei para mim mesma, apertando o parapeito de madeira. — Ele provavelmente nem lembra do seu nome sem sentir vontade de cuspir no chão.

A última vez que nos vimos, as palavras foram facas.

"Se você cruzar aquela porta, não volta mais", ele tinha gritado. A voz dele estava embargada, os olhos vermelhos de raiva ou de outra coisa que eu não quis identificar na época. "Você é igual a todo mundo, Amber. Você vai me abandonar quando as coisas ficarem difíceis."

E eu fui. Sem dizer que o caminhão de mudança estava na porta de casa às seis da manhã do dia seguinte. Sem dizer que meus pais tinham me forçado a ir por causa do trabalho deles, mas que uma parte de mim estava aliviada por fugir daquela intensidade doentia que a gente chamava de amor.

O celular vibrou no meu bolso. Era uma mensagem da Sarah. Meu coração parou por um segundo. Como ela sabia?

— Amber? Eu juro por Deus que se aquele SUV preto na sua garagem for da sua família e você não me avisou que chegou, eu vou te matar. — A mensagem era direta, bem ao estilo Sarah Cameron.

Respirei fundo, os dedos tremendo sobre a tela.

— Cheguei faz dez minutos. Ainda estou tirando o pó dos pulmões.

A resposta veio em segundos.

— Vou passar aí em uma hora. E é bom você ter uma explicação muito boa, ou eu te jogo do píer.

Sorri, mas era um sorriso triste. Eu não tinha explicações. Só cicatrizes que ainda coçavam quando o tempo mudava.

Passei a hora seguinte tentando organizar minimamente o meu quarto. Tirei os lençóis das poltronas, abri as janelas para deixar o cheiro de mofo sair e evitei olhar para a gaveta da cômoda onde eu sabia que ainda guardava um moletom velho dele. Um moletom que eu não tive coragem de jogar fora e nem de usar.

Quando ouvi a buzina lá fora, meu estômago deu um nó. Não era o carro da Sarah. Era um Jeep. E eu conhecia aquele som.

Desci as escadas correndo, o coração martelando contra as costelas. Meus pais estavam na cozinha discutindo sobre onde colocar a adega de vinhos. Passei por eles sem falar nada e abri a porta da frente.

Lá estava ela. Sarah. Ela parecia mais alta, mais mulher. O cabelo loiro estava ondulado pelo sal do mar e ela usava um short jeans curto e uma regata simples. Ela saiu do carro com uma expressão que misturava fúria e saudade.

— Você é uma vadia, Amber — disse ela, caminhando em minha direção. — Uma vadia completa.

— Eu sei — respondi, com a voz embargada.

Sarah me abraçou com força. Por um momento, senti que tinha quatorze anos de novo, sentada na areia com ela, planejando como seríamos donas daquela ilha. O abraço durou muito tempo, até que ela se afastou e me segurou pelos ombros, me analisando.

— Você mudou. Está... diferente. Mais séria.

— A vida em Atlanta não tem muito sol, Sarah. — Tentei brincar, mas minha voz falhou. — Senti sua falta.

— Sentiu tanto que não mandou uma mensagem em seis meses? — Ela cruzou os braços, arqueando uma sobrancelha. — Eu quase fui até lá te buscar pelos cabelos.

— Foi difícil, ok? — Suspirei, sentando nos degraus da entrada. — Vir embora foi como arrancar um curativo que estava colado na pele. Eu só queria que parasse de doer.

Sarah sentou ao meu lado, o olhar suavizando. Ela sabia do que eu estava falando. Ela viveu os bastidores do meu desastre com o irmão dela.

— Ele está diferente, Am — ela disse baixinho, sem que eu precisasse perguntar. — O Rafe... ele não é mais o mesmo garoto que você deixou no píer.

— Eu imagino. — Tentei parecer indiferente, mas minhas mãos estavam suando. — Soube que ele está com alguém. Sofia, certo?

Sarah soltou uma risada seca, cheia de sarcasmo.

— Sofia é um acessório, Amber. Ela é o que ele usa para fingir que tem uma vida normal quando não está surtando ou andando com gente que meu pai desaprova. O Rafe está... em um lugar sombrio. Mais do que antes.

— Ele sempre gostou do escuro — comentei, olhando para as próprias unhas.

— Ele ficou sabendo que vocês voltariam. Papai comentou no jantar de ontem.

Senti um calafrio percorrer minha espinha.

— E qual foi a reação dele?

— Ele não disse nada — Sarah respondeu, olhando fixamente para mim. — Mas ele quebrou um copo de cristal na mão. Sem querer, claro. Pelo menos foi o que ele disse enquanto limpava o sangue da mesa.

O silêncio que se seguiu foi pesado. Eu conseguia visualizar a cena perfeitamente. O Rafe, com aquele sorriso cínico, os olhos vazios, apertando o vidro até a pele ceder. Ele sempre foi autodestrutivo. E eu sempre fui a idiota que tentava juntar os cacos, acabando por me cortar no processo.

— Amber! — A voz da minha mãe veio de dentro da casa. — A Rose Cameron está no telefone, ela quer saber se você e a Sarah querem ir até Tannyhill para um lanche rápido.

Olhei para a Sarah, em pânico.

— Eu não posso. Não hoje. Eu acabei de chegar, estou um lixo, eu...

— Você vai ter que ver ele uma hora ou outra, Am — Sarah disse, levantando-se e limpando a poeira do short. — Outer Banks é pequena demais para se esconder. Especialmente de um Cameron.

— Eu não estou me escondendo. Só estou... me preservando.

— Sei. — Ela estendeu a mão para me ajudar a levantar. — Vamos fazer o seguinte: hoje a gente só dá uma volta de barco. Só nós duas. Sem Rafe, sem pais, sem dramas. O que acha?

— Eu acho que é a melhor ideia que eu ouvi em anos.

Caminhamos em direção ao Jeep dela. Por um momento, enquanto eu entrava no carro, tive a sensação nítida de estar sendo observada. Olhei para o final da rua, onde as sombras das árvores se tornavam mais densas. Não havia nada lá, apenas o vento movendo os galhos das carvalhas cobertas de musgo espanhol.

Mas eu conhecia aquela sensação. Era a mesma eletricidade estática que eu sentia na nuca sempre que ele estava por perto.

— Amber? — Sarah chamou, já no volante. — Tudo bem?

— Sim — menti, fechando a porta. — Tudo ótimo.

Enquanto o carro se afastava da minha casa, eu sabia que a paz não duraria. Em Outer Banks, o passado nunca fica enterrado por muito tempo. Ele sempre volta à superfície, trazido pela maré, pronto para te arrastar para o fundo de novo.

E o meu passado tinha nome, sobrenome e um temperamento volátil que eu conhecia melhor do que a mim mesma.

Rafe Cameron não ia deixar que a minha volta fosse silenciosa. Ele nunca foi fã de silêncio. Ele gostava do barulho, do caos e da dor. E, pelo jeito que meu coração ainda disparava só de ouvir o nome dele, eu ainda era a audiência perfeita para o seu show de horrores.

— Então — Sarah começou, tentando quebrar o gelo enquanto dirigia em direção à marina —, me conta. Teve algum cara em Atlanta? Algum Kook da cidade grande que tentou roubar o seu coração?

— Nenhum que valesse a pena — respondi, olhando para a paisagem que passava rápido. — Eles eram todos tão... previsíveis.

— É — Sarah murmurou, com um meio sorriso triste. — Acho que depois de viver aqui, o resto do mundo parece um pouco sem sal, não é?

— Ou talvez a gente só tenha se viciado no veneno.

Sarah não respondeu. Ela sabia que eu tinha razão. Nós éramos garotas de ouro criadas em um ninho de cobras, e por mais que tentássemos fugir, o veneno já estava no nosso sangue.

Chegamos à marina e o movimento era o de sempre. Barcos de pesca misturados com iates de milhões de dólares. O cheiro de diesel e maresia. Senti uma nostalgia dolorosa apertar meu peito. Passamos por alguns conhecidos, pessoas que acenavam e olhavam com curiosidade, provavelmente já espalhando o boato de que a "Amber renegada" estava de volta.

Enquanto Sarah preparava o barco, eu fiquei no cais, olhando para o horizonte. O sol já tinha sumido quase por completo, deixando apenas um rastro de roxo e cinza no céu.

Foi então que eu ouvi. O ronco de uma moto. Não era uma moto qualquer. Era o som de uma motorizada potente, o tipo de som que costumava estacionar debaixo da minha janela às duas da manhã.

Meu corpo congelou. Eu não queria olhar. Eu implorei para que minhas pernas se movessem para dentro do barco da Sarah, mas eu estava estática.

A moto parou a alguns metros de distância. O piloto desligou o motor, mas não tirou o capacete imediatamente. Ele ficou ali, sentado, apenas observando. Eu conseguia sentir o olhar dele através da viseira escura. Era como se o ar ao meu redor tivesse ficado subitamente carregado de eletricidade.

— Amber? — Sarah chamou do barco. — Vem logo, a maré está...

Ela parou de falar quando seguiu o meu olhar.

O homem na moto desceu. Ele tirou o capacete com uma lentidão calculada, quase sádica. O cabelo estava mais comprido, jogado para trás, e a luz fraca dos postes da marina realçava as linhas duras do seu rosto. Ele não sorriu. Ele não acenou.

Era o Rafe.

Ele parecia maior, mais imponente, e havia algo em sua postura que exalava uma confiança perigosa. Ele vestia uma camisa polo escura e calças claras, o uniforme padrão dos Kooks, mas nele parecia uma armadura de guerra.

Ele caminhou alguns passos na nossa direção, parando no limite entre a luz e a sombra.

— Olha só o que o mar trouxe de volta — a voz dele ecoou, mais grave do que eu lembrava, carregada de um sarcasmo que cortava como navalha. — A pequena Amber. Sem aviso, sem despedida... e agora, sem palavras?

Senti minha garganta secar. Eu tinha ensaiado mil coisas para dizer se o encontrasse, mas todas fugiram da minha mente. Eu só conseguia notar como ele parecia quebrado e magnífico ao mesmo tempo.

— Oi, Rafe — consegui dizer, minha voz saindo mais fraca do que eu pretendia.

Ele soltou uma risada curta, sem humor nenhum, e deu mais um passo à frente. O cheiro dele — menta, tabaco e aquele perfume caro que eu costumava sentir no meu travesseiro — me atingiu em cheio.

— "Oi, Rafe"? — Ele repetiu, inclinando a cabeça para o lado, os olhos azuis brilhando com uma intensidade que me fez querer recuar. — Depois de um ano e meio de silêncio total, é isso que eu ganho? Um "oi"?

— Rafe, deixa ela em paz — Sarah interveio, subindo de volta para o cais e se colocando entre nós. — Ela acabou de chegar.

Ele nem olhou para a irmã. Seus olhos estavam fixos nos meus, como se estivesse tentando ler cada pensamento sujo e culpado que eu estava escondendo.

— Eu não estou fazendo nada, Sarah — ele disse, com uma suavidade que era mais assustadora do que se ele estivesse gritando. — Só estou dando as boas-vindas para uma velha amiga. Você ainda se considera minha amiga, Amber? Ou essa parte da sua vida também foi deletada quando você fugiu?

— Eu não fugi, Rafe — respondi, recuperando um pouco da minha dignidade. — Meus pais mudaram de cidade. Você sabe disso.

— Eu sei o que me disseram — ele retrucou, dando um passo final, ficando perigosamente perto, ignorando totalmente a presença da Sarah. — O que eu sei é que eu acordei e você não estava lá. Nem no dia seguinte. Nem no outro.

— Você não facilitou as coisas naquela noite! — O grito saiu antes que eu pudesse conter. A raiva, aquela velha e familiar raiva, estava começando a borbulhar. — Você foi um idiota, Rafe! Você disse coisas imperdoáveis!

— E você provou que eu estava certo! — Ele rosnou, a máscara de calma caindo por um segundo, revelando a ferida aberta por baixo. — Você foi embora sem olhar para trás.

Ficamos ali, ofegantes, a poucos centímetros um do outro, com a Sarah nos olhando como se estivéssemos prestes a explodir. E talvez estivéssemos. A tensão entre nós era quase física, um elástico esticado ao máximo, pronto para arrebentar e chicotear quem estivesse por perto.

Rafe respirou fundo, recuperando o controle tão rápido que me deu vertigem. Ele recuou um passo, um sorriso frio voltando aos seus lábios.

— Bem-vinda ao lar, Amber. Espero que você goste da estadia. As coisas mudaram por aqui. Eu mudei.

— Eu percebi — murmurei.

— Ótimo. — Ele colocou o capacete de volta, mas antes de fechar a viseira, ele me olhou uma última vez. — A propósito, a Sofia quer muito te conhecer. Ela ouviu histórias... interessantes sobre você.

Ele montou na moto, deu a partida e saiu em alta velocidade, deixando para trás apenas o cheiro de fumaça e o som ensurdecedor do motor.

Sarah tocou meu braço. Eu estava tremendo.

— Você está bem? — perguntou ela, a voz cheia de preocupação.

— Não — respondi com sinceridade, olhando para o caminho por onde ele tinha sumido. — Eu devia ter ficado em Atlanta.

— Tarde demais, Am. Você está de volta ao pântano.

Olhei para a água escura da marina. Eu sabia que Sarah tinha razão. Eu estava de volta. E, pelo brilho nos olhos do Rafe, a nossa discussão de um ano e meio atrás ainda não tinha terminado. Na verdade, parecia que ela estava apenas começando um novo e mais perigoso capítulo.

— Vamos logo com esse barco, Sarah — eu disse, tentando ignorar o fato de que minhas mãos ainda não tinham parado de tremer. — Eu preciso de ar.

Mas eu sabia, no fundo, que não havia ar fresco o suficiente em todas as Carolinas para me fazer esquecer o jeito que o Rafe me olhou. Como se eu fosse, ao mesmo tempo, o seu maior tesouro e o seu pior inimigo.

A guerra estava declarada. E eu não tinha certeza se sairia viva dessa vez.
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