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Fandom: S

Criado: 10/05/2026

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O Eclipse da Negação

O som ensurdecedor da música eletrônica no lounge de luxo em Seul parecia abafado para Bang Chan. Ele estava sentado em um sofá de couro, com o braço em volta de uma modelo cujo nome ele já havia esquecido, embora tivessem passado as últimas duas horas conversando. Ele ria, bebia e exibia o sorriso que todos esperavam do líder do Stray Kids, mas seus olhos, traidores e inquietos, não paravam de buscar uma silhueta específica do outro lado do salão.

Seungmin estava encostado no bar, segurando um copo de uísque. Ele parecia diferente naquela noite. Havia uma aura de indiferença nele que irritava Chan profundamente. Seungmin sempre fora o porto seguro, o "filhote" que Chan sentia necessidade de proteger, mas ultimamente, o olhar do mais novo queimava a pele de Chan de uma forma que ele não conseguia explicar — ou melhor, que ele se recusava a aceitar.

— Você está tão distraído, Channie... — a mulher ao lado dele ronronou, aproximando-se para beijar seu pescoço.

Chan forçou um sorriso e retribuiu o carinho, tentando se convencer de que era aquilo que ele queria. Ele era hétero. Ele gostava de mulheres. A urgência que sentia em sair com alguém novo a cada folga era a prova viva de sua masculinidade, certo? Se ele estivesse com uma mulher bonita em seus braços, a imagem de Seungmin sem camisa no dormitório, ou o som da risada sarcástica dele, não deveriam significar nada.

Mas então, ele viu.

Um homem da equipe de produção, consideravelmente mais velho e com uma reputação de ser "atirado", aproximou-se de Seungmin. Chan travou. Ele viu o homem colocar a mão no ombro de Seungmin, inclinando-se para sussurrar algo em seu ouvido. Seungmin não se afastou. Pelo contrário, ele soltou uma risada nasalada e olhou para o homem com um brilho desafiador nos olhos.

Seungmin estava descobrindo novas facetas de si mesmo. Ele sempre soube que amava Chan, mas o cansaço de ser ignorado e de ver o líder desfilar com mulheres o transformou. Ele estava sendo um pouco babaca, sim. Estava testando os limites, flertando com o perigo apenas para ver se conseguia arrancar alguma reação daquela muralha de negação que Bang Chan construíra.

— Aquele cara não deveria estar tocando nele assim — rosnou Chan, a voz saindo mais grave do que o pretendido.

— Quem? Ah, o seu amigo? Eles parecem estar se divertindo — a modelo comentou, indiferente.

Chan viu o produtor deslizar a mão para a cintura de Seungmin. Foi o estopim. A raiva subiu por sua garganta como bile. Ele se levantou abruptamente, deixando a mulher confusa no sofá.

— Com licença.

Ele atravessou o salão como um predador. O barulho da festa sumiu, restando apenas o foco em Seungmin e naquela mão intrusa. Quando chegou ao bar, Chan não pediu permissão. Ele segurou o pulso do produtor com uma força que fez o homem empalidecer.

— Ele está comigo — disse Chan, a voz fria como gelo.

— Calma, Chan, estávamos apenas conversando... — o produtor tentou gaguejar.

— A conversa acabou. Agora.

Chan não esperou resposta. Ele agarrou o braço de Seungmin e o puxou com violência em direção à saída de emergência que levava ao estacionamento privativo. Seungmin tropeçava, mas não reclamava. Havia um sorriso vitorioso e sombrio em seus lábios.

Assim que a porta pesada de metal se fechou atrás deles, o silêncio do corredor de concreto foi quebrado pelo impacto de Seungmin sendo empurrado contra a parede.

— Que porra foi aquela, Seungmin? — Chan gritou, os olhos injetados. — Você sabe quem é aquele cara? Ele é um predador!

— E o que você tem a ver com isso? — Seungmin rebateu, a voz carregada de veneno. — Você estava muito ocupado com aquela loira. Por que não volta para lá e me deixa em paz?

— Eu não vou te deixar em paz para você se esfregar em qualquer um!

— "Qualquer um"? Pelo menos ele não está tentando fingir ser algo que não é — Seungmin deu um passo à frente, colando o peito no de Chan. — Você está morrendo de medo, não está, Hyung? Medo de que, se parar de pegar essas mulheres, vai ter que encarar o que sente quando olha para mim.

— Cala a boca — Chan rosnou, as mãos tremendo ao lado do corpo.

— Você me quer. Você quer me foder desde que saímos daquela sala de prática ontem. Eu vi como você olhou para a minha boca.

— Eu disse para calar a boca!

Chan não aguentou mais. A barreira que ele passou meses construindo ruiu em um segundo. Ele avançou sobre os lábios de Seungmin com uma fome desesperada, um beijo que não tinha nada de gentil. Era uma colisão de dentes, línguas e meses de desejo reprimido. Seungmin soltou um gemido abafado, agarrando os cabelos da nuca de Chan, puxando-o para mais perto, querendo fundir seus corpos.

Chan o pegou no colo, as pernas de Seungmin circulando sua cintura instantaneamente. Ele o carregou até a van de vidros fumê que os esperava, despachando o motorista com um comando rápido de que iriam sozinhos. No banco de trás, o caos se instalou.

— Eu vou acabar com você — Chan prometeu contra a pele do pescoço de Seungmin, distribuindo mordidas que deixariam marcas arroxeadas.

— Por favor... — Seungmin implorou, a arrogância de antes dissolvida em puro tesão.

As roupas foram arrancadas com urgência. Chan não usou preliminares lentas; ele não conseguia. O desejo era uma fera faminta. Ele preparou Seungmin com dedos ágeis e brutos, ouvindo o mais novo arfar seu nome como se fosse uma oração. Quando Chan finalmente entrou, um estocada profunda e possessiva, Seungmin jogou a cabeça para trás, gritando o nome do líder.

— Você é meu — Chan rosnou, movendo-se com uma intensidade que fazia a van balançar. — Entendeu? De ninguém mais.

— Sim... sim, Channie... mais forte!

O que se seguiu foi uma maratona de luxúria que Chan nunca experimentou com nenhuma das mulheres que usou como escudo. Era diferente com Seungmin. Era visceral. Era certo.

Chan o levou ao ápice a primeira vez apenas com a força de suas estocadas e o jeito que ele apertava a cintura de Seungmin, deixando marcas de dedos na pele pálida. Seungmin gozou gritando, o sêmen sujando o próprio peito, mas Chan não parou. Ele mudou a posição, colocando Seungmin de quatro contra o banco de couro.

— Olha para mim — Chan ordenou, segurando o rosto de Seungmin pelo queixo enquanto o possuía por trás. — Quero que você veja quem está te fodendo.

Seungmin estava em transe. O prazer era tanto que sua mente parecia nublada. Ele gozou a segunda e a terceira vez em sucessão rápida, seu corpo tremendo violentamente, as pernas perdendo a força. Ele se tornou uma poça de necessidade, totalmente entregue ao homem que amava e odiava na mesma medida.

Chan estava possesso. Cada vez que Seungmin tentava recuperar o fôlego, Chan encontrava um novo ângulo, uma nova forma de fazê-lo delirar. Na quarta vez que Seungmin atingiu o orgasmo, ele estava chorando, um choro de alívio e sobrecarga sensorial.

— Chan... eu não... eu não consigo mais... — ele soluçou.

— Você consegue. Você vai aguentar tudo o que eu tenho para te dar.

Chan atingiu seu próprio limite logo depois, despejando tudo dentro de Seungmin em uma explosão que o deixou sem forças. Eles ficaram ali, emaranhados, o cheiro de sexo e suor prechendo o espaço confinado da van.

Seungmin estava desfeito. Seus olhos estavam vidrados, o corpo coberto de fluidos e marcas, uma verdadeira poça de tesão e exaustão. Chan, ainda ofegante, o puxou para o seu peito, cobrindo-os com sua jaqueta.

— Hyung... — Seungmin sussurrou, a voz rouca.

— Shh — Chan beijou o topo da cabeça dele, o coração batendo em um ritmo que ele não conseguia mais negar. — Não precisa dizer nada. Eu não vou a lugar nenhum.

A negação havia acabado. Ali, no escuro da van, Bang Chan finalmente aceitou que nenhuma mulher no mundo poderia lhe dar o que o brilho nos olhos de Seungmin lhe dava: a sensação de estar, finalmente, em casa.
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