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Tapas e beijos
Fandom: Euphoria
Criado: 08/05/2026
Tags
RomanceDramaFatias de VidaDor/ConfortoEstudo de PersonagemCenário CanônicoAngústia
Eco no Vazio
O som do couro contra o verniz da quadra era a única pulsação que restava no ginásio da East Highland. Era um ritmo seco, constante — *pá, pá, pá* — seguido pelo chiado característico dos tênis de basquete derrapando no chão polido. Rue Bennett se movia com uma economia de energia que beirava o desleixo, mas havia uma precisão clínica em seus braços longos. Ela saltou, o corpo esguio se esticando no ar, e a bola beijou a tabela antes de deslizar suavemente pela rede.
Nas arquibancadas superiores, mergulhada em uma penumbra que a iluminação zenital do teto não alcançava totalmente, Maddy Perez observava.
Maddy estava sentada com as pernas cruzadas, a postura impecável mesmo no cansaço do fim do dia. Ela ainda usava o uniforme de líder de torcida — o azul e dourado que pareciam brilhar sob a luz fluorescente, a saia curta plissada e o top ajustado que delineava cada curva de sua confiança inabalável. No entanto, seus olhos, contornados por um delineado gatinho tão afiado que poderia cortar vidro, não carregavam a agressividade habitual. Havia apenas uma curiosidade silenciosa, um tipo de atenção que ela não concedia a quase ninguém.
Rue pegou a bola no rebote, girou-a nos dedos e parou. Ela sabia que Maddy estava lá. Sentia o peso do olhar dela como uma mudança na pressão do ar. Rue passou a mão pela testa, afastando os cachos úmidos de suor, e caminhou até o banco de reservas para pegar sua garrafa de água.
O ginásio era um monstro de concreto e metal que, vazio, parecia respirar. O cheiro de cera de assoalho e suor antigo impregnava o ambiente. A luz do fim de tarde entrava pelas janelas altas, criando faixas de poeira dourada que dançavam entre as duas.
Maddy levantou-se e começou a descer os degraus de metal. O som de seus passos era um contraponto delicado ao silêncio pesado. Ela parou a alguns metros de Rue, encostando-se no corrimão da primeira fileira.
— Você perdeu o ritmo no último arremesso — comentou Maddy, a voz calma, sem o tom de desafio que usava com as outras garotas.
Rue deu um gole longo na água, a garganta subindo e descendo. Ela era significativamente mais alta que Maddy, uma presença física que ocupava espaço de forma desajeitada, mas magnética. Ela fechou a garrafa e olhou para Maddy com aqueles olhos que sempre pareciam estar vendo algo a quilômetros de distância.
— Eu estava cansada. O treino foi pesado hoje.
— Você sempre diz isso — Maddy deu um passo à frente, entrando no círculo de espaço pessoal de Rue. — Mas continua aqui depois que todo mundo vai embora.
Rue deu de ombros, um movimento lento que fez os ombros largos sob a regata do time se contraírem.
— É mais silencioso assim. Sem o treinador gritando ou as meninas tentando provar que são melhores que as outras. É só a bola e a cesta. É lógico. Faz sentido.
Maddy soltou um riso curto, quase inaudível.
— Nada nessa escola faz sentido, Rue. Especialmente a lógica.
Houve um silêncio entre elas. Não era um silêncio desconfortável, mas sim carregado de tudo o que não tinha nome. Elas não eram namoradas. Não eram apenas amigas. Eram algo que existia nas sombras, nos encontros após os treinos, nas caronas silenciosas para casa onde a mão de Maddy descansava no console do carro, perigosamente perto da de Rue, sem nunca chegar a tocá-la.
Maddy estendeu a mão e, com uma delicadeza que contrastava com sua persona pública de "garota má", tocou o tecido da regata de Rue, perto do ombro.
— Você está encharcada — disse ela, fazendo uma careta leve, mas sem se afastar.
— Eu sou uma atleta, Maddy. O que você esperava? Cheiro de Chanel nº 5 depois de duas horas de cardio?
— Seria um milagre — Maddy sorriu de canto, os olhos fixos nos de Rue. — Mas acho que prefiro você assim. Menos... montada. Mais real.
Rue sentiu um calor que não vinha do exercício físico. Ela raramente sabia como lidar com os elogios ou as observações diretas de Maddy. Maddy era como um sol: brilhante demais, intensa demais, e Rue estava acostumada com a penumbra de sua própria mente introspectiva.
— Você também está aqui — Rue observou, desviando o olhar para o uniforme de Maddy. — O treino das *cheerleaders* acabou faz uma hora. Por que não foi para casa com a Cassie ou... sei lá?
Maddy desviou o olhar por um breve segundo, e Rue viu a sombra do nome de Nate Jacobs passar pelo rosto dela como uma nuvem passageira. Maddy estava tentando se reconstruir, peça por peça, e às vezes as peças não se encaixavam direito. Estar com Rue era o único momento em que ela não sentia que precisava performar para ninguém.
— Eu não queria ir para casa — Maddy respondeu, a voz baixando um tom. — E eu sabia que você estaria aqui.
Rue soltou o ar devagar. Ela deu um passo à frente, diminuindo a distância. A diferença de altura era evidente; Maddy tinha que inclinar a cabeça para trás para manter o contato visual. Rue parecia protegê-la do resto do ginásio apenas com sua estatura.
— Você está sempre me observando, Perez — disse Rue, um traço de sarcasmo suave na voz.
— Alguém tem que garantir que você não vai desmaiar de exaustão ou se perder nos seus próprios pensamentos — Maddy rebateu, aproximando-se o suficiente para que Rue sentisse o perfume floral e caro dela lutando contra o cheiro de ginásio.
Maddy levou a mão ao rosto de Rue, o polegar acariciando a maçã do rosto marcada pelo esforço. O toque era frio, mas o efeito foi imediato. Rue fechou os olhos por um momento, permitindo-se sentir aquela conexão tátil. Era raro Rue se deixar tocar. Ela era como um animal arisco, sempre pronta para fugir para dentro de si mesma. Mas Maddy tinha uma paciência estratégica.
— Você pensa demais, Rue — sussurrou Maddy. — Sua cabeça deve ser um lugar barulhento.
— É um caos — confessou Rue, abrindo os olhos. — Mas aqui, agora... está quieto.
Maddy sorriu, um sorriso verdadeiro que raramente aparecia nas fotos do Instagram. Ela deslizou a mão para a nuca de Rue, os dedos se perdendo nos cachos curtos e úmidos.
— Bom. Porque eu não vim aqui para conversar sobre basquete.
Rue inclinou a cabeça, os lábios a centímetros dos de Maddy. A tensão era elétrica, mas contida. Nenhuma delas queria quebrar o encanto com movimentos bruscos. Era uma dança de aproximação que elas praticavam há semanas, sem nunca chegar a uma conclusão definitiva.
— O que você quer, Maddy? — perguntou Rue em voz baixa.
— O que eu quero? — Maddy repetiu, a voz rouca. — Eu quero que, por cinco minutos, você não tente fugir. De mim, de você, de tudo. Só fica aqui.
— Eu estou aqui.
— Está? — Maddy arqueou uma sobrancelha. — Ou está pensando em quando vai ser a sua próxima dose de silêncio?
Rue sentiu a pontada da verdade. Ela sempre tinha um pé na saída, uma rota de fuga mental pronta. Mas olhar para Maddy, com aquela intensidade de quem exige ser vista, tornava a fuga impossível.
— Eu estou aqui — repetiu Rue, desta vez com mais firmeza.
Ela colocou as mãos na cintura de Maddy, puxando-a para mais perto. O contraste era absoluto: a pele suada e quente de Rue contra o tecido sintético e frio do uniforme de Maddy; a altura desajeitada de uma jogadora de basquete contra a elegância compacta de uma líder de torcida.
Maddy suspirou, encostando a testa no peito de Rue por um momento, ouvindo o coração da outra garota ainda acelerado pelo treino. Era um som humano, real, sem as complicações do drama adolescente que as cercava do lado de fora daquelas portas duplas.
— Vamos embora — disse Maddy, afastando-se apenas o suficiente para olhar para Rue. — Meu carro está lá fora. Eu te levo.
— Eu tenho minha bicicleta — Rue começou a dizer, mas Maddy a interrompeu com um olhar.
— Deixa a bicicleta no cadeado. Eu te trago amanhã cedo. Hoje, você vem comigo.
Rue não discutiu. Não havia como ganhar uma discussão com Maddy Perez quando ela decidia algo. Rue pegou sua mochila, jogou a bola dentro do cesto de equipamentos e apagou as luzes da quadra.
O ginásio mergulhou na escuridão, restando apenas as luzes de emergência vermelhas que projetavam sombras longas nas paredes. Elas caminharam lado a lado pelo corredor silencioso, o som dos passos de Rue ecoando mais alto que os de Maddy.
Ao chegarem à porta de saída, Maddy parou e olhou para Rue sob a luz pálida do poste do estacionamento.
— Você jogou bem hoje — disse ela, ajustando a alça da bolsa de grife no ombro.
— Você nem estava prestando atenção no jogo, estava no celular — Rue provocou, abrindo a porta para ela.
— Eu sempre presto atenção em você, Rue. Mesmo quando parece que não.
Maddy passou por ela, deixando um rastro de perfume e uma promessa silenciosa no ar frio da noite. Rue ficou parada por um segundo, observando-a caminhar em direção ao carro com aquela confiança que parecia uma armadura. Ela sabia que o que tinham era frágil, sem nome e possivelmente autodestrutivo, mas ali, no silêncio do pós-treino, era a única coisa que parecia sólida.
Rue seguiu Maddy, fechando a porta do ginásio atrás de si e deixando o vazio da quadra para trás. Por enquanto, o barulho em sua cabeça tinha dado lugar ao ritmo constante dos passos de Maddy no asfalto. E isso era o suficiente.
Nas arquibancadas superiores, mergulhada em uma penumbra que a iluminação zenital do teto não alcançava totalmente, Maddy Perez observava.
Maddy estava sentada com as pernas cruzadas, a postura impecável mesmo no cansaço do fim do dia. Ela ainda usava o uniforme de líder de torcida — o azul e dourado que pareciam brilhar sob a luz fluorescente, a saia curta plissada e o top ajustado que delineava cada curva de sua confiança inabalável. No entanto, seus olhos, contornados por um delineado gatinho tão afiado que poderia cortar vidro, não carregavam a agressividade habitual. Havia apenas uma curiosidade silenciosa, um tipo de atenção que ela não concedia a quase ninguém.
Rue pegou a bola no rebote, girou-a nos dedos e parou. Ela sabia que Maddy estava lá. Sentia o peso do olhar dela como uma mudança na pressão do ar. Rue passou a mão pela testa, afastando os cachos úmidos de suor, e caminhou até o banco de reservas para pegar sua garrafa de água.
O ginásio era um monstro de concreto e metal que, vazio, parecia respirar. O cheiro de cera de assoalho e suor antigo impregnava o ambiente. A luz do fim de tarde entrava pelas janelas altas, criando faixas de poeira dourada que dançavam entre as duas.
Maddy levantou-se e começou a descer os degraus de metal. O som de seus passos era um contraponto delicado ao silêncio pesado. Ela parou a alguns metros de Rue, encostando-se no corrimão da primeira fileira.
— Você perdeu o ritmo no último arremesso — comentou Maddy, a voz calma, sem o tom de desafio que usava com as outras garotas.
Rue deu um gole longo na água, a garganta subindo e descendo. Ela era significativamente mais alta que Maddy, uma presença física que ocupava espaço de forma desajeitada, mas magnética. Ela fechou a garrafa e olhou para Maddy com aqueles olhos que sempre pareciam estar vendo algo a quilômetros de distância.
— Eu estava cansada. O treino foi pesado hoje.
— Você sempre diz isso — Maddy deu um passo à frente, entrando no círculo de espaço pessoal de Rue. — Mas continua aqui depois que todo mundo vai embora.
Rue deu de ombros, um movimento lento que fez os ombros largos sob a regata do time se contraírem.
— É mais silencioso assim. Sem o treinador gritando ou as meninas tentando provar que são melhores que as outras. É só a bola e a cesta. É lógico. Faz sentido.
Maddy soltou um riso curto, quase inaudível.
— Nada nessa escola faz sentido, Rue. Especialmente a lógica.
Houve um silêncio entre elas. Não era um silêncio desconfortável, mas sim carregado de tudo o que não tinha nome. Elas não eram namoradas. Não eram apenas amigas. Eram algo que existia nas sombras, nos encontros após os treinos, nas caronas silenciosas para casa onde a mão de Maddy descansava no console do carro, perigosamente perto da de Rue, sem nunca chegar a tocá-la.
Maddy estendeu a mão e, com uma delicadeza que contrastava com sua persona pública de "garota má", tocou o tecido da regata de Rue, perto do ombro.
— Você está encharcada — disse ela, fazendo uma careta leve, mas sem se afastar.
— Eu sou uma atleta, Maddy. O que você esperava? Cheiro de Chanel nº 5 depois de duas horas de cardio?
— Seria um milagre — Maddy sorriu de canto, os olhos fixos nos de Rue. — Mas acho que prefiro você assim. Menos... montada. Mais real.
Rue sentiu um calor que não vinha do exercício físico. Ela raramente sabia como lidar com os elogios ou as observações diretas de Maddy. Maddy era como um sol: brilhante demais, intensa demais, e Rue estava acostumada com a penumbra de sua própria mente introspectiva.
— Você também está aqui — Rue observou, desviando o olhar para o uniforme de Maddy. — O treino das *cheerleaders* acabou faz uma hora. Por que não foi para casa com a Cassie ou... sei lá?
Maddy desviou o olhar por um breve segundo, e Rue viu a sombra do nome de Nate Jacobs passar pelo rosto dela como uma nuvem passageira. Maddy estava tentando se reconstruir, peça por peça, e às vezes as peças não se encaixavam direito. Estar com Rue era o único momento em que ela não sentia que precisava performar para ninguém.
— Eu não queria ir para casa — Maddy respondeu, a voz baixando um tom. — E eu sabia que você estaria aqui.
Rue soltou o ar devagar. Ela deu um passo à frente, diminuindo a distância. A diferença de altura era evidente; Maddy tinha que inclinar a cabeça para trás para manter o contato visual. Rue parecia protegê-la do resto do ginásio apenas com sua estatura.
— Você está sempre me observando, Perez — disse Rue, um traço de sarcasmo suave na voz.
— Alguém tem que garantir que você não vai desmaiar de exaustão ou se perder nos seus próprios pensamentos — Maddy rebateu, aproximando-se o suficiente para que Rue sentisse o perfume floral e caro dela lutando contra o cheiro de ginásio.
Maddy levou a mão ao rosto de Rue, o polegar acariciando a maçã do rosto marcada pelo esforço. O toque era frio, mas o efeito foi imediato. Rue fechou os olhos por um momento, permitindo-se sentir aquela conexão tátil. Era raro Rue se deixar tocar. Ela era como um animal arisco, sempre pronta para fugir para dentro de si mesma. Mas Maddy tinha uma paciência estratégica.
— Você pensa demais, Rue — sussurrou Maddy. — Sua cabeça deve ser um lugar barulhento.
— É um caos — confessou Rue, abrindo os olhos. — Mas aqui, agora... está quieto.
Maddy sorriu, um sorriso verdadeiro que raramente aparecia nas fotos do Instagram. Ela deslizou a mão para a nuca de Rue, os dedos se perdendo nos cachos curtos e úmidos.
— Bom. Porque eu não vim aqui para conversar sobre basquete.
Rue inclinou a cabeça, os lábios a centímetros dos de Maddy. A tensão era elétrica, mas contida. Nenhuma delas queria quebrar o encanto com movimentos bruscos. Era uma dança de aproximação que elas praticavam há semanas, sem nunca chegar a uma conclusão definitiva.
— O que você quer, Maddy? — perguntou Rue em voz baixa.
— O que eu quero? — Maddy repetiu, a voz rouca. — Eu quero que, por cinco minutos, você não tente fugir. De mim, de você, de tudo. Só fica aqui.
— Eu estou aqui.
— Está? — Maddy arqueou uma sobrancelha. — Ou está pensando em quando vai ser a sua próxima dose de silêncio?
Rue sentiu a pontada da verdade. Ela sempre tinha um pé na saída, uma rota de fuga mental pronta. Mas olhar para Maddy, com aquela intensidade de quem exige ser vista, tornava a fuga impossível.
— Eu estou aqui — repetiu Rue, desta vez com mais firmeza.
Ela colocou as mãos na cintura de Maddy, puxando-a para mais perto. O contraste era absoluto: a pele suada e quente de Rue contra o tecido sintético e frio do uniforme de Maddy; a altura desajeitada de uma jogadora de basquete contra a elegância compacta de uma líder de torcida.
Maddy suspirou, encostando a testa no peito de Rue por um momento, ouvindo o coração da outra garota ainda acelerado pelo treino. Era um som humano, real, sem as complicações do drama adolescente que as cercava do lado de fora daquelas portas duplas.
— Vamos embora — disse Maddy, afastando-se apenas o suficiente para olhar para Rue. — Meu carro está lá fora. Eu te levo.
— Eu tenho minha bicicleta — Rue começou a dizer, mas Maddy a interrompeu com um olhar.
— Deixa a bicicleta no cadeado. Eu te trago amanhã cedo. Hoje, você vem comigo.
Rue não discutiu. Não havia como ganhar uma discussão com Maddy Perez quando ela decidia algo. Rue pegou sua mochila, jogou a bola dentro do cesto de equipamentos e apagou as luzes da quadra.
O ginásio mergulhou na escuridão, restando apenas as luzes de emergência vermelhas que projetavam sombras longas nas paredes. Elas caminharam lado a lado pelo corredor silencioso, o som dos passos de Rue ecoando mais alto que os de Maddy.
Ao chegarem à porta de saída, Maddy parou e olhou para Rue sob a luz pálida do poste do estacionamento.
— Você jogou bem hoje — disse ela, ajustando a alça da bolsa de grife no ombro.
— Você nem estava prestando atenção no jogo, estava no celular — Rue provocou, abrindo a porta para ela.
— Eu sempre presto atenção em você, Rue. Mesmo quando parece que não.
Maddy passou por ela, deixando um rastro de perfume e uma promessa silenciosa no ar frio da noite. Rue ficou parada por um segundo, observando-a caminhar em direção ao carro com aquela confiança que parecia uma armadura. Ela sabia que o que tinham era frágil, sem nome e possivelmente autodestrutivo, mas ali, no silêncio do pós-treino, era a única coisa que parecia sólida.
Rue seguiu Maddy, fechando a porta do ginásio atrás de si e deixando o vazio da quadra para trás. Por enquanto, o barulho em sua cabeça tinha dado lugar ao ritmo constante dos passos de Maddy no asfalto. E isso era o suficiente.
